Questões de Concurso
Sobre movimentos sociais e de massa em psicologia
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As políticas públicas dirigidas a diferentes segmentos populacionais, tais como LGBT, pessoas com deficiência e negros, fundamentam-se em conceitos operativos que embasam planos de ações específicas. A esse respeito, considere:
I. Identidade de gênero é definida como a junção do sexo biológico com o sexo social.
II. Equidade no contexto da saúde da população está relacionada a práticas que contemplem as diferentes necessidades de cuidado.
III. Discriminação social tem como base a desigualdade entre pessoas ou grupos, onde um se considera superior ao outro.
IV. Reintegração e inclusão social são conceitos semelhantes que focam no trabalho de reinserção social de alguém após seu retorno à sociedade.
Está correto o que se afirma APENAS em
Paralelamente à consolidação de uma concepção científica a respeito da deficiência, ainda hoje ocorrem atitudes sociais de marginalização das pessoas com deficiência, semelhantes àquelas vividas na Antiguidade Clássica. Os estudos científicos apontam três atitudes sociais que marcaram a história da Educação Especial no tratamento dado às pessoas com deficiência, sendo elas:
Assinale a alternativa em que os itens estão corretos:
“A inserção do psicólogo nas políticas públicas cresceu muito nos últimos dez anos. Essa atuação foi acompanhada pela
construção, na psicologia, do compromisso social, com a participação de psicólogos e psicólogas de todo o país. A partir
dessa perspectiva é valorizada a construção de práticas comprometidas com a transformação social, em direção a uma
ética voltada para a emancipação humana.”
A citação trata dos parâmetros para atuação de psicólogos na política de assistência social. Em relação aos referidos parâmetros, esses profissionais precisam
Como, nessas situações, a forma de se ter acesso ao que as pessoas acreditam é observando seu comportamento, a ausência de reações visíveis faz com que muitos pensem, erroneamente, que não haveria aprovação social de sua queixa. Isso leva a forte ciclo vicioso, que mantém a conformidade da maioria, como naquilo que Noelle-Neuman chamou de espiral de silêncio.
Fabio Iglesias e Ronaldo Pilati. Rompendo a ignorância pluralística: uma análise do “Sai do Facebook e vem pra rua!". Internet: <www.unb.br> (com adaptações).
Fenômeno ligado à psicanálise, a ignorância pluralística ocupa lugar central na psicologia social.
No célebre experimento da prisão simulada desenvolvido na Universidade de Stanford, em 1971, o psicólogo Philip Zimbardo buscou estudar as reações humanas na situação de cativeiro, mas o estudo foi interrompido por importantes questões éticas incidentes sobre o experimento. O mais importante resultado dessa pesquisa para o campo da psicologia social se articula:
Desde a ascensão do nazi-fascismo, no período entre as duas guerras mundiais, a psicologia social vem produzindo estudos sobre a exclusão, interrogando-se sobre os motivos pelos quais, em sociedades aparentemente democráticas e igualitárias, sejam aceitas práticas injustas e discriminatórias frente aos considerados “diferentes”. Essas pesquisas indicam que a exclusão se relaciona:
A partir dos movimentos sociais em favor dos direitos humanos que marcaram os anos 80-90, surgiram leis que procuraram abolir a discriminação em relação a jovens e crianças de camadas sociais e econômicas distintas, entre as quais destaca-se:
A emergência das primeiras escolas de Serviço Social brasileiras, na década de 1930, conjugava as seguintes influências principais e correlacionadas:
I. O mito da natureza violenta dos excluídos tem implicações nas práticas cotidianas que configuram as relações entre as classes sociais.
II. Os meios de comunicação fornecem informações corretas que nos permitem avaliar adequadamente o quadro de violência que vem sempre aumentando nas grandes cidades brasileiras.
III. A causa da violência, associada ao comportamento dos jovens, deve ser buscada na falta de limites impostos pelos seus pais.
IV. Podemos dizer que, ao longo da história recente da adolescência, a ciência e o pensamento social construíram a ideia de "idade do perigo", que marca a transição da infância para a vida adulta.
Pode-se afirmar que:
No cotidiano com as populações de baixa renda, é comum que o psicólogo se dê conta de que a concepção de homem que norteia grande parte das teorias dominantes na Psicologia cai por terra diante da subjetividade brasileira. No lugar de identidades fixas a serem diagnosticadas a partir de modelos pré-determinados, ele encontra uma processualidade que escapa a qualquer tentativa de enquadramento. Considerando as experiências frustrantes das práticas tradicionais junto a estas populações constituem-se demandas urgentes para o psicólogo:
1. Compreender que necessita não apenas conhecer as necessidades dessas populações, mas, construir ou criar práticas que brotem de um verdadeiro encontro com as mesmas.
2. Produzir um conhecimento que resulte das trocas entre as singularidades ali presentes e se ancore num envolvimento com aquele cotidiano, com aquelas pessoas e suas problemáticas específicas.
3. Cuidar para que a utilização da medida em psicologia - os testes psicológicos – não se transforme em capa protetora perante a emergência da diferença, na medida em que a classifica como desvio ou anormalidade.
4. Aprisionamento a um modelo teórico, justificando seu fracasso como sendo resultado de impossibilidades da própria população, vista como desvalida e sem condições emocionais e/ou intelectuais para enfrentar os problemas.
Estão corretas apenas:
Em nossa sociedade muitas pessoas acreditam que os pobres são pobres porque não se esforçam, são preguiçosos e não têm aspirações. Essa crença nos ajuda a compreender que:
1. Cada indivíduo desenvolve suas próprias idéias e pontos de vista independentemente das influências ideológicas que possa sofrer.
2. Os grupos sociais constroem representações sobre a realidade de modo a conferir-lhe uma lógica, tornando-a subjetivamente compreensível para os indivíduos.
3. As representações, socialmente construídas, podem, também, ideologicamente inventar outra origem histórica para os fatos e situações sociais.
4. Ao conferirem uma lógica para a realidade, essas representações ajudam a manter a ordem estabelecida.
Estão corretas apenas: