Questões de Concurso
Sobre dor, estresse e luto em psicologia
Foram encontradas 367 questões
Considere que um paciente, ao ser informado de que suas chances de recuperação seriam de apenas 5%, tenha surpreendido a equipe de saúde e seus familiares afirmando: “Tenho pena dos outros pacientes que integram os 95%. Eu sei que ficarei curado e farei tudo para conseguir isso”. Nessa situação, é correto afirmar que tal reação está relacionada ao conceito de autoeficácia de Bandura.
Considerada um estressor grave, a dor é capaz de interferir de maneira importante no funcionamento psicossocial do indivíduo. A mensuração, a avaliação e a compreensão dessa experiência subjetiva podem ser feitas por meio do comportamento verbal e não verbal, sofrendo, portanto, influência do contexto sociocultural.
A definição de dor considera a interrelação entre componentes sensorial – discriminativo, motivacional – afetivo e cognitivo – avaliativo. É uma experiência tanto física quanto psicológica e sua intensidade depende diretamente do estímulo doloroso que a produz.
Sabe-se que o terremoto ocorrido no Haiti em janeiro de 2010 causou devastação inimaginável no país. Relatos dos sobreviventes chamam a atenção em relação à esperança e à capacidade de estabelecimento de planos futuros. Acerca desse fato, é correto afirmar que tal comportamento pode ser explicado por meio dos conceitos de enfrentamento e resiliência.
A respeito dos conceitos de estresse e enfrentamento, julgue o item a seguir.
As estratégias de enfrentamento são focalizadas no problema
e na emoção. Essas estratégias passam pelo processo de
avaliação primária em relação à sua efetividade e, quando
necessário, são substituídas para lidar com determinado
estressor.
A respeito dos conceitos de estresse e enfrentamento, julgue o item a seguir.
As intervenções planejadas pela equipe de saúde não têm efeito
sobre as estratégias de enfrentamento utilizadas pelo paciente,
uma vez que o enfrentamento agrega crenças e valores
internalizados por cada um, sendo um processo inteiramente
subjetivo e pessoal.
O modo como o indivíduo lida com o estresse é considerado mais importante para seu senso moral, funcionamento social e saúde do que a frequência e a gravidade dos episódios de estresse por si mesmos.
A respeito dos conceitos de estresse e enfrentamento, julgue o item a seguir.
Considere que um paciente, recentemente diagnosticado com
um tipo raro de câncer, tenha recebido o diagnóstico em
um dia, feito a cirurgia no dia subsequente e iniciado a
quimioterapia logo em seguida. Nesse caso, a rápida adesão à
proposta terapeutica sugere o uso de estratégias de
enfrentamento focalizadas na emoção.
O modelo teórico de estresse e enfrentamento denominado modelo interativo do estresse estabelece que o enfrentamento deve ser considerado um processo que se modifica ao longo do tempo, de acordo com as exigências do contexto.
No caso de óbito de um paciente, geralmente, o psicólogo é o profissional responsável por dar a notícia para a família, uma vez que recebeu formação específica para lidar com os sentimentos e as emoções.
Entre as afirmativaas a seguir, assinale a correta:
São sintomas ansiosos a crise de choro, os medos, o sentimento de perda de controle, a agressividade, a irritabilidade e a ideação suicida, e sintomas depressivos o isolamento, a perda da auto-estima e do interesse nas atividades habituais e a auto- acusação.
As manifestações depressivas e de ansiedade do paciente de câncer nem sempre são a expressão de um transtorno de ansiedade e podem ser a conseqüência de esforços contínuos realizados para se adaptar.
Os transtornos de adaptação não são transitórios e não desaparecem depois de seis meses, nem é preciso que o evento estressante seja maciço ou abrupto, e sim contínuo e acumulativo, sendo a cronicidade do estresse decisiva para definir esse diagnóstico.
Os transtornos de adaptação (CID-X: F43.2) caracterizam-se por um estado de sofrimento emocional subjetivo que entrava o desempenho social, em razão da adaptação a uma mudança existencial ou a um acontecimento estressante, como o luto, ou crise do desenvolvimento, como a escolarização, a aposentadoria, o hospitalismo da criança, excluindo o transtorno ligado à angústia de separação na infância.
O estado de estresse pós-traumático (CID-X: F43.1), ou neurose traumática constitui uma resposta retardada a um evento estressante, cujo período que separa a ocorrência do traumatismo do transtorno varia de algumas semanas a meses, alguns de seus sintomas sendo a rememoração do evento traumático sob a forma de lembranças invasivas, pesadelos, anedonia, estado de alerta e insônia.
A reação aguda ao estresse (CID-X: F43.0), ou fadiga de combate é transitória, pode desaparecer em alguns dias ou horas, se manifestando de início por um estado de aturdimento, desorientação, taquicardia, ondas de calor, e ocorre apenas quando não se manifesta nenhum outro transtorno mental em seguida a um estresse excepcional.
A diversidade cultural na relação com a experiência da morte é ilustrada também no ritual funerário e de cremação entre os antigos gregos. O mesmo gesto cultural de outros povos, embora as cinzas não fossem lançadas ao anonimato, mas cuidadosamente guardadas como memória dos mortos, os antigos gregos cremavam os mortos como sacrifício e expiação de tudo o que era mortal e perecível, e preparar a passagem dos mortos para outra condição de existência, a condição social de mortos.
O ritual funerário das sociedades da antiga Mesopotâmia não incluía o sepultamento ou a edificação de mausoléus e a representação pictórica e escultural, mas a incineração crematória. O cadáver não era conservado com as marcas de sua identidade, personalidade e inserção social, mas completamente consumido pelo fogo, destruído até as cinzas, as quais eram lançadas ao vento, ou nas águas dos rios, sendo o morto despojado de todos os seus traços identitários.