Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e técnicas psicoterápicas em psicologia
Foram encontradas 6.372 questões
I.A psicanálise foi fundada por Sigmund Freud e busca ajudar os pacientes a elaborar seus conflitos internos e as emoções associadas.
II.A terapia comportamental, desenvolvida por Burrhus Frederic Skinner, baseia-se na análise das representações mentais, como sonhos, pensamentos e lembranças, para compreender e tratar os sintomas.
III.A terapia comportamental investiga os antecedentes, os comportamentos e as consequências geradas para compreender as causas dos comportamentos e a função que desempenham na vida do sujeito.
Está correto o que se afirma em:
(__)O psicanalista critica e aprova as revelações do paciente durante o processo terapêutico.
(__)O psicanalista deve apresentar o menos possível de sua personalidade ao paciente, para permitir a transferência de atitudes e ideias.
(__)O psicanalista assume uma posição moral ao interpretar as revelações do paciente.
(__)A transferência é um processo crucial na psicanálise, trazendo eventos passados para um novo contexto terapêutico.
A sequência está correta em:
1.(_)A teoria comportamentalista considera o aprendizado como um processo interno, focado no desenvolvimento pessoal do indivíduo.
2.(_)A aprendizagem comportamentalista enfatiza a resposta do aprendiz aos estímulos fornecidos pelo ambiente externo.
3.(_)As técnicas comportamentalistas incluem reforço e avaliação de progresso para alcançar comportamentos desejados.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
1.(_)O uso dos "Seis Chapéus do Pensamento" permite ao casal abordar o conflito considerando múltiplas perspectivas, o que amplia as possibilidades de resolução.
2.(_)Esta técnica é utilizada exclusivamente em contextos de terapia de casal, pois assegura que não haja introspecção de cada parceiro separadamente.
3.(_)A técnica favorece a colaboração e ajuda os parceiros a explorar tanto prós quanto contras das questões, ampliando as opções de resolução.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
I.A psicoterapia para pessoas com deficiência intelectual pode ser mais eficaz quando adaptada para incluir familiares e cuidadores no processo terapêutico.
II.Técnicas de espelhamento e reforço da compreensão são frequentemente utilizadas para explorar o mundo interior do paciente com deficiência intelectual moderada.
III.Intervenções para essa população se limitam ao uso de técnicas comportamentais, sendo inviável a aplicação de abordagens como a terapia cognitivo-comportamental.
Assinale a alternativa correta:
(__) A Psicoterapia Breve se distancia da análise transferencial, pois não há tempo suficiente para trabalhar com essa dinâmica.
(__) O terapeuta na Psicoterapia Breve pode usar a técnica da atenção flutuante, similar à usada na psicanálise, para captar conteúdos inconscientes do paciente.
(__) A definição do tempo limitado na Psicoterapia Breve ajuda a minimizar as resistências e a focar o tratamento em questões emergenciais.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
Considerando a situação hipotética precedente, julgue o item subsequente.
É correto concluir que Sérgio apresenta quadro de transtorno mental induzido por estimulante, para o qual são indicadas técnicas de aconselhamento psicológico.
No que se refere à psicopatologia, ao abuso de substâncias e ao papel do psicólogo, julgue o item a seguir.
Para o modelo cognitivo-comportamental, os fatores sociais e biológicos estão associados ao uso experimental de substâncias e à manutenção desse consumo.
No que se refere à psicopatologia, ao abuso de substâncias e ao papel do psicólogo, julgue o item a seguir.
Na dependência química, o terapeuta cognitivo-comportamental tem o objetivo central de modificar as crenças disfuncionais, minimizando o craving e interrompendo o uso, ou prevenindo as situações de recaída.
No que se refere à psicopatologia, ao abuso de substâncias e ao papel do psicólogo, julgue o item a seguir.
De acordo com a teoria cognitivo-comportamental, a autoeficácia é um fator importante no tratamento da dependência química.
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [sic].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [sic].
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [sic].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [sic].
Considerando o caso clínico apresentado no texto 17A1, julgue os itens a seguir.
1.(_) A frequência das sessões é um critério extrínseco utilizado para diferenciar psicanálise de psicoterapia psicanalítica.
2.(_) A centralidade da transferência é um fator intrínseco que diferencia as duas abordagens.
3.(_) A duração da sessão é um fator intrínseco que diferencia psicanálise de psicoterapia psicanalítica.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta: