Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia da saúde em psicologia
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Ao psicólogo compete avaliar as características de personalidade do doente com o intuito de compreender sua predisposição à dor, como preconiza a teoria do gate control ou teoria da comporta.
A inserção do psicólogo em equipes de saúde se justifica, em parte, porque o modelo biomédico de saúde reconhece que a patologia celular é insuficiente como explicação para os processos de adoecimento e cura.
O paciente considerado, se ainda não abusa, está em risco de abuso de álcool e(ou) outras substâncias.
Na fase de preparação, é importante que surjam oportunidades para a ocorrência do novo comportamento, que a proposta de mudança do paciente seja reforçada e que haja suporte familiar e social, embora a decisão de mudar já esteja tomada.
Durante a contemplação, o paciente nega a existência de um problema específico a ser resolvido.
Na fase de ação, a mudança está acontecendo. O processo terapêutico deve incluir objetivos alcançáveis, reforçadores positivos e treino da autocompetência, do manejo do estresse e de habilidades para recusa.
As medidas de desenvolvimento preconizadas pelos programas de acompanhamento de crescimento e desenvolvimento, ao contrário das medidas de avaliação de crescimento (peso, altura) não são contínuas, mas são discretas.
O número de membros que compõem as equipes de trabalho interfere na efetividade com que estas podem desempenhar as atividades. Por essa razão, melhores desempenhos podem ser atingidos com equipes grandes do que com equipes pequenas.
ganho substancial de benefício para o paciente, redução de tempo
e de custos. Julgue os itens que se seguem referentes a práticas
preventivas e curativas em grupo.
psicologia do órgão em que trabalha buscando tratamento para
dependência alcoólica. Ele relatou que ingeriu bebida alcoólica
pela primeira vez aos 22 anos de idade e que aos 25 foi internado
por 3 meses após uso excessivo de álcool. Quando teve alta,
voltou ao antigo emprego e no primeiro final de semana saiu com
os colegas para comemorar o retorno. Bebeu nesse dia e
experimentou cocaína oferecida por um amigo. Após 2 meses de
uso intenso de álcool e cocaína associados foi novamente
internado, dessa vez por um ano. Após a alta, ficou sóbrio durante
3 anos e recaiu uma terceira vez, associando novamente álcool e
cocaína após a decisão de tomar um cálice de champanhe no
réveillon. Foi internado por mais um ano e, após a alta, passou
em um concurso público concorrido e começou a trabalhar com
um ótimo salário. Depois de aproximadamente 2 anos de total
abstinência, ele tomou uma lata de cerveja em duas situações
sociais. Após a segunda situação, ele engajou-se em 3 dias de
intensa bebedeira e faltou uma semana ao trabalho. Agora está
preocupado com sua posição no serviço e teme perder o emprego.
Por isso decidiu procurar um médico que indicou Antabuse e o
encaminhou para o serviço de psicologia.
Considerando o caso hipotético apresentado acima, julgue os
seguintes itens, relativos ao atendimento psicológico desse
paciente.
A respeito das classificações citadas nesta situação hipotética, julgue o item a seguir.
A classificação adotada pelo segundo psicólogo, embora correta e tradicionalmente utilizada, é menos válida hoje que o foi no passado recente, uma vez que, atualmente, muitas drogas antidepressivas são usadas para tratar ansiedade e que algumas substâncias ansiolíticas são utilizadas como medicação adjunta para tratar psicoses.
A respeito das classificações citadas nesta situação hipotética, julgue o item a seguir.
A classificação adotada pelo primeiro psicólogo, além de mais simples, é funcionalmente mais adequada que a adotada pelo segundo psicólogo.
Seria possível considerar o psicólogo hospitalar como um especialista em psicologia da saúde se ele foi definido com o um profissional da análise do comportamento humano que busca compreender e interferir nos transtornos de comportamentos cotidianos, tais como fumar, consumir álcool e comer em excesso, os quais contribuem para o desenvolvimento de enfermidades crônicas, passíveis de internação e típicas do tempo atual.
É correto afirmar que a psicologia hospitalar não possui um modelo teórico próprio, o que pode ser explicado, em parte,pela diversidade teórico-filosófica da psicologia como um todo e pelo predomínio de modelos psicodinâmicos no ensino da psicologia, com ênfase em aplicações clínicas individuais e em saúde mental.
Freqüentemente, dados resultantes do exame mental de um paciente recém-admitido no hospital e de sua história clínica e pessoal permitem atender ao objetivo da classificação nosológica dos transtornos mentais. Essa avaliação com tal objetivo é realizada pelo psiquiatra e, também, pelo psicólogo, quando o paciente não é testável. Nesse caso, utiliza-se um modelo psicométrico para análise da psicopatologia, isto é, efetua-se um julgamento numérico quanto à presença ou à ausência de uma configuração de sintomas significativos.
Uma importante questão com que se defronta o psicólogo hospitalar envolve os encaminhamentos para avaliação psicológica de pacientes, feitos por profissionais que necessitam de subsídios para basear uma decisão ou planejar um tratamento. Muitas vezes esses profissionais não sabem que perguntas devem fazer ou, por razões de sigilo profissional, apresentam encaminhamentos vagos. Uma das falhas do psicólogo hospitalar é a aceitação tácita de tais encaminhamentos, o que pode levar a psicodiagnósticos sem relação com as necessidades de quem os solicitou.
A atuação junto a um grupo de mulheres vinculadas a um ambulatório de climatério, com história de fatores de risco para câncer da mama, com o objetivo de trabalhar as dificuldades e as barreiras psicossociais associadas à prática do auto-exame, para o qual já foram treinadas, refere-se à prevenção secundária.
Constitui uma ação de prevenção terciária a atuação do psicólogo em um ambulatório de crescimento e desenvolvimento, localizado em um centro de saúde, fazendo avaliação e acompanhamento do desenvolvimento infantil,com orientação aos pais quanto a estimulação oportuna e adequada à criança, do primeiro mês até doze meses.
A intervenção do psicólogo vinculado a uma equipe interdisciplinar para atuação junto a pacientes com lesão medular, visando trabalhar as dificuldades psicológicas relativas ao exercício da sexualidade, refere-se à prevenção secundária.
A realização, pelo psicólogo, de oficinas relativas a sexualidade e práticas sexuais seguras, para adolescentes de uma escola localizada na área de abrangência do centro de saúde, com o objetivo de desenvolver habilidades para o uso da camisinha masculina e(ou) feminina, é uma atividade de prevenção primária.