Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia social em psicologia
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( ) Enquanto os psicólogos sociais da vertente conhecida como Psicologia Social Sociológica tendem a enfatizar principalmente os processos intraindividuais responsáveis pelo modo pelo qual os indivíduos respondem aos estímulos sociais, aqueles da Psicologia Social Psicológica tendem a privilegiar os fenômenos que emergem dos diferentes grupos e sociedades. ( ) A Psicologia Social na América Latina tem como um de seus legítimos representantes Martin-Baró, que defendia em suas obras o desenvolvimento de uma psicologia social comprometida com a realidade social latino-americana, e que pudesse ajudar a minorar a situação estrutural de injustiça social vivenciada pela maioria dos seus povos. ( ) A psicologia social tem se debruçado atualmente sobre os tópicos cognição social, atitudes e processos grupais, e algumas novas vertentes da área têm se dedicado aos temas da Neurociência Social e da Psicologia Social Evolucionista. ( ) A Psicologia Social Histórico-Crítica, abarcando diferentes posturas teóricas, como o Socioconstrucionismo e a Psicologia Discursiva, se contrapõe à Psicologia Social Crítica pelo fato de adotar uma postura crítica em relação às instituições, organizações e práticas da sociedade atual. ( ) Psicologia Social Psicológica, Psicologia Social Sociológica e Psicologia Social Crítica são consideradas pela literatura da área como três principais vertentes atuais da Psicologia Social.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Um trabalho que abarque esse processo conjunto com a família deve estar diretamente associado às necessidades apresentadas por ela, mas, via de regra, é importante que se realizem, além de sua inclusão em políticas de proteção social, diferentes modalidades de atendimento, algumas de caráter individualizado e outras de caráter coletivo. Esse cuidado é necessário porque um indivíduo, ou uma família, pode melhor se expressar em uma determinada modalidade do que em outra e, assim, ampliam-se as possibilidades de identificação de suas questões e de suas potencialidades (Gueiros, 2010).
A argumentação central contida no trecho acima diz respeito à:
“O termo ‘condição feminina’ remete-nos à indagação: o que é ser mulher e que implicações decorrem desse fato. O que se pretende problematizar quando falamos de condição feminina é a complexidade do ser mulher em diversos contextos sócio-históricos, em distintas culturas, em que a apropriação de diferentes significados identitários e de papéis sociais parece invalidar a existência de uma única vivência feminina.”
(Almeida, 2006, p. 215.)
De acordo com a afirmativa anterior, pensar em “diversidade” neste contexto significa:
De acordo com Strey (1998, apud Bonin p. 58), sobre “Indivíduo Cultura e Sociedade” para compreender o ser humano, além de estudar seu corpo e sua origem animal, é necessário pesquisar, principalmente, como ele se constitui em um contexto sociocultural. Considerando o enunciado anterior, analise as afirmativas sobre “Indivíduo Cultura e Sociedade”, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Cada indivíduo, ao nascer, constrói um sistema social através de seu encontro com as gerações já existentes e que é assimilado por meio de inter-relações sociais.
( ) A primeira comunicação da criança recém-nascida com o outro seria através do choro. Esta ainda é uma expressão direta do estado afetivo da criança não sendo, contudo, uma comunicação que envolva, neste momento, uma representação mental.
( ) A sociedade com suas instituições, crenças e costumes não paira acima dos indivíduos, mas, sim, é constituída por indivíduos. Trata-se de colocar a sociedade acima do ser humano unicamente, sendo uma rede de inter-relações individuais em constante mobilidade.
( ) Cada indivíduo pode ser considerado como um nó em uma extensa rede de inter-relações em movimento. O ser humano desenvolve, através dessas relações, um “eu” ou pessoa (self), isto é, um autocontrole “egoico”, que é um aspecto do “eu” no qual o indivíduo se controla pela autoinstrução falada, de acordo com a sua autoimagem ou imagem de si próprio.
A sequência está correta em
O problema das relações de uma pessoa com a sociedade preocupava muito Fromm, e ele retornou a isso inúmeras vezes e estava inteiramente convencido da validade das seguintes proposições:
I. Os seres humanos têm uma natureza essencial, inata.
II. A sociedade é criada pelos humanos para realizar essa natureza essencial.
III. Nenhuma sociedade, de todas criadas até hoje, atende às necessidades básicas da existência humana.
IV. É possível criar tal sociedade. Fromm sugeriu inclusive um nome pra essa sociedade perfeita: Socialismo Comunitário Humanista.
Estão corretas as afirmativas
Considerando-se que “ao trabalho na educação estão associados indicadores de sofrimento, adoecimentos e riscos” (BOTECHIA; ATHAYDE; In: BARROS, HECKERT; MARGOTTO, 2008, p. 43), faz-se necessário conhecer as condições e as dinâmicas desse trabalho, com o intuito de transformá-lo no sentido da produção de formas mais saudáveis. Tendo isso em vista, analise as afirmativas elencadas abaixo.
I) Um dos entraves existentes atualmente na luta por melhores condições de saúde dos trabalhadores da educação é a dificuldade de se efetuarem momentos de reunião nos quais é possível compartilhar as experiências de trabalho e empreender análises coletivas do mesmo.
II) Partindo do que preconiza a Clínica da Atividade, a experiência sensível é ponto fundamental para a compreensão da relação trabalho-saúde; desta forma, transformar e conhecer o meio de trabalho devem ser ações constituídas em um espaço dialógico entre os saberes acadêmicos e os saberes oriundos da experiência de trabalho nas escolas.
II). O conceito de gênero é uma ferramenta política e pedagógica fundamental quando se pretende elaborar e implementar projetos que problematizem as formas de organização social vigentes e as hierarquias e desigualdades delas decorrentes, que marcam, entre outras coisas, as relações de trabalho e os processos de saúde e doença.
Assinale a alternativa CORRETA:
Considerando que a análise institucional é um paradigma que propõe uma analítica em ação, ou seja, um fazer em que a ação é o analisador, há um conjunto de ferramentas conceituais que norteiam as ações de intervenção com base nessa perspectiva. Sobre isso, relacione as colunas abaixo:
I) Análise de Encomenda
II) Análise de Demanda
III) A Autogestão do Conjunto da Sessão de Análise
IV) Elucidação dos Analisadores
V) Análise Permanente das Implicações.
( ) Condução grupal marcada pelo compromisso em contratualizar com o grupo os detalhes formais do processo de análise.
( ) Questionamento da relação do analista com o ato de solicitação do trabalho, evidenciando, principalmente, os atores solicitantes e as condições de emergência da convocatória endereçada ao analista.
( ) Questionamento da relação do analista com o grupo, com a solicitação inicial, com os atores solicitantes, com a ideologia do meio, com os problemas elencados.
( ) Construção de um quadro claro de anseios dos atores que não participaram da solicitação do trabalho, elucidando, porém, suas relações com os atores solicitantes.
( ) Processo pelo qual se explicitam elementos que motivam o grupo a se expressar, trazendo à tona os conflitos e confrontos.
Assinale a alternativa CORRETA:
Ao considerarmos a argumentação de Foucault (1985), a respeito dos discursos sobre a sexualidade nas sociedades modernas, analise as afirmativas abaixo, sobre a hipótese repressiva:
I) A repressão do sexo é uma evidência histórica, instaurada desde o século XVII, ocorrendo uma ruptura histórica, após a era vitoriana, pela análise crítica da repressão. Dessa forma, Foucault afirma ser necessário determinar se essas produções discursivas podem levar a formular a verdade do sexo ou, ao contrário, mentiras destinadas a ocultá-lo.
II) Para os estudos de Foucault, o essencial não é tanto saber o que dizer ao sexo, sim ou não, afirmar sua importância ou negar seus efeitos, mas levar em consideração o fato de se falar de sexo, quem fala, os lugares e os pontos de vista de que se fala, as instituições que incitam a fazê-lo.
III) Segundo Foucault, a interdição do sexo não é uma ilusão; a ilusão está em fazer dessa interdição o elemento fundamental e constituinte a respeito da história da sexualidade. Todos esses elementos negativos – proibições, recusas, censuras, negações – que a hipótese repressiva agrupa num grande mecanismo central destinado a dizer não, são peças que têm uma função local e tática, numa colocação discursiva, numa técnica de poder, que só alcança as condutas individuais, não influenciando a análise e regulação das populações.
IV) A polícia do sexo é uma expressão que Foucault utiliza ao analisar a necessidade de regular o sexo por meio de discursos úteis e públicos e pelo rigor de uma proibição. Que o Estado saiba o que se passa com o sexo dos cidadãos e o uso que dele fazem e, também, que cada um seja capaz de controlar sua prática, segundo mecanismos repressivos e de interdição.
V) Não se deve fazer divisão binária entre o que se diz e o que não se diz; é preciso tentar determinar as diferentes maneiras de não dizer, como são distribuídos os que podem e os que não podem falar, que tipo de discurso é autorizado ou que forma de discrição é exigida a uns e outros. Não existe um só, mas muitos silêncios e são parte integrante das estratégias que apoiam e atravessam os discursos, não constituem, portanto, o limite absoluto do discurso.
VI) Seria inexato dizer que a instituição pedagógica impôs um silêncio geral ao sexo das crianças e dos adolescentes, ela concentrou as formas do discurso neste tema, codificou os conteúdos e qualificou os locutores. Falar do sexo das crianças, fazer com que falem dele os educadores, os médicos, os administradores e os pais; encerrá-las numa teia de discurso que ora se dirigem a elas, ora falam delas – tudo isso permite vincular a intensificação dos poderes à multiplicação do discurso.
Estão CORRETAS:
Em A História da Sexualidade, Foucault (1985) discute a proliferação de discursos que, desde o século XVII e, de forma mais acentuada, a partir do século XIX, produziram estratégias de controle e de regulação sobre os corpos, que visavam não somente ao comportamento individual, “à virtude dos cidadãos”, mas às populações. Tais discussões fundamentam a hipótese de que o discurso sobre a sexualidade humana vai emergir e sustentar-se quando se põe a funcionar um certo regime de saber-poder. Considerando a referida obra, no que concerne à produção da sexualidade e às técnicas do poder que a acompanham, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas e assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) O ponto importante será saber sob que formas, através de que canais, fluindo através de que discursos o poder consegue chegar às mais tênues e mais individuais das condutas, de que maneira o poder penetra e controla o prazer cotidiano.
( ) No século XVIII o sexo se torna questão de “polícia”, ou seja, objeto de repressão e de contenção da desordem, para a eliminação dos desvios à normalidade. Foucault analisa os procedimentos de gestão dos quais o poder público utiliza-se para reprimir a sexualidade, o que foi justificado por discursos analíticos que tinham por alvo o julgamento das condutas individuais.
( ) Este projeto de uma “colocação do sexo em discurso” advém da pastoral cristã, numa tradição ascética e monástica, que incitava às práticas confessionais, as quais foram estendidas a todos a partir do século XVIII, Coloca-se como imperativo confessar os atos contrários à lei, para que fossem censuradas e interditadas todas as expressões relacionadas ao sexo, neutralizando-o, dessa forma.
( ) A técnica da confissão, apesar de ter permanecido restrita à espiritualidade cristã, foi associada a uma economia dos prazeres individuais, e utilizada por um “interesse público”, sendo reproduzida por mecanismos de poder para cujo funcionamento o discurso sobre o sexo passou a ser essencial.
( ) Uma das grandes novidades nas técnicas de poder, no século XVIII, foi o surgimento da
“população”, como problema econômico e político. No cerne deste problema, está o sexo: é
necessário analisar a taxa de natalidade, a idade do casamento, os nascimentos legítimos e
ilegítimos, a precocidade e a frequência das relações sexuais, a maneira de torná-las fecundas
ou estéreis. A conduta sexual da população é tomada, ao mesmo tempo, como objeto de análise
e alvo de intervenção.
Com relação à noção de gênero, no que se refere à clínica psicológica (CFP, 2011), marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas e assinale a alternativa em que se apresenta a sequência CORRETA.
( ) São frequentes as expressões de sofrimento na fala de pacientes homossexuais quanto a uma sensação de inadequação entre anatomia, gênero, desejo e prática sexual, que resulta de uma predominância da heterossexualidade, única forma em que necessariamente ocorre concordância entre esses quatro itens, sendo coerente com a visão de mundo da sociedade.
( ) As práticas psi devem considerar os estudos de gênero de Judith Butler para diferenciar sexo no sentido anatômico da identidade no social ou psíquico, noção de gênero que se baseia estritamente na percepção de atributos culturais que vão constituir categorias para compreensão dos casos clínicos.
( ) A prática psicanalítica, bem como as demais práticas psi, devem buscar contribuições de outras áreas, como Antropologia, Sociologia e História, para lidar com o campo do gênero e da sexualidade, compreendendo as transformações que estão acontecendo na sociedade.
( ) Desde as investigações antropológicas de Margaret Mead, na década de 30, a categoria de gênero como divisão de papel sexual foi acompanhada da questão sobre a relação entre natureza e cultura. Desse modo, apenas as concepções construtivistas sobre gênero foram desenvolvidas, enquanto posições essencialistas e universalistas limitaram-se à distinção biológica entre os sexos masculino e feminino.
( ) Em consonância aos referenciais de Butler, toda atuação psi que envolve concepções de gênero deve colocar em prática a postura ética e o propósito de transformação da sociedade em relação à aceitação das pessoas que sofrem por questões de gênero, convergindo suas práticas ao direito de existência legítima dessas pessoas e, portanto, à crítica às normalizações que acarretam o seu sofrimento por conta de uma inadequação instituída.
( ) Para Butler, a Psicanálise é importante porque se trata de uma teoria capaz de promover forte crítica à normalização e às regulações sociais. No entanto, restringe-se à escuta clínica, sendo incompatível com os estudos culturais e as políticas culturais que, na prática, podem contribuir para transformações sociais. A questão é se a inadequação quanto ao gênero e sexualidade acarretam sofrimento por conta das normas de uma realidade instituída, é preciso instituir novas realidades.