Questões de Concurso
Comentadas sobre aspectos sociológicos da educação em pedagogia
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Segundo Mannheim, o que deve ser aprendido na escola não se restringe ao âmbito pedagógico, pois abrange também uma questão política de construção da sociedade democrática.
Conforme idealização de Parsons, a igualdade de oportunidades entre os competidores no início da escolarização é um princípio frequentemente identificado nas práticas das escolas públicas do Brasil.
I. Socializar o saber sistematizado.
II. Fazer com que o saber seja criticamente apropriado pelos alunos.
III. Aliar o saber científico ao saber prévio dos alunos (saber popular).
IV. Adotar uma gestão participativa no seu interior.
V. Contribuir na construção de um Brasil como um país de todos, com igualdade, humanidade e justiça social.
Os paradigmas socialistas de educação, de modo geral, fundamentam-se em uma crítica à educação burguesa, em especial aos mecanismos de reprodução das relações sociais, e na rejeição a qualquer tipo de trabalho infantil.
Ao propor a desescolarização da sociedade, Ivan Illich criticou de forma severa os sistemas escolares, rotulando-os de reprodutores da sociedade, embora, em algumas de suas principais obras, concordasse com os autores que defendiam que boa parte do que se aprende resulta do processo de escolarização.
O paradigma da educação permanente originou-se em meados dos anos 70 do século passado, quando a UNESCO propôs que os sistemas nacionais de educação fossem orientados pelo princípio de que o homem se educa durante toda a vida.
A primeira geração de estudos, de base na mobilidade social, obteve conclusões pessimistas quanto à capacidade da escola de reverter as desigualdades socioeconômicas dos alunos, oriundas de suas famílias. Contrapondo‐se a esta, uma segunda geração buscou o efeito das oportunidades escolares, através do desempenho escolar, para demonstrar que a “escola faz diferença", podendo alcançar maior eficácia e equidade de resultados.
Conjugando a sociologia urbana e a sociologia da educação, surge uma terceira geração para ampliar além da família e da escola, a organização social do território e seus possíveis efeitos sobre as oportunidades educacionais.
Relacione as três gerações de estudos com os fatores a ela associados:
1. Primeira geração de estudos sobre desigualdades educacionais:
2. Segunda geração de estudos sobre desigualdades educacionais:
3. Terceira geração de estudos sobre desigualdades educacionais:
( ) a escola, através de suas práticas pedagógicas e sua organização curricular, é responsável pelo sucesso ou fracasso dos alunos.
( ) as desigualdades educacionais são decorrentes da origem socioeconômica do aluno.
( ) equidade e eficácia escolar são articulados como uma necessidade em busca de uma educação de qualidade.
Assinale a alternativa que mostra a relação correta, de cima para baixo.
Quanto maior for o grupo, maiores serão a interação grupal e o alcance de resultados rápidos, uma vez que há diversidade de talentos e maior distância entre os seus membros, o que facilita a dedicação, a confiança e a abertura de comunicação.
A pátria não subsiste sem liberdade, nem a liberdade sem a virtude, nem a virtude sem os cidadãos. [...] Ora, formar cidadãos não é questão de dias; e para tê-los adultos é preciso educá-los desde crianças.
Jean-Jacques Rousseau
Democracia é, literalmente, educação [...] Educação é a base, o fundamento, a condição mesma para a democracia. A justiça social, por excelência, da democracia, consiste nessa conquista da igualdade de oportunidades pela educação. Nascemos desiguais, nascemos ignorantes e, portanto, nascemos escravos. É a educação que pode mudar.
Anísio Teixeira
BENEVIDES, Maria Victória. Disponível em:< http://www.dhnet.org.br/
educar/redeedh/bib/benevid.htm>.Acesso em: 03 out. 2013.
Rousseau e Teixeira apresentam argumentos para a
O principal representante da vertente redentora é o teórico Althusser, que estudou o papel da escola como um dos aparelhos do Estado.
Para Bourdieu, a escola tem um papel ativo no processo social de reprodução das desigualdades sociais, ao dissimular as bases sociais e convertê-las em diferenças acadêmicas e cognitivas, relacionadas aos méritos e dons individuais.
Na concepção funcionalista, a construção do ser social é feita pela educação, por meio da assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios que balizam a conduta desse indivíduo em um grupo; sendo o homem, nessa perspectiva, um produto da sociedade.
Em uma perspectiva transformadora, compreende-se a educação como parte da sociedade, com seus condicionantes, determinantes e seus projetos, que podem ser conservadores ou não, mas com a possibilidade de trabalhar pela democratização dessa sociedade.