Questões de Concurso Sobre música
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O desenvolvimento das aulas de instrumento de forma coletiva deve seguir os mesmos procedimentos das aulas individuais: primeiramente, um aquecimento vocal/instrumental; em seguida, a leitura e a condução do repertório a ser trabalhado. A diferença reside no tempo dedicado a cada aluno; enquanto no ensino individual a aula é toda voltada para um aluno, no ensino coletivo, apesar de os alunos estarem juntos na mesma sala, o professor deve dividir a aula em momentos de atenção individual. Em muitos casos, para não comprometer a interpretação de quem está executando, o aluno deve aguardar seu momento em silêncio ou mentalizar seu próprio repertório.
O ensino coletivo de instrumentos tem sido desenvolvido nas escolas de música com vistas à prática coletiva com alunos de diferentes níveis de aprendizagem instrumental. Para tanto, diversos educadores sobre essa temática, como Montandon, Cruvinel e Tourinho, abordam a importância de o professor trabalhar somente a composição coletiva com os alunos, sendo essa a única alternativa para a geração de repertório em aulas coletivas.
Edgar Willems foi um educador musical húngaro que discutiu a educação musical no início do século XX. Seu método caracterizava-se por ser essencialmente vocal e permitir o contato direto da criança com os elementos fundamentais da música, voltado, principalmente, para o repertório folclórico. Uma premissa fundamental de Willems é que a música e o canto deviam ser ensinados de forma a proporcionar experiências prazerosas, e não como um exercício rotineiro e maçante. Dentro do seu método, destaca-se a manossolfa, muito utilizada em aulas de solfejo e percepção musical auditiva.
A fala é adquirida no decorrer da vida, fator social e necessário para a comunicação humana. O ato de cantar busca desenvolver a transmissão de sentimentos, não apenas por meio das palavras, mas também pela forma como elas são ditas e expressas vocalmente. Para isso, o canto exige técnicas adequadas para os ajustes vocais. Os ajustes da voz cantada e falada são diferentes, mas as estruturas que produzem a voz são as mesmas.
Ao se utilizar o canto na sala de aula, é importante perceber que os alunos geralmente têm o hábito de cantar com muita força, sem zelo de aquecer a voz ou sem observar se o corpo está adequadamente preparado para o desenvolvimento vocal. Muitos problemas que são encontrados no canto podem ser evitados se o professor estabelecer um aquecimento regular com exercícios de relaxamento, alongamento, exercício para movimentação do diafragma, aquecimento e articulação das cordas vocais e controle da expiração para emissão vocal.
Um ponto a ser considerado no processo de ensino-aprendizagem da respiração adequada ao canto é saber a melhor forma de conduzir a inspiração e a emissão vocal. Ao cantar, o aluno deve, primeiramente, inspirar apenas pelo nariz, enchendo os pulmões, para que o ar passe pelas cordas vocais em posição fechada e chegue até a cavidade do diafragma. Caso contrário, o ar será comprimido apenas na caixa torácica. Após esta etapa, ocorre o processo de expiração, em que há a fonação. O ar é aspirado pelos pulmões e pela cavidade do diafragma, passando pelas cordas vocais em posição aberta para a produção do som.
O Tropicalismo foi um movimento ligado à música, ao cinema e ao teatro, com um forte viés tradicionalista em sua releitura da vanguarda. Procurando explicitar suas raízes brasileiras, rejeitava a fusão musical com estilos estrangeiros, como o rock. Um exemplo disso são as canções de Gilberto Gil e Caetano Veloso, que tendiam mais para ritmos locais, como baião, maracatu e a bossa nova, acompanhados sempre com o violão, sem a presença da guitarra elétrica.
Uma possível história da base musical do funk carioca pode ser resumida, cronologicamente, em três momentos diferentes: no início da década de 1990, começa o uso do beat box, uma forma de acompanhar ritmicamente o RAP com o uso de sons produzidos pela boca, sendo um dos mais conhecidos a onomatopeia “Tum-pá-pá Tum-pá”, prática que foi associada ao cantor Mr. Catra; no final da década de 1990 e no início de 2000, surge o chamado tamborzão, com a inserção do timbre do atabaque (percussão acústica) aos sons do beat box anterior; com a internacionalização do funk, durante a década de 2000, os produtores inspiraram-se no miami bass, passando a usar uma variação chamada de volt mix, que está mais em uso hoje em dia.
O ritmo transcrito na Figura 13 é associado ao acompanhamento percussivo do gênero musical chamado maracatu rural, associado ao estado de Pernambuco.
A melodia transcrita na Figura 12 é de Vassourinhas, um frevo associado ao carnaval pernambucano.
A melodia transcrita na Figura 11 refere-se à música Carinhoso, de Pixinguinha.
Considere-se que, ao analisar a partitura de uma Ária barroca, uma cantora percebeu que a música era dividida em duas partes, cada uma com as seguintes características: a primeira parte finaliza com uma cadência autêntica na tônica; e a segunda parte finaliza com uma cadência na dominante, com a informação “Da capo”. Nesse caso, trata-se de uma “Ária da Capo”, cuja forma musical é ternária.
Os símbolos abaixo da partitura representada na Figura 10 são chamados de Baixo Cifrado. Ao analisar os símbolos presentes nesse trecho, um cravista que acompanhe essa melodia deveria executar os acordes de: Tríade de Si menor na primeira inversão; Tétrade de Dó sustenido meio diminuto na primeira inversão; Tríade de Si menor na segunda inversão; Tríade de Fá sustenido maior na posição fundamental; Tríade de Sol maior na posição fundamental.
São características do período renascentista na música: música ainda baseada nos modos eclesiásticos, sendo estes gradualmente tratados com maior liberdade e com maior uso de alterações nas notas; uso da textura polifônica na música vocal, com obras escritas para quatro ou mais vozes; uso frequente da técnica contrapontística de imitação; aparecimento de famílias de instrumentos, como a viola da gamba. Alguns dos compositores importantes dessa época são Josquin des Prez, Giovanni da Palestrina e Orlando di Lassus.
Em 1250, iniciou-se o período denominado Ars Nova, associado a compositores como Guillaume de Machaut e Phillipe de Vitry. Uma das práticas musicais utilizadas nesse período foi o isorritmo, que consistia em um padrão rítmico que era repetido por toda a obra. As composições desse período eram caracteristicamente monofônicas, e, nesse período, desenvolveu-se um novo sistema de escrita rítmica, com ênfase na divisão ternária do tempo em detrimento da divisão binária, que era o padrão anterior, da escola de Notre Dame.
O canto gregoriano é um gênero litúrgico caracterizado pela monodia a capella; geralmente, a melodia mantinha-se dentro de uma tessitura de uma oitava com ritmo ditado pela prosódia das palavras cantadas na língua latina. O termo “gregoriano” deriva do uso dos modos gregos, que ditavam as organizações intervalares e as notas principais a serem enfatizadas. Entre os modos gregos, incluem-se o Mixolídio e o Jônico.
Considere-se que um músico de choro tenha decidido analisar a harmonia de uma música em Mi maior para facilitar sua transposição para outras tonalidades. A análise é a seguinte.
I – V7 – VIm – V7/V – IIm – V7 – I – V7/IV – IV – IVm – I
Considere-se, ainda, que o músico tenha entregado essa análise para uma pianista e solicitado que ela executasse a música em Lá maior. Nessa situação hipotética, é correto afirmar que os acordes que a pianista deveria executar são os apresentados a seguir.
A – E7 – F#m – B7 – Bm – E7 – A – A7 – D – Dm – A
No trecho musical da Figura 9, os acordes arpejados na partitura estão corretamente representados pelas cifras acima dela.
A partitura da Figura 8 é um trecho do Recitativo e Ária V’adoro pupille, da ópera Giulio Cesare. Na partitura, há dois pentagramas: o de cima é a parte da voz (diálogo entre Cleópatra e Nireno), e o outro deve ser executado por algum instrumento grave. Pela análise do estilo de escrita e do gênero musical, infere-se que se trata de uma obra composta durante o período do Romantismo, no qual a ópera esteve em voga, com compositores como Beethoven, Richard Wagner e Rossini.
Uma possível harmonização, em acordo com a lógica da harmonia tonal, para a melodia transcrita na Figura 7 seria a apresentada a seguir, substituindo-se os números por acordes. || Am F | Bm7(b5) E7 | Am ||


