Questões de Concurso
Comentadas sobre psicanálise em psicologia
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No campo da clínica psicanalítica, Freud identificou certo fenômeno no qual os sentimentos do paciente para com o analista seriam manifestações de uma relação recalcada com imagos parentais. Tal fenômeno foi inicialmente concebido como uma resistência ao tratamento, para depois ser visto como sua principal força motriz, inscrevendo-se no centro da direção da cura.
Esse fenômeno chama-se
Caso clínico 6A1AAA
Mônica, mãe de Cícero, com quinze anos de idade, compareceu ao atendimento psicológico em um centro de referência para atendimento interdisciplinar de adolescentes queixando-se da falta de respeito, da desobediência, da agressividade e do mau comportamento do filho. Informou que desconfiava que o filho estivesse fazendo uso de droga e que já tivesse iniciado sua vida sexual. Ela disse: “Não sei o que faço. Desde que nasceu, sou sozinha com esse menino. Parei tudo para cuidar dele. O pai nunca apareceu; sumiu quando contei para ele da gravidez. Desde cedo deu problema na escola. Demorou para ler e escrever. Era agitado demais; não parava quieto; incomodava todo mundo. Com cinco anos de idade ele foi diagnosticado com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e chegou a tomar remédio por quase cinco anos. Vi pouca melhora, mas ele conseguia passar de ano. Agora, de uns tempos para cá, só pensa em ficar na rua e em meninas. Quando o vejo com os amigos, é um outro Cícero. Não se parece em nada com aquele lá de casa. Descobri que está vendo vídeos de sexo proibidos para sua idade na Internet. Quase não deixo ele sair com medo de que ele apronte. Cheiro ele toda vez que volta da rua ou da escola. Um dia desses encontrei um cigarro na mochila dele. Não sei mais o que faço. Não tenho ninguém. Só tenho ele, e ele, só a mim” (sic).
Considerando o caso clínico 6A1AAA e as contribuições psicanalíticas, piagetianas e o processo de adolescência, julgue os itens a seguir.
I A avaliação do processo de adolescer de Cícero deverá levar em consideração os aspectos individuais, culturais, sociais e o histórico desde o qual se manifesta.
II De acordo com as concepções psicanalíticas, a constituição do esquema corporal de Cícero é efeito intrapsíquico da realidade vivenciada por ele.
III Cícero adota uma identidade ocasional quando está na presença de amigos, o que pode ser explicado por uma possível situação de segurança e autonomia que o grupo provoca nele.
IV De acordo com as contribuições piagetianas, Cícero encontra-se no período das operações formais, apesar de não ter adquirido todos os instrumentos lógicos necessários para enfrentar a vida adulta.
Estão certos apenas os itens
“Excluindo os grupos psicoeducacionais, todos que fazem parte deste tipo de grupo psicoterapêutico compartilham de muitos aspectos comuns, lutando por eficiência. Fazem um contrato para um conjunto discreto de objetivos e tentam se manter focados no cumprimento dos objetivos; tendem a permanecer no presente, com um foco no aqui-e-agora; lidam com pressões temporais e o final eminente da terapia; enfatizam a transferência de habilidades e aprendizagem do grupo para o mundo real; sua composição costuma ser homogênea para o mesmo problema, síndrome sintomática ou experiência de vida; concentram-se mais em questões interpessoais do que intrapessoais.” (Yalom, Irvin D. - Psicoterapia de grupo, teoria e prática. Porto alegre, artmed, 2006, p. 232-233).
A abordagem terapêutica que tem esses pressupostos é:
“O filme japonês “O corvo amarelo” (1957), dirigido por Kiiroi Karasu, conta a história de um menino, filho único, que viveu com a mãe num ambiente cheio de afeição, o pai se ausentara por um período relativamente longo. Quando voltou, a criança demonstrou-lhe abertamente uma hostilidade, não aceitando sua amizade e tentando impedir sua aproximação da mulher. Os conflitos transpareceram em seu comportamento no jardim da infância, a ponto de chamar a atenção da professora que, então, discutiu o assunto com os pais. Felizmente, estes eram compreensivos e, com carinho e paciência, ajudaram o filho a resolver seu problema emocional.” (D’ANDREA, Flavio Fortes - Desenvolvimento da personalidade. São Paulo, Difel, 1982, p. 62-63).
O texto retrata uma situação característica do: