Questões de Concurso
Comentadas sobre cuidados paliativos na psicologia em psicologia
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Compete aos profissionais de saúde discutir e refletir sobre as angústias e os sentimentos comumente presentes em pacientes com doenças terminais, a fim de que possam oferecer subsídios a esses pacientes.
A atuação do psicólogo hospitalar em casos de pacientes com doenças terminais é fundamental, podendo ele ajudar esses pacientes na experimentação de sentimentos e angústias que podem ocorrer nessas situações em que a morte é o tema central.
O Comitê do American College of Phsysicians e da American Society of Internal Medicine identificou sete mitos, sobre o cuidado ao final de vida que podem prejudicá-lo. A seguir apresentam algumas ocorrências:
I. Manter ou retirar líquidos e nutrição artificiais dos pacientes terminalmente doentes ou permanentemente inconscientes é ilegal.
II. O pessoal de tratamento de risco deve ser consultado antes de ser concluído o tratamento.
III. Privar do tratamento de suporte de vida os pacientes que não têm capacidade para tomada de decisão requer evidências de que era o verdadeiro desejo do paciente.
IV. Se um médico prescrever ou administrar doses altas de medicação para aliviar a dor ou o desconforto de um doente terminal e isso resultar na morte do paciente, o médico responderá criminalmente.
De acordo com o Comitê, qual(is) constitui(em)-se mitos:
A intervenção clínica realizada pela psicologia da saúde junto a pacientes em programas de cuidados paliativos pressupõe assistência ao paciente com relação às suas necessidades emocionais face à iminência da morte, sendo o acompanhamento familiar objeto de intervenção somente após a morte do paciente.
Os instrumentos de mensuração da qualidade de vida relacionada à saúde tendem a manter o caráter multidimensional relativo à percepção geral da qualidade de vida, embora a ênfase habitualmente recaia sobre sintomas, incapacidades ou limitações ocasionados por diferentes doenças.
O WHOQOL (World Health Organization Quality of Life), instrumento de avaliação de qualidade de vida da OMS, tem por objetivo avaliar os aspectos físico, psicológico, nível de independência e relacionamento social de um indivíduo por meio de questões relativas às quatro últimas semanas que antecedem a avaliação.
Para Elizabeth Kübler-Ross, o processo de morte e morrer é caracterizado por fases vivenciadastanto pelo paciente quanto pelos seus familiares.
A noção de qualidade de vida tem influenciado a escolha terapêutica para diferentes faixas etárias, sendo a liberdade de escolha do tratamento uma variável importante quando várias opções estão disponíveis. Quando o prognóstico é desfavorável, tal escolha cabe à equipe médica. Além disso, pacientes e familiares devem ser protegidos, do ponto de vista emocional, para suportarem a evolução do quadro.
Embora o conceito de qualidade de vida seja amplamente utilizado em saúde, as disciplinas inicialmente interessadas em seu estudo estão ligadas à economia, à filosofia e à política.
BRASIL, CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Editorial. Ciência e Profissão: Diálogos, n. 4, 2006, p. 18.
De acordo com a literatura científica sobre o tema, a atuação dos psicólogos em programas ou setores de cuidados paliativos inclui
“Esta idolatria da vida ganha forma na convicção de que a inabilidade para curar ou evitar a morte é uma falha da medicina moderna. A falácia desta lógica é que a responsabilidade de curar termina quando os tratamentos são esgotados:” PESSINI, Léo. Distanásia. Até quando investir sem agredir? In: ANGERAMI-CAMOM, Valdemar Augusto (org.). A ética na saúde. São Paulo: Pioneira, 1997, p.80.
Os profissionais que atuam em Unidades de Tratamento Intensivo freqüentemente estão se deparando com questões a respeito da manutenção de esforços para prolongar a vida. Tomando como parâmetro o fragmento de Marilena Chauí apresentado acima, diante dessas situações, no sentido ético, é
Nesse contexto, cabe ao psicólogo se dispor a
crônica, chegou ao vigésimo dia de internação, período em que
passou por vários tipos de exames, dos mais simples aos mais
invasivos. Ainda sem um diagnóstico preciso que explicasse a
intensificação dos sintomas de fadiga extrema, seria necessário
prosseguir os exames. Há seis meses, o irmão de Rita, após duas
semanas de internação no mesmo hospital, faleceu. A lembrança
desse irmão, que sempre foi muito próximo a ela, ainda está
muito viva. "Foi como se tivesse sido ontem", diz ela, cujo maior
desejo é voltar para sua casa, já não mais suportando a
permanência naquele hospital, apesar de todo apoio que recebe
dos filhos e da equipe médica.
A partir do caso hipotético acima, julgue os itens a seguir, acerca
da intervenção ética do psicólogo junto à pessoa doente.