Questões de Concurso
Comentadas sobre acorde em música
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A cifragem de acordes é um sistema de notação que representa a harmonia de uma música, sendo fundamental para músicos populares, arranjadores e improvisadores. Existem diferentes sistemas de análise dessas cifras: a análise 'cordal' (ou 'literal') apenas nomeia o acorde (ex: G7), enquanto a análise 'gradual' usa algarismos romanos para indicar o grau na escala (ex: V7). A análise 'funcional' vai além, interpretando a 'função' (T, S, D) daquele acorde no contexto tonal. Acerca da análise e cifragem de acordes, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)Na análise gradual da tonalidade de Sol Maior, o acorde E7 (Mi com Sétima) seria cifrado como VI7 (sexto grau com sétima), sendo um acorde diatônico da escala.
(__)Um acorde cifrado como C7M(#11) (Dó com sétima maior e décima primeira aumentada) é tipicamente usado sobre o IV grau (Subdominante) de uma tonalidade maior (ex: F7M(#11) em Dó Maior), pois a #11 (Si) é a sensível da tonalidade.
(__)Na análise funcional, um acorde 'dominante secundário' (ex: A7 em Dó Maior) é o V7 de um grau diatônico que não é a tônica (neste caso, A7 é V7/ii, pois prepara para Dm).
(__)A cifra 'Am/G' (Lá menor com baixo em Sol) representa um acorde híbrido, onde a mão esquerda (baixo) toca a tônica (Lá) e a mão direita toca o acorde de Sol Maior.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Na harmonia moderna, a substituição de acordes é uma técnica essencial para rearmonização e arranjo, permitindo 'colorir' progressões harmônicas tradicionais. Entre as técnicas mais comuns estão o 'empréstimo modal' (acordes 'emprestados' da tonalidade homônima menor), o uso de 'dominantes secundários' e seus substitutos ('subV7'), e as 'dominantes alteradas' (V7 com tensões como b9, #9, b5, #5). Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.O 'Empréstimo Modal' (EM) refere-se à prática de usar acordes da tonalidade homônima. Por exemplo, em Dó Maior, o uso do acorde Fm7 (Fá menor com sétima), que é o iv7 da tonalidade de Dó menor, é um exemplo clássico de EM com função subdominante.
II.A 'substituição tritonal' (ou SubV7) permite trocar um acorde dominante (V7) por outro acorde dominante (também 7) localizado a um trítono (quarta aumentada) de distância. Por exemplo, G7 (V7 de Dó) pode ser substituído por Db7 (SubV7 de Dó).
III.Um acorde 'dominante alterado' (ex: G7alt) resolve mais suavemente na tônica (C) do que um V7 simples, pois suas alterações (b9, b5) eliminam o trítono (Si-Fá), reduzindo a tensão harmônica.
Está correto o que se afirma em:
Tríades são compostas por três terças sobrepostas, enquanto tétrades formam-se a partir de quatro terças sobrepostas. Na Escala de Dó Maior, por exemplo, a primeira tríade é formada pelas notas Dó, Mi e Sol, formando o acorde de Dó Maior. Já a tétrade de Dó Maior tem as notas Dó, Mi, Sol e Si, formando o acorde de Dó Maior com sétima maior. Considerando esse enunciado, é possível afirmar que:
Luísa é regente do coro da escola de sua cidade. Para modular uma canção, utilizou o acorde diminuto para resolvê-lo na tônica da tonalidade seguinte. Sabendo que a tonalidade após a modulação era Mi Bemol Maior, assinale a alternativa que apresenta a tonalidade inicial da canção:
Bia criou um jogo de cartas para ensinar intervalos musicais para suas turmas de Educação Infantil. As crianças sentavam em roda e, uma por uma, retiravam cartas do baralho. Ao retirar as cartas, cada criança deveria dizer o intervalo formado com a carta da criança anterior. Além dos nomes, cada carta possuía cores distintas, utilizando as sete cores do arco-íris para as sete notas da Escala Natural, conforme tabela a seguir:
Dó − Vermelha
Ré − Laranja
Mi − Amarela
Fá − Verde
Sol − Azul
Lá − Anil
Si − Violeta
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta:
Em uma atividade sobre harmonia na Escala Maior, o professor Jorge dividiu a turma em quatro grupos. O grupo 01 cantaria a tônica, o grupo 02 cantaria a terça, o grupo 03 cantaria a quinta e o grupo 04 cantaria a sétima do acorde maior a partir do primeiro grau. Considerando que, na sequência, o professor Jorge demonstrou o mesmo acorde, mas agora menor e depois diminuto, assinale a alternativa correta:
Na composição dos acordes, a primeira terça define se o acorde será maior ou menor, enquanto a sétima pode ou não acompanhar essa terça, gerando, portanto, quatro combinações:
I. Acordes maiores com sétima maior.
II. Acordes maiores com sétima menor.
III. Acordes menores com sétima maior.
IV. Acordes menores com sétima menor.
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta:
Os acordes diminutos são formados por quatro terças menores sobrepostas. Essa condição cria dois intervalos de quarta aumentada/quinta diminuta e recebem o nome de trítono. Por conter dois trítonos, os acordes diminutos podem ser "resolvidos" em acordes distintos. O acorde de Si Diminuto, por exemplo, é formado pelas notas Si, Ré, Fá e Lá Bemol. Os dois trítonos são Si e Fá (que pode resolver em Dó Maior) e Ré e Lá Bemol (que pode resolver em Mi Bemol Maior). A partir dessas informações, assinale a alternativa correta:
A função tônica é a mais importante de todas, já que sintetiza, resume a tonalidade. Tentando expressá-la em palavras, poderíamos dizer que ela sugere (e busca) estabilidade tonal, repouso, relaxamento, distensão. É à função tônica (e, por extensão, ao I grau) que todas as restantes (e os demais graus harmônicos) estão hierarquicamente subordinadas.
A função dominante pode ser considerada o reverso da função tônica, já que tudo nela se contrapõe à outra: tensão, movimento, instabilidade. Um acorde da área dominante procura de todas as maneiras dirigir-se para um da área tônica ou, em termos musicais, procura resolver. A instabilidade está permanentemente insatisfeita, busca a estabilidade, da mesma maneira que uma bola rola por um plano inclinado até repousar no chão.
A função subdominante é bem mais difícil de ser apreendida do que as anteriores. É percebida auditivamente como uma espécie de afastamento (ao contrário da necessidade de aproximação que sugere a dominante) da área tônica. Ao buscar esse afastamento, a subdominante parece “rebelar-se” contra o poder central, buscando — porém, sem o conseguir de fato — romper com a forte atração gravitacional e estabelecer um novo “reinado”. Essa particularidade dá à função subdominante um nítido caráter contrastante em relação às outras duas funções, o que se observa facilmente em composições de estrutura harmônica mais simples.
ALMADA, C. Harmonia funcional. Campinas: Unicamp, 2012 (adaptado).
“Indubitavelmente, a eclosão da bossa-nova revolucionou o ambiente musical no Brasil: nunca antes um acontecimento ocorrido no âmbito de nossa música popular trouxera tal acirramento de controvérsias e polêmicas, motivando mesas redondas, artigos, reportagens e entrevistas, mobilizando enfim os meios de divulgação mais variados. No Rio de Janeiro, estava-se em 1958, e vários compositores, entre os quais cumpre destacar o nome do teórico e animador do movimento, Antônio Carlos Jobim (Tom), que julgaram ser chegado o momento propício para realizarem obras de concepção totalmente nova. Compositores, cantores e instrumentistas, músicos de um modo geral passaram a se agrupar em um verdadeiro movimento. Cremos ser conveniente registrar as influências sofridas pela bossa nova da parte de outras manifestações musicais do populário estrangeiro. Dentre estas, destacam-se, no caso, direta ou indiretamente (...) o cool jazz, designação usada em contraparte a hot jazz”.
Fonte: BRITO, Brasil Rocha. Bossa Nova. In. CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas - São Paulo: Ed. Perspectiva, 1960.
A partir da leitura do texto, dentre as inovações técnico-musicais que a Bossa Nova inaugura, temos:
Progressão I: C | Am | F | C
Progressão II: F | C | G7 | C
Progressão III: C | F | C/G | G
Progressão IV: Dm | G7 | C | F
Com base na análise das progressões, a cadência plagal é encontrada em:
I- Em progressões diatônicas, recomenda-se manter as notas comuns entre acordes na mesma voz sempre que possível, reduzindo o movimento desnecessário.
II- Ao usar o acorde de sétima do dominante (V⁷), a sétima do acorde deve subir por grau conjunto para resolver adequadamente.
III- A sensível (7º grau) tende a resolver para a tônica na mesma voz, preferencialmente por movimento em grau conjunto.
IV- Entre soprano e baixo, prefere-se movimento paralelo para reforçar a direção harmônica e evitar cruzamentos de vozes.
Está(ão) CORRETA(S):
O entendimento da estrutura do instrumento é o primeiro passo para a prática musical consciente, pois cada detalhe físico — como corpo, cordas, chaves, válvulas ou teclas — influencia diretamente na produção sonora. A_____surge como a etapa seguinte, sendo o ajuste das frequências para que os sons se relacionem de forma estável dentro de um sistema tonal, geralmente baseado no temperamento igual, que padroniza a oitava em doze semitons. A partir dessa base, constroem-se os (as)_____, inicialmente com as tríades, formadas por sobreposição de terças (ex.: dó−mi−sol), que dão origem às funções tonais de tônica, subdominante e dominante. Esse modelo se expande nas tétrades, acréscimos de uma quarta nota (geralmente a sétima), que enriquecem a textura harmônica e possibilitam maior variedade de encadeamentos.
Preencha as lacunas acima e assinale a alternativa correta.
Dentre as possibilidades de notas de aproximação, a bordadura
(Guest, I. Harmonia: método prático. São Paulo: Irmãos Vitale, 2009, p. 117).
Avalie as afirmações a seguir:
I. O V grau da escala menor natural forma um acorde maior com sétima menor.
II. O I grau da escala menor harmônica forma um acorde menor com sétima maior.
III. O IV grau da escala menor melódica forma um acorde maior com sétima maior.
IV. O III grau da escala menor harmônica forma um acorde maior com quinta aumentada.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.