Questões de Concurso Sobre odontologia
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( ) A rânula é um termo utilizado principalmente para designar mucoceles (reações de extravasamento de muco) que ocorrem no assoalho bucal, frequentemente relacionadas à glândula sublingual.
( ) Em geral, a rânula se localiza exatamente na linha média do assoalho bucal, característica que auxilia no diagnóstico diferencial com o cisto dermoide, também da linha média.
( ) As rânulas são observadas mais frequentemente em crianças e adultos jovens, tendem a ser maiores que mucoceles em outras localizações intraorais e podem preencher o assoalho bucal, elevando a língua.
( ) A marsupialização costuma ser o tratamento de escolha para rânulas grandes, sendo rara a necessidade de remoção da glândula sublingual para controle da lesão.
I. Na fase de campânula, ocorre diminuição da proliferação celular tanto no órgão do esmalte quanto nas células ectomesenquimais da papila dentária, com início mais evidente dos processos de morfogênese e histodiferenciação, razão pela qual também é denominada fase de morfo e histodiferenciação.
II. A formação de dobras no epitélio interno do órgão do esmalte, em associação com a permanência da alça cervical em posição relativamente fixa, é responsável pela determinação da forma da coroa do dente.
III. Na fase de campânula, a dentinogênese se inicia nos vértices das futuras cúspides, com deposição da dentina do manto, precedendo a amelogênese.
IV. Durante a fase de campânula, a diferenciação de odontoblastos e ameloblastos ocorre de maneira independente, sem participação de interações epitélio-ectomesênquima, não havendo, portanto, indução recíproca.
( ) Em casos de inflamação oral aguda ou lesão traumática, recomenda-se interromper totalmente a escovação até desaparecer a dor, para evitar piora da condição.
( ) Após cirurgia periodontal, o paciente deve escovar a face oclusal dos dentes e realizar movimentos bem leves nas regiões operadas, evitando escovação vigorosa sobre áreas com cimento cirúrgico.
( ) Após extrações dentárias, os dentes adjacentes ao local da extração devem ser bem escovados o quanto antes, evitando-se escovar diretamente a área da extração conforme orientação profissional.
( ) Após restaurações, coroas ou pontes fixas, na maioria das vezes o paciente é orientado a escovar todas as áreas normalmente, recebendo instruções específicas quando necessário.
( ) O cálculo é um depósito duro aderido à superfície dentária, formado a partir de sais de cálcio e fosfato, e sua superfície áspera favorece retenção e acúmulo de placa bacteriana.
( ) O cálculo pode ser removido pelo paciente apenas com escovação e fio dental, desde que realizados diariamente.
( ) O cálculo supragengival é encontrado acima da margem gengival e costuma ocorrer com maior frequência próximo às aberturas dos ductos de Wharton (lingual de anteriores inferiores) e de Stensen (vestibular de molares superiores).
( ) O cálculo subgengival pode formar-se abaixo da margem gengival, estender-se para bolsas periodontais e apresentar coloração verde-escura ou preta relacionada a pigmentos do sangramento subgengival.
I. A embalagem deve permitir a penetração do agente esterilizante e proteger o artigo, mantendo a esterilidade até o momento da abertura.
II. Para esterilização em autoclave, é aceitável improvisar embalagens com papel toalha, papel manilha ou papel Kraft, desde que o ciclo seja validado.
III. Em embalagens do tipo papel grau cirúrgico/filme plástico (pouches) e nylon, recomenda-se remover o excesso de ar antes da selagem, pois o ar dificulta a transferência de calor e a penetração do vapor.
IV. Pinças e tesouras devem ser esterilizadas com suas articulações fechadas, a fim de evitar deformações durante o ciclo.
V. A identificação das embalagens deve ser feita antes da esterilização, preferencialmente em etiqueta/fita própria, contendo informações como data, validade e responsável pelo processamento.
( ) As barreiras de superfície são especialmente importantes em áreas de contato clínico difíceis de limpar e, idealmente, devem ser impermeáveis para impedir a passagem de microrganismos provenientes de saliva, sangue e outros fluidos.
( ) Filmes adesivos podem ser utilizados como barreira plástica para proteger superfícies lisas, como painéis digitais e interruptores do comando da cadeira ou do aparelho de radiografia.
( ) Entre pacientes, ao remover e descartar as barreiras contaminadas, sempre é necessário limpar e desinfetar a superfície abaixo, independentemente de ter havido contato com a área protegida.
( ) Mesmo com uso de barreiras, recomenda-se que as superfícies sejam limpas e desinfetadas no início e ao final do expediente.
I. Postura inadequada, ritmo excessivo de trabalho e atos repetitivos são exemplos de fatores associados ao risco ergonômico e podem contribuir para adoecimento osteomuscular relacionado ao trabalho.
II. A organização do ambiente e o planejamento do atendimento diário contribuem para reduzir esforços desnecessários e melhorar o desempenho do trabalho, favorecendo condições mais seguras.
III. Trabalhar preferencialmente em equipe (ex.: odontologia a quatro mãos), quando possível, tende a reduzir movimentos de torção e alcances excessivos do operador, contribuindo para menor sobrecarga musculoesquelética.
IV. A ausência de capacitação do pessoal auxiliar não interfere no risco ergonômico, pois a ergonomia depende exclusivamente da postura do cirurgiãodentista.
( ) A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 2 horas, tendo como limite até 72 horas após a exposição.
( ) Após o acidente, recomenda-se provocar sangramento do local e utilizar agentes cáusticos, pois reduzem o risco de infecção.
( ) O atendimento após exposição ocupacional deve ser considerado urgência, devendo o profissional procurar imediatamente serviço/centro de referência para avaliação do risco e definição de conduta.
( ) O risco médio estimado de transmissão ocupacional do HIV é de aproximadamente 0,3% após exposição percutânea e 0,09% após exposição em mucosas.