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Questões de Concurso Comentadas sobre meteorologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 919 questões

Q3880115 Meteorologia
A inclinação do eixo terrestre e os raios solares incidentes fazem com que o planeta apresente faixas de diferentes temperaturas, chamadas de zonas térmicas.

A região mais quente da Terra é a: 
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Q3877874 Meteorologia
A camada onde ocorrem os fenômenos meteorológicos e onde há condições normais de respiração é: 
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Q3866382 Meteorologia
As mudanças ambientais globais têm reflexos diretos nas escalas locais. Para um município do interior de Goiás, um dos impactos locais previsíveis associados ao fenômeno do aquecimento global é
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Q3866374 Meteorologia
A dinâmica climática é um elemento crucial dos sistemas naturais com profunda influência no planejamento municipal. No contexto do Cerrado goiano, a definição de um período bem delimitado de seca e outro de chuva caracteriza o clima como
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852775 Meteorologia
A formação do ozônio troposférico (O3), componente principal do smog fotoquímico, é um desafio complexo que envolve modelagem numérica, Climatologia, Meteorologia, qualidade do ar, saúde pública, dentre outros. Diferente dos efluentes de uma usina nuclear (regidos por normas como a CNEN NN 1.22), que envolveriam a difusão de radionuclídeos, o O3 é um poluente secundário formado por reações fotoquímicas, envolvendo precursores como NOx e compostos voláteis (COVs). De acordo com o contexto sobre fatores que afetam a concentração de ozônio na baixa atmosfera, e o papel da camada de mistura em relação a dispersão desses poluentes, analise os itens a seguir:

I. A formação de O3 troposférico é favorecida em dia de forte insolação e ventos calmos, pois a radiação solar fornece energia para as reações fotoquímicas e a ausência de ventos reduz a dispersão e difusão dos poluentes, permitindo seu acúmulo.
II. À noite, a camada de mistura dá lugar a camada limite estável, onde apesar de ter uma altura mais baixa, apresenta escoamento intermitente, desafiador para os esquemas de parametrização da turbulência. Principalmente em condições de inversão térmica, o volume de ar disponível pode concentrar poluentes primários perto do solo, mesmo que haja formação de jato noturno de baixos níveis, mas inibe a formação de ozônio que requer luz solar.
III. O ozônio na troposfera é benéfico, pois contribui para a proteção contra a radiação UV, e não interfere no efeito estufa, o que ajuda a mitigar o aquecimento global.
IV. Existem resoluções que estabelecem padrões de qualidade do ar para o ozônio e que, quando ultrapassados, indicam a necessidade de ações de controle de emissões, mesmo em situações de forte mistura dentro da Camada Limite Urbana. Entre essas emissões destacam-se as provenientes de tráfego de veículos, importantes fontes móveis de COVs e NOx que podem ser reduzidas por medidas com o rodízio de automóveis nas grandes cidades.

Está correto o que se afirma em
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852774 Meteorologia
Um meteorologista visionário, vinculado ao setor de pesquisa de um complexo industrial, reflete sobre um cenário climático crítico, no qual a temperatura média global ultrapassa permanentemente 2,0 °C acima dos níveis pré-industriais, limiar associado à transgressão de tipping points. Neste cenário projeta-se mudanças significativas nos padrões da Circulação Geral da Atmosfera (CGA), aumento na frequência e persistência de ondas de calor urbanas, intensificação de eventos atmosféricos extremos (ciclones, tempestades severas, tornados), dentre outros. A Camada Limite Urbana (CLU), especificamente, tornar-se-ia mais instável durante o dia (maior turbulência), e as inversões térmicas noturnas tornarse-iam mais intensas e duradouras, agravando a retenção de poluentes. Paralelamente, discutem-se a substituição de termelétricas fósseis por matrizes nucleares, eólicas e solares para descarbonização.

Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é de que
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852772 Meteorologia
Nos estudos de poluição atmosférica, energia eólica e aplicações de engenharia, modelos de mesoescala baseados na física do escoamento newtoniano, tais como: ARPS, RAMS, MM5 e WRF vêm sendo adaptados para escalas mais resolutas, incorporando o tensor de difusividade turbulenta adequado e abordagens híbridas RANS–LES, em função da chamada “Terra Incógnita”. Esse termo descreve o intervalo de transição em que a escala de comprimento característico de energia e fluxo turbulento (l), contido nas parametrizações da turbulência incorporados aos modelos, torna-se da mesma ordem de grandeza da escala espacial vertical do modelo (Δz). Enquanto na modelagem RANS tem-se tipicamente l ≪ Δz e em LES l ≫ Δz, na zona intermediária (l ≈ Δz), ou seja, na “Terra Incognita”, os modelos de subescala (SFS – subfilter-scale), concebidos para regimes bem separados, perdem validade. Com base nesse contexto, analise os itens a seguir:
I. O método DNS (Direct Numerical Simulation) resolve todas as escalas de movimento descritas pelas equações de Navier– Stokes, sem necessidade de modelos de fechamento. Seu custo computacional é extremamente elevado, tornando-o impraticável para escoamentos geofísicos em domínios numéricos globais.
II. No método RANS (Reynolds Averaged Navier–Stokes equations), a modelagem enfrenta o problema de fechamento dos fluxos turbulentos, exigindo o uso de esquemas semiempíricos, como os modelos de viscosidade turbulenta e de camada de mistura, além do modelo de ordem 1,5-TKE.
III. Em LES (Large-Eddy Simulation), as equações de Navier–Stokes são filtradas para descrever apenas as grandes estruturas turbulentas, através do tensor de Leonard, enquanto as escalas subgrade são modeladas. Essa técnica baseia-se na teoria de similaridade de Kolmogorov. E

stá correto o que se afirma em
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852771 Meteorologia
Uma pluma de poluentes, misturada ao ar úmido, é forçada a subir por uma encosta montanhosa devido à direção do escoamento, à geometria da topografia e à conservação de massa. Ao atingir o topo, a 3000 m de altitude, a temperatura local é de 0 °C. Em seguida, a pluma desce a sotavento, onde o ar se aquece e se torna seco em razão do efeito föhn.

Assinale a opção que apresenta o valor aproximado da temperatura da pluma quando ela atinge a superfície, ao nível médio do mar.
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852770 Meteorologia
De acordo com a Norma CNEN-NN-3.01 – Requisitos Básicos de Radioproteção e Segurança Radiológica de Fontes de Radiação, incluindo situações em que condições meteorológicas podem influenciar na segurança radiológica, e considerando seus desdobramentos práticos em situações de exposição de emergência, é incorreto afirmar que
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852767 Meteorologia
A instrutora de um curso de capacitação promovido por uma indústria foi questionada por um dos alunos, funcionário do setor ambiental, sobre o comportamento da pluma de um poluente emitido por uma chaminé. Considerando uma atmosfera neutra e seca, ela fez uma analogia comparando a pluma a um balão de ar quente mantido estacionário a certa altura na atmosfera. Solicitou, então, que os funcionários imaginassem duas colunas de ar: uma do lado de fora e outra dentro do balão, sendo a coluna interna ligeiramente mais alta a externa. A instrutora destacou que, apesar da diferença de altura, a pressão é a mesma no topo das duas colunas.

Assim, é correto afirmar que
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852761 Meteorologia
Uma indústria química na periferia de São Paulo - SP enfrenta um aumento inesperado na demanda por um produto, exigindo uma produção contínua de alta intensidade nas próximas 24 horas. Para atender à demanda e maximizar o lucro, a produção deve operar com a capacidade máxima, o que resultará em uma emissão significativa de poluentes pela chaminé. A diretoria da empresa, preocupada com a imagem e com possíveis multas ambientais, solicitou a um meteorologista que avalie se as condições atmosféricas serão favoráveis à dispersão desses poluentes. Para a análise e devido a um apagão de dados, o meteorologista utilizou apenas dados de vento real em dois níveis atmosféricos distintos, fora da Camada Limite Atmosférica, onde o vento geostrófico é uma boa aproximação. Em 850 mb o vento sopra de sudoeste (SW), com velocidade moderada e em 200 mb o vento sopra de oeste (W), com velocidade maior que a do nível inferior. 

Assinale a opção que representa a conclusão mais precisa do meteorologista sobre as condições para a emissão de poluentes pela chaminé.
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852759 Meteorologia
Uma brigada de incêndio florestal opera na região da Costa Verde, em Angra dos Reis, uma área de Mata Atlântica próxima às instalações nucleares que exigem monitoramento rigoroso. Para avaliar as condições meteorológicas locais e prever o comportamento do fogo, os brigadistas utilizam um psicrômetro ventilado portátil (psicrômetro de manivela), composto por dois termômetros (bulbo seco e bulbo molhado) montados lado a lado em uma base de metal que é girada manualmente.

Com base nesse cenário e em conhecimentos técnicos sobre Meteorologia, combate a incêndios e legislação nuclear, é incorreto afirmar que
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852756 Meteorologia
Ventos verticais subsidentes de 216 km/h (60 m/s) sopram com a força de um furacão em direção à entrada superior de um bunker vertical subterrâneo de um complexo industrial, onde funcionários se abrigam de desastres, inclusive os ambientais. O bunker possui 5 m de altura e o fundo é impermeável. A densidade inicial do ar no interior do bunker é 1 kg m-3 .

Considerando a equação de conservação de massa escrita em termos da divergência do campo de velocidade, sob as assunções do contínuo aplicadas a um domínio discretizado, fluxo predominantemente vertical, escoamento 1-D, e desprezando trocas laterais e compressibilidade, além da implicada pela continuidade, assinale a alternativa que representa a taxa local de aumento da densidade do ar no bunker calculada pelo meteorologista que atua no complexo industrial.
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852755 Meteorologia
A Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC) estabelece metodologias distintas para a avaliação da dispersão atmosférica em usinas nucleares, formalizadas em guias (Regulatory Guides – RG - 1.111 e 1.145). Estes guias orientam o cálculo dos fatores de concentração relativa (X/Q) essenciais para estimar doses radiológicas e convencionais em receptores sensíveis. Como exemplo de metodologias computacionais adotadas podemos citar o modelo AERMOD, utilizado para efluentes atmosféricos convencionais e que ajudou na tomada de decisões para construção da usina de Angra III.

Assinale a opção que descreve corretamente a principal distinção e aplicação dessas duas metodologias da NRC e como elas se relacionam com o cálculo do X/Q.
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852754 Meteorologia
Um meteorologista de uma empresa foi solicitado a estimar a intensidade do vento no nível da chaminé de uma fábrica, pois uma operação de emissão de poluentes estava prestes a ocorrer. Ao consultar os dados da torre meteorológica próxima, percebeu que o sistema estava fora do ar. Sem alternativa, decidiu testar um protótipo em desenvolvimento: um anemômetro embarcado em um drone. O drone foi lançado e seguiu em direção ao norte com velocidade de 50 m/s. No nível de voo, a intensidade do vento aumenta em direção ao norte à razão de 0,03 m/s por quilômetro. A bordo do drone, a intensidade do vento cresce à taxa de 36 m/s por hora. Com base nesses dados, o meteorologista calculou a tendência local da intensidade do vento, ou seja, a variação temporal da intensidade medida por um observador quase-estacionário próximo ao drone, no instante em que ele se aproximava da saída da chaminé.

Sabendo que a condição inicial de vento era nula e considerando um intervalo de 10 min, a velocidade estimada pelo meteorologista foi de
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852748 Meteorologia
Com o objetivo de aprimorar o desenvolvimento de modelos atmosféricos para a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), um meteorologista decidiu analisar o comportamento de modelos simplistas, especificamente o que assume uma atmosfera homogênea (densidade não varia com a altura). Ele determinou que a combinação da equação hidrostática e da equação de estado, comumente utilizada em Meteorologia, resulta em uma atmosfera de altura finita que é função apenas da temperatura da superfície. Para este modelo atmosférico, ele calculou a taxa de variação da temperatura com relação à altura (gradiente térmico vertical) usando constantes típicas, como a gravidade média global (g = 9,81 ms-2 ) e a constante específica do ar seco (Rd = 287 J K-1 Kg-1 ). (Rd = 287 J K-1 Kg-1 ).

O valor obtido, expresso em °C/(100 m), permitiu classificar a estabilidade atmosférica de acordo com a classe de Pasquill contida na norma CNEN NN 1.22, que foi
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Ano: 2026 Banca: FGV Órgão: AMAZUL Prova: FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista |
Q3852747 Meteorologia
Preocupado com a confiabilidade de um anemômetro digital que seria usado em uma torre micrometeorológica, um meteorologista recorreu ao Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro, laboratório acreditado pela ISO/IEC 17025, para realizar sua calibração. O instrumento foi calibrado em túnel de vento, com velocidade nominal de 10 m/s. Durante o procedimento, foram realizadas medições nos sentidos ascendente e descendente para avaliar o erro de histerese: leitura ascendente (subindo): 10,15 m/s; leitura descendente (descendo): 9,90 m/s; e valor de referência: 10,00 m/s.

Assinale a opção que apresenta o valor do erro de histerese no ponto de 10 m/s e a ação obrigatória que é exigida pela norma ISO 17025 em relação a esse valor.
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Q3850145 Meteorologia
O Sistema Cantareira é o principal responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo e, no verão quente e seco de 2013/2014, sofreu com uma crise hídrica, que repercutiu mundialmente. A seca foi associada a um fenômeno causado por um sistema de alta pressão, caracterizado pela presença do ar mais seco e estável, inibindo a formação das pancadas. Além disso, o fenômeno impede a entrada de frentes frias, causa elevação de temperatura e diminuição da umidade do ar.

Trata-se do fenômeno nomeado de
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Q3839508 Meteorologia
Caridade insere-se em área de clima quente e seco, com presença de caatinga e influência do Maciço de Baturité em parte do território. Qual alternativa expressa uma relação CORRETA entre esses elementos naturais?
Alternativas
Respostas
101: C
102: A
103: D
104: C
105: A
106: B
107: D
108: E
109: C
110: A
111: B
112: E
113: E
114: D
115: E
116: A
117: C
118: A
119: E
120: B