Questões de Concurso
Comentadas sobre psicopatologia em psicologia
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“Caracterizada por sintomas psicóticos, que incluem delírios, alucinações, pensamento e fala desorganizados e comportamento bizarro e inadequado, pela dissociação entre o que é real e o que é imaginário por parte do indivíduo. O portador dessa doença possui alterações da percepção, como “ouvir vozes” e ter visões e sensações não compartilhadas por outras pessoas, mas que para o paciente parecem reais. Geralmente são diagnosticadas entre as idades de 16 e 30 anos, após o primeiro episódio de psicose. Pesquisas mostram que mudanças graduais no pensamento, humor e funcionamento social muitas vezes aparecem antes do primeiro episódio de psicose. Os sintomas podem diferir de pessoa para pessoa, mas geralmente se enquadram em três categorias principais: psicóticos, negativos e cognitivos” [Texto adaptado]
Fonte: Hospital Israelita Albert Einstein.
As características do excerto acima são relacionadas:
“Tem como dia internacional 18/02, a data visa destacar a importância da integração das pessoas na sociedade, sensibilizar a população, sua relação ao espectro do autismo e o seu impacto nos indivíduos que com ela vivem. Chamada de autismo leve ou autismo nível 1 pelos especialistas, ela provoca os mesmos sintomas do autismo clássico, mas em uma escala menor. Pacientes que têm normalmente apresentam dificuldade para se comunicar, tendem a repetir frases ou falas de forma mecânica, interesses específicos e muito intensos, ao gostarem de um assunto, podem pesquisá-lo a fundo, tornando-se especialistas no tópico, dificuldade de entender algumas regras e códigos sociais comuns”. [Texto adaptado].
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde.
As caraterísticas do texto acima são relacionadas à:
1. A aplicação de testes projetivos, como o Teste de Rorschach, é indicada para a avaliação de características subjacentes de personalidade e para a identificação de possíveis transtornos.
2. O Inventário de Personalidade NEO-PI-R é uma ferramenta útil para a avaliação dos cinco grandes fatores de personalidade e pode ser utilizado no diagnóstico diferencial de transtornos de personalidade.
3. Transtornos de personalidade são frequentemente comórbidos com outros transtornos psiquiátricos, como depressão e transtorno de ansiedade generalizada.
4. A Entrevista Clínica Estruturada para DSM-5 (SCID5) é considerada um padrão-ouro para o diagnóstico de transtornos de personalidade, devido à sua validade e confiabilidade.
5. A identificação de padrões de comportamento rígidos e disfuncionais na primeira infância é essencial para o diagnóstico de um transtorno de personalidade.
Alternativas:
1. O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é caracterizado por uma preocupação excessiva e incontrolável com diversas situações cotidianas, por um período de pelo menos seis meses.
2. A exposição é uma técnica de tratamento eficaz para o transtorno de pânico, na qual o paciente é gradualmente exposto a situações que provocam ansiedade.
3. O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é classificado no DSM-5 como um transtorno de ansiedade, e seus sintomas incluem obsessões e compulsões que causam sofrimento significativo.
4. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) são frequentemente usados no tratamento de transtornos de ansiedade, devido ao seu perfil de eficácia e segurança.
5. A fobia social, ou transtorno de ansiedade social, envolve um medo intenso de situações em que o indivíduo pode ser avaliado negativamente pelos outros.
Alternativas:
1. A esquizofrenia é caracterizada por sintomas positivos, como delírios e alucinações, e sintomas negativos, como apatia e retraimento social.
2. O início da esquizofrenia geralmente ocorre no final da adolescência ou início da idade adulta, sendo raros os casos de início na infância.
3. Os antipsicóticos de primeira geração, como o risperidona, são eficazes no tratamento dos sintomas positivos, mas podem causar efeitos colaterais extrapiramidais.
4. Os antipsicóticos de segunda geração, como a haloperidol, têm menor probabilidade de causar efeitos colaterais motores, mas podem estar associados ao ganho de peso e à síndrome metabólica.
5. A psicoterapia cognitivo-comportamental pode ser usada como tratamento coadjuvante na esquizofrenia, focando na redução de delírios e na melhoria da adesão ao tratamento.
Alternativas:
1. O transtorno depressivo maior é caracterizado por episódios de humor deprimido e perda de interesse ou prazer, durando pelo menos duas semanas.
2. O transtorno bipolar tipo I é marcado por episódios maníacos, que podem ser seguidos por episódios depressivos ou hipomaníacos.
3. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é eficaz no tratamento da depressão, focando na modificação de padrões de pensamento negativos.
4. O uso de antidepressivos em pacientes com transtorno bipolar deve ser cuidadosamente monitorado, pois pode induzir episódios maníacos.
5. O tratamento farmacológico do transtorno bipolar geralmente inclui estabilizadores de humor, como o lítio, ou antipsicóticos atípicos.
Alternativas:
1. O CID-11 introduz uma nova categoria de transtornos do neurodesenvolvimento, que inclui o transtorno do espectro autista e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
2. A CID-11 reorganizou os transtornos relacionados ao uso de substâncias, enfatizando a importância da dependência química em detrimento do abuso de substâncias.
3. O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) foi ampliado para incluir sintomas dissociativos, como despersonalização e desrealização.
4. A CID-11 reconhece o transtorno de identidade de gênero como uma condição médica, mantendo-o na categoria de transtornos mentais.
5. A CID-11 foi desenvolvida com uma abordagem mais culturalmente sensível, permitindo que os diagnósticos sejam adaptados às realidades socioculturais de diferentes países.
Alternativas:
1. A psicopatologia busca compreender as origens, sintomas e desenvolvimento dos transtornos mentais, considerando fatores biológicos, psicológicos e sociais.
2. A psicodinâmica enfatiza a influência dos processos inconscientes, como desejos reprimidos e conflitos intrapsíquicos, no comportamento.
3. As abordagens psicodinâmicas sugerem que a maior parte dos transtornos mentais se origina de experiências traumáticas na infância.
4. A psicopatologia se limita ao estudo dos sintomas e à classificação diagnóstica, sem considerar os processos subjacentes.
5. A psicodinâmica e a psicopatologia compartilham o objetivo de tratar o comportamento desadaptativo por meio da modificação dos padrões de pensamento e crenças.
Alternativas:
1. O Cluster A inclui transtornos de personalidade paranoide, esquizoide e esquizotípico, que são caracterizados por comportamentos excêntricos e pensamentos distorcidos.
2. O Cluster B, que inclui transtornos de personalidade antissocial, borderline, histriônico e narcisista, é marcado por comportamentos dramáticos, emocionais ou erráticos.
3. O Cluster C inclui transtornos de personalidade dependente, obsessivo-compulsivo e esquivo, que são caracterizados por comportamentos ansiosos e temerosos.
4. O DSM-5 sugere que todos os transtornos de personalidade apresentam algum grau de comorbidade, sendo raro encontrar um transtorno isolado.
5. A abordagem categórica do DSM-5 para os transtornos de personalidade é amplamente aceita e não tem sido objeto de críticas ou propostas alternativas.
Alternativas:
Pessoa com síndrome clínica caracterizada por padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, que se manifestam por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns, além de excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados.
O enunciado acima é compatível com a definição de:
l.O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma doença, que afeta de forma persistente a comunicação e a interação social do indivíduo, associado a padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
AO ENCONTRO DISSO
ll.Em casos de crises, seja de meltdown (a pessoa extravasa seu descontrole por meio de gritos, choro, movimentos corporais, ocasionalmente por comportamentos agressivos) ou shutdown (a pessoa "desliga-se" do ambiente, como uma bateria que se apaga e precisa ser recarregada), o ideal é propiciar um ambiente seguro e calmo para que a pessoa se regule. Nesses momentos, dar instruções para que o autista se acalme, argumentar ou advertir são atitudes eficazes e podem melhorar a crise.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
1. Normalidade ideal
2. Normalidade estatística
3. Normalidade subjetiva
4. Normalidade como ausência de doença
( ) Critério bastante falho, precário e redundante. Define a normalidade não por aquilo que ela supostamente é, mas sim, por aquilo que ela não é.
( ) Identifica norma e frequência. O normal passa a ser aquilo que se observa com mais frequência.
( ) É tomada como uma certa utopia. Depende de critérios socioculturais e ideológicos arbitrários, e, às vezes, dogmáticos e doutrinários.
( ) É dada maior ênfase à percepção do próprio indivíduo em relação ao seu estado de saúde, às suas vivências. O ponto falho deste critério é que é que muitas pessoas que se sentem bem, apresentam, de fato um transtorno mental grave.