Questões de Concurso
Sobre políticas públicas no sus em psicologia
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Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização (PNH). Brasília: Ed. Ministério da Saúde, 2013.
I- O profissional da Psicologia torna-se um ator estratégico na operacionalização de uma política antimanicomial dentro da atenção básica.
II- A fragmentação do cuidado permite ao profissional da Psicologia vislumbrar novas formas de produção de vida e de saúde, com um olhar específico e respeitando individualidades do Projeto Terapêutico Singular.
III- A lógica curativo-individualista ainda deixa psicólogas(os) impotentes frente às expectativas de gestores, equipes multiprofissionais e usuários de receberem uma escuta feita dentro de um consultório.
IV- É importante que o profissional da Psicologia amiúde cumpra, dentro das equipes, o mesmo papel que o CAPS cumpre dentro da rede, o de responsável exclusivo pelo cuidado da pessoa em sofrimento mental na comunidade.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Na perspectiva da clínica ampliada, é necessário que o sujeito cuidado assuma papel ativo na construção e direcionamentos do seu projeto terapêutico, receptivo às intervenções dos profissionais de saúde, em uma relação verticalizada.
II- A clínica ampliada cria possibilidades de integrar a equipe de trabalhadores da saúde de diferentes áreas na busca de estratégias para um cuidado singular, com a criação de responsabilização e vínculo com o usuário.
III- A clínica ampliada propõe uma desierarquização do processo, que permite, inclusive, perceber riscos e vulnerabilidades, potências e fragilidades para além da doença e do espaço físico do cuidado.
IV- O incentivo de relações de autonomia e o protagonismo, apresenta-se como um fator de risco, ao desresponsabilizar as equipes na construção do processo de cuidado a partir da compreensão do contexto relacional e comunitário onde esse sofrimento é vivenciado.
É CORRETO o que se afirma em:
I- O projeto pode ser produzido para grupos ou famílias e não só para indivíduos, o projeto busca a singularidade (a diferença) como elemento central de articulação.
II- O diagnóstico tem papel fundamental em minimizar as diferenças, homogeneizando aspectos coletivos, o que facilita intervenções com alto grau de eficácia.
III- A Definição de metas é uma das etapas do PTS; uma vez que a equipe fez os diagnósticos, ela faz propostas de curto, médio e longo prazo, que serão negociadas com o Sujeito doente.
IV- Como elemento importante do PTS, é necessário que predomine uma postura que valorize a não intervenção, oposta à típica prática biomédica.
É CORRETO o que se afirma em:
( ) Distinguir seu modo de atuação de acordo com os níveis de atenção primário, secundário e terciário.
( ) Buscar ações horizontalizadas que possibilitem a formação permanente em saúde mental de trabalhadores de diversas categorias profissionais.
( ) Priorizar a implementação do modelo clínico de atuação, com ações individuais e curativistas.
As afirmativas são, respectivamente,
Considerando a Atenção Básica em Saúde no Brasil, analise as afirmativas a seguir.
I. É a atenção ambulatorial de primeiro contato, com programas focalizados e seletivos para a oferta de uma cesta restrita de serviços.
II. Considera o contexto no qual a doença ocorre e em que o usuário vive, lidando com uma menor variedade de problemas de saúde.
III. É a porta de entrada preferencial para o SUS, sendo a base de um novo modelo assistencial que visa a integralidade do cuidado em saúde.
Está correto o que se afirma em
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e menos complexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo desde o simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garantindo acesso integral, universal e gratuito para toda a população do país. Com a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco na saúde com qualidade de vida, visando a prevenção da saúde.
O Decreto nº 7.508, de 2011, que ajusta detalhes da Lei nº 8.080, de 1990, sobre a estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), estabelece que uma "Região de Saúde" se refere a uma área geográfica definida pela união de estados vizinhos, baseando-se em suas similaridades culturais, econômicas e sociais, bem como na infraestrutura de comunicação e transporte compartilhada. O propósito dessa organização é promover a coordenação, o planejamento e a realização de ações e serviços de saúde de forma integrada nessas áreas.
Os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) não constituem as bases para o funcionamento e organização do sistema de saúde em nosso país, negando direitos conquistados historicamente pelo povo brasileiro e o formato democrático, humanista e federalista que deveria caracterizar sua materialização. Nesse sentido, os princípios e diretrizes do SUS não precisam ser compreendidos a partir de uma perspectiva histórica e epistemológica, não constituindo um produto resultante de um processo político e que expressa concepções sobre saúde e doença, direitos sociais, gestão, as relações entre as esferas de governo do país, entre outros.
A implantação das Normas Operacionais Básicas do SUS - NOB-SUS 91, incluindo as NOB-SUS 93 e 96, não teve impacto significativo na descentralização do Sistema Único de Saúde, resultando em uma manutenção centralizada das responsabilidades e recursos no nível federal. Além disso, a implementação do Piso de Atenção Básica não desencadeou um processo de ampliação do acesso à atenção básica, e a estratégia da Saúde da Família não se encontra em expansão, não consolidandose como eixo estruturante para a organização da atenção à saúde.
As políticas públicas da área da saúde são uma responsabilidade do Governo, que é cumprida através dos seus Municípios. O Governo é responsável por criar e manter essas políticas para investir na melhoria do atendimento de saúde dos cidadãos.
A Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE) é estruturada com base em diferentes tecnologias e serviços territorializados, como Serviços Assistenciais em Oncologia e Linha de Cuidado de Sobrepeso e Obesidade, enquanto a Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas se dedica a ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral em situações de urgência e emergência, organizada em componentes pré-hospitalares (móvel e fixo) e hospitalares, conforme diretrizes da Portaria GM/MS no 1.600/2011.
O Art. 2º da Lei nº 8.142/1990 estabelece que a saúde é um direito fundamental do ser humano, e o Estado não tem o dever de prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.
A inserção do psicólogo na saúde pública não tem passado por modificações ao longo dos anos. A psicologia sempre teve uma presença consolidada nesse contexto, desde os primórdios do sistema de saúde no Brasil. A inserção da psicologia na saúde pública não foi influenciada por transformações no sistema de saúde ou pelo crescimento da profissão no país. Além disso, a saúde mental nunca foi percebida como um fator crucial de cuidado.