Questões de Concurso Sobre não definido

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Q4393696 Não definido
Em uma lanchonete, o valor de 4 sanduíches de frango mais 2 sanduíches de atum custa R$ 32,00. O valor do sanduíche de atum é 1 real mais caro que o sanduíche de frango. O valor dos sanduíches de frango e atum custam, respectivamente:
Alternativas
Q4393695 Não definido
Dada a Progressão geométrica: 5,10,20,40,80... A quarta parte do décimo termo dessa P.G., vale: 
Alternativas
Q4393694 Não definido
Dados os conjuntos A={2,4,6,8,10,12}, B={1,3,6,7,9,10,11} e C={1,2,4,8,9,10}. (A∩ B)∩ C, vale:
Alternativas
Q4393693 Não definido
Um triângulo retângulo possui uma base igual a 3m e área igual a 6m2 . Deseja-se fazer um quadrado, formado a partir de triângulos idênticos a esse. O lado maior do quadrado deve medir 6 m.

A área desse quadrado em m2 , valerá:
Alternativas
Q4393692 Não definido
Escolhendo aleatoriamente uma letra da palavra CAMPEONATO, a probabilidade de se escolher uma vogal e que não seja a letra A será de:
Alternativas
Q4393691 Não definido
A razão entre o salário de dois irmãos é 5. O salário maior vale R$ 10.000,00. O irmão do salário menor reside em um país onde a moeda oficial é o dólar e que equivale a cinco vezes o valor do real.

O valor do salário menor em dólar, vale:
Alternativas
Q4393690 Não definido
Dada a sequência a seguir: 2,38,74,110,___,____,____... A metade dos valores desses três números que faltam na sequência, valem, respectivamente:
Alternativas
Q4393689 Não definido
B é um número natural maior que 3 e menor que 7. B é múltiplo de 6. O valor da expressão: B2 – 4B + 2, vale:
Alternativas
Q4393688 Não definido
Considere as seguintes palavras:

I. Arqui-inimigo.
II. Semi-aberto.
III. Contra-regra.
IV. Paranoico.
V. Enjoo.
VI. hiper-requisitado

De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, estão corretos a escrita das palavras presente nos itens: 
Alternativas
Q4393687 Não definido

TEXTO II 


Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque já está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos. E, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração [...]

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 9-10

Quanto aos aspectos estilísticos e seus efeitos de sentido, julgue os itens que segue:

I. A oração “Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia” (l. 1) é uma apóstrofe que introduz, em tom irônico, a relação do sujeito poético com o seu interlocutor.
II. Na oração “à medida que se acostuma [...]” (l. 8), o termo destacado é uma locução conjuntiva proporcional e pode ser substituída por “à proporção que” sem prejuízo de coerência.
III. A oração “A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele” (l. 23-24) apresenta uma metonímia, sugerindo uma suavização da situação apresentada.
IV. Em “A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite” (l. 10-14) apresenta uma figura de sintaxe denominada de Silepse, a qual introduz uma relação de omissão de termos ditos anteriormente.
V. Em “E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão”, encontramos a figura de linguagem denominada de Anáfora.

Estão corretos os itens: 
Alternativas
Q4393686 Não definido

TEXTO II 


Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque já está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos. E, que haja número para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração [...]

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar sempre a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, se perde de si mesma.


COLASANTI, Marina. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p. 9-10

Após a leitura do texto, julgue os itens abaixo:

I. A linguagem do texto caracteriza-se pelo uso de imperativos e subjuntivos, a fim de exprimir a ação com precisão.
II. A análise dos elementos constitutivos desse texto demonstra que predomina a tipologia textual denominado de dissertativo expositivo.
III. O texto procura refletir sobre as nossas ações frente a uma série de desigualdade que marca a sociedade, bem como o súbito passar do tempo que nos leva a prosseguir sem contemplar as dimensões em que estamos inseridos.
IV. Depreende-se do texto que vivemos em um operar automático, evidenciado pela passividade, a que nos leva a sermos simples expectadores da nossa vida.
V. Quanto ao aspecto do gênero textual, é correto afirmar que esse texto é classificado como crônica.

Em relação ao texto, está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4393685 Não definido
Considere as seguintes manchetes:

I. “A maioria dos MEIs é irregular e pode perder plano de saúde, diz advogado”. (CNN BRASIL).
II. "A maioria dos atores é moradora da própria favela”. (FOLHA DE SÃO PAULO).
III. “A maioria dos professores dizem que tratam todos os alunos da mesma maneira”. (JORNAL CRUZEIRO).
IV. “Cada um dos alunos recebeu o caderno”. (ESTADÃO).

Quanto à análise linguística de elementos e seus efeitos de sentido, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Nas quatro orações encontra-se caso de sujeito partitivo especificado.
( ) A oração I pode ser reescrita sem prejuízo de concordância por: “A maioria dos MEIs são irregulares e podem perder plano de saúde, diz advogado”.
( ) A oração II apresenta-se um erro de concordância verbal, pois o verbo não está concordando com o sujeito da oração. Assim sendo, a oração precisa ser reescrita, atendendo aos critérios linguísticos da norma cultura, da seguinte forma: A maioria dos atores são moradoras da própria favela.
( ) A oração III pode ser reescrita sem prejuízo de concordância por: “A maioria dos professores diz que trata todos os alunos da mesma maneira”.
( ) Na oração III, o termo “dos professores” exerce a função de adjunto adnominal.
( ) A oração IV pode ser reescrita sem prejuízo de concordância por: Cada um dos alunos receberam os cadernos.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4393684 Não definido
Considere as seguintes assertivas acercas da Sintaxe de colocação Pronominal:

I. A oração “Não me deu a notícia” pode ser reescrita por “Não deu-me a notícia” sem prejuízo gramatical.
II. A oração “A população não pode nos ver dessa forma” está empregando a colocação pronominal corretamente, pois nos casos de conjugações perifrásticas, o uso do pronome só pode ocorrer entre a locução verbal.
III. A frase “No que se refere à identidade cultural”, não admite ênclise, e, portanto, não poderá ser reescrita da seguinte forma: “No que refere-se à identidade cultural”.
IV. Em “Depois não me lembro mais o que aconteceu” encontramos um caso de ênclise obrigatório, o que tornaria necessário a reescrita da oração para a seguinte maneira: “Depois não lembro-me mais o que aconteceu”.
V. A oração “Ela me invade com sua maré de ciências” pode ser reescrita sem prejuízo gramatical por: Ela invade-me com sua maré de ciências”. 

Estão corretos os itens:
Alternativas
Q4393683 Não definido
TEXTO I 


O equívoco de uma nova lei de imprensa


A cultura brasileira é a de que todos os problemas sociais podem ser consertados por meio da edição de alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo, sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar penalidades, restringir liberdades, como se fossem saídas mágicas para impedir a recorrência dos males. Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o compõem são consideradas exemplares pelo mundo afora. O problema é que, com frequência, muitas simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção. Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa lei não pegou” para explicar por que determinada legislação, embora vigente, simplesmente não se cumpre. O fato é que há enorme simpatia social por leis que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta liberdade de expressão para o seu próprio discurso e absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso de seus oponentes, adversários ou inimigos. Se alguém se sente prejudicado por palavras, que recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás, já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de governantes em comparação com governados: o artigo 141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra a honra do presidente da República e chefe de governo estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em razão de suas funções”. É quase inacreditável que jornais e jornalistas se unam para pedir que o Estado seja dotado de instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram porque a sociedade, atualmente, não admite sua aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea constitucional que promulgasse a mais total garantia de liberdade de expressão se houvesse um consenso nacional de que a censura é necessária. Se isso ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer maneira, de um jeito ou de outro.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. [Adaptado].
Considere as assertivas abaixo acerca das estruturas sintáticas do texto:

I. Na oração “O problema é que, com frequência, muitas simplesmente não são obedecidas” encontramos uma oração coordenada sindética aditiva.
II. A oração “Muitas das peças que o compõem são consideradas exemplares pelo mundo afora” apresenta um sujeito composto e uma predicação verbo-nominal.
III. Em “A cultura brasileira é a de que todos os problemas sociais podem ser consertados por meio da edição de alguma lei” apresenta um sujeito simples de predicação nominal.

Sobre os aspectos sintáticos presentes no texto, assinale:
Alternativas
Q4393682 Não definido
TEXTO I 


O equívoco de uma nova lei de imprensa


A cultura brasileira é a de que todos os problemas sociais podem ser consertados por meio da edição de alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo, sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar penalidades, restringir liberdades, como se fossem saídas mágicas para impedir a recorrência dos males. Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o compõem são consideradas exemplares pelo mundo afora. O problema é que, com frequência, muitas simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção. Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa lei não pegou” para explicar por que determinada legislação, embora vigente, simplesmente não se cumpre. O fato é que há enorme simpatia social por leis que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta liberdade de expressão para o seu próprio discurso e absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso de seus oponentes, adversários ou inimigos. Se alguém se sente prejudicado por palavras, que recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás, já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de governantes em comparação com governados: o artigo 141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra a honra do presidente da República e chefe de governo estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em razão de suas funções”. É quase inacreditável que jornais e jornalistas se unam para pedir que o Estado seja dotado de instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram porque a sociedade, atualmente, não admite sua aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea constitucional que promulgasse a mais total garantia de liberdade de expressão se houvesse um consenso nacional de que a censura é necessária. Se isso ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer maneira, de um jeito ou de outro.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. [Adaptado].
Considere as seguintes afirmações sobre a análise morfológica:

I. A classe gramatical da palavra “atualmente” (l. 42) é advérbio de tempo.
II. O verbo “Ocorresse” (l. 47) está no Tempo do Pretérito Imperfeito do modo Subjuntivo.
III. O termo “Lhe” (l. 27) pertence a classe gramatical do Pronome Pessoal Obliquo Átono. 
IV. O termo “se” em “se unam para pedir” (l. 35) e o termo “que” em “que a censura é necessária” (l. 46) pertencem a classe gramatical dos pronomes expletivos.
V. A palavra “em” na oração “Em poucos outros lugares [...]” (l. 16-17) pertence a classe gramatical das conjunções.

Sobre os aspectos morfológicos presentes no texto, é correto o que se afirma nos itens: 
Alternativas
Q4393681 Não definido
TEXTO I 


O equívoco de uma nova lei de imprensa


A cultura brasileira é a de que todos os problemas sociais podem ser consertados por meio da edição de alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo, sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar penalidades, restringir liberdades, como se fossem saídas mágicas para impedir a recorrência dos males. Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o compõem são consideradas exemplares pelo mundo afora. O problema é que, com frequência, muitas simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção. Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa lei não pegou” para explicar por que determinada legislação, embora vigente, simplesmente não se cumpre. O fato é que há enorme simpatia social por leis que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta liberdade de expressão para o seu próprio discurso e absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso de seus oponentes, adversários ou inimigos. Se alguém se sente prejudicado por palavras, que recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás, já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de governantes em comparação com governados: o artigo 141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra a honra do presidente da República e chefe de governo estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em razão de suas funções”. É quase inacreditável que jornais e jornalistas se unam para pedir que o Estado seja dotado de instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram porque a sociedade, atualmente, não admite sua aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea constitucional que promulgasse a mais total garantia de liberdade de expressão se houvesse um consenso nacional de que a censura é necessária. Se isso ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer maneira, de um jeito ou de outro.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. [Adaptado].
Considere as seguintes palavras que compõe o texto:

I. Inútil
II. Pública
III. Inacreditável
IV. Sociedade
V. Desinteresse

No que se refere a análise dos elementos fonéticos e a estrutura e formação das palavras, julgue as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Na palavra Inacreditável encontramos o processo de formação da palavra denominado de composição por aglutinação.
( ) A palavra Inútil é construída pelo processo de formação da palavra denominado de composição prefixal.
( ) As palavras inútil e Pública são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica.
( ) As palavras sociedade e desinteresse são constituída pelo processo de formação da palavra denominado de Composição Parassintética.
( ) A palavra Inacreditável recebe o acento devido a regra de que todas paroxítona terminadas em L deverão ser acentuadas.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4393680 Não definido
TEXTO I 


O equívoco de uma nova lei de imprensa


A cultura brasileira é a de que todos os problemas sociais podem ser consertados por meio da edição de alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo, sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar penalidades, restringir liberdades, como se fossem saídas mágicas para impedir a recorrência dos males. Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o compõem são consideradas exemplares pelo mundo afora. O problema é que, com frequência, muitas simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção. Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa lei não pegou” para explicar por que determinada legislação, embora vigente, simplesmente não se cumpre. O fato é que há enorme simpatia social por leis que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta liberdade de expressão para o seu próprio discurso e absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso de seus oponentes, adversários ou inimigos. Se alguém se sente prejudicado por palavras, que recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás, já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de governantes em comparação com governados: o artigo 141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra a honra do presidente da República e chefe de governo estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em razão de suas funções”. É quase inacreditável que jornais e jornalistas se unam para pedir que o Estado seja dotado de instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram porque a sociedade, atualmente, não admite sua aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea constitucional que promulgasse a mais total garantia de liberdade de expressão se houvesse um consenso nacional de que a censura é necessária. Se isso ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer maneira, de um jeito ou de outro.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. [Adaptado].
No que se refere à análise linguística do texto, julgue as assertivas abaixo:

I. A palavra pétrea, presente na linha 44, pode ser substituída, sem prejuízo de coerência, por benevolente.
II. A palavra “se”, em “Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis por textos legais [...]” (l. 3) apresenta o mesmo valor morfológico de “se”, em “Se isso ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na Constituição [...]” (l. 46-47).
III. O período “o artigo 141 do Código Penal agrava [...]” (l. 31) e também “contra funcionário público, em razão de suas funções” (l. 33-34) há uma relação de adição entre ideias que se aproximam.
IV. A oração “[...] a censura seria exercida de qualquer maneira, de um jeito ou de outro” (l. 48-49) evidencia uma estrutura passiva sintética, em que se caracteriza por um agente indeterminado. 
V. A palavra “como”, em “como em todo lugar [...]” (l. 37-38), e em “como se expressa [...]” (l. 40) apresentam o mesmo valor semântico, ocasionando ideia de comparação.

Estão corretos os itens:  
Alternativas
Q4393679 Não definido
TEXTO I 


O equívoco de uma nova lei de imprensa


A cultura brasileira é a de que todos os problemas sociais podem ser consertados por meio da edição de alguma lei. Se os problemas do Brasil fossem resolvíveis por textos legais, já seríamos, há muito, modelo de felicidade e desenvolvimento. Basta qualquer assunto ganhar notoriedade — assassinato, acidente aéreo, sequestro, calamidade pública — para pulularem projetos de lei a fim de proibir procedimentos, aumentar penalidades, restringir liberdades, como se fossem saídas mágicas para impedir a recorrência dos males. Poucas sociedades têm um cipoal legislativo mais intricado que o brasileiro. Muitas das peças que o compõem são consideradas exemplares pelo mundo afora. O problema é que, com frequência, muitas simplesmente não são obedecidas. Ou por falta de pessoal para fiscalizar sua aplicação ou por desinteresse coletivo em cumpri-las ou por corrupção. Em poucos outros lugares, haverá expressão como “essa lei não pegou” para explicar por que determinada legislação, embora vigente, simplesmente não se cumpre. O fato é que há enorme simpatia social por leis que restrinjam a liberdade de expressão. Porque no Brasil — e aqui somos iguais a todos os povos — a maioria das pessoas é inteiramente a favor da absoluta liberdade de expressão para o seu próprio discurso e absolutamente contrária a ela quando se trata do discurso de seus oponentes, adversários ou inimigos. Se alguém se sente prejudicado por palavras, que recorra à Justiça e prove que elas lhe causaram danos com base na legislação comum, que, no Brasil, aliás, já é absurdamente injusta, por exemplo, em favor de governantes em comparação com governados: o artigo 141 do Código Penal agrava “as penas de crimes contra a honra do presidente da República e chefe de governo estrangeiro”, e também “contra funcionário público, em razão de suas funções”. É quase inacreditável que jornais e jornalistas se unam para pedir que o Estado seja dotado de instrumentos para cercear sua liberdade. Ainda mais porque tudo isso é inútil, já que aqui, como em todo lugar, o que de fato garante a liberdade de expressão não é a existência ou inexistência de leis, mas a maneira como se expressa a dinâmica social. Assim como a Lei de Imprensa de 1967 está em vigor, mas todos a ignoram porque a sociedade, atualmente, não admite sua aplicação, não adiantaria nada haver cláusula pétrea constitucional que promulgasse a mais total garantia de liberdade de expressão se houvesse um consenso nacional de que a censura é necessária. Se isso ocorresse, a cláusula pétrea poderia continuar na Constituição, mas a censura seria exercida de qualquer maneira, de um jeito ou de outro.


SILVA, Carlos Eduardo Lins da. A Malquerida Liberdade de Imprensa: O equívoco de uma nova lei de imprensa. [Adaptado].
De acordo com os aspectos temáticos do texto, julgue os itens que segue:

I. De acordo com o texto, a legislação brasileira passou a se tornar improdutiva quando começou a ser interrogada, sobretudo ao se contestar a aplicabilidade das Leis entre indivíduos de classe, raça e gênero diferentes.
II. Depreende-se do texto que a legislação do Brasil se apresenta de forma abundante e intricada, mas acaba se tornando inoperacional a medida em que não se cumpre as Leis.
III. De acordo com a autora do texto, a Liberdade de expressão é garantida constitucionalmente, sobretudo a partir dos anos de 1967, mas está sempre em consonância com os poderes dominantes do seio da sociedade e, portanto, precisaria está contida em normas impermutável de mudanças durante períodos ditatoriais, a fim de alcançar completamente a prática da Liberdade de expressão.
IV. Compreende-se do texto que as Leis do Brasil são bem engendradas, embora não tenha a sua aplicabilidade por inúmeros motivos. Nesse sentido, a nova Lei da Imprensa não assegura a Liberdade de expressão.

Acerca do texto, estão corretos os itens:
Alternativas
Q4387592 Não definido
“Área preservada em Goiás abriga centenas de cavernas. O complexo de atrações subterrâneas é um paraíso do turismo de aventura e ecoturismo no Centro-Oeste”.
O texto refere-se a um importante ponto turístico ecológico existente em Goiás, denominado 
Alternativas
Q4387591 Não definido
Considere a reportagem abaixo

“Com a retirada das tropas americanas (...), o Talibã rapidamente dominou o país e assumiu o controle de Cabul, a capital. Mulheres temem perder os direitos conquistados nos últimos 20 anos.”
Adaptado: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/08/16

O grupo Talibã dominou o/a
Alternativas
Respostas
10101: C
10102: B
10103: E
10104: C
10105: B
10106: B
10107: E
10108: E
10109: C
10110: A
10111: B
10112: E
10113: C
10114: C
10115: B
10116: D
10117: A
10118: C
10119: C
10120: A