Questões de Concurso
Comentadas sobre doenças crônico-degenerativas em psicologia
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A partir desse caso clínico e considerando as teoria e técnicas psicoterápicas aplicadas à paciente em tratamento de câncer, julgue o item.
Na fase inicial do tratamento oncológico, a terapia de inspiração psicanalítica oferece suporte a paciente para gerir a crise causada pelo seu medo de morrer, o qual é inerente ao diagnóstico de um câncer.
A partir desse caso clínico e considerando as teoria e técnicas psicoterápicas aplicadas à paciente em tratamento de câncer, julgue o item.
O objetivo da terapia de inspiração psicanalítica, ou psicodinâmica, será o de ajudá-la a se adaptar a sua afecção, sugerindo que ela trabalhe em outro momento a compreensão de seus afetos e de seus conflitos preexistentes ao diagnóstico de câncer.
Com base nesse caso clínico, julgue o item que se segue.
Mesmo existindo conflitos de valores ou de princípios paternos com a equipe de saúde, o pátrio poder não poderá ser confrontado ética e legalmente nos tribunais.
Com base nesse caso clínico, julgue o item que se segue.
A criança ainda está desenvolvendo as condições necessárias para agir autonomamente e, portanto, tem autonomia reduzida.
A noção de que o corpo e a mente são partes de um organismo e que a saúde é fruto desse equilíbrio entre as partes do indivíduo, e desse com o meio ambiente, desenvolveu-se a partir de estudos da década de 1940, os quais apontaram que as mulheres deprimidas apresentavam maior incidência de câncer.
Entre os fatores que influenciam a aceitação e adaptabilidade da mulher com câncer de mama incluem os psicológicos e psicossociais que cada mulher traz para a situação de tratamento, os relacionados ao próprio diagnóstico do câncer, como o estágio da doença, tratamentos disponíveis, respostas e evolução clínica e o contexto cultural no qual as opções de tratamento são oferecidas.
O objetivo do tratamento do câncer é não só obter a cura, mas também minimizar a incidência de complicações relacionadas com os tratamentos, potencializando uma qualidade de vida tão longa quanto possível.
A visão cartesiana deu origem ao chamado modelo biomédico, o qual propõe que as doenças, tais como o câncer, podem ser explicadas por distúrbios em processos fisiológicos, que surgem a partir de desequilíbrios bioquímicos, infecções viróticas ou outras, e mediadas por processos psicológicos e sociais, nem sempre passíveis de avaliação direta.
A experiência de câncer possui três fases marcadas por mudanças e problemas específicos, sendo elas a aguda, intermediária e permanente. A fase aguda inicia-se com o diagnóstico e continua até ao fim do tratamento, enquanto que a intermédia começa com o fim do tratamento, quando a pessoa se move por meio de uma tênue linha entre o estar doente e o estar bem, e a permanente engloba a duração de vida do sobrevivente, quando o risco de recorrência é pequeno e equivale a uma cura ou uma remissão controlada.
Apesar dos esforços da psico-oncologia, a longevidade de pacientes e ex-pacientes de câncer continua sendo avaliada em termos biomédicos, em detrimento de medidas sociais, econômicas, legais, espirituais e outras relacionadas à qualidade de vida. O Índice de Sintomas Referidos (ISR) e o Índice de Sinais Identificados (ISI) continuam sendo as principais medidas indicadoras de longevidade.
Na evolução do conhecimento na área da saúde, é observado que o espaço ocupado pela psicologia foi sendo ampliado à medida que avançava o desenvolvimento científico e tecnológico da medicina. A identificação das relações de interdependência entre os fatores psicológicos e a etiologia de algumas doenças são exemplos de contribuições da psicologia.
A utilização da terminologia sobrevivente de câncer está, de algum modo, associada à mudança de prognóstico da doença oncológica, a qual era quase inevitavelmente uma doença fatal. Recentemente, passou-se de vítima de câncer para sobrevivente de câncer, e apesar de se referir a uma variável que se reporta ao processo de vida humana, já existe consenso na literatura acerca de uma definição objetiva de sobrevivente de câncer.
Historicamente, o primeiro registro de câncer na espécie humana, ou de doença similar, ocorreu por volta de 1870. Todavia, a investigação de fatores etiológicos, incluindo variáveis psicológicas que pudessem explicar a vulnerabilidade individual ao câncer, possui pouco mais de meio século de estudos.
A psico-oncologia se caracteriza como uma subespecialidade da oncologia, que estuda duas dimensões psicológicas do câncer, que são o impacto da doença sobre o funcionamento emocional do paciente, sua família e dos profissionais de saúde e o papel de variáveis psicológicas e comportamentais na incidência e sobrevivência do câncer.
Mudanças na dieta de paciente cardiopata, exercícios de relaxamento por visualização de imagens e orientação familiar para melhoria da qualidade de vida são elementos de um programa de prevenção terciária.
Embora mais de 90% dos portadores de câncer de pulmão sejam tabagistas, menos de 30% dos tabagistas desenvolvem esse tipo de doença, o que sugere que as diferenças e suscetibilidades individuais são mediadores do desenvolvimento desse tipo de câncer.
Cuidadores de doentes crônicos e graves podem adoecer em decorrência dos estressores associados às tarefas de cuidar, sendo a motivação afetiva definida pelo vínculo entre cuidador e doente o fator de proteção ao cuidador reconhecido como indispensável.
Filhos de pais obesos requerem tratamento preventivo no início da idade adulta, quando há maior propensão de ganharem peso devido à produção de hormônios como a grelina e a leptina, que se inicia a partir da adolescência.
O tratamento médico associado ao tratamento comportamental pode incluir o uso de sacietógenos associados a contratos de contingência feitos com o terapeuta e a técnicas de relaxamento para controle da ansiedade.
Por ser um transtorno psiquiátrico alimentar, com implicações para a estabilidade do humor, do controle de eletrólitos e da função renal, o tratamento da obesidade precisa incluir um psiquiatra, um nutricionista e um psicólogo na equipe interdisciplinar.