Questões de Concurso Comentadas sobre processo saúde-doença em psicologia

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Q1709441 Psicologia
Na saúde pública, a atenção à saúde da criança representa um campo prioritário. Dessa forma, para que essa área da saúde se desenvolva de forma eficaz e efetiva, um município precisa ter o conhecimento sobre as características relacionadas à morbimortalidade de sua população, que são: aspectos biológicos, demográficos e socioeconômico; é necessário também desenvolver um conjunto de ações de promoção, prevenção e proteção da criança, para promover a melhoria na saúde dessa população, futuros adolescentes e adultos dessa comunidade. Sendo assim, devem ser considerados especificamente os seguintes aspectos:
Alternativas
Q1709440 Psicologia

Na saúde pública da atualidade, uma das técnicas utilizadas tem sido as intervenções em grupo, empregando-se diversos procedimentos. No contexto da saúde, considere os procedimentos elencados abaixo.

I. Interpretação, adaptação e sugestão.

II. Orientação, reasseguramento e sugestão.

III. Cognição e adaptação.

IV. Comunicação transferencial e interpretação.

Dentre esses procedimentos, os que são empregados nas técnicas psicodinâmicas de intervenções em grupo estão presentes nos itens:

Alternativas
Q1704975 Psicologia
Exemplo clínico: Márcia e seu marido, Fernando, estavam entre os dez primeiros pacientes da COVID19 na cidade. Fernando começou a ter febre, tosse e dificuldade para respirar. Faleceu após cinco dias de internação em uma unidade de terapia intensiva (UTI) como caso possível de COVID-19, diagnóstico confirmado posteriormente. Márcia não pode vê-lo nem falar com ele durante a internação, pois ela também estava em isolamento, mas com sintomas leves. Sua última lembrança do marido vivo é Fernando acenando com a mão enquanto a enfermeira o conduzia pelo corredor do hospital. O enterro durou 20 minutos, com caixão lacrado e sem velório e apenas um dos irmãos de Fernando esteve presente, pois Márcia ainda estava em isolamento. Após o enterro, Márcia sentiu um grande vazio. Durante algum tempo, alternava períodos em que chorava muito, não conseguia dormir e ficava lembrando de momentos passados com Fernando. Quando tinha energia, via fotos, andava e acariciava os dois cachorros que ela e o marido haviam adotado. Os sentimentos variavam entre as boas lembranças e culpa pela possibilidade de ter sido responsável pela contaminação dele pelo vírus. Por isso sentia vergonha dos sogros por pensar que eles a culpavam pelo acontecido ou por ele ter morrido e não ela. Apenas depois de algumas semanas, retomou o contato com alguns amigos e familiares pelas redes sociais. Voltou gradualmente a fazer os serviços de casa e conseguiu voltar a trabalhar e superar as dificuldades financeiras causadas pelas várias semanas que ficou praticamente sem renda. Conseguiu arrumar armários e doar os pertences de Fernando a uma instituição, mantendo alguns para si e para doar para amigos e familiares algumas peças especiais. Relatou à mãe que se sentia uma pessoa privilegiada por ter sido casada com alguém tão especial. Sabe que não será fácil, mas devagar quer seguir em frente com a sua vida.

(Elaborado por Maria Cristina de Oliveira Santos e Miyazaki Maycoln Teodoro na publicação LUTO, da Sociedade Brasileira de Psicologia) 
Algumas orientações foram sistematizadas pela FIOCRUZ, com o objetivo de orientar as(os) psicólogas(os) hospitalares, visto que espera-se um número crescente de internações hospitalares de casos de média e alta complexidade devido a pandemia da COVID – 19. Algumas recomendações destinam-se ao trabalho da psicologia em hospitais que possuem como público exclusivo pessoas com COVID – 19 e outras tratam da reestruturação necessária do serviço de psicologia em hospitais que atendem outras patologias além de COVID-19. Dentre essas recomendações, para o público exclusivo das pessoas com COVID-19, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q1695923 Psicologia
O COVID-19 impôs à sociedade global, uma nova experiência, o isolamento social. Famílias ficaram “dentro de casa”. Este fato fez com que problemas muitas vezes “trancados em casa” fossem expostos: aumento da violência doméstica, dos divórcios, dos maus tratos às crianças, entre outros. A psicologia familiar pode colaborar neste momento, atuando junto às famílias, porque pode:
Alternativas
Q1690907 Psicologia

Quanto à atuação do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Na avaliação psicológica do paciente, é importante que o psicólogo abstenha-se de manter contato direto e próximo com a equipe da unidade.

Alternativas
Q1690906 Psicologia

Quanto à atuação do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Representa atribuição do psicólogo comprometer-se com os direitos dos pacientes, desde que esse não interfira na organização e no planejamento hospitalar previamente instituídos.

Alternativas
Q1690905 Psicologia

Quanto à atuação do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


É papel do psicólogo buscar combater os sintomas estressores e angustiantes que atinjam os pacientes em cuidados paliativos e, assim, fornecer os meios para que haja manutenção da dignidade da pessoa em qualquer condição, mesmo que se manifestem preocupações com a morte.

Alternativas
Q1690904 Psicologia

Quanto à atuação do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Cabe ao psicólogo comunicar o diagnóstico ao paciente em cuidados paliativos.

Alternativas
Q1690901 Psicologia

A respeito do papel do psicólogo em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Para o paciente terminal, uma questão refere-se ao domínio da dor, pois a dor física pode levar o ser humano a desejar a morte. Alguns pacientes terminais sofrem antes de morrer, mas outros, que são cuidados adequadamente, morrem lúcidos e em paz junto aos próprios familiares. O que o paciente pode estar realmente desejando é um tratamento mais pessoal ou, meramente, mais solidariedade humana.

Alternativas
Q1690897 Psicologia

Acerca dos cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Não cabe ao psicólogo lidar com estressores que implicam a necessidade de um ajustamento psicossocial dos pacientes e dos familiares em cuidados paliativos, sendo essa uma tarefa exclusiva do Serviço Social.

Alternativas
Q1690896 Psicologia

Acerca dos cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Os cuidados paliativos não são práticas exclusivas dos quadros de doenças crônicas, degenerativas e do envelhecimento.

Alternativas
Q1690893 Psicologia

Acerca dos cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


É papel do psicólogo conhecer e intervir em preditores de distress mórbido, depressão, ansiedade, somatização e luto antecipatório complicado nos familiares de doentes oncológicos terminais.

Alternativas
Q1690892 Psicologia

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


De acordo com a OMS o doente terminal e a respectiva família precisam constituir uma só unidade de cuidados, em que se deve garantir que as necessidades dos familiares, como suporte emocional, sejam satisfeitas pelos profissionais de saúde.

Alternativas
Q1690891 Psicologia

Em relação aos familiares do paciente em cuidados paliativos, julgue o item a seguir.


Considerando a interdependência do doente e da respectiva família na adaptação à iminência da morte, ao se garantir o bem-estar dos familiares, aumenta-se a probabilidade de se assegurar também o bem-estar do doente e, por conseguinte, a dignidade no processo de morte, objetivo fundamental dos cuidados em fim de vida, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Q1690836 Psicologia
Um paciente de 30 anos de idade sofreu acidente automobilístico com colisão frontal, produzindo fraturas complexas. Após intervenção cirúrgica de emergência, deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI). O paciente tem histórico de boa saúde, boa forma física, suporte social operacional e emocional satisfatório. Apesar do bom prognóstico, o paciente afirma que a UTI é um lugar para aguardar a morte, que nada na vida dele vai bem, que não vem recebendo cuidados bons o suficiente, que as pessoas o tempo inteiro mentem para ele. As falas do paciente têm um tom provocador, arrogante, desafiador e depreciativo. A equipe assistencial, exausta em termos de argumentação educada e racional, tende a contra-atacar.  

Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.


A situação exige avaliação e intervenção da Psicologia com o objetivo de manejar as relações e, por consequência, a estadia.

Alternativas
Q1690835 Psicologia
Um paciente de 30 anos de idade sofreu acidente automobilístico com colisão frontal, produzindo fraturas complexas. Após intervenção cirúrgica de emergência, deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI). O paciente tem histórico de boa saúde, boa forma física, suporte social operacional e emocional satisfatório. Apesar do bom prognóstico, o paciente afirma que a UTI é um lugar para aguardar a morte, que nada na vida dele vai bem, que não vem recebendo cuidados bons o suficiente, que as pessoas o tempo inteiro mentem para ele. As falas do paciente têm um tom provocador, arrogante, desafiador e depreciativo. A equipe assistencial, exausta em termos de argumentação educada e racional, tende a contra-atacar.  

Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.


A equipe precisa de capacitação para manter as rotinas de cuidados e ignorar qualquer manifestação do paciente, como parte de intervenção de extinção.

Alternativas
Q1690834 Psicologia
Um paciente de 30 anos de idade sofreu acidente automobilístico com colisão frontal, produzindo fraturas complexas. Após intervenção cirúrgica de emergência, deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI). O paciente tem histórico de boa saúde, boa forma física, suporte social operacional e emocional satisfatório. Apesar do bom prognóstico, o paciente afirma que a UTI é um lugar para aguardar a morte, que nada na vida dele vai bem, que não vem recebendo cuidados bons o suficiente, que as pessoas o tempo inteiro mentem para ele. As falas do paciente têm um tom provocador, arrogante, desafiador e depreciativo. A equipe assistencial, exausta em termos de argumentação educada e racional, tende a contra-atacar.  

Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.


A equipe deve ser ouvida e preparada pela Psicologia para manter-se não reativa ao estresse advindo do modo de o paciente se comunicar.

Alternativas
Q1690833 Psicologia
Um paciente de 30 anos de idade sofreu acidente automobilístico com colisão frontal, produzindo fraturas complexas. Após intervenção cirúrgica de emergência, deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI). O paciente tem histórico de boa saúde, boa forma física, suporte social operacional e emocional satisfatório. Apesar do bom prognóstico, o paciente afirma que a UTI é um lugar para aguardar a morte, que nada na vida dele vai bem, que não vem recebendo cuidados bons o suficiente, que as pessoas o tempo inteiro mentem para ele. As falas do paciente têm um tom provocador, arrogante, desafiador e depreciativo. A equipe assistencial, exausta em termos de argumentação educada e racional, tende a contra-atacar.  

Com relação a esse caso clínico e aos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.


O paciente sofre de clivagem (splitting), integrando a ambivalência na relação com a equipe, que percebe esse mecanismo. Ele precisa ser confrontado com os próprios funcionamento primitivo e linguagem inadequadamente hostil.

Alternativas
Q1690829 Psicologia
Um paciente de 50 anos de idade chegou desacompanhado ao serviço de emergência com febre alta, cefaleia aguda, náuseas, diarreia, vermelhidão nos olhos e mal-estar geral há oito dias. Foi imediatamente internado na enfermaria de clínica médica e diagnosticado, por exame sorológico, com leptospirose. Com o agravamento do quadro, foi admitido na unidade de terapia intensiva (UTI) para monitoramento das funções vitais, estando sedado. O Serviço Social contatou familiares, mais especificamente, uma filha de 28 anos de idade, que foi ao hospital e contou que o paciente tem três outros filhos mais novos, e que apenas um deles, o mais novo, de 22 anos de idade, tem contato frequente com o pai. A filha contou que tem horror ao pai e que considera que a doença atual é merecida, uma vez que o paciente é travesti e trabalha em shows performáticos. 

Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.


É papel da Psicologia no contexto da UTI, por tratar-se de uma crise familiar, criar uma escala de visitas, com base na suscetibilidade percebida decorrente da aprendizagem social.

Alternativas
Q1690820 Psicologia
Um paciente de 30 anos de idade, mecânico, casado, sem filhos, há um mês deu entrada na unidade de terapia intensiva (UTI) em estado grave, com quadro de apendicite supurada, ou seja, com o apêndice inflamado rompido. A esposa do paciente, técnica de enfermagem de outra unidade hospitalar, relatou sentir-se culpada por não ter reconhecido os sintomas de apendicite e solicita permanecer ao lado do paciente durante todo o tempo da internação, em que pese a UTI não ter ainda aderido ao programa de visita estendida, que permitiria ampliar a participação de familiares na recuperação de paciente interno.  

Acerca desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.


É papel da Psicologia, como integrante da equipe da UTI, apoiar a esposa, realizando sessões de psicoterapia individual nos horários da visita.

Alternativas
Respostas
241: B
242: B
243: E
244: B
245: E
246: E
247: C
248: E
249: C
250: E
251: C
252: C
253: C
254: C
255: C
256: E
257: C
258: E
259: E
260: E