Questões de Concurso Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de literatura em pedagogia

Foram encontradas 104 questões

Q3296454 Pedagogia
A literatura, em suas diversas manifestações, utiliza múltiplas linguagens para enriquecer a experiência estética e educativa dos leitores. No contexto da educação infantil, como a literatura e essas linguagens se inter-relacionam para promover o desenvolvimento integral da criança?
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Q3274724 Pedagogia
Conforme Zilberman, ao estudar a gênese (início) da literatura infantil, na Europa moderna, qual dos cenários e temáticas abaixo merecem destaque, sendo observados também em contexto brasileiro? 
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Q3181663 Pedagogia
A partir do que está proposto no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , no trabalho com a leitura/escuta, espera-se como procedimentos a serem adotados pelo/a professor/a:
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Q3181659 Pedagogia
De acordo com o Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , "Ao assumirmos a perspectiva teórica da linguagem sociointeracionista, concebemos as situações de interlocução como resultante de intercâmbio social (situação de comunicação social concreta) e a leitura como materialidade interlocutiva para a construção de sentidos. O ato da leitura passa":
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Q3139774 Pedagogia
 A produção de textos nos anos iniciais do Ensino Fundamental é uma prática fundamental para o desenvolvimento das habilidades de escrita e compreensão textual dos alunos. Nesse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.A prática de produção de textos nos anos iniciais contribui para o desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos, pois permite que eles se expressem por meio da escrita, explorando diferentes gêneros e temas.
PORQUE
II.Para promover o desenvolvimento da competência comunicativa, é importante que o professor ofereça atividades de escrita que valorizem as experiências e conhecimentos prévios dos alunos, possibilitando a construção de significados e a interação com diferentes tipos de textos.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
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Q3139770 Pedagogia
Sobre os precursores e seguidores da literatura infantil no Brasil, é correto afirmar que:
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Q3116104 Pedagogia
A literatura infantil é o conjunto de obras, frequentemente ilustradas, que são lidas principalmente por crianças. Essas obras utilizam a palavra como matéria-prima e, para compreendê-las plenamente, é importante entender como retratam a realidade de forma criativa, incorporando elementos de fantasia, magia, maravilha e poesia. A literatura infantil é uma linguagem que cria realidades e explora os sentidos, capaz de gerar novas interpretações a cada leitura. A leitura dessas obras é fundamental para o desenvolvimento intelectual, permitindo o contato com novas palavras, culturas e estimulando a imaginação.
Com base no exposto, é CORRETO afirmar que a literatura infantil: 
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Q3114710 Pedagogia
Ao analisar autores da literatura infantil brasileira, assinale abaixo o autor, que foi responsável pela publicação de mais de 130 livros, dentre eles, “O Menino Maluquinho”. 
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Q3092704 Pedagogia
Considerando as visões históricas da Educação Iinfantil no Brasil, qual pensamento, dentre os ideários clássicos do século XIX, dava ênfase a ideias de progresso e perfectibilidade humanos, além de defender o conhecimento racional como caminho para superação de preconceitos e ideologias tradicionais e de preconizar que, por meio do conhecimento, seria possível à criança atingir a perfeição?
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Q3090965 Pedagogia
Na obra “A literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009), nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições educacionais. Todorov defende a ideia de que a literatura corre o risco de perder sua função primordial de humanizar o ser humano e de favorecer uma compreensão mais profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de literatura
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Q3090959 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura.
BNCC. Linguagens, Língua Portuguesa, Ensino Fundamental. P. 138.

Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola
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Q2847699 Pedagogia
As relações entre a Literatura e a História sempre estiveram presentes na educação. Estão associadas ao desenvolvimento da leitura, da escrita, à percepção dos múltiplos sentidos agregados aos vocábulos, à formação ética e estética, à ampliação do universo cultural e da compreensão de mundo.

ZAMBONI, Ernesta; FONSECA, Selva Guimarães. Contribuições da literatura infantil para a aprendizagem de noções do tempo histórico: leituras e indagações. Cad. Cedes, Campinas, vol. 30, n. 82, p. 339‑353, set./dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo. br/pdf/ccedes/v30n82/05.pdf. p. 341. Acesso em: 18 jun. 2024.

Sobre a relação entre a Literatura e o ensino de História, assinale a alternativa correta. 
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Q2351031 Pedagogia
“O importante não é necessariamente quanto sabe de literatura, mas sim quanto sua formação descansa numa base filosófica, teórico-conceitual, psicológica, para fundamentar a prática pedagógica. Trata-se de sustentar uma formação que mostre a pertinência da educação literária, fazendo explícito o valor da literatura, sua relação com outras ciências do conhecimento, e compreendendo que dele depende materializar as atividades de recepção e interpretação das obras. É tarefa sua conseguir que os alunos desentranhem a valoração estética dos textos e vivam o prazer da leitura”.

FONTE: ANDRÉ, Rhina Landos Martínez. A formação do professor de literatura. Revista Polifonia, nº18, pp. 27-39

Levando em conta o texto anterior, uma atitude que NÃO demonstra a formação adequada do professor de literatura é: 
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Q4226800 Pedagogia
No que diz respeito à presença dos textos literários nas aulas, os Parâmetros Curriculares Nacionais – Língua Portuguesa (1998) condenam práticas em que eles sejam 
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Q4226787 Pedagogia
Em “Gramática e Literatura: desencontros e esperanças” (em Geraldi, 1997), Ligia Chiappini de Moraes Leite defende que o ensino de literatura se desenvolva a partir
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Q4208219 Pedagogia
Em conformidade com COSTA, sobre a literatura infantil, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

(_) A distinção entre os diferentes gêneros textuais, literários ou não, é atividade que dificulta o professor em sua tarefa de trabalhar com os textos, pois lhe amplia demais as escolhas, propondo de maneira inadequada seu trabalho docente.
(_) Para que a literatura cumpra seu papel no imaginário do leitor, é fundamental a mediação do professor na condução dos trabalhos em sala de aula e no exemplo que ele dá a seus alunos, lendo e demonstrando, sempre que possível, a utilidade do livro e o prazer que a leitura traz para o intelecto e a sensibilidade.
(_) O papel do professor no processo de conquistar seus alunos para a leitura é muito relevante, de tal maneira que, caso seu desempenho demonstre desconhecimento da natureza da literatura e da leitura, poderá criar em seus alunos a recusa e o afastamento dos livros.
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Q4163583 Pedagogia
Leia o texto a seguir e responda a questão subsequente.

TEXTO

Sem enfeite nenhum – Adaptado (Adélia Prado)

    A mãe era desse jeito: só ia em missa das cinco, por causa de os gatos no escuro serem pardos. Cinema, só uma vez, quando passou os Milagres do padre Antônio em Urucânia. Desde aí, falava sempre, excitada nos olhos, apressada no cacoete dela de enrolar um cacho de cabelo: se eu fosse lá, quem sabe?
    Sofria palpitação e tonteira, lembro dela caindo na beira do tanque, o vulto dobrado em arco, gente afobada em volta, cheiro de alcanfor. Quando comecei a empinar as blusas com o estufadinho dos peitos, o pai chegou pra almoçar, estudando terreno, e anunciou com a voz que fazia nessas ocasiões, meio saliente: companheiro meu tá vendendo um relogim que é uma gracinha, pulseirinha de crom', danado de bom pra do Carmo. Ela foi logo emendando: tristeza, relógio de pulso e vestido de bolér. Nem bolero ela falou direito de tanta antipatia. Foi água na fervura minha e do pai.
    Vivia repetindo que era graça de Deus se a gente fosse tudo pra um convento e várias vezes por dia era isto: meu Jesus, misericórdia! A senhora tá triste, mãe? eu falava. Não, tou só pedindo a Deus pra ter dó de nós.    
     Tinha muito medo da morte repentina e pra se livrar dela, fazia as nove primeiras sextas-feiras, emendadas. De defunto não tinha medo, só de gente viva, conforme dizia. Agora, da perdição eterna, tinha horror, pra ela e pros outros.
    Quando a Ricardina começou a morrer, no Beco atrás da nossa casa, ela me chamou com a voz alterada: vai lá, a Ricardina tá morrendo, coitada, que Deus perdoe ela, corre lá, quem sabe ainda dá tempo de chamar o padre, falava de arranco, querendo chorar, apavorada: que Deus perdoe ela, ficou falando sem coragem de aluir do lugar. 
    [...]
    Era a mulher mais difícil a mãe. Difícil, assim, de ser agradada. Gostava que eu tirasse só dez e primeiro lugar. Pra essas coisas não poupava, era pasta de primeira, caixa com doze lápis e uniforme mandado plissar. Acho mesmo que meia razão ela teve no caso do relógio, luxo bobo, pra quem só tinha um vestido de sair.
    Rodeava a gente estudar e um dia falou abrupto, por causa do esforço de vencer a vergonha: me dá seus lápis de cor. Foi falando e colorindo laranjado, uma rosa geométrica: cê põe muita força no lápis, se eu tivesse seu tempo, ninguém na escola me passava, inteligência não é estudar, por exemplo falar você em vez de cê, é tão mais bonito, é só acostumar. Quando o coração da gente dispara e a gente fala cortado, era desse jeito que tava a voz da mãe.
    Achava estudo a coisa mais fina e inteligente era mesmo, demais até, pensava com a maior rapidez. Gostava de ler de noite, em voz alta, com tia Santa, os livros da Pia Biblioteca, e de um não esqueci, pois ela insistia com gosto no titulo dele, em latim: Máguina pecatrís. Falava era antusiasmo e nunca tive coragem de corrigir, porque toda vez que tava muito alegre, feito naquela hora, desenhando, feito no dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou: coitado, até essa hora no serviço pesado.
    Não estava gostando nem um pouquinho do desenho, mas nem que eu falava. Com tanta satisfação ela passava o lápis, que eu fiquei foi aflita, como sempre que uma coisa boa acontecia.
    [...]
   Dia ruim foi quando o pai entestou de dar um par de sapato pra ela. Foi três vezes na loja e ela botando defeito, achando o modelo jeca, a cor regalada, achando aquilo uma desgraça e que o pai tinha era umas bobagens. Foi até ele enfezar e arrebentar com o trem, de tanta raiva e mágoa.
    Mas sapato é sapato, pior foi com o crucifixo. O pai, voltando de cumprir promessa em Congonhas do Campo, trouxe de presente pra ela um crucifixo torneadinho, o cordão de pendurar, com bambolim nas pontas, a maior gracinha. Ela desembrulhou e falou assim: bonito, mas eu preferia mais se fosse uma cruz simples, sem enfeite nenhum.
   Morreu sem fazer trinta e cinco anos, da morte mais agoniada, encomendando com a maior coragem: a oração dos agonizantes, reza aí pra mim, gente.
    Fiquei hipnotizada, olhando a mãe. Já no caixão, tinha a cara severa de quem sente dor forte, igualzinho no dia que o João Antônio nasceu. Entrei no quarto querendo festejar e falei sem graça: a cara da senhora, parece que tá com raiva, mãe. 

    O Senhor te abençoe e te guarde, Volva a ti o Seu Rosto e se compadeça de ti, O Senhor te dê a Paz.

    Esta é a bênção de São Francisco, que foi abrandando o rosto dela, descansando, descansando, até como ficou, quase entusiasmado.

Era raiva não. Era marca de dor.

(Texto publicado em Prosa Reunida, Editora Siciliano: São Paulo, 1999, incluído por Ítalo Moriconi no livro “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”, Editora Objetiva, RJ. Fonte: http://contobrasileiro.com.br/sem-enfeitenenhum-conto-de-adelia-prado-2/)
Leia o fragmento a seguir retirado dos Parâmetros Curriculares Nacionais, à luz do texto literário oral e escrito:
É possível afastar uma série de equívocos que costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tomá-los como pretexto para o tratamento de questões outras (valores morais, tópicos gramaticais) que não aquelas que contribuem para a formação de leitores capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade das construções literárias.
Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais, sobre o trabalho com textos literários, está adequada a seguinte prática:
Alternativas
Q3677860 Pedagogia
No contexto do tema Precursores e seguidores da Literatura Infantil no Brasil, associe o autor apresentado na coluna 1 com o conteúdo a ele correspondente apresentado na Coluna 2:
Coluna 1:
1. Alberto Figueiredo Pimentel
2. Monteiro Lobato
3. Mobral
Coluna 2:
A. Primeiro autor a fazer traduções e adaptações de contos europeus para o contexto brasileiro.
B. Movimento Brasileiro de Alfabetização, que tentou erradicar o analfabetismo no Brasil, mas não obteve resultados positivos.
C. Primeiro autor a produzir literatura infantil originalmente brasileira, utilizando características típicas e lendas do folclore brasileiro em suas histórias.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q2426330 Pedagogia

No contexto da literatura infanto-juvenil, qual é o principal objetivo da utilização de elementos fantásticos e mágicos nas narrativas?

Alternativas
Q2336966 Pedagogia

Em relação à Literatura Infantil no Brasil e aos seus precursores, analise as afirmativas a seguir.



I. O ano de 1894 é um marco da produção brasileira de livros para crianças, pois, nesse ano, Figueiredo Pimentel lançou, os Contos da Carochinha, obra que divulgou histórias de Charles Perrault, dos irmãos Grimm e de Hans C. Andersen. 


II. Na virada do século XIX para o XX, havia uma preocupação em promover uma literatura voltada para questões nacionais e com finalidade educativa, sendo Monteiro Lobato um dos difusores dessa tendência, publicando Poesias Infantis, em 1904.


III. Na década de 1920, Olavo Bilac destaca-se como escritor de histórias infantis e fundador de editoras, entendendo que a literatura para crianças não deve ser educativa, moralizadora, mas uma produção para o encantamento.



Está correto o que se afirma em 

Alternativas
Respostas
41: A
42: B
43: E
44: D
45: B
46: B
47: A
48: C
49: B
50: D
51: D
52: B
53: C
54: B
55: A
56: D
57: C
58: D
59: A
60: A