Questões de Concurso
Comentadas sobre coordenação e orientação educacional em pedagogia
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“Há a demanda pela definição do papel do coordenador pedagógico; certamente esta busca reflete o desejo de redefinição da atuação do profissional.” (VASCONCELOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002, p. 86)
Concordando com o autor acima, numa perspectiva de educação emancipatória, assinale abaixo a principal função da
coordenação pedagógica.
I. Acompanhá-los em suas atividades de planejamento, docência e avaliação. II. Fornecer subsídios que lhes permitam atualizarem-se e aperfeiçoarem-se constantemente em relação ao exercício profissional. III. Promover esporádicas reuniões, discussões e debates com a população escolar e a comunidade no sentido de melhorar sempre mais o processo educativo. IV. Estimulá-los a desenvolverem com entusiasmo suas atividades. V. Auxiliá-los na prevenção e na solução dos problemas que aparecem.
Assinale a alternativa CORRETA.
Na última década, no Brasil, dois testes projetivos vêm sendo estudados com o objetivo de servir como instrumento para o diagnóstico de orientabilidade. São eles:
O trabalho de orientação educacional consolidou-se no início do século XX, como orientação vocacional e relacionado à atividade de aconselhamento dos jovens para a escolha profissional. O precursor desse trabalho foi o norte-americano
Um dos papéis fundamentais do orientador educacional é quebrar paradigmas que se fazem presentes nas escolas. Um desses paradigmas, com o qual se convive, é a ideia do “aluno problema”, aquele que padece de supostos distúrbios psicopedagógicos, de origem cognitiva ou comportamental. Nessa última categoria, enquadra-se um conjunto de ações, usualmente denominadas:
Leia o texto a seguir.
Recentemente, precisei sentar e conversar com um aluno que fez uma coisa errada. Os professores reclamavam que ele dava trabalho e provocava os colegas. Em nossa conversa, ele chorou muito e desabafou: ninguém enxergava suas qualidades. Eu disse: “Você tem de mostrar seu lado bom. É sua meta. Combinado?” Ele respondeu que sim. Estávamos de acordo. Uma semana depois, a escola promoveu um passeio à exposição Diálogos no Escuro (ambiente em que se simula o cotidiano dos deficientes visuais), na cidade de Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo. Esse estudante foi. Para minha surpresa, quando estávamos no escuro para conversar com os guias cegos, ele fez as melhores perguntas. Queria saber se os guias eram vaidosos, como era o dia a dia deles etc. No fim do programa, um deles perguntou o nome do aluno e disse: “Eu enxergo muitas coisas boas em você.” A reação do estudante foi incrível. Ele me disse, comovido: “Puxa, o cara não enxerga, mas viu minhas qualidades”. Essas situações trazem um efeito positivo para toda a vida da pessoa.
REVISTA NOVA ESCOLA. Depoimento de Maria Eugênia de Toledo, orientadora educacional desde 2002. São Paulo, abril, 2015.
O método utilizado pela orientadora nesse caso foi o de
Analisando-se as tendências atuais nos estudos sobre a educação, identifica-se a existência de uma literatura que reduz o trabalho educativo a um conjunto de competências e capacidades. Essa vertente ressalta essencialmente qual dimensão da ação pedagógica?
Para ter sucesso, o orientador educacional precisa construir uma relação de confiança que permita administrar os diferentes pontos de vista, ter a habilidade de negociar e prever ações. Do contrário, passa a se dedicar aos incêndios diários. Nesse sentido, o que ajuda a evitar a dispersão é:
Leia a citação.
Há que se considerar razões de natureza psicológica para a não-divulgação dos dados. Trata-se do “efeito Rosenthal” ou “profecia autorrealizável”, segundo a qual, quando um professor desenvolve expectativas de que um aluno ou grupo de alunos irá ter insucesso escolar, tais expectativas podem se transformar, inconscientemente, por parte do professor, em fator ou causa do respectivo fracasso daqueles alunos.
GIACAGLIA, L. R. A. Orientação educacional na prática: princípios, técnicas, instrumentos. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2002. p.10.
De acordo com a citação apresentada, fazem parte do trabalho do orientador educacional:
Na articulação com as famílias dos estudantes e na criação de ambientes socioeducativos, cabe ao orientador educacional
A visão contemporânea da orientação educacional aponta para o aluno como centro da ação pedagógica, cabendo ao orientador educacional atender
Leia o excerto.
Pode-se dizer que o campo de atuação do orientador educacional era, inicialmente, apenas e tão somente focalizar o atendimento ao aluno, aos seus “problemas”, à sua família, aos seus “desajustes” escolares, etc., pouco ou quase nada voltado à autonomia do aluno e à sua contextualização como cidadão. Depois, voltou-se à prestação de serviços, mas sempre com o objetivo de ajustamento ou prevenção (PASCOAL; HONORATO; ALBUQUERQUE, 2008).
A partir da leitura conclui-se que a orientação educacional no Brasil tem cumprido, em grande medida, um papel
Na década de 1980, a legislação nacional brasileira definiu que a orientação educacional deveria ocupar-se do aconselhamento vocacional e, por isso, o que antes era apenas uma área da orientação educacional, passa a ser confundida com a própria. Essa indicação dá um sentido novo ao Ensino Fundamental e Médio, que passam a incluir
Em 1958, o Ministério da Educação regulamentou provisoriamente o exercício da função do orientador educacional, pela portaria n. 105, que permaneceu provisória até 1961, quando
A orientação educacional tem sido uma das funções exercidas pelo seguinte profissional da educação: