Questões de Concurso
Comentadas sobre semiologia psiquiátrica e critérios de normalidade em psicologia
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(__) No estado de êxtase, há perda das fronteiras entre o eu e o mundo exterior.
(__) A vivência do espaço no indivíduo em um quadro depressivo é a de um espaço extremamente dilatado e amplo, que invade o das outras pessoas.
(__) No estado maníaco, o espaço exterior pode ser vivenciado como muito encolhido, contraído, escuro e pouco penetrável pelo indivíduo e pelos outros.
(__) O indivíduo com quadro paranoide vivencia seu espaço interior como invadido por aspectos ameaçadores, perigosos e hostis do mundo.
(__) No caso do indivíduo com agorafobia, o espaço exterior é percebido como sufocante, pesado, perigoso e potencialmente aniquilador.
Cassorla (2009) apresenta o seguinte paradoxo do suicídio: por que o ser humano que vive aterrorizado pela consciência de sua finitude pode buscar, conscientemente, a morte? A incompreensão que certas pessoas que tentam suicídio recebem em unidades de saúde, sendo hostilizadas e ridicularizadas por equipes de saúde despreparadas, indica que estas equipes captam o componente agressivo e, por vezes, manipulativo do ato, ignorando sua complexidade e o fato de que o paciente está, de alguma forma, pedindo ajuda. Quanto aos comportamentos variados que levam à morte, analise as afirmativas seguintes.
I. As pessoas que falam que vão se matar ou que tentam chamar atenção, uma vez que não há uma busca convicta pelo fim da vida.
II. Comportamentos variados que levam à morte, muitas vezes, são sentidos como sedutores em certos indivíduos: uso de álcool e drogas, velocidade e perigo, colocar-se em situações arriscadas, sexo sem cuidados, riscos à saúde e à vida.
III. Em alguns casos, os comportamentos variados que levam à morte são fruto da necessidade de o ser humano negar sua fragilidade, imaginando-se tão poderoso que pode desafiar a morte e derrotá-la.
IV. O fato de as pessoas, por vezes, buscarem a morte através do suicídio nos obriga a pensar que, na verdade, não é a morte (aniquilamento) que elas procuram, mas sim uma fuga do sofrimento insuportável. E o suicida se mata para escapar desse sofrimento insuportável.
V. Não é recomendado falar sobre suicídio com pessoas que apresentam comportamentos variados que levam à morte, pois isso pode aumentar o risco.
Estão corretas:
( ) Aumento na latência entre as perguntas e as respostas.
( ) Diminuição da irritabilidade.
( ) Sintomas psicóticos, se em formas graves de depressão.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Paciente apresenta-se com perda da capacidade de verbalizar, as suas respostas verbais são monossilábicas, com grande dificuldade de demonstrar compreensão aos estímulos impostos e sua motricidade fina está totalmente comprometida.
Neste caso, considerando a Psicologia Hospitalar, o paciente apresenta alteração da consciência clínica de que tipo?
Com base na psicopatologia, assinale a alternativa que caracteriza corretamente o fenômeno descrito.
Tais indícios podem ser considerados uma alteração qualitativa da consciência, denominada
I- As alucinações verdadeiras apresentam todas as características de uma imagem perceptiva real, incluindo a corporeidade e a localização no espaço objetivo externo.
II- As pseudoalucinações não ocorrem na esquizofrenia, mas podem ocorrer nos quadros em que há alteração do estado da consciência.
III-As alucinoses ocorrem sob lucidez de consciência.
IV-Nas alucinações cenestésicas as sensações são visuais.
(__)A alucinação caracteriza-se pela percepção clara e definida de um objeto sem a presença do estímulo sensorial correspondente.
(__)A ilusão é uma alteração qualitativa onde ocorre a deformação da percepção de um objeto real e presente.
(__)A alucinose diferencia-se da alucinação verdadeira pois o indivíduo preserva a crítica de que o fenômeno é estranho à sua realidade.
(__)As alucinações hipnagógicas ocorrem exclusivamente em quadros psicóticos graves e indicam prognóstico reservado.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Leia o relato do caso a seguir.
G. chega ao consultório psicológico relutante e por insistência da esposa. Está chateado com ela, acha que sua esposa duvida de seu sofrimento, mas são 17 anos de casamento e sua família é a coisa mais importante que tem. Conta que é trabalhador da construção civil e sofreu um acidente de trabalho que levou à fratura do fêmur. Foi necessário uma cirurgia e meses de fisioterapia. Foi encostado pelo INSS por um período, mas há alguns meses o perito suspendeu seu benefício e o declarou apto ao trabalho. Só que G. ainda sente fortes dores. Inicialmente, seu médico preencheu novo relatório e ele entrou com recurso que foi negado. Enquanto corria o recurso, seu médico realizou vários exames, prescreveu mais sessões de fisioterapia e, há duas semanas, o informou que concorda com o perito, considerando-o apto ao trabalho, já que os exames não mostraram nenhuma lesão que justifique a dor. Também o encaminhou ao psiquiatra. G. só marcou a consulta com o psiquiatra e o psicólogo pela insistência da esposa. Entende que ela esteja sobrecarregada por ter precisado voltar ao mercado de trabalho, já que a renda da família foi comprometida com a suspensão do seguro saúde. Tem a intenção de dar continuidade ao processo terapêutico, mas confidenciou que contratou um advogado. Pretende processar o INSS e a empresa em que trabalhava.
Diante da experiência de G., qual hipótese terapeuta pode ser formulada?