Questões de Concurso Comentadas sobre psicologia
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Analise as afirmativas a seguir no que se refere à intervenção do psicólogo na prestação de serviços psicológicos que estejam sendo efetuados por outro profissional de Psicologia nas seguintes situações:
I. a pedido do profissional;
II. em caso de emergência ou risco ao beneficiário, quando dará ciência ao profissional em um prazo máximo de 15 dias;
III. quando informado expressamente, por qualquer uma das partes, da interrupção temporária e involuntária do serviço;
IV. quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada.
Estão de acordo com o artigo 7º do Código de Ética Profissional do Psicólogo
Atualmente, verifica-se um aumento do número de diagnósticos médicos e de subsequente ingestão de medicação por crianças e jovens em idade escolar. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, transtorno desafiador opositivo, transtorno obsessivo compulsivo e mesmo obesidade e dislexia constituem uma parte substancial das patologias ou distúrbios que ocupam as salas de aula das nossas escolas. A emergência desses diagnósticos de significado expressivo no universo da saúde pública – que, em certos casos, podem considerar-se mais ou menos nebulosos, pois, não raras vezes, revelam desinformação generalizada, quer do ponto de vista dos discursos, quer do ponto de vista das práticas a eles associada – tende a estar, efetivamente, relacionada com a ideia de uma crescente medicalização da educação e da sociedade.
PAIS, S. C.; MENEZES, I.; NUNES, J. A. Saúde e escola: reflexões em torno da medicalização da educação, 2016. Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em: 15 jul. 2019.
Pensando na problemática da medicalização, tratada no fragmento acima, analise as afirmativas a seguir:
I. O campo da educação se configura como um primeiro lugar em que emerge um olhar mais atento
para potenciais problemas que as crianças e jovens possam estar enfrentando. Por isso, os
profissionais da educação precisam estar familiarizados com o discurso médico, já que, com base
em um diagnóstico bem estabelecido, qualquer comportamento inesperado da criança é justificado
pela doença que ela apresenta. A localização de um problema na criança não é capaz de produzir
efeitos excludentes no seu processo de ensino e aprendizagem.
II. A educação produz uma atuação inclusiva e de remediação dos problemas de aprendizagem, ao acionar o saber médico ali onde o ensino fracassou.
III. O fenômeno da medicalização no discurso escolar acaba por reforçar potenciais fragilidades vivenciadas pelas crianças e suas famílias, aumentando a dimensão segregadora do espaço escolar, além de provocar uma desresponsabilização da instituição escolar.
Assinale a alternativa que indica a(s) afirmativa(s) que corresponde(m) à visão dos autores sobre a questão.
Para Harper et al. (2000), a escola não pode ser pensada como uma categoria abstrata, portadora de uma natureza imutável. A escola não pode ser lograda fora da compreensão de algo mais abrangente que ela: a sociedade mesma na qual está inserida. Desse modo, a escola não pode ser concebida desagarrada do contexto histórico-social, econômico e político da sociedade.
HARPER, B. et al. Cuidado, escola!: desigualdade, domesticação e algumas saídas. São Paulo: Brasiliense, 2000.
Assinale a alternativa que está em DESACORDO com a concepção de escola defendida pelos autores.
Foucault (1977) discorre sobre a instituição escolar, discutindo acerca da especificidade de um mecanismo que aparelha de forma ininterrupta a operação do ensino, exercendo um controle e uma vigilância que permite qualificar, classificar e punir. Tal mecanismo vale como cerimônia da objetificação dos indivíduos dessa instituição.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1977.
O mecanismo ao qual Foucault se refere é o(a)
Wallon (1975) compreende os estágios de desenvolvimento de forma dialética, em um processo de integração de afetividade e inteligência. Seguindo essa concepção, o autor reconhece diferentes etapas, do nascimento até a adolescência.
WALLON, H. As etapas da personalidade da criança. Lisboa: Estampas, 1975.
Há um estágio de desenvolvimento específico, situado por volta dos 6 aos 11 anos de idade, em que se desenvolve uma evolução no domínio da percepção e do conhecimento, tornando possíveis comparações, distinções e assimilações sistemáticas e coerentes.
Esse estágio é chamado por Wallon de
Winnicott descreve o crescimento emocional em termos de uma jornada separada em três categorias.
Essas categorias são:
O tema do fracasso escolar, entendido como repetência, evasão escolar ou distúrbio de aprendizagem, vem sendo amplamente debatido nos campos da Psicologia e da Educação. O fracasso escolar, na contingência de nossa temporalidade, desafia tanto psicólogos quanto educadores que tentam dizer algo sobre o seu funcionamento. A psicanalista Ruth Cohen publicou diversos trabalhos sobre o tema, a fim de elucidar a lógica do fracasso escolar em uma perspectiva multidisciplinar.
Para a pesquisadora, o fracasso escolar deve ser entendido como
Em 2005, diversos profissionais da saúde mental ligados ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Atenção à Saúde, por meio do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, publicaram material em que são sugeridos vários princípios baseados em uma ética e em uma lógica do cuidado.
O trecho a seguir, extraído da referida publicação, discorre sobre um desses princípios:
Este princípio significa que as portas de todos os serviços públicos de saúde mental infanto-juvenil devem estar abertas a todo aquele que chega […]. Trata-se de acabar com as barreiras burocráticas que dificultam o acesso ao serviço e romper com a lógica do encaminhamento irresponsável, que faz com que aquele que procura atendimento percorra, infinitamente, uma série de serviços e não encontre acolhida em nenhum.
Caminhos para uma política de saúde mental infanto-juvenil. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.
O princípio ao qual o trecho se refere é o de
A partir da teoria geral dos sistemas e da teoria da comunicação surgiram várias escolas de terapia familiar e vários institutos e centros de atendimento e de formação foram criados. A família é vista como um sistema equilibrado e o que mantém este equilíbrio são as regras do funcionamento familiar. Quando, por algum motivo, estas regras são quebradas, entram em ação meta-regras para restabelecer o equilíbrio perdido. A terapia desenvolvida a partir deste enfoque enfatiza a mudança no sistema familiar, sobretudo pela reorganização da comunicação entre os membros da família. Sendo assim, podem ser feitas as seguintes afirmações:
I - O passado é abandonado como questão central, pois o foco de atenção é o modo comunicacional no momento atual.
II - A unidade terapêutica se desloca de duas pessoas para três ou mais à medida que a família é concebida como tendo uma organização e uma estrutura.
III - Os terapeutas sistêmicos dão ênfase às interpretações dos fatos que levaram ao conflito.
Das afirmações acima:
"A natureza (physis), tanto no homem como fora dele, é harmonia e equilíbrio. A perturbação desse equilíbrio, dessa harmonia, é a doença. Nesse caso, a doença não está em alguma parte no homem. Está em todo o homem e é toda dele." (Canguilhem, 2002, p.20)
Com base neste texto a interpretação do autor sobre a concepção de saúde e doença é:
A esquizofrenia é uma doença ampla que, além da psicopatologia, compromete a vida de relação do seu portador. Exige, em geral, o tratamento em equipe multidisciplinar. A psicoterapia, neste caso, de forma geral, tem como objetivos:
I- interromper a perda da capacidade mental, preservando o contato com a realidade.
II- restaurar a capacidade de cuidar de si e de administrar sua vida, e manter o máximo de autonomia para promover o melhor ajustamento pessoal, psicológico e social possível.
III- reconhecer e reduzir a natureza ameaçadora dos eventos da vida, para os quais existe uma sensibilidade particular.
IV-aumentar suas defesas diante de situações estressantes, liberando recursos que, eventualmente, estejam obstruídos pela psicose e desenvolver fontes alternativas para a solução de seus problemas.
V- recuperar e promover a autoestima, a autoimagem e a autoconfiança, proporcionando contínuo progresso.
Dos itens acima mencionados, estão corretos:
Embora as expressões cultura organizacional e clima organizacional sejam às vezes usadas uma pela outra, há diferenças importantes entre os conceitos.
I – o clima organizacional é a medida da extensão em que as expectativas das pessoas que trabalham em uma organização estão sendo atendidas.
II – as pesquisas de clima organizacional são concentradas nas percepções que o indivíduo tem do ambiente.
III – as pesquisas de clima organizacional buscam a natureza das crenças sobre a vida organizacional.
Dos itens acima mencionados: