Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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FRANÇA, C. A interdisciplinaridade da vida e a multidimensionalidade da música. Música na Educação Básica, n. 7-8, 2016 (adaptado).
Com base nesse texto, assinale a alternativa que apresenta uma ação pedagógica interdisciplinar.
SANTOS, R. M. S.; KATER, C. O projeto A música da gente: entrevista com Carlos Kater. Revista da FAEEBA, n. 48, jan.-abr. 2017 (adaptado).
Considerando esse texto, o planejamento das práticas musicais deve ter como foco
1 Brô MCs, o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, formado em Dourados (MS), em 2008, por jovens Guarani-Kaiowá, com músicas que misturam português e guarani.
2 Arandu Arakuaa, banda de metal indígena, formada em Brasília (DF), em 2008, com músicas em tupi, xerente e xavante.
3 Oz Guarani (2015) e Wera Trap MC (2011), ambos Guarani Mbya, da Terra Indígena Jaraguá, em São Paulo (SP), que integravam o extinto Xondaro’s (2009), primeiro grupo de rap indígena de São Paulo.
4 Kaê Guajajara, rapper e escritora Guajajara, natural do Maranhão, mora atualmente no Rio de Janeiro (RJ) e integra o coletivo Aldeia Maracanã.
5 Kunumi MC, rapper solo e escritor publicado desde 2014, Guarani da Aldeia Krukutu, entre São Bernardo do Campo e São Paulo (SP).
6 Katú Mirim, rapper desde 2017, Boe-Bororo nascida e criada em Campo Limpo Paulista (SP), faz música em guarani e em português, começando a escrever músicas em bororo.
7 Djuena Tikuna, cantora, jornalista, pesquisadora da música Tikuna, com músicas em língua tikuna.
8 Androyde Sem Par, banda formada no Rio Grande do Norte e radicada em São Paulo, que busca resgatar a memória indígena no RN.
9 Nory Kayapó, funkeiro Kayapó do Pará, faz funk consciente em língua kayapó sobre o jeito de viver e amar de seu povo.
10 Brisa Flow, artista Mapuche, filha de imigrantes chilenos. Mineira de Sabará, é MC, rapper, musicista e cantora que discute as vivências da mulher indígena em contextos urbanos, em português e espanhol.
FERREIRA CAMARGO, L. Contemporary Brazilian Indigenous Artists’ Discourse: Music, Survival, and Linguistic Resistance. Cadernos de Linguística, n. 2, 2021.
Considerando o quadro de artistas indígenas, selecione a afirmação que proponha uma prática pedagógica para o ensino da música que valorize histórias, culturas e produções artísticas dos povos indígenas.

1. Revisitou estruturas fundamentais da resolução de equações do primeiro grau e sistemas lineares. Utilizou recursos lúdicos, associando à ideia da balança e apresentou uma abordagem mais fundamentada, sem utilizar jargões como “corta e corta” ou “jogue para o outro lado trocando o sinal”.
2. Utilizando ideias de geometria analítica, apresentou uma abordagem gráfica da resolução de sistemas utilizando recursos computacionais. Representou, para finalizar, as superfícies z = x + y; w = xy e v = x/y para que os estudantes visualizassem o seu comportamento geométrico e suas possíveis curvas de interseções.
De acordo com as ideias de Ball, Thames e Phelps (2008), as estratégias docentes descritas no texto estão associadas, predominantemente, ao


Texto para questão
TEXTO 1

A-153167 (Aníbal López). Uma tonelada de libros tirada sobre la Avenida de la Reforma. Performance. Prometeo Gallery, Milão, 2003.
Disponível em: www.prometeogallery.com. Acesso em: 30 jul. 2025.
TEXTO 2
Aníbal López, artista guatemalteco que assinava com o número de seu documento de identidade, A-153167, realizou performances de caráter político que questionavam estruturas sociais e culturais. Em sua ação Una tonelada de libros tirada sobre la Avenida de la Reforma (2003), López contratou um caminhão para despejar uma tonelada de livros usados sobre uma das ruas mais movimentadas da Cidade da Guatemala, durante o horário de pico. A intervenção causou congestionamento, atraiu a polícia e despertou a curiosidade dos passantes, que aos poucos recolheram os livros e os levaram consigo. A obra criticava a desigualdade no acesso à cultura em um país onde apenas 74% da população estava alfabetizada, evidenciando o contraste entre a oferta física de livros e a capacidade real de leitura e apropriação do conhecimento.
PASCHOLATI, A. Obra de arte da semana: Una tonelada de libros tirada sobre la Avenida de la Reforma de Aníbal López. Disponível em: https://artrianon.com. Acesso em: 3 jul. 2025 (adaptado).
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino destinada a pessoas que não estão inseridas na educação regular por motivos diversos. Nesse contexto educacional, esse estudante possui uma história de vida, sobretudo por ser, efetivamente, um sujeito ativo nas esferas sociais.
PEREIRA, P. F.; REINALDO, M. A. G. Ensino-aprendizagem de charge na EJA: uma experiência no contexto de estágio supervisionado. III CINTED (adaptado).
TEXTO 2
As concepções restritas veem a EJA apenas em seu caráter marginal e secundário, camuflando os aspectos políticos, culturais e pedagógicos. Sob uma abordagem sistêmica, a EJA é tratada como parte da história da educação do país e, como tal, uma modalidade importante no processo de democratização do direito à educação.
ALMEIDA, A. EJA: uma educação para o trabalho ou para a classe trabalhadora? Revista Brasileira de Educação de Jovens e Adultos, 2016 (adaptado).
Considerando os textos 1 e 2, a alternativa que apresenta uma ação pedagógica condizente com a abordagem sistêmica da EJA é
Por que essas narrativas não nos entusiasmam? Por que elas vão sendo esquecidas e apagadas em favor de uma narrativa globalizante, superficial, que quer contar a mesma história para a gente?
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020 (adaptado).
Para contemplar a reflexão de Ailton Krenak, os professores da Educação Básica devem considerar na elaboração de um plano de ensino os conhecimentos
A teoria crítica recusa a pretensa neutralidade do currículo e entende que ele é atravessado por relações de poder. Explora a ideia de que a escola pode reproduzir desigualdades, mas também pode combatê-las. Valoriza a conscientização dos estudantes sobre os mecanismos sociais e históricos que estruturam essas desigualdades.
A teoria pós-crítica, embora também rejeite o modelo tradicional, desloca a análise para a esfera discursiva e cultural, questionando as verdades universais e focalizando a construção das identidades, das subjetividades e das diferenças. Nesse sentido, o currículo é um texto cultural que produz significados sobre o mundo e os sujeitos.
Com base no exposto, qual estratégia pedagógica desenvolvida com os estudantes está alinhada à teoria crítica de currículo?