Questões de Concurso
Comentadas sobre psicologia da saúde em psicologia
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A experiência de câncer possui três fases marcadas por mudanças e problemas específicos, sendo elas a aguda, intermediária e permanente. A fase aguda inicia-se com o diagnóstico e continua até ao fim do tratamento, enquanto que a intermédia começa com o fim do tratamento, quando a pessoa se move por meio de uma tênue linha entre o estar doente e o estar bem, e a permanente engloba a duração de vida do sobrevivente, quando o risco de recorrência é pequeno e equivale a uma cura ou uma remissão controlada.
Apesar dos esforços da psico-oncologia, a longevidade de pacientes e ex-pacientes de câncer continua sendo avaliada em termos biomédicos, em detrimento de medidas sociais, econômicas, legais, espirituais e outras relacionadas à qualidade de vida. O Índice de Sintomas Referidos (ISR) e o Índice de Sinais Identificados (ISI) continuam sendo as principais medidas indicadoras de longevidade.
Na evolução do conhecimento na área da saúde, é observado que o espaço ocupado pela psicologia foi sendo ampliado à medida que avançava o desenvolvimento científico e tecnológico da medicina. A identificação das relações de interdependência entre os fatores psicológicos e a etiologia de algumas doenças são exemplos de contribuições da psicologia.
A utilização da terminologia sobrevivente de câncer está, de algum modo, associada à mudança de prognóstico da doença oncológica, a qual era quase inevitavelmente uma doença fatal. Recentemente, passou-se de vítima de câncer para sobrevivente de câncer, e apesar de se referir a uma variável que se reporta ao processo de vida humana, já existe consenso na literatura acerca de uma definição objetiva de sobrevivente de câncer.
Historicamente, o primeiro registro de câncer na espécie humana, ou de doença similar, ocorreu por volta de 1870. Todavia, a investigação de fatores etiológicos, incluindo variáveis psicológicas que pudessem explicar a vulnerabilidade individual ao câncer, possui pouco mais de meio século de estudos.
A psico-oncologia se caracteriza como uma subespecialidade da oncologia, que estuda duas dimensões psicológicas do câncer, que são o impacto da doença sobre o funcionamento emocional do paciente, sua família e dos profissionais de saúde e o papel de variáveis psicológicas e comportamentais na incidência e sobrevivência do câncer.
Mudanças na dieta de paciente cardiopata, exercícios de relaxamento por visualização de imagens e orientação familiar para melhoria da qualidade de vida são elementos de um programa de prevenção terciária.
Considere que determinado órgão público realize um programa de relaxamento e qualidade de vida, com atividades duas vezes ao dia, do qual participam funcionários saudáveis, segundo avaliação do serviço médico local. Nesse caso, esse programa é de prevenção primária
Ao ser hospitalizado por adoecimento, o paciente tabagista pode entrar em abstinência em razão das contingências hospitalares, o que é um bom momento para a introdução de técnicas psicológicas e medicamentosas antitabágicas, mas isso é incompatível com o tratamento da doença de base.
Embora mais de 90% dos portadores de câncer de pulmão sejam tabagistas, menos de 30% dos tabagistas desenvolvem esse tipo de doença, o que sugere que as diferenças e suscetibilidades individuais são mediadores do desenvolvimento desse tipo de câncer.
Em razão da co-ocorrência de variáveis como possível predisposição genética, modelagem parental e fatores socioambientais, é maior a probabilidade de filhos de alcoolistas e de tabagistas desenvolverem a mesma condição de seus pais.
Cuidadores de doentes crônicos e graves podem adoecer em decorrência dos estressores associados às tarefas de cuidar, sendo a motivação afetiva definida pelo vínculo entre cuidador e doente o fator de proteção ao cuidador reconhecido como indispensável.
Filhos de pais obesos requerem tratamento preventivo no início da idade adulta, quando há maior propensão de ganharem peso devido à produção de hormônios como a grelina e a leptina, que se inicia a partir da adolescência.
O tratamento médico associado ao tratamento comportamental pode incluir o uso de sacietógenos associados a contratos de contingência feitos com o terapeuta e a técnicas de relaxamento para controle da ansiedade.
Por ser um transtorno psiquiátrico alimentar, com implicações para a estabilidade do humor, do controle de eletrólitos e da função renal, o tratamento da obesidade precisa incluir um psiquiatra, um nutricionista e um psicólogo na equipe interdisciplinar.
Para crianças obesas em processo terapêutico, os alimentos preferidos devem ser usados como reforçadores e elas devem fazer as refeições sozinhas de modo a receber atenção adequada e um cardápio especial orientado por um médico ou nutricionista.
A criança obesa é mais vítima de bulling que seus pares não obesos. Se a criança vitimada refere se sentir mal com o bulling, seus sentimentos devem ser validados e deve ser assegurado a ela que o bulling é inaceitavel, independentemente de quão obesa ela esteja, mas o tratamento para redução do peso é adequado.
Com base na situação hipotética acima, julgue os itens de 85 a 90.
Embora o paciente tema uma doença degenerativa, ele pode também se tornar dependente se sofrer um acidente vascular cerebral, que não é uma doença degenerativa, mas que pode ser incapacitante e tem maior chance de acontecer em idosos.
A respeito da situação hipotética acima, julgue os itens a seguir.
Para o abuso de drogas ilícitas, o tratamento pela técnica de redução de danos não se aplica porque o abuso concomitante de álcool inviabiliza o processo.
Com base no caso clínico acima, julgue os itens que se seguem.
O paciente é obeso mórbido e isso é um importante fator de risco para o agravamento de sua doença coronariana e, se houver, predominância de gordura visceral, o risco é ainda maior do que se houver predomínio de gordura subcutânea.