Questões de Concurso
Comentadas sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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Leia o texto a seguir atentamente:
Os pais de E. tinham recebido o diagnóstico de cegueira e autismo com deficiência mental em virtude de encefalopatia congênita e anoftalmia (ausência do globo ocular) por malformação embrionária. E. era um garoto de seis anos de idade que gostava muito de música, repetia com entonação e ritmo alguns refrãos desconexos. Não tolerava o contato físico e verbal das pessoas, enrolava-se como um tatu na rede ou colchão, pois gostava apenas de ficar deitado. Se crianças ou pessoas aproximavam-se dele, ficava muito ansioso, irritado e nervoso; fugia de qualquer contato e escondia-se, enrolando-se no colchão. A mãe relatava que E. não gostava de colo e afagos, esquivava-se do contato materno. Ele era indiferente ao ser chamado pelo nome, à voz da mãe, pai, irmã e avós. Não manifestava ou reagia a qualquer forma de expressão afetiva. A família preocupava-se muito com as questões de alimentação, porque E. era muito seletivo: não aceitava modificação alimentar, só comia arroz com farinha, um tipo de biscoito salgado e bebia Coca-Cola. Irritava-se e entrava em crise diante de qualquer modificação no ritual de alimentação. O que proporcionava prazer a E. era o balanço na rede e a piscina. Esses elementos foram utilizados para iniciar o processo de interação e comunicação com E. O caminho escolhido pela família foi uma escola especial que atendia crianças autistas, isso porque a escola de cegos não recebia crianças com deficiência múltipla. O processo de adaptação de E. foi lento. Irritava-se muito com barulho, com vozes e movimento das outras crianças, mesmo sendo poucas. Desorganizava-se com frequência, beliscava, batia, jogava longe tudo que estivesse ao seu alcance. Quando o nível de tensão aumentava, engolia sua prótese sabendo que chamava atenção com isso. Afastava as pessoas, ria e esperava a reação. De forma semelhante, fazia xixi e cocô nas calças, mesmo sem vontade na tentativa de isolar-se no banheiro, que era um dos seus lugares preferidos, talvez pelo pouco barulho. No início, qualquer pessoa que se aproximasse dele apanhava muito: levava socos, mordida, beliscões. Utilizava-se um aparato protetor para se lidar com E. – luvas. Procurava-se antecipar a aproximação das pessoas e a ocorrência dos eventos com mensagens curtas e objetivas, descrevendo-se e interpretando-se as ações. Decodificar a linguagem e interpretar o contexto era uma grande dificuldade para E..
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/deficienciamultipla.pdf. Acesso em: julho de 2024. Adaptado.)
Tendo os dados textuais como suporte, é pertinente implementar ações no sentido de:
Acerca da interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade, julgue o próximo item.
Críticos da abordagem multidisciplinar afirmam que, embora
a multidisciplinaridade pareça ser um trabalho
interdisciplinar, ela não supera o problema da fragmentação
dos currículos.
Acerca da interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade, julgue o próximo item.
A transdisciplinaridade é holística, ou seja, o foco de sua
abordagem é a totalidade, que não se esgota na soma de suas
partes, mas constitui-se na síntese histórica da realidade, em
busca do entendimento integral dos fenômenos.
Acerca da interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade, julgue o próximo item.
O modelo taylorista/fordista valoriza processos técnicos,
rígidos, padronizados, sincronizados, rotineiros e racionais
de trabalho que demandam uma formação interdisciplinar
das pessoas.
Acerca da interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade, julgue o próximo item.
A interdisciplinaridade originou-se da transformação dos
modos de produzir ciência nas organizações e instituições
científicas.
Existem vários níveis de currículo, como o currículo formal, o real e o oculto. O currículo real é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino e pelas unidades educacionais, constituindo o conjunto de diretrizes normativas prescritas institucionalmente (1ª parte). O currículo formal, segundo o autor, é aquele que, de fato, acontece na sala de aula em decorrência de um projeto pedagógico e dos planos de ensino (2ª parte). Já o currículo oculto é aquele que não é, necessariamente, planejado e explicitado, mas vem com a experiência e relação com os professores e funcionários das escolas, com os colegas, entre outros (3ª parte).
Quais partes estão corretas?
______________________ é o “princípio norteador e referência básica do currículo que está diretamente vinculado aos seus fundamentos sociológicos, filosóficos, antropológicos, psicológicos e biológicos. A partir dele(a) se delineia o quadro curricular, ou seja, a lista de disciplinas, matérias ou atividades curriculares” (Coletivo de Autores, 2012, p. 29, Adaptado).
A lacuna acima deve ser preenchida com:
( ) Currículo implica, necessariamente, a interação entre sujeitos que têm objetivos diferentes e a opção por um referencial teórico que sustente essa diferença.
( ) Currículo é uma construção social do conhecimento.
( ) Currículo refere-se à organização do conhecimento escolar.
( ) Currículo deve ser separado do contexto social.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
( ) Há algumas áreas como: linguagem oral, língua estrangeira e música, em que é preciso fazer importantes adaptações curriculares.
( ) A área de música não deve ser mantida no currículo da criança surda.
( ) Além da utilização de um sistema de comunicação manual na sala de aula, é preciso dedicar uma atenção especial à comunicação oral, dada a importância de sua aprendizagem e das dificuldades da criança surda.
( ) A aprendizagem da língua estrangeira deve ser iniciada desde o início da escolarização da criança surda, mesmo que ela ainda não apresente um certo domínio de seu primeiro código linguístico.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
( ) Currículo Prescritivo: Define explicitamente o que deve ser ensinado, muitas vezes com um planejamento detalhado e rígido.
( ) Currículo Oculto: Refere-se aos aspectos do aprendizado que não são explicitamente planejados, como valores e atitudes que os alunos desenvolvem incidentalmente.
( ) Currículo Dinâmico: Enfatiza a constante atualização e revisão do conteúdo para refletir mudanças sociais e tecnológicas.
( ) Currículo Experimental: Baseia-se na adaptação dos conteúdos às experiências e interesses dos alunos, priorizando a flexibilidade e a personalização do aprendizado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Articulem-se aos ideais de formação humana, cultural e cidadã, respeitados os princípios da laicidade do Estado na educação.
II. Adotem a pesquisa e o diálogo como princípios mediadores e articuladores do processo de desenvolvimento de habilidades e competências específicas.
III. Abordem os conhecimentos das denominações religiosas praticadas pela maioria dos estudantes da classe.
IV. Assumam perspectivas teológicas específicas que assegurem a confessionalidade enquanto um elemento da formação integral dos estudantes.
V. Pautem-se na ética da alteridade, com a finalidade de favorecer o reconhecimento das crenças, convicções e valores de diferentes tradições religiosas e filosofias de vida.
É correto o que se afirma em:
A construção da identidade é um processo que se inicia antes mesmo de o sujeito nascer, por meio da herança genética que recebe de seus pais. Essa herança inter-relaciona-se com o meio (tempo e espaço) em que a pessoa nasce, recebendo intervenções constantes. Tal processo de construção pressupõe a existência da consciência. Quando o sujeito toma consciência da sua existência, passa a fazer parte, ou seja, a participar deste processo de forma mais atuante e direta. É com o desenvolvimento e a ampliação das relações que a pessoa começa a ter consciência do outro (alteridade), do mundo que o cerca e do transcendente.
(NASSER, M. C. C. O uso de símbolos: sugestões para a sala de aula. São Paulo: Paulinas: 2006, p. 30. (Coleção temas do ensino religioso)).
Com base nas informações do texto, considere as assertivas acerca dos conceitos de identidade e alteridade no contexto do currículo do Ensino Religioso:
I. A percepção da alteridade possibilita a distinção entre o eu e o outro, nós e eles, cujas relações mediadas por saberes, crenças, convicções, valores... são necessárias à construção das identidades.
II. As identidades culturais estão em constante (re)elaboração: não são fixas, estáticas e acabadas.
III. Perceber o outro em sua alteridade implica reconhecê-lo em sua diferença, acolhendo-o em sua realidade histórico-cultural concreta.
IV. A identidade refere-se à diferença, à natureza ou à condição do que é outro, do que é distinto.
V. A identidade é construída e se desenvolve por meio de elementos simbólicos: ela é imóvel, fixada de uma forma que persiste inalterada no tempo e no espaço.
É correto o que se afirma em: