Questões de Concurso
Sobre coleta, aquisição e formação de coleções em museologia
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Museus tem várias formas de aquisição de acervo e é necessário conhecê-las para adequar sua documentação de entrada e prevê-las em sua Política de Aquisição e Descarte. Dentre as principais formas de aquisição, estão:
I- PRODUÇÃO INTERNA: retirada de um bem do seu lugar de origem ou descoberta, com a finalidade de estudo e preservação, a qual inclui a coleta de material biológico, botânico, arqueológico, entre outros.
II- DOAÇÃO: contrato em que uma pessoa física ou jurídica, por liberalidade, transfere a posse e a propriedade de bens para o museu.
III- TRANSFERÊNCIA: empréstimo, de caráter precário e por tempo determinado, de bens culturais de instituições públicas ou de instituições privadas (ou indivíduos), para pessoas jurídicas de direito público ou privado sem fins lucrativos.
IV- PERMUTA: ato de troca permanente de um bem, com transferência de posse e propriedade entre instituições da sua mesma esfera, de um bem por outro, sem ônus para as partes envolvidas.
V- COMPRA: ato ou contrato pelo qual o museu adquire de pessoa física ou jurídica a propriedade e a posse de um bem, mediante o pagamento do preço convencionado ou prefixado, com dinheiro ou valor equivalente, à vista ou a prazo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Para a organização de coleções museológicas no acervo de uma instituição é necessário levar em consideração certos aspectos. Nesse contexto, analise os aspectos apresentados abaixo e, em seguida, assinale a alternativa correta.
I. Deve haver uma quantidade mínima de objetos.
II. O objeto, ao ser incorporado na coleção, deve ter coerência com o conjunto já constituído.
III. O objeto a ser incorporado deve estar alinhado à missão do museu.
IV. Deve-se considerar o agrupamento com materiais diversos.
V. Deve-se levar em conta o domínio/a compreensão da área tipológica do museu.
SPECTRUM, 2014: p.40.
Com base no texto, assinale a alternativa que contém ações pertinentes que devam fazer parte do procedimento de documentar e gerenciar as aquisições de objetos.
I. Os museus devem adquirir apenas objetos com procedência comprovada, mesmo quando são doados.
II. O descarte de acervos só pode ser realizado quando o objeto for totalmente destruído, seja por incêndios ou vandalismo.
III. Deve constar da Política de Aquisição e Descarte a previsão de um conselho consultivo com a missão de avaliar as aquisições e descartes propostas pelo museu.
Assinale
I. Nenhum objeto ou espécime deve ser adquirido por compra, doação, empréstimo, legado ou permuta, sem que o museu comprove a validade do título de propriedade a ele relativo.
II. Antes da aquisição de um objeto ou de um espécime oferecido para compra, em doação, em empréstimo, em legado ou em permuta, todos os esforços devem ser feitos para assegurar que o exemplar não tenha sido adquirido ilegalmente em seu país de origem ou dele exportado ilicitamente.
III. Um museu não deve adquirir um objeto quando existirem indícios de que sua obtenção envolveu dano ou destruição não autorizada, não científica ou intencional de monumentos, sítios arqueológicos, geológicos, espécimes ou ambientes naturais.
Assinale

(Disponível em: https://tokdehistoria.com.br/tag/documentos-antigos/. Acesso em: julho de 2024.)
O amigo Urano Andrade, de Salvador, Bahia, publicou uma interessante história ocorrida em junho de 1761, na bela cidade baiana de Ilhéus, onde dois homens negros foram presos como “feiticeiros”, resistiram à prisão e, na sequência do processo, houve algo bem diferenciado. Além das informações contidas no texto, é interessante ver a forma como estes documentos oficiais eram elaborados há 255 anos, os termos utilizados na época e as preocupações dos membros da justiça. Vale frisar que os documentos produzidos em terras potiguares no período setecentista não diferem em nada da forma aqui apresentada.
(Disponível em: https://tokdehistoria.com.br/tag/documentos-antigos/. Acesso em: julho de 2024. Adaptado.)
O documento apresentado anteriormente é parte do acervo do Arquivo Público do Estado da Bahia, da seção colonial, maço: 201. No caso específico dos museus, para se tornar parte do acervo, o objeto ou documento, entre outras ações
O tombamento e a atribuição de um número de inventário encerram os procedimentos que formalizam a inclusão de um objeto no acervo permanente.
O tombamento é um dos primeiros passos imediatos a serem tomados ao receber um objeto para doação.
Caso esse objeto se caracterize como restos humanos e(ou) na categoria de objetos sagrados, ele poderá ser exposto, desde que respeite as normas profissionais e considere os interesses e as crenças das comunidades e dos grupos religiosos ou étnicos de origem, com cuidado e respeito à dignidade humana.