Questões de Concurso
Comentadas sobre técnicas sorológicas e de imunofluorescência em biomedicina - análises clínicas
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O vírus da Hepatite B costuma causar doença crônica (persistência do vírus após 6 meses), e esta pode cursar de forma assintomática ou sintomática. Nos casos da sintomática, os indivíduos apresentam sinais histológicos de lesão hepática (inflamação, com ou sem fibrose) e marcadores sorológicos ou virológicos de replicação viral. Indivíduos com infecção crônica, que não apresentam manifestações clínicas, com replicação viral baixa ou ausente, e que não apresentam evidências de alterações graves à histologia hepática, são considerados portadores assintomáticos.
Nessas situações, a evolução tende a ser benigna. Qual o resultado dos marcadores sorológicos caracteriza uma doença crônica sintomática?
A sífilis é uma doença infecciosa sistêmica causada pelo Treponema pallidum, cujo diagnóstico laboratorial é realizado empregando técnicas imunológicas.
Sobre os testes imunológicos usados para diagnóstico e acompanhamento do tratamento da infecção por sífilis, assinale a alternativa incorreta.
I. Qualquer molécula que se comporte como antígeno pode ser identificada. II. O teste de Coombs Indireto pesquisa a presença de anticorpos presentes nas hemácias. III. Hemaglutinação, ELISA e Western Blotting são exemplos de técnicas de imunodiagnóstico. IV São técnicas de alto custo operacional.
I - Na imunoprecipitação usa-se um anticorpo ligado a minúsculas esferas agarose (que é uma resina) para precipitar o antígeno. Geralmente esta ligação entre anticorpo e agarose é feita através de uma proteína A, mas também pode ser feita através de outras pontes como a biotina/estreptoavidina. II - A principal característica que se busca na fase estacionária de uma cromatografia é que esta ligue de forma diferenciada os compostos a serem separados. Vários compostos podem produzir esta ligação diferencial baseados principalmente em propriedades químicas dos compostos. Os anticorpos têm como principal vantagem não se ligar apenas de forma diferenciada a certos compostos, mas sim selecionar de forma específica um composto. Para conseguir isto, ligando-se um anticorpo a uma fase estacionária e se faz passar o lisado que contém o antígeno. III - A imunodetecção (também denominada “imunoblotting”) é uma técnica que possibilita reconhecer e quantificar antígenos a partir de um gel de eletroforese, geralmente SDS-PAGE. IV - A imunocitoquímica usa o mesmo princípio da imunodetecção, isto é, a ligação específica do anticorpo detectável ao antígeno. A única diferença está na apresentação do antígeno, que em vez de estar sobre uma membrana se encontra na célula fixada. Este método tem uma precisão menor, quando comparado com a imunodetecção, mas tem como principal vantagem mostrar a localização cito e histológica do antígeno. V - O método de radioimunoensaio usa o antígeno marcado radioativamente e anticorpos para determinar a concentração de antígenos com uma precisão bastante elevada, sendo bastante usada para a determinação da concentração de hormônios. Este método se baseia basicamente na reação irreversível antígeno anticorpo.