Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia social em psicologia
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J., de 13 anos, começou a apresentar isolamento social, ficou mais quieto, conversa pouco com seus amigos e, às vezes, demonstra comportamentos agressivos com o irmão mais novo. Os pais de J. descobriram que ele era vítima de cyberbullying.
Qual é a intervenção da psicologia para prevenção de situações como relatadas nesse caso?
I. Contribui para a produção do conhecimento científico da psicologia através da observação, descrição e análise dos processos de desenvolvimento, inteligência, aprendizagem, personalidade e outros aspectos do comportamento humano e animal.
II. O psicólogo educacional colabora para a compreensão e para a mudança do comportamento de educadores e educandos, no processo de ensino aprendizagem, nas relações interpessoais e nos processos intrapessoais, referindo-se sempre as dimensões política, econômica, social e cultural de modo exclusivo nas instituições formais do país.
III. O psicólogo educacional colabora com a adequação, por parte dos educadores, de conhecimentos que lhes sejam úteis na consecução crítica e reflexiva de seus papéis.
IV. O psicólogo social assessora órgãos públicos e particulares, organizações de objetivos políticos ou comunitários, na elaboração e implementação de programas de mudança de caráter social e técnico, em situações planejadas ou não.
Segundo as Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS(2019), no campo da saúde, e particularmente na formulação de políticas e prestação de serviços deatenção e cuidado, conhecer a diversidade cultural dos povos representa um dispositivo disparador dealternativas e possibilidades, para auxiliar na solução de problemas e no atendimento das demandasda população.
Com base nesta premissa, analise as afirmativas seguintes e assinale (V) para verdadeirae (F) para falsa:
( ) A desqualificação do saber popular pelo saber técnico gera enorme desgaste, despotencializando osusuários, levando-os a desacreditar no sistema de saúde.
( ) Há muitos grupos que conseguem ser acessados e cuja adesão ao serviço de saúde pode serpromovida através de manifestações culturais. Particularmente nos trabalhos voltados à saúde mental,é bastante comum o uso do teatro, dança, música e artesanato, como produtores de vínculos erestabelecimento de coesão social e comunitária.
( ) Para realizar o trabalho em saúde é importante que haja, principalmente, reconhecimento do sabertécnico dos trabalhadores, compreendidos como principais agentes do cuidado, secundarizando-se ossaberes dos usuários, com base em seus contextos de vida.
( ) No campo da Saúde Mental, a apropriação da noção de diversidade cultural representa ainda umaruptura com caráter de resistência ao processo de medicalização/psiquiatrização que ocorre na área,pois significa que nem tudo o que é diferente, diverso ou desviante é patológico, tanto no aspecto dasdiversidades coletivas quanto individuais.
A sequência correta é:
Na 4º série, eu voltava da escola andando e, um dia, algum amigo de meu pai me viu na rua segurandomeu material escolar contra o peito, com os dois braços cruzados à frente. Quando meu pai chegou emcasa, conversou comigo em tom de preocupação e um pouco de raiva ou impaciência. “Meninas”andavam daquele jeito. Não entendi. Eu não sabia o que eu tinha feito de errado (e quantos anos sepassariam até eu aventar a possibilidade de não haver nada errado da minha parte). Me achava tãocuidadoso por carregar meu material no colo, para que nada caísse no chão e se sujasse. Cada vezmais fui ouvindo coisas parecidas na escola. Nessa época, aprendi o que significava chamar um homemde “viado” ou “bicha” e foi assim que fui apresentado à tragédia da homossexualidade. O importante,para mim, era passar desapercebido, conseguir que ninguém me notasse, porque eu chamava aatenção pelos motivos errados. A fraternidade masculina de que tanto se fala, de que tanto se vangloriao patriarcado, é uma relíquia entregue apenas aos homens cujo comportamento corresponde a umamasculinidade de rigidez brutal (CRUZ, 2018, p. 80).
(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)
O excerto acima foi retirado do livro Você nunca fez nada errado, do escritor paraense Felipe Cruz.Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal ecisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento àsdiscriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:
I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumasteorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.
II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as“diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas,propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.
III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.
IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões,dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aospreconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo —implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervençõeseducativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.
Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com asorientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços deIST/HIV/aids, é correto afirmar que:
I. No período da doença, os familiares desempenham papel preponderante, embora suas reações pouco interfiram na reação do paciente.
II. Se entram em jogo visitas ao hospital, é necessário providenciar condução e alguém que tome conta das crianças na sua ausência.
III. Aos transtornos e preocupações com o marido, acrescidos da responsabilidade e do trabalho, vêm se juntar uma solidão maior e, com frequência, um ressentimento.
IV. Devemos exigir a presença constante de qualquer um dos membros da família.
Estão incorretas
I. Bully/agressor/autor: quem pratica o bullying, ou seja, vitimiza o mais fraco.
II. Espectador: quem presencia o bullying, mas não o sofre e nem o pratica.
III. Vítima típica ou passiva: insegura, ansiosa e incapaz de se defender.
IV. Vítima provocadora: atrai para si o bullying em virtude de sua dificuldade de adaptação.
V. Vítima-agressor: de temperamento exaltado, que retalia o ataque.
Está correto o que se afirma em
I. A população em situação de rua apresenta geralmente, pobreza extrema e vínculos familiares e comunitários bastante fragilizados, por exemplo.
II. A situação de rua pode ser temporária ou permanente.
III. Geralmente, essa população estabelece uma relação íntima com o espaço público de rua, experienciando ali a vida privada.
Estão corretas as afirmativas:
I. No campo teórico, podemos definir o grupo como um todo dinâmico e que uma mudança no estado de qualquer subparte modifica o estado do grupo como um todo.
II. Os fenômenos grupais atuam sobre as pessoas individualmente e sobre o grupo, ao que chamamos de processo grupal.
III. Não existe grupo abstrato, mas, sim, um processo grupal que se reconfigura a cada momento.
Estão corretas as afirmativas:
Segundo Zanelli, Borges-Andrade e Bastos (2014, p. 559-560) “o movimento de crítica ampla ao modelo de atuação profissional do psicólogo no Brasil, intenso nos anos de 1970 e 1980, coincidente com um período acirrado e com o término do regime militar, teve importante reflexos na área da POT. O psicólogo organizacional (ainda atuando nos moldes do psicólogo industrial) foi um dos alvos mais criticados, senão o modelo mais criticado de atuação profissional da psicologia, sob o estigma de descomprometimento com as demandas sociais. Em 1984, foi lançada uma coletânea de textos organizada por Silvia Lane e Wanderley Codo, Psicologia social: o homem em movimento, que incluiu um capítulo intitulado “O papel do psicólogo na organização industrial (notas sobre o lobo mau em Psicologia)”, de autoria de Wanderley Codo. Esse texto, em particular, teve um importante impacto, ao apontar que a psicologia produzida e a prática profissional, mesmo dos psicólogos organizacionais, desconsideravam a categoria trabalho. Para Codo, de um lado, havia muitos psicólogos que atuavam no mundo do trabalho sem qualquer perspectiva crítica e, de outro lado, muitos psicólogos críticos sem qualquer inserção nas questões práticas postas por esse domínio. A repercussão desse trabalho foi muito grande, pois, ao mesmo tempo: