Questões de Concurso Sobre não definido

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Q4386236 Não definido
Ao somar os gastos que teve durante o mês, por descuido Rogério somou duas vezes o valor da conta de energia. Isso resultou num gasto total mensal de R$ 2.830,00. Porém, se não tivesse somado a conta de energia o valor mensal seria R$ 2.550,00. Então, o valor correto dos gastos que Rogério teve no mês foi de
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Q4386235 Não definido
Em um colégio há um professor para cada vinte e dois alunos; e dois funcionários administrativos para cada 8 professores. O número de alunos por funcionário administrativo é:
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Q4386234 Não definido
Uma avenida de 1.000 metros de comprimento ao ser representada em uma planta possui 100 centímetros. Então, a escala é de:
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Q4386233 Não definido
Considerando a frase, a seguir, assinale a alternativa em que a “concordância nominal” está correta.
Não achei __________ aquela demissão que lhe deram, pois você foi o que __________ faltas cometeu; podiam ter aplicado outras penas, porém, ____________.
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Q4386232 Não definido
Assinale a alternativa em que a “concordância verbal” está incorreta. 
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Q4386231 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
As palavras: “paixão” – “livros” – “passado” apresentam, respectivamente:
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Q4386230 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
Em: “A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas.” As palavras destacadas são, respectivamente: 
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Q4386229 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
No fragmento: “O tempo é um implacável ladrão.” Qual é a figura de linguagem predominante? 
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Q4386228 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
 No fragmento: “E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais.” Há a predominância do nível de linguagem?
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Q4386227 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
Considerando coesão e coerência, as palavras destacadas no fragmento a seguir, podem ser respectivamente, substituídas por:
“Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo.”
Alternativas
Q4386226 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
Assinale a alternativa que apresenta a melhor interpretação para o fragmento: “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”.
Alternativas
Q4386225 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
O que há de extravagante na notícia que inspirou o escritor? 
Alternativas
Q4386224 Não definido
Os livros como paixão


         Ninguém compreende minha paixão por livros, suspirava ele. E era uma grande paixão: o pequeno apartamento em que vivia estava literalmente atulhado de romances, livros de contos, obras de autoajuda, textos médicos etc. Não que ele os lesse. Ler era secundário. O importante era possuir os livros, saber que toda aquela riqueza cultural do passado estava ali, ao alcance de sua mão. A mão que acariciava as lombadas, que folheava cuidadosamente as páginas. O problema é que os livros custam dinheiro. E dinheiro lhe faltava. Aos 85 anos, vivendo de uma modesta aposentadoria, o ancião não podia dispender muito em livrarias. Por isso roubava. “Roubo”, aliás, era uma expressão que lhe desagradava; preferia falar em algo como “redistribuição da riqueza intelectual”. Mas o eufemismo não o ajudava muito. Nem as mãos trêmulas, nem a lentidão.

         Cada vez que ia roubar um livro, deixava cair uma pilha inteira no chão. Mais do que isso, não sabia disfarçar: os bibliotecários sabiam quando ele estava roubando. Pediam-lhe as obras furtadas de volta e, justiça seja feita, ele nunca se negou a fazê-lo. Era parte de um jogo, um jogo que ele adorava, e cujas regras sempre respeitou.

         Infelizmente, porém, os bibliotecários cansaram deste jogo. E um acordo entre eles resultou em uma decisão: o homem agora está proibido de entrar na biblioteca. Não adianta ele dizer que quer apenas consultar os jornais. Não adianta também dispor-se a ser revistado. A paciência dos responsáveis simplesmente terminou.

        Resta-lhe refugiar-se em seu sonho. E que sonho é este? Ele sonha que um dia vai ganhar muito dinheiro – num cassino ou numa loteria. E aí comprará uma antiga e grande biblioteca – que será só dele. Ninguém mais poderá frequentá-la. Só ele, ali irá todos os dias.

        Belo sonho, consolador sonho. O único inimigo desse sonho é o tempo. Com 85 anos, quanto mais ele poderá esperar pelo cassino ou pela loteria? O tempo é um implacável ladrão. E não tem nenhuma paixão pelos livros.


(Moacyr Scliar – Adaptado) 
O escritor Moacyr Scliar para construir esse gênero textual teve como base uma/um 
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Q4386223 Não definido
Em relação à linguagem dos autistas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4386222 Não definido
O profissional de fonoaudiologia deverá usar como parâmetro para fixar os seus honorários profissionais, EXCETO:
Alternativas
Q4386221 Não definido
NÃO condiz com característica ou conceito do desenvolvimento da linguagem:
Alternativas
Q4386220 Não definido
NÃO é uma possível sequela da cirurgia de correção da fissura labiopalatal:
Alternativas
Q4386219 Não definido
São características associadas à distrofia, EXCETO:
Alternativas
Q4386218 Não definido
Considerando que a disfonia pode ser classificada segundo sua origem, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Disfonia funcional.
2. Disfonia orgânico-funcional.
3. Disfonia orgânica.

( ) Alteração no revestimento das pregas vocais por uso inadequado.
( ) Nódulo, pólipo e edema.
( ) Desarmonia entre os sistemas psíquico, neural, muscular e de revestimento mucoso da laringe.
( ) Alterações vocais consequentes de doenças sistêmicas.
( ) Não apresenta alteração na laringoscopia.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4386217 Não definido
A técnica vocal é um dos instrumentos terapêuticos que pode modificar o padrão de voz, visando obter a melhor voz possível para o paciente disfônico. As técnicas de competência fonatória buscam promover um ajuste muscular primário para a produção de uma voz equilibrada. Dentre as técnicas que pertencem ao método de competência fonatória, está a fonação reversa. Sobre a fonação reversa, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
10421: C
10422: C
10423: D
10424: B
10425: A
10426: B
10427: C
10428: B
10429: A
10430: D
10431: D
10432: B
10433: A
10434: D
10435: D
10436: A
10437: A
10438: B
10439: A
10440: D