Questões de Concurso
Comentadas sobre educação infantil em pedagogia
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I. O espaço da escola “Sonho Mágico” não é um local neutro, pois a organização do espaço escolar é a concretização da concepção de infância e criança. II. O Projeto Político-Pedagógico da escola “Sonho Mágico” prevê que as práticas pedagógicas realizadas pelos cuidadores escolares dentro da sala de aula devem ser direcionadas para administrar a diversidade cultural presente naquele espaço. III. A organização do espaço da sala de aula da Educação Infantil da escola Sonho Mágico demonstra como o ambiente consegue dialogar com as crianças. IV. A forma de organização do ambiente da Escola Sonho Mágico influencia diretamente nas relações pessoais e morais dos sujeitos que a utilizam, principalmente na aprendizagem e nas interações aluno-aluno.
Leia o seguinte poema:
“Para você me educar...você precisa me conhecer
Precisa saber da minha vida
Meu modo de viver e sobreviver
Conhecer as funções das coisas nas quais eu uso
E as quais agarro nos momentos de solidão
Precisa saber e entender
As verdades, pessoas e fatos
Para você me educar...
Precisa me encontrar lá onde eu existo
Quer dizer, no coração das coisas
Nos mitos e nas lendas,
Nas cores e movimentos,
Para você me educar...
Você precisa estar comigo onde eu estou”
(Autor Desconhecido)
A origem das instituições destinadas à
infância deu-se, no Brasil, no início do
século XX. Tais instituições, designadas
a atender crianças pobres, dentro de uma
perspectiva assistencialista, visavam
oferecer cuidados diários que estão para
além do seu lar. Assim, a partir do poema
apresentado, é correto afirmar que os
centros de Educação Infantil prestam
cuidados as crianças no que se refere
Tendo como referência as obras Alfabetização e letramento na sala de aula, de Castanheira e Maciel (2008) e Métodos e didáticas de alfabetização: história, características e modos de fazer de professores: de Frade (2005), que discutem a avaliação na Educação Básica, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
( ) Segundo a obra organizada por Castanheira e Maciel (2008), um dos desafios a ser enfrentado no processo de planejamento dos trabalhos a serem desenvolvidos em sala de aula é a articulação entre a dimensão individual e a dimensão coletiva e institucional. Desse modo, o planejamento pode ser substituído pela escolha de um método de ensino ou por um livro didático.
( ) Segundo a obra organizada por Castanheira e Maciel (2008), a ideia de avaliar a alfabetização surge da necessidade de obtenção de informações sobre o quadro do ensino quando ainda é possível corrigir os percursos dos alunos. Isto é, surge da necessidade de diagnosticar os níveis de aprendizagem do alfabetizando em momentos mais precoces da escolarização, de modo a poder encontrar caminhos alternativos para que a criança aprenda a ler e a escrever.
( ) Segundo Frade (2005), há professores que não adotam um método específico, nem se apegam a um livro de alfabetização, mas que equilibram e usam, em sua prática, os princípios permanentes da decodificação e da compreensão. Para a autora, é importante que o professor escolha o eixo organizador do seu trabalho e tenha segurança ao eleger conteúdos e procedimentos.
( ) Segundo Frade (2005), no processo de alfabetização, é preciso focalizar mais intensamente a compreensão que a decodificação. Cabe ao professor realizar escolhas de livros ou métodos que direcionem para atividades que contribuam para a compreensão do sistema de escrita, contudo, espera-se que também seja crítico o suficiente para constatar que não há um método milagroso.
Assinale a sequência correta.
Batista (2005), no caderno Avaliação diagnóstica da alfabetização, apresenta exemplos de atividades para avaliação das crianças em processo de avaliação.
Em relação à capacidade “Ler e compreender palavras compostas por sílabas canônicas e não canônicas”, é correto afirmar que se tem como descritor
Na Educação Infantil, as crianças constroem noções de identidade e subjetividade que precisam ser apoiadas.
A postura do professor na condução das atividades de rotina é essencial ao aprendizado. Ao definir o currículo, as redes estaduais, municipais e a equipe gestora de cada escola vão decidir os objetos de conhecimento do patrimônio social, científico e cultural que serão apresentados às crianças. Isso significa que, embora haja uma valorização das atividades do cotidiano enquanto eixos estruturantes da educação e da formação das crianças, não se pode utilizar apenas essas referências no dia a dia da escola, o que empobreceria o cotidiano.
As crianças devem ser estimuladas a explorar livremente, porém, em contextos cuidadosamente planejados pelo professor.
Esse propósitoe se expressa, principalmente:
A concepção de criança, na Educação Infantil, é de um ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos, assimila valores e que, ainda, constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social.
Esse conjunto de aspirações não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvolvimento natural ou espontâneo.
Ao contrário, impõe-se a necessidade de imprimir às práticas pedagógicas, sempre uma:
Desde 1997 (com os PCNs de 1ª a 4ª séries /1º e 2º ciclos), que os objetivos ‘ler autonomamente gêneros previstos para o ciclo’; e ‘escrever textos coesos e coerentes pertinentes aos gêneros previstos para o ciclo, adequados aos objetivos e aos leitores pretendidos’ estão presentes nas propostas curriculares nacionais.
Portanto, há tempos, a ideia de gênero textual a ser trabalhado com os alunos desde as primeiras etapas da Educação Básica, já é parâmetro para o trabalho com:
“A linguagem ocupa um papel central nas relações sociais vivenciadas por crianças e adultos. As crianças, desde cedo, convivem com a língua oral em diferentes situações: os adultos que as cercam falam perto delas e com elas.
Por meio da oralidade, as crianças participam de diferentes situações de interação social e aprendem sobre elas próprias, sobre a natureza e sobre a sociedade. Na instituição escolar, elas ampliam suas capacidades de compreensão e produção de textos orais, o que favorece a convivência delas com uma variedade maior de contextos de interação e a sua reflexão sobre as diferenças entre essas situações e sobre os textos nelas produzidos.
O mesmo ocorre em relação à escrita. As crianças e os adolescentes observam palavras escritas em diferentes suportes, como placas, outdoors, rótulos de embalagens; escutam histórias lidas por outras pessoas etc. Nessas experiências culturais com práticas de leitura e escrita, muitas vezes mediadas pela oralidade, meninos e meninas vão se constituindo como sujeitos letrados.”
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Cabe à escola, responsável pelo ensino formal da leitura e da escrita:
A participação dos estudantes na escola e na comunidade ajuda a formar seu caráter de cidadãos e de cidadãs.
O compartilhamento de experiências dos diferentes indivíduos da comunidade escolar nas decisões da escola é uma prática de atuação no espaço público, democrático, que possibilita conhecer os processos que caracterizam a vida política na comunidade.
A participação nas decisões pode variar de simples contribuições à manutenção e à organização do espaço, possível desde a fase infantil, até a participação em decisões gerenciais e acadêmicas, por meio:
Para Squire, os “Jogos não são apenas uma ferramenta para se ensinar as mesmas coisas de uma nova maneira, mas sim catalisadores que mobilizam os conhecimentos dos alunos, e os encorajam a pensar sistemicamente suas interações com o mundo.”
Assim, entende-se que os jogos digitais possuem um potencial realmente modificador sobre as abordagens utilizadas no processo educacional, favorecendo o desenvolvimento de uma visão de mundo: