Questões de Concurso
Sobre flúor em odontologia
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A fluorose dentária é uma condição dentária que resulta da exposição excessiva ao flúor durante o desenvolvimento dos dentes, sendo mais comum em áreas com altos níveis de flúor na água potável. As intervenções para prevenir a fluorose dentária incluem monitoramento dos níveis de flúor na água, ajuste da concentração de flúor na água potável, uso de pasta de dente com baixo teor de flúor em crianças e orientação sobre ingestão segura de flúor.
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Dois tipos de compostos fluoretados são comumente utilizados nos dentifrícios: fluoreto de sódio (NaF) ou monofluorfosfato de sódio (MFP, Na2, PO3F). Independentemente do composto utilizado, a ação na cavidade bucal será a mesma, pois ambos liberam o íon fluoreto na cavidade bucal, o primeiro por ionização quando em contato com água e o MFP pela ação de enzimas chamadas fosfatases, que estão presentes na cavidade bucal.
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O flúor, referido como “combatente da cavidade natural”, é um mineral que pode ser encontrado naturalmente em comidas e na água. Para alcançar a máxima prevenção contra a cárie, é importante se beneficiar do uso do flúor. O uso contínuo de flúor sistêmico e tópico deve estar disponível ao longo da vida. No caso de flúor para o uso caseiro, o mais indicado é o 1,1% NaF neutro.
I. Toda vez que açúcar é ingerido, as bactérias presentes na placa (biofilme) dental produzem ácidos que desmineralizam (dissolvem) a estrutura mineral dos dentes durante o tempo que o pH fica baixo (<6,7 para dentina e <5,5 para esmalte). II. Como os minerais da estrutura do esmalte-dentina são dissolvidos por ácidos e o mineral fluorapatita (FA) é menos solúvel do que a hidroxiapatita (HA), acreditava-se no passado que, uma vez incorporada à estrutura dentária, a FA tornaria o dente menos solúvel aos ácidos produzidos no biofilme dental. III. 6,5 deve ser considerado o pH crítico para o esmalte de um indivíduo ou de uma população não expostas diariamente a nenhuma das formas de fluoretos. IV. Quando exposto ao F, o pH crítico cai para 4,5 e, assim, entre esse valor e 5,5, ao mesmo tempo em que o dente perde minerais na forma de HA, uma certa quantidade dos íons cálcios e fosfatos dissolvidos retornam ao dente na forma de FA.
A fluorose dentária é o resultado da ingestão crônica de flúor durante o desenvolvimento dental que, clinicamente, aparece como mudanças de opacidade do esmalte, decorrentes de alterações no processo de mineralização. É importante que o cirurgião-dentista saiba realizar o diagnóstico diferencial entre as formas mais leves de fluorose dentária e as opacidades de esmalte não fluoróticas, decorrentes de outros fatores. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o diagnóstico às características da lesão.
Coluna 1
1. Fluorose dentária.
2. Opacidades do esmalte.
Coluna 2
( ) Claramente diferenciadas do esmalte adjacente normal.
( ) Mais comum nas superfícies vestibulares de um único dente ou, eventualmente, dos dentes homólogos.
( ) Linhas brancas opacas ou nuvens, até aparência calcária.
( ) Assemelha-se à sombra de uma linha traçada com lápis, a qual segue as linhas incrementais do esmalte. No grau leve, as linhas se fundem e têm aparência nebulosa.
( ) Os dentes cuja erupção ocorre primeiro (incisivos/primeiros molares) são menos afetados. Os pré-molares e segundos molares (e terceiros molares) são os mais gravemente afetados.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Exposição à água de abastecimento sem flúor. II. Exposição à água de abastecimento contendo baixos teores de flúor (até 0,74 ppm F). III. Exposição a flúor na água há menos de 3 anos. IV. CPOD maior que 3 aos 12 anos de idade. V. Menos de 30% dos indivíduos do grupo são livres de cárie aos 12 anos de idade.
Quais estão corretas?
I. O uso diário de creme dental fluoretado é uma prática de higiene bucal recomendada para pessoas de todas as idades.
II. Em consultório odontológico, os profissionais devem aplicar géis, vernizes com alta concentração de flúor nos dentes, especialmente em pacientes pediátricos.
III. É desnecessária a complementação de flúor no consultório odontológico nas situações em que o paciente tenha baixo risco de cárie e acesso a outras fontes de flúor.
IV. A concentração ideal de flúor na água de abastecimento público, quando fluoretada para prevenção da cárie dentária, geralmente varia entre 0,2 e 0,5 partes por milhão (ppm), ou mg/L (miligramas por litro).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Assinale a opção que indica o quinto (5º) nível de fluorose da classificação: