Questões de Concurso
Comentadas sobre transtornos de personalidade em psicologia
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Juliano, de trinta anos de idade, analista de sistemas, foi levado ao hospital pela mãe, que relatou que, havia dois dias, o filho tinha deixado de comer, tomar banho e sair de casa. No atendimento, Juliano fez o seguinte relato: “Parei de comer porque eles deram um jeito de colocar veneno de rato na minha comida. Eles querem se livrar de mim porque tenho acesso a informações confidenciais. Amanhã tenho uma reunião para resolver esse impasse. Teremos festa: é aniversário da minha mãe”. Após as observações do filho, a mãe fez o seguinte relato: “Juliano sempre foi um filho tranquilo e trabalhador. Nunca me deu trabalho nenhum. É a primeira vez que fica esquisito”. Ainda de acordo com a mãe, Juliano não utiliza substâncias ilícitas, medicamento contínuo nem apresenta qualquer tipo de condição médica geral.
A partir da avaliação inicial, os profissionais envolvidos no atendimento de Juliano optaram por iniciar intervenção medicamentosa prescrita por um psiquiatra e encaminhar Juliano para internação, a fim de conter o quadro e realizar acompanhamento psicológico individual. A família também recebeu orientações. Após cinco dias de tratamento, Juliano recebeu alta porque apresentou melhora do quadro e remissão dos sintomas. O paciente recebeu indicação para realizar acompanhamento psiquiátrico e psicológico externo.
Considerando o caso clínico precedente, o Manual diagnóstico e estatístico dos transtornos mentais (DSM-V) e a classificação internacional das doenças (CID-10), julgue o próximo item.
As distorções cognitivas e perceptivas e a excentricidade
do comportamento de Juliano caracterizam o transtorno
de personalidade esquizotípica.
Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém “pisou na bola”. O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição; o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos, e, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado, como sempre. Dá vontade de se cortar, de beber e até de morrer, porque a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis.
Estamos diante de um paciente manifestando sintomas característicos de um: