Questões de Concurso
Comentadas sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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O desenvolvimento de ações e competências profissionais para as práticas de gestão participativa e de gestão da participação, numa perspectiva democrático-participativa e não meramente burocrática apontam, pressupõem várias ações dentre elas a construção de uma comunidade democrática de aprendizagem. Identifique, no quadro, as formulações que NÃO se referem a essa ação. Depois, marque a alternativa com a seleção correta.
(I) O trabalho conjunto leva a formular expectativas compartilhadas em relação a objetivos, meios de trabalho, formas de relacionamento, práticas de gestão.
(II) A comunidade de aprendizagem implica em uma ruptura com a ideia de participação ativa de professores, pedagogos, técnicos educacionais, e alunos, considerando que as decisões relacionadas à vida universitária envolvendo conteúdos, processos de ensino, atividades pedagógicas e avaliação já estão previstas nos respectivos projetos pedagógicos dos cursos.
(III) O caráter de diálogo e de compartilhamento de significados entre pessoas da comunidade universitária possibilita adquirir experiência, acumular recursos cognitivos e operacionais, construir competências coletivas.
(IV) Esse modo de organização possibilita maior envolvimento de professores e técnicos com sua formação porque podem discutir questões de seu trabalho, com base em necessidades reais. Com isso, a cultura do individualismo cede à da colaboração, as relações hierárquicas são substituídas pelo trabalho em equipe, a coordenação pedagógica torna-se uma atividade negociada com base em situações concretas da instituição.
(V) Essa proposta confirma a ação de prescindência de uma cultura organizacional e de processos de gestão
que valorizem a participação, mas também o desenvolvimento de competências de todos os membros da
instituição educacional, tais como capacidade de comunicação e de expressão oral, facilidade de trabalhar
em grupo e capacidade de argumentação, encontrando formas de enfrentar problemas e situações difíceis.
Mecanismo que se insere no campo institucional de negociação política. São estruturas colegiadas de partilha de poder, que podem ser deliberativas ou consultivas, mas que têm o papel fundamental de controle social e devem ser na medida do possível paritárias, no que diz respeito à proporção de participação de indivíduos das partes civil e governamental.
Considerando a discussão acerca da educação superior, consolidação da democracia e luta pelos direitos humanos, identifique somente as alternativas que acrescentam argumentos coerentes para a superação das possibilidades levantadas no trecho transcrito, que revelam reducionismos quanto à função social da Universidade pública. Em seguida, marque a alternativa que contem a seleção dos argumentos coerentes.
O que a Universidade não pode continuar fazendo é o que se denuncia: formar agrônomos e veterinários para servirem aos interesses dos proprietários de terras; médicos e dentistas para garantirem a saúde da classe dominante; economistas e administradores para cuidarem dos interesses privados; educadores para policiarem a ideologia e hierarquizarem as forças de trabalho; engenheiros para enriquecerem as empresas estrangeiras, etc. Como os cursos de Direito podem ignorar a situação do menor, a grilagem, a violência policial? Como o estudante de Medicina pode ignorar a situação da saúde da população?
(I) A educação sempre foi e será instrumento de integração do indivíduo com a sociedade, de tomada de consciência para a participação social. A educação superior deverá levar o aluno a se comprometer com a busca de soluções para os problemas do povo brasileiro.
(II) O estudante universitário deve exigir maior flexibilidade nas disciplinas, pois a Universidade burocrática tornou-se inflexível em seus programas, seus planejamentos, sua organização acadêmica e planejamento. Hoje ela está em crise justamente porque valorizou o transitório (a estrutura) em detrimento do permanente (a cultura).
(III) A autogestão coletiva da Universidade, do ponto de vista administrativo, não implica apenas a fiscalização da aplicação dos recursos, implica ainda o poder de decisão sobre as prioridades. Além de coibir abusos e evitar a corrupção, a autogestão dos recursos tem um caráter educativo, pois leva a comunidade a comprometer-se com a instituição, educando para a responsabilidade social.
(IV) A relação Universidade-sociedade não é dialética: a Universidade cria cultura para uma sociedade, mas ela é também fruto, reflexo de certas condições culturais que permitem o seu surgimento.
(V) A Universidade deve combater o autoritarismo, dogmatismo, o conformismo, a inércia cultural e o obscurantismo,
assumindo o seu papel crítico. Em um quadro político e cultural de liberdade, há liberdade de expressão e de
cátedra e estará garantida a critica e o debate. Dessa forma, terá evidentes reflexos na sociedade, pois a
Universidade se comprometerá, através do ensino da pesquisa e da extensão, com as demandas sociais da
maioria da população.
Ao planejar o seu trabalho, o professor necessita atentar ao significado do ato de aprender. Identifique nas alternativas o objetivo que se relaciona ao significado da aprendizagem em destaque.
Apender significa elaborar uma representação pessoal do conteúdo objeto da aprendizagem, fazê-lo seu,
interiorizá-lo, integrá-lo nos próprios esquemas de conhecimento. Esta representação não inicia do zero,
mas parte dos conhecimentos que os alunos já têm e que lhes permitem fazer conexões com os novos conteúdos, atribuindo-lhes certo grau de significância. As relações necessárias a estabelecer não se produzem
automaticamente – são o resultado de um processo extremamente ativo realizado pelo aluno, o que há de
possibilitar a organização e o enriquecimento do próprio conhecimento.
As principais tendências da educação brasileira, se cruzam marcando o modo como os professores, em geral, se situam no campo pedagógico. No quadro que se segue, destaca-se um trecho escrito pelo autor, que está diretamente e coerentemente relacionado a outro trecho transcrito em uma das alternativas. Identifique esse trecho nas alternativas.
Com essa formação e armado de bons propósitos, o professor dirigia-se à classe que lhe fora destinada. O que encontrava? À frente de sua mesa, a sala superlotada de alunos: atrás, um quadro-negro e... giz, se tivesse sorte.
Mas... e a biblioteca de classe, o laboratório, o material didático? Descobriu que isso tudo não passava de luxo reservado a raríssimas escolas. Eis, pois, o primeiro ato de seu drama: sua cabeça era escolanovista, mas as condições em que teria de atuar eram as da escola tradicional. Isso significa que ele deveria ser o centro do processo de
aprendizagem; que deveria dominar com segurança os conteúdos fundamentais que constituem o acervo cultural
da humanidade de modo que garantisse que seus alunos os assimilassem. Em suma, ele não podia relacionar-se
pessoalmente com os alunos, mas cabia-lhe fazer com que aprendessem. Na verdade, as coisas estariam menos
complicadas se ele fosse um professor tradicional. Mas ele não fora preparado para essa situação. Estava confuso.
Não compreendia bem o que se passava. Então ele se revoltava, desanimava. Mas, enfim, havia um calendário a
ser cumprido, era preciso dar as aulas, desincumbir-se de algum modo de tarefa que lhe fora atribuída. Para contornar os problemas, buscava apoio nos colegas que já lecionavam na mesma escola antes que ele chegasse, acomodava-se, adaptava-se.
Há diferentes estilos de gestão adotados nas escolas, elencados na primeira coluna. Faça a associação desses estilos com as formulações que lhes correspondem. Logo em seguida, marque a alternativa com a associação correta.
(I) Estilo autogestionário
(II) Estilo democrático-participativo
(III) Estilo técnico-científico ou burocrático
( ) determina que os problemas que surgem precisam ser corrigidos e evitados, não sendo utilizados como fontes de crescimento e de transformação das pessoas.
( ) valoriza a vida interna do grupo em detrimento da efetivação de meios para atingir os objetivos, de modo que as pessoas ficam sem uma direção clara para sua atividade e se sentem pouco envolvidas com as finalidades do seu trabalho.
( ) exclui qualquer forma de diretividade, favorecendo a formação de subgrupos que normalmente se opõem entre si, gerando dificuldades para atingir objetivos e práticas comuns.
( ) valoriza a participação na gestão, entretanto prescinde de práticas de gestão mais estruturadas, como o planejamento, as estruturas e os procedimentos organizativos, as formas de acompanhamento e de avaliação do trabalho.
( ) acentua a necessidade de estabelecer objetivos e metas e também de prever formas organizativas e procedimentos mais explícitos de gestão e de articulação das relações humanas.
( ) organiza a escola como um agrupamento humano formado por interações entre pessoas com cargos diferentes, especialidades distintas e histórias de vida singulares que, entretanto, compartilham objetivos comuns e decidem, de forma pública, participativa e solidária, os processos e os meios de conquista desses objetivos.
( ) pré-define normas e regras, com forte ênfase na determinação
rígida de tarefas e no controle do comportamento das pessoas.
O que se almeja na educação em direitos humanos é a mudança das mentalidades, é a construção de uma mentalidade nacional solidária, igualitária, democrática; trata-se de uma educação para a paz, para o respeito à profunda dignidade de todo e qualquer ser humano. Refletindo acerca da finalidade da educação em direitos humanos, algumas virtudes democráticas e republicanas são enumeradas na primeira coluna, para que você associe a constructos/significados afins, listados na segunda coluna. Então, enumere a segunda coluna pela primeira e, em seguida, identifique a alternativa com a associação pertinente.
(I) Diálogo
(II) Humanização
(III) Tolerância
(IV) Igualdade
(V) Aceitação da vontade da maioria
(VI) Respeito aos direitos das minorias
(VII) Exercício do poder com responsabilidade
( ) Implica na valorização dos diferentes sujeitos implicados, fomentando a autonomia, a corresponsabilidade, os vínculos solidários e de participação coletiva.
( ) Princípio segundo o qual todos os seres humanos são submetidos à lei e gozam dos mesmos direitos e obrigações, premissa esta essencial à construção da democracia da justiça e da paz.
( ) Processo em que todos os envolvidos são considerados sujeitos, não podendo ocorrer entre sujeitos e objetos.
( ) Ação condescendente e de aceitação perante algo que não se quer ou que não se pode impedir, configurando-se como uma virtude essencial para a aceitação das diferenças existentes na vida social.
( ) Atenção aos subgrupos que se encontram em uma situação de desvantagem social, por estarem submetidos às relações de dominação e se colocarem contrários ao que os grupos dominantes determinam como padrão. Almeja-se com isso uma sociedade justa que respeite a pluralidade e a diversidade de pessoas e de grupos sociais e culturais
( ) Deve ser exercido como um serviço e não como um privilégio, devendo haver um acordo prévio sobre o seu funcionamento e o seu exercício regular e adequado, prevenindo -se seu abuso ou desvirtuamento.
( ) Preceito que remete à seguinte ponderação: para que o consenso da maioria se preserve em um sentido democrático,
é imprescindível que as minorias não sejam excluídas dos
processos políticos, podendo participar do debate político
sério, com total liberdade de expressão.
Enfocando os conflitos cognitivos e seu papel no ensino e exercitando uma análise crítica da escola, é notória a preocupação em criar, intramuros, um ambiente que impeça a proliferação da dúvida, da discussão e do debate. Isso reflete todo o autoritarismo centrado no adulto e define uma forma específica de relacionamento social que determina uma prática docente sintetizada na ação do que sabe (o professor) sobre aquele que não sabe (o aluno). Então, se o aluno não sabe, como admitir que ele questione, que duvide, sem antes receber as informações do seu professor? A defesa de métodos ativos de ensino implica no levantamento de argumentos em prol da utilização de conflitos cognitivos em sala de aula. Dentre os argumentos apresentados a seguir, identifique os que são coerentes/corretos, em relação a essa discussão, marcando a alternativa correspondente.
(I) Uma escola viva, real, dinâmica não pode dissimular a existência de conflitos sob o risco de perder sua identidade de agência social formadora. Dessa forma, a escola não apenas deve incorporar as controvérsias autênticas que surgem espontaneamente, mas também criar situações problemáticas que motivem o estudante a buscar elementos novos para readquirir o equilíbrio então perdido.
(II) Na escola ideal, eficiente e produtiva, os papeis estão muito bem definidos. Ao mestre cabe a responsabilidade de ensinar, de transmitir as verdades e, ao aluno de recebê-las de forma inativa, sem pretender colocar em dúvida a palavra do professor, porque, afinal o professor passou por um longo processo de formação e detém o saber historicamente acumulado.
(III) A necessidade de comunicação diminui à medida que aumenta a diferença de posição entre o individuo e o seu grupo, ao tempo em que o aparecimento de uma “diferença” em um grupo coeso, diminui a necessidade de discussão, quando há posições contrárias.
(IV) Técnicas como a “redescoberta!” e a “solução de problemas” têm um efeito motivador destacado, quando partem de questões provocativas, de incongruências e de pontos de vista contrastantes. Esses métodos parecem motivar os estudantes, fazendo-os submeter-se a conflitos conceituais na forma de surpresa, de dúvida, de incongruência, de perplexidade, de curiosidade.
(V) As controvérsias e os conflitos possibilitam uma compreensão maior da perspectiva cognitiva das demais pessoas. Essa capacidade é crucial na superação do egocentrismo, e, consequentemente, no desenvolvimento cognitivo e moral, na cooperação, no intercâmbio social e na solução de problemas.
Na tentativa de apontar possíveis caminhos na construção de uma prática pedagógica democrática, a administração escolar colegiada pode ser considerada um fator de combate à seletividade, à discriminação e à desqualificação do ensino, evidenciadas na escola. Essa discussão associa-se a alguns aspectos essenciais, ligados ao processo de administração colegiada, que seguem listados na primeira coluna. Na segunda coluna, há constructos para que você faça a correta correspondência. Enumerada a segunda coluna pela primeira, identifique a alternativa que apresenta a associação correta.
( I ) Gênese histórica
( II ) Compreensão dialética
( III ) Contradição da prática do processo
( IV ) Possibilidades do processo
( ) A administração escolar colegiada deve amparar-se em um método de conhecimento que pressuponha a historicidade na análise da realidade, percebendo a contradição como elemento responsável pela mudança social.
( ) Em um contexto de “transição democrática”, a administração escolar passou a se respaldar na ação colegiada, que deve permitir a participação global, permanente e efetiva de todos os membros da comunidade escolar. O colegiado escolar constitui, portanto, um instrumento de ação coletiva. Tal instrumento deve ser entendido não apenas como auxiliar de direção, mas como órgão de tomada de decisões em todos os níveis para que o exercício da democracia possa ser viabilizado nas escolas.
( ) Constata-se a manipulação da decisão coletiva por parte do diretor, na tentativa de dissimular a centralização do poder. Essa conduta tem suas raízes no esquecimento ou no desconhecimento de que a escola, na qualidade de pública e popular, é um lugar onde todos devem trabalhar em um projeto coletivo.
( ) A administração colegiada, ao se efetivar como prática democrática de decisões, deve ser capaz de garantir a participação de todos os membros da comunidade escolar, a fim de que assumam o seu papel de corresponsáveis no projeto educativo da escola, e, por extensão, na comunidade social. Em consequência, essa prática produz um resultado pedagógico imediato, concreto, mais seguro e garantido do que o mero discurso sobre a necessidade democrática. Assim, a comunidade vivencia situações da cidadania própria da dinâmica social.
( ) Em seu sentido pedagógico, a administração colegiada enfatiza o trabalho cooperativo e solidário, processos indispensáveis à vida em sociedade. Tendo como essência a cooperação, a administração colegiada promove o cumprimento
da função social e politica da educação escolar que é a formação do cidadão participativo, responsável, critico e criativo, através da transmissão e da socialização da herança
cultural acumulada.
Numa perspectiva crítica e emancipadora, o processo de ensino e de aprendizagem na educação básica pressupõe a discussão acerca do que significa planejar currículo. Seguem algumas formulações acerca dessa discussão para que você identifique as que são verdadeiras ou falsas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Currículo deve ser concebido, numa perspectiva mais abrangente, como o conjunto das atividades da escola que afetam direta e indiretamente o processo de transmissão-assimilação e produção do conhecimento.
( ) Pautado no controle e na racionalidade técnica, o planejamento de currículo é tratado a partir da especificidade da escola e da história dos seus sujeitos, distanciando-se diretamente do papel que a escola deve assumir perante os alunos, os educadores, os funcionários, os pais e a comunidade em seu todo.
( ) As atividades de currículo e ensino estão separadas da totalidade social e é por esse motivo que visam à transformação crítica e criativa do contexto escolar.
( ) Planejar currículo implica tomar decisões educacionais, implica compreender as concepções curriculares existentes que envolvem uma visão de sociedade, de educação e do homem que se pretende formar.
( ) É possível afirmar que o currículo é um instrumento de confronto de saberes: o saber sistematizado indispensável à compreensão crítica da realidade, e o saber de classe, que o aluno representa e que é o resultado das formas de sobrevivência que as camadas populares criam. Isso significa que o currículo valoriza o saber de classe e o coloca como ponto de partida para o trabalho educativo
Ao pedagogo cabe realizar estudos de natureza técnico-pedagógicas relacionadas às políticas públicas e à legislação da educação básica no Brasil. Nesse sentido, seguem algumas formulações que destacam elementos para uma análise crítico-compreensiva das políticas educacionais, considerando tanto aspectos sociopolíticos como históricos. Leia as formulações que se seguem e associe, logicamente, “A” para aspectos sociopolíticos e “B” para aspectos históricos. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) As reformas educacionais neoliberais têm como consequência o descompromisso do Estado ao descentralizar ações para a comunidade, desobrigando-se de manter políticas sociais e repassando responsabilidades para outras instâncias administrativas institucionais, porém sem poder decisório.
( ) Argumenta-se que a esfera privada é detentora de maior eficiência, o que vem enfraquecendo os serviços públicos e tem levado à privatização desenfreada de serviços educacionais.
( ) A modernização educativa e a qualidade do ensino, nos anos 1990, assumiram conotação nova, ao se relacionarem à proposta neoconservadora que inclui a qualidade da formação do trabalhador como exigência do mercado competitivo, em época de globalização econômica.
( ) A ênfase sobre as questões da qualidade do ensino revela, contraditoriamente, certo desprezo pelas questões políticas que condicionam o sucesso do aluno e a obtenção da cidadania, bem como responsabiliza o professor pelo fracasso escolar.
( ) A partir dos anos 1980, o panorama socioeconômico brasileiro indicava uma tendência neoconservadora que acenava à minimização do Estado, o qual se afastava de seu papel de provedor dos serviços públicos como educação e saúde. Nos dias de hoje, esse modelo está instalado