Questões de Concurso
Comentadas sobre semiologia psiquiátrica e critérios de normalidade em psicologia
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I - Na visão comportamental, o ser humano é visto como um conjunto de comportamentos observáveis, verificáveis, que são regulados por estímulos específicos e gerais, bem como por suas respostas (estímulos antecedentes e consequências; contingências). Em suma, o comportamento se baseia em certas leis e determinantes do aprendizado.
II - Na visão, a perspectiva cognitivista centra seu foco sobre as representações cognitivas (cognições) de cada indivíduo. As cognições seriam vistas como essenciais ao funcionamento mental, tanto normal como patológico. Os sintomas resultam de comportamentos e representações cognitivas disfuncionais, aprendidas e reforçadas pela experiência familiar e social.
III - Na visão psicanalítica, o ser humano é visto como ser “sobre determinado”, dominado por forças, desejos e conflitos inconscientes. A psicanálise dá grande importância aos afetos, que, segundo ela, dominam o psiquismo. O ser humano racional, autocontrolado, senhor de si e de seus desejos, é, para ela, uma enorme ilusão.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I- A psicopatologia comportamental-cognitivista enfoca as representações cognitivas conscientes das pessoas.
II- A psicopatologia psicanalítica dá grande enfoque aos afetos, os sintomas são considerados como a expressão de conflitos inconscientes.
III- A psicopatologia comportamental-cognitivista e a psicopatologia psicanalítica são abordagens complementares.
IV- A psicopatologia médica e a psicopatologia existencial enfocam o corpo, o adoecimento mental é considerado o adoecimento do cérebro.
Estão corretas as afirmativas.
1. Transtorno conversivo.
2. Transtorno factício.
3. Simulação.
( ) Produção de sintomas consciente para obtenção de ganho primário (ser visto como doente e receber atenção).
( ) Produção de sintomas consciente para obtenção de ganho secundário.
( ) Produção de sintomas inconsciente.
Classicamente, distinguem-se três tipos de fenômenos humanos para a psicopatologia. A partir disso, assinale a alternativa correta:
(Por: Dr. Manoel Tosta Berlinck. Sociólogo; psicanalista; Ph.D. (Cornell University, Ithaca, N.Y., USA); professor aposentado da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (Campinas, SP, Brasil) – (Adaptado)
Nesse contexto, analise as informações:
I – A prática clínica é social, sendo ela critério de verdade na psicopatologia.
II – Na psicopatologia, a prática clínica sempre busca o obscuro (páthos psíquico) procurando um discurso que o represente.
III – Na visão de Kant (1773), no mundo humano predomina a obscuridade, servindo de princípio para incentivar os estudos e a prática da psicopatologia.
IV – Na psicopatologia, o (páthos psíquico) representa o objetivo geral da prática clínica.
Marque a alternativa com a série que se pode associar corretamente à Psicopatologia.
I - Recorrência é o retorno dos sintomas logo após haver ocorrido melhora parcial do quadro clínico ou quando o estado assintomático é ainda recente, não tendo passado um ano do episódio agudo.
II - Recaída ou recidiva é o surgimento de um novo episódio, depois de o indivíduo se apresentar assintomático, pelo menos por cerca de um ano.
III - Remissão é o retorno ao estado normal tão logo acaba o episódio agudo e remissão espontânea quando o paciente se recupera sem o auxílio de intervenção terapêutica.
Está CORRETO o que se afirma em
Sobre a natureza dos transtornos mentais ou psicológicos, dentre as alternativas a seguir, escolha a que traduz CORRETAMENTE um conceito acerca do tema em suas diversas vertentes.
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [sic].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [sic].