Questões de Concurso Comentadas sobre museologia

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Q3301876 Museologia
Texto para a questão


um cego visita o museu

passo a passo,

de sala em sala

supõe a voz sábia de um guia

a orientação de aluguel

o leva a palácios, a alas

de especiarias, tesouros

eis que o cego pensa a pintura:

nuances, matizes, detalhes

o leque da luz, todo o espectro

a leitura táctil nenhuma

lhe esconde o relevo da tela

seu desejo solto, sem réplica

um cego visita as estéticas

fantasia tais diferenças

(os traços, rabiscos, desenhos)

se vê frente a frente com épocas

reunidas na galeria

com a mesma inércia do tempo

no museu igualam-se as datas

a hora da obra ocorre

durante a leitura dos quadros

mas o cego quer tudo às claras

o obscuro sentido que à vista

de todos é causa de impacto


Marcus Vinicius, “Um cego visita o museu”.
“[Um exemplo, dentre os] documentos que embasaram o embrião de mudança das estratégias de atração de público para os museus e espaços de cultura nas ações promovidas pelo ICOM [...], no Seminário da Unesco sobre a Função Educativa dos Museus de 1958, pontuou-se a necessidade de promoção de mudanças nas formas tradicionais de exposição, citando casos de exposição ecológica que levava em consideração o contexto de coleta do objeto e exposição polivalente que adequava a mensagem para um nível médio de visitantes com recursos audiovisuais e didáticos. Esse apontamento pode ser considerado como preâmbulo do desenvolvimento de propostas sensoriais nos museus. [...] Nos modelos de museus propostos pela nova museologia entre os anos 1960 e 1980 (ecomuseus, museus comunitários e museus de território), a comunicação sensorial em sentido amplo era proporcionada pela natureza dos espaços de cultura abertos e integrados ao território, com seus temas ligados aos hábitos, cultura e manifestações populares de comunidades apartadas dos grandes centros urbanos e sociais.”

SARRAF, Viviane Panelli. A comunicação dos sentidos nos espaços culturais brasileiros: estratégias de mediações e acessibilidade para as pessoas com suas diferenças. 2013. P.45. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) PUC-SP, São Paulo, 2013.

Em 1992, no campo dos museus, em um Encontro Regional do ICOM da América Latina, no âmbito do Seminário "A Missão dos Museus na América Latina Hoje: Novos Desafios", a comunicação foi considerada um elemento chave para o desenvolvimento de estratégias de acessibilidade para os diferentes públicos dos museus e espaços culturais, buscando mudança no discurso da museologia tradicional, com o objetivo de promover maior participação. O referido encontro gerou a seguinte declaração: 
Alternativas
Q3301875 Museologia
“As exposições constituem um instrumento-chave para permitir o acesso público aos acervos de museus. Podem ser inovadoras, inspiradoras e conduzir o visitante à reflexão, proporcionando ótimos momentos de prazer e aprendizagem. No entanto, é necessário um cuidadoso planejamento, incluindo a questão dos custos envolvidos, para que a exposição seja um sucesso.”

Museums and Galleries Commission. Planejamento de Exposições / Museums and Galleries Commission; tradução de Maria Luiza Pacheco Fernandes. – São Paulo: EDUSP; São Paulo; Vitae, 2001. p.19. Adaptado.

As exposições podem apresentar dinâmica diferentes. Dentre as alternativas, não são consideradas exposições digitais:
Alternativas
Q3301873 Museologia

Texto para s questão 


"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "


ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Fazendo pontes entre as ações realizadas em museus e o Museu Paulista, no que diz respeito à curadoria, para o autor Ulpiano Bezerra de Meneses, seria um “ciclo completo de atividades relativas ao acervo, compreendendo a execução e/ou orientação científica das seguintes tarefas: formação e desenvolvimento de coleções, conservação física das coleções, o que implica soluções pertinentes de armazenamento e eventuais medidas de manutenção e restauração; estudo científico e documentação; comunicação e informação, que deve abranger de forma mais aberta possível, todos os tipos de acesso, apresentação e circulação do patrimônio constituído e dos conhecimentos produzidos, para fins científicos, de formação profissional ou de caráter educacional genérico e cultural “. (MENESES, Ulpiano Bezerra. USP, 1986)

Nesse sentido, é correto afirmar:
Alternativas
Q3301872 Museologia

Texto para s questão 


"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "


ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

No que diz respeito ao vocábulo museografia, é correto afirmar:
Alternativas
Q3301871 Museologia

Texto para s questão 


"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "


ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Para Cury, a “comunicação – e consequentemente a exposição – como parte essencial do processo de musealização deve ser construída a partir de experimentações museográficas, sistematicamente avaliadas e o resultado aplicado na dinâmica processual que consiste a musealização, aqui entendida como ação permanente e contínua que ocorre em um museu”.
CURY, Marília Xavier. Exposição: concepção, montagem e avaliação. São Paulo: Annablume, 2005. p. 28.

Nesse sentido, essas experimentações museográficas
Alternativas
Q3301870 Museologia

Texto para s questão 


"O termo expografia foi inicialmente utilizado na França, a partir da década de 1990, tendo na figura de André Desvallées um grande defensor e difusor. A expografia ocupa-se, assim, da estruturação de uma linguagem complexa, plurissensorial, de grande intensidade de comunicação e grande capacidade de rearticulação de conhecimentos prévios, que opera com os objetos tomados como vocábulos e por meio de uma sintaxe abrangente que inclui o confronto, a taxionomia, a cronologia e a contextualização em suas mais diversas articulações. A expressão eficaz para a tradução do programa científico de uma exposição. "


ARAÚJO, Marcelo. “Comunicação Museológica: desafios e perspectivas”. Anais Seminários de Capacitação Museológica. Belo Horizonte: Instituto Cultural Flávio Gutierrez, 2004. p.310.

Segundo a pesquisadora Marília Xavier Cury, a museografia engloba o conjunto de ações práticas em um museu. Considere os seguintes itens:

I. Planejamento;
II. Documentação;
III. Conservação;
IV. Exposição.

Fazem parte desse conjunto de ações práticas os itens: 
Alternativas
Q3301869 Museologia
Na linha do tempo publicada pelo Jornal da USP, no ano de 2022, é possível conhecer a história do Museu Paulista da USP. Sobre a instituição:
“mais conhecida como Museu do Ipiranga, abriga cerca de 450 mil unidades, entre objetos, iconografia e documentação textual que vão do século 17 ao 20. Itens significativos para a compreensão da sociedade brasileira, especialmente no que se refere à história paulista. A fundação remete ao ano de 1822 quando o Brasil declarou independência, separando-se politicamente de Portugal. Naquele ano, o então príncipe regente D. Pedro I declarou a soberania do território nas margens do rio Ipiranga, em São Paulo. Entre 1824 e 1825 os governos locais encaminharam medidas para a demarcação do local onde ocorreu a declaração e construção de um monumento que lembrasse a data histórica.”

SANTANA, Crisley. Linha do tempo resume trajetória do Museu Paulista da USP. Jornal USP, São Paulo, 2022, CICLO22: Universidade de São Paulo, 2 set. 2022. Adaptado.

A partir desse breve histórico, conhecemos um pouco do histórico o Museu Paulista, enquanto órgão da Universidade de São Paulo desde 1963. Na atualidade, a instituição museal universitária desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão. Segundo o Plano diretor, publicado em 1990, existem três linhas de pesquisas no museu. São elas:
Alternativas
Q3270773 Museologia
Acerca das competências inerentes à atividade de Produtor cultural, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__) Gestão de equipamentos culturais.
(__) Divulgação e promoção de eventos culturais.
(__) Preservação da memória cultural.

A sequência correta é
Alternativas
Q3241646 Museologia

Sobre o Decreto nº 3.551/2000 — Institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial que constituem patrimônio cultural brasileiro, cria o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial e dá outras providências, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.


(1) Livro de Registro dos Saberes.

(2) Livro de Registro das Celebrações.

(3) Livro de Registro das Formas de Expressão.


( ) Onde serão inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social.

( ) Onde serão inscritas manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas.

( ) Onde serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades.

Alternativas
Q3241644 Museologia

Considerando-se a Portaria nº 200/2016 — Regulamentação do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), são linhas de atuação do PNPI:


I. Reconhecimento e valorização.

II. Sustentabilidade.

III. Promoção e difusão.

IV. Criação de novos bens culturais imateriais.


Está CORRETO o que se afirma: 

Alternativas
Q3241643 Museologia

Com base na Portaria nº 200/2016 — Regulamentação do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI), sobre algumas de suas definições, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente. 


(1) Salvaguarda.

(2) Referência Cultural.

(3) Detentores.


( ) As medidas que visam garantir a viabilidade do patrimônio cultural imaterial, tais como a identificação, a documentação, a investigação, a preservação, a proteção, a promoção, a valorização, a transmissão – essencialmente por meio da educação formal e não formal - e revitalização deste patrimônio em seus diversos aspectos.

( ) São os sentidos e valores, de importância diferenciada, atribuídos aos diversos domínios e práticas da vida social (festas, saberes, modos de fazer, lugares e formas de expressão, etc.) e que, por isso mesmo, se constituem em marcos de identidade e memória para determinado grupo social.

( ) Denominação dada às comunidades, grupos, segmentos e coletividades que possuem relação direta com a dinâmica da produção, reprodução de determinado bem cultural imaterial e/ou seus bens culturais associados, e para os quais o bem possui valor referencial, é parte constituinte da sua memória e identidade. 

Alternativas
Q3230210 Museologia

Julgue o item subsequente, considerando que a difusão e a popularização da ciência têm importância estratégica e fundamental para os povos de todo o mundo.


O físico Frank Oppenheimer contribuiu para um processo de reflexão crítica e para uma mudança na maneira como as exposições dos museus de ciência são organizadas, o que resultou em um olhar integrado de métodos pedagógicos e de comunicação e provocou transformações em todo o mundo. 

Alternativas
Q3230209 Museologia

Julgue o item subsequente, considerando que a difusão e a popularização da ciência têm importância estratégica e fundamental para os povos de todo o mundo. 


Os museus de ciência desempenham um papel de destaque na estratégia de popularização da área, pois propiciam o acesso e a sensibilização da sociedade para questões científicas.

Alternativas
Q3230208 Museologia

Julgue o item subsequente, considerando que a difusão e a popularização da ciência têm importância estratégica e fundamental para os povos de todo o mundo. 


Entre os anos 30 e 60 do século XX, no Brasil, o Instituto Nacional do Cinema Educativo (INCE) produziu mais de uma centena de curtas-metragens voltados para a educação em ciências, tendo alguns cientistas, como o biofísico Carlos Chagas Filho, chegado a participar de produções do cinema brasileiro que tinham ênfase no nacionalismo e no didatismo. 

Alternativas
Q3221653 Museologia
A perspectiva de Milton Santos sobre o espaço como uma construção social oferece contribuições importantes para a museologia contemporânea. Ele abordou o conceito de território como espaço vívido e dotado de significados culturais. Como essa visão pode ser aplicada à prática museológica no Brasil?
Alternativas
Q3221652 Museologia
Os museus desempenham um papel importante na preservação e na valorização da memória da comunidade negra no Brasil. Em relação ao tratamento da escravidão e da cultura afro-brasileira nos museus, qual prática é considerada alinhada aos princípios éticos e inclusivos da museologia contemporânea? 
Alternativas
Q3221651 Museologia
A relação entre museus e sociedades indígenas tem sido objeto de debates no Brasil, especialmente em torno da representatividade e do protagonismo. Em relação às práticas museológicas no Brasil voltadas para as culturas indígenas, qual dos princípios abaixo está alinhado à Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (2007)?
Alternativas
Q3221650 Museologia
O conceito de território em museologia abrange não apenas os aspectos físicos, mas também simbólicos. Qual das seguintes ações de um museu reflete essa perspectiva?
Alternativas
Q3221649 Museologia
A Nova Museologia, surgida nas décadas de 1970 e 1980, com base na Carta de Santiago, de 1972 e trouxe mudanças significativas para a prática museológica contemporânea. Qual das características abaixo NÃO é associada à teoria museológica defendida pela Nova Museologia?
Alternativas
Q3221648 Museologia
A Museologia, enquanto o estudo da finalidade e organização dos museus, e popularmente interpretada como sendo a ciência dos museus possui o holandês Peter Van Mensch como um de seus grandes teóricos.
Leia o trecho abaixo, escrito por Mensch:

[...] a museologia é um ramo do conhecimento que diz respeito aos objetivos e à organização de museus. Em 1972, o ICOM elaborou uma definição mais detalhada, na qual conceituava a museologia como o estudo da história e trajetória dos museus, seu papel na sociedade, seus métodos específicos de pesquisa, conservação, educação e organização, seu relacionamento com o ambiente físico e a classificação dos diferentes tipos de museus (MENSCH, 1994, p. 4).

Após o que foi mencionado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
321: C
322: B
323: B
324: E
325: C
326: E
327: A
328: C
329: C
330: C
331: B
332: C
333: C
334: C
335: D
336: B
337: A
338: A
339: C
340: C