Questões de Concurso Sobre o meio ambiente em meio ambiente

Foram encontradas 3.605 questões

Q3804133 Meio Ambiente
No manejo da arborização urbana, diferentes tipos de poda são utilizados conforme a finalidade e a fase de desenvolvimento da árvore. Considerando essas práticas, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3802058 Meio Ambiente
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Conexão perigosa: como as bactérias devoradoras de carne são impulsionadas pela mudança do clima


Nas últimas três décadas, as temperaturas da superfície do mar aumentaram drasticamente e, em 2024, a temperatura média global da superfície do mar foi a mais alta já registrada, um aumento relacionado aos gases de Efeito Estufa na atmosfera.

"Há uma relação direta entre o aumento da temperatura da superfície do mar e o aumento dos casos", diz Semenza. 

Ele está particularmente preocupado com as bactérias Vibrio que vivem em águas salobras, onde as temperaturas quentes, a salinidade moderada e os nutrientes na água ajudam as bactérias a se replicarem com particular rapidez. As águas salobras também são o habitat ideal para mariscos como ostras, que podem ser infectados com as bactérias e são frequentemente responsáveis por infecções em humanos.

Embora as bactérias estejam sempre presentes, uma maior densidade de Vibrio na água torna a infecção mais provável. Suas temperaturas ideais variam entre 20°C e 35°C e, à medida que as temperaturas do verão se estendem até o outono, a bactéria é capaz de se desenvolver por mais tempo.

Um relatório publicado em maio do ano passado pelo grupo de pesquisa Climate Central descobriu que, em média, as cidades ao redor do mundo tiveram um mês adicional de dias extremamente quentes.

Além de criar condições ideais para a multiplicação das bactérias, Semenza teme que mais dias quentes também levem as pessoas a passar mais tempo na água. Temperaturas elevadas prolongadas também podem reduzir os cursos d'água, aumentando a densidade de bactérias na água que permanece, diz Semenza.

Várias espécies mais comuns de bactérias Vibrio, como Vibrio parahaemolyticus e Vibrio alginolyticus, também estão sendo detectadas com mais frequência, causando sintomas que variam de problemas gastrointestinais a febre e uma infecção cutânea chamada celulite (doença bacteriana comum que afeta as camadas mais profundas da pele e o tecido abaixo dela).

Embora as bactérias Vibrio sejam comuns em águas salobras ao longo da costa, a água doce também pode abrigar micróbios assustadores. E mesmo sendo extremamente rara, a exposição à ameba Naegleria fowleri, por exemplo, é quase sempre fatal, sendo a responsável por dez casos por ano nos Estados Unidos.

Uma vez que entra nas vias nasais, a N. fowleri viaja através do nervo olfativo até o cérebro, onde começa a danificar o tecido. A ameba é extremamente mortal porque não é bacteriana, portanto os médicos não podem tratá-la com antibióticos.

Os casos dessa ameba fatal aumentaram 1,6% ao ano desde 1965 em todo o mundo. O registro mais recente nos em solo estadunidense ocorreu durante o último feriado de 4 de julho na Carolina do Sul, quando um menino de 12 anos morreu após pular no Lago Murray, um reservatório no centro do estado, e ter água infectada entrando em seu nariz.


https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2025/10/cone xao-perigosa-como-as-bacterias-devoradoras-de-carne-sao-impulsiona das-pela-mudanca-do-clima
O texto aborda a elevação da temperatura dos oceanos e suas consequências. Essa informação inicial funciona como ponto de partida para uma discussão mais ampla que envolve:
Alternativas
Q4113268 Meio Ambiente
A produção de energia influencia o meio ambiente e o desenvolvimento do país. No Brasil, boa parte da eletricidade vem de fontes renováveis, como água, vento e sol. Isso favorece práticas sustentáveis e reduz impactos ambientais. Qual característica marca a matriz elétrica brasileira?
Alternativas
Q4113114 Meio Ambiente
Leia o trecho descritivo a seguir sobre o município de Bom Sucesso (MG).

“Uma das atrações turísticas do município é o lago formado pela Usina Hidrelétrica do Funil, tornando o Distrito de Macaia um dos locais mais visitados no município.”
Disponível em: https://camarabomsucesso.mg.gov.br/ nossa-cidade.html. Acesso em: 10 ago. 2025.

As usinas hidrelétricas representam a principal fonte de geração de energia elétrica no Brasil, mas suas instalações provocam consequências no território.
Sobre possíveis impactos socioambientais dessa atividade, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4112958 Meio Ambiente
Em um combate a incêndio florestal em terreno inclinado, as condições climáticas e topográficas influenciam diretamente a velocidade de propagação do fogo. Considerando a 'Teoria do Triângulo do Fogo' aplicada a incêndios florestais e as técnicas de combate, assinale a alternativa correta sobre o comportamento do fogo e a estratégia adequada.
Alternativas
Q4107434 Meio Ambiente

Leia o texto a seguir.


Vale inaugura mina sem barragem de rejeitos em Ouro Preto


A mina Capanema, que ficou parada por 22 anos e está funcionando desde dezembro do ano passado, foi reinaugurada oficialmente na manhã desta quinta‑feira (4) em Ouro Preto, na Região Central de Minas Gerais. De acordo com a mineradora, a retomada acontece na perspectiva de processos produtivos mais seguros, inovadores e sustentáveis. (...) A mina vai produzir aproximadamente 15 milhões de toneladas por ano sem o uso de água no processamento do mineral e sem gerar rejeito, eliminando a necessidade de barragem.


Disponível em: https://www.itatiaia.com.br/cidades/vale-inaugura-mina-sem-barragem-de-rejeitos-em-ouro-preto-mg. Acesso em: 5 set. 2025.


Considerando o histórico da mineração como importante atividade econômica em Minas Gerais, por que essa notícia é relevante do ponto de vista socioambiental?

Alternativas
Q4090069 Meio Ambiente
TEXTO

CORRIDA DO OURO NA AMAZÔNIA FAZ DISPARAR TRÁFICO DE MERCÚRIO


    De abril de 2019 a junho de 2025, foram traficadas aproximadamente 200 toneladas de mercúrio na América Latina, segundo a ONG internacional Agência de Investigação Ambiental (EIA). Trata-se do maior fluxo de mercúrio ilegal já reportado a nível mundial, suficiente para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro.

    O dado consta do relatório “Traffickers Leave No Stone Unturned” (“Traficantes não deixam pedra sobre pedra”, em tradução livre), que denuncia a produção de mercúrio em minas dentro da área protegida de Sierra Gorda, no estado mexicano de Querétaro. Reconhecido como reserva da biosfera pela Unesco, o local é associado pela ONG ao tráfico de ouro e ao crime organizado no México e na Colômbia.

    “O México é um dos poucos lugares no mundo que continua produzindo mercúrio. Desde as minas começamos a seguir a cadeia de produção, o transporte, o tráfico do México à Bolívia, Colômbia e Peru, o uso nesses países”, explica Julia Urrunaga, diretora da EIA no Peru.

    Os dados compilados pela ONG apontam que algumas das minas são controladas pelo cartel Jalisco Nueva Generación, e que o mercúrio extraído do México abastece garimpos de ouro controlados por cartéis na Bolívia, Colômbia e Peru. A mercadoria escoa em pequenas remessas, por rotas que chegam a incluir até mesmo os Estados Unidos; na Colômbia, parte importante dessas rotas é controlada pelos cartéis de droga.

    “Nossa investigação comprova que a cada ano toneladas de mercúrio são extraídas do México e logo traficadas para fora do país, para serem utilizadas no garimpo artesanal em toda a Amazônia”, afirma Urrunaga. “Levamos cerca de quatro anos para poder revelar o modus operandi de uma das redes transnacionais criminais que operam nesse setor.”

     Em junho de 2025, autoridades aduaneiras no Peru apreenderam aproximadamente 4 toneladas de mercúrio mexicano – a maior quantidade de que se tem notícia em um país amazônico. “O tráfico de mercúrio está associado a atores ilegais sobre os quais os países não têm o controle que deveriam ter. Esse tráfico tem muito a ver com a mineração ilegal na Bolívia, na Colômbia e no Peru, e que é abastecido ilegalmente com mercúrio”, explica Jimena Nieto, professora de tratados ambientais e ex-negociadora do governo colombiano.

    Segundo o relatório da EIA, desde maio há uma “febre do mercúrio” na região, com o insumo sendo vendido pelos traficantes a um valor recorde de 330 dólares por quilo (cerca de R$ 1,8 mil) devido ao aumento do preço do ouro. “Em média, no contexto amazônico, estima-se que sejam necessárias entre 1,5 e 2,5 gramas de mercúrio para a produção de um grama de ouro”, explica Urrunaga.

    Por esse cálculo, segundo ela, as 200 toneladas de mercúrio traficado foram usadas para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro, em valores atuais. O mercúrio é essencial para o garimpo ilegal de ouro na Amazônia, apesar de ser altamente poluente.

    “O mercúrio usado na mineração de ouro penetra nos corpos d’água quando chove – e, uma vez ali, entra facilmente no ecossistema”, afirma a Aliança Amazônica para a Redução dos Impactos de Mineração do Ouro (Aarimo). “Dado que o mercúrio se une às moléculas orgânicas, acumulando-se nos organismos e se biomagnificando (ampliando sua presença) cada vez que sobe na cadeia alimentar, esse poluente está colocando em risco a sobrevivência de centenas de povos únicos.”

    “O comércio ilegal de mercúrio na América Latina é uma prática que se acentuou nos últimos anos, particularmente desde a adoção da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, pois este acordo internacional proíbe ou restringe o comércio entre determinadas fontes e usos de mercúrio, e estabelece rígidos protocolos sobre isso”, pontua Jordi Pon, coordenador regional de contaminação e produtos químicos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na América Latina e no Caribe.

    O tratado internacional citado por Pon visa proteger o meio ambiente e a saúde humana das emissões e liberações do metal tóxico. Em vigor desde agosto de 2016, ele regulamenta o fornecimento, comércio, uso, emissões, liberações e armazenamento de mercúrio, bem como a gestão de resíduos e locais contaminados pelo metal pesado.

    O tratado foi ratificado pelo México em setembro de 2015 e em 2018 pela Colômbia. Ainda assim, a Aarimo afirma que o mercúrio “é traficado por nossas fronteiras sem muitas dificuldades devido aos grandes desafios de segurança territorial que a governança enfrenta, especialmente nas paisagens amazônicas”.

    “A eficácia dessas medidas depende da vontade política dos países e dos recursos que destinam para implementar suas leis nacionais em matéria de uso do mercúrio”, ressalta Nieto. A especialista é também membro do Comitê de Implementação e Cumprimento da Convenção de Minamata para o período de 2022-2025, um dos poucos existentes em tratados ambientais.

    Em março de 2025, o Pnuma lançou uma iniciativa para “acelerar o cumprimento da Convenção de Minamata” mediante “melhor compreensão e controle do comércio de mercúrio na América Latina”. A ação, segundo Pon, visa fortalecer a troca de informações e a cooperação regional entre os países mais afetados pelo comércio e uso do mercúrio.

    Entre as primeiras ações do projeto, que será realizado ao longo de três anos em Bolívia, Colômbia, Equador, Honduras, México e Peru, estão a análise das fontes de suprimento de mercúrio, principalmente no México. Mas para solucionar mesmo o problema, segundo Urrunaga, é preciso erradicar a produção contínua de mercúrio no México. “São necessárias ações urgentes para fechar essas minas e garantir uma transição justa para as comunidades mineiras, que na realidade são as primeiras vítimas desse metal tóxico”, aponta.

    Posição semelhante é adotada pela Aarimo – que, apesar de reconhecer a Convenção de Minamata com “um grande passo para agir globalmente frente às consequências do mercúrio”, reclama que “diante dos grandes impactos à saúde e à biodiversidade, as ações deveriam ser mais contundentes e rápidas, já que, devido aos preços e à crescente demanda por ouro, é mais difícil controlar o aumento do uso do mercúrio”.


Disponível em:<https://www.dw.com/pt-br/tráfico-demercúrio-dispara-em-meio-a-corrida-do-ouro-na-amazônia/a73704134>. Adaptado. Acesso em: 18 de setembro de 2025. 
A Convenção de Minamata, mencionada no texto, tem como principal objetivo:
Alternativas
Q4090068 Meio Ambiente
TEXTO

CORRIDA DO OURO NA AMAZÔNIA FAZ DISPARAR TRÁFICO DE MERCÚRIO


    De abril de 2019 a junho de 2025, foram traficadas aproximadamente 200 toneladas de mercúrio na América Latina, segundo a ONG internacional Agência de Investigação Ambiental (EIA). Trata-se do maior fluxo de mercúrio ilegal já reportado a nível mundial, suficiente para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro.

    O dado consta do relatório “Traffickers Leave No Stone Unturned” (“Traficantes não deixam pedra sobre pedra”, em tradução livre), que denuncia a produção de mercúrio em minas dentro da área protegida de Sierra Gorda, no estado mexicano de Querétaro. Reconhecido como reserva da biosfera pela Unesco, o local é associado pela ONG ao tráfico de ouro e ao crime organizado no México e na Colômbia.

    “O México é um dos poucos lugares no mundo que continua produzindo mercúrio. Desde as minas começamos a seguir a cadeia de produção, o transporte, o tráfico do México à Bolívia, Colômbia e Peru, o uso nesses países”, explica Julia Urrunaga, diretora da EIA no Peru.

    Os dados compilados pela ONG apontam que algumas das minas são controladas pelo cartel Jalisco Nueva Generación, e que o mercúrio extraído do México abastece garimpos de ouro controlados por cartéis na Bolívia, Colômbia e Peru. A mercadoria escoa em pequenas remessas, por rotas que chegam a incluir até mesmo os Estados Unidos; na Colômbia, parte importante dessas rotas é controlada pelos cartéis de droga.

    “Nossa investigação comprova que a cada ano toneladas de mercúrio são extraídas do México e logo traficadas para fora do país, para serem utilizadas no garimpo artesanal em toda a Amazônia”, afirma Urrunaga. “Levamos cerca de quatro anos para poder revelar o modus operandi de uma das redes transnacionais criminais que operam nesse setor.”

     Em junho de 2025, autoridades aduaneiras no Peru apreenderam aproximadamente 4 toneladas de mercúrio mexicano – a maior quantidade de que se tem notícia em um país amazônico. “O tráfico de mercúrio está associado a atores ilegais sobre os quais os países não têm o controle que deveriam ter. Esse tráfico tem muito a ver com a mineração ilegal na Bolívia, na Colômbia e no Peru, e que é abastecido ilegalmente com mercúrio”, explica Jimena Nieto, professora de tratados ambientais e ex-negociadora do governo colombiano.

    Segundo o relatório da EIA, desde maio há uma “febre do mercúrio” na região, com o insumo sendo vendido pelos traficantes a um valor recorde de 330 dólares por quilo (cerca de R$ 1,8 mil) devido ao aumento do preço do ouro. “Em média, no contexto amazônico, estima-se que sejam necessárias entre 1,5 e 2,5 gramas de mercúrio para a produção de um grama de ouro”, explica Urrunaga.

    Por esse cálculo, segundo ela, as 200 toneladas de mercúrio traficado foram usadas para produzir o equivalente a 8 bilhões de dólares (cerca de R$ 43,9 bilhões) em ouro, em valores atuais. O mercúrio é essencial para o garimpo ilegal de ouro na Amazônia, apesar de ser altamente poluente.

    “O mercúrio usado na mineração de ouro penetra nos corpos d’água quando chove – e, uma vez ali, entra facilmente no ecossistema”, afirma a Aliança Amazônica para a Redução dos Impactos de Mineração do Ouro (Aarimo). “Dado que o mercúrio se une às moléculas orgânicas, acumulando-se nos organismos e se biomagnificando (ampliando sua presença) cada vez que sobe na cadeia alimentar, esse poluente está colocando em risco a sobrevivência de centenas de povos únicos.”

    “O comércio ilegal de mercúrio na América Latina é uma prática que se acentuou nos últimos anos, particularmente desde a adoção da Convenção de Minamata sobre Mercúrio, pois este acordo internacional proíbe ou restringe o comércio entre determinadas fontes e usos de mercúrio, e estabelece rígidos protocolos sobre isso”, pontua Jordi Pon, coordenador regional de contaminação e produtos químicos do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) na América Latina e no Caribe.

    O tratado internacional citado por Pon visa proteger o meio ambiente e a saúde humana das emissões e liberações do metal tóxico. Em vigor desde agosto de 2016, ele regulamenta o fornecimento, comércio, uso, emissões, liberações e armazenamento de mercúrio, bem como a gestão de resíduos e locais contaminados pelo metal pesado.

    O tratado foi ratificado pelo México em setembro de 2015 e em 2018 pela Colômbia. Ainda assim, a Aarimo afirma que o mercúrio “é traficado por nossas fronteiras sem muitas dificuldades devido aos grandes desafios de segurança territorial que a governança enfrenta, especialmente nas paisagens amazônicas”.

    “A eficácia dessas medidas depende da vontade política dos países e dos recursos que destinam para implementar suas leis nacionais em matéria de uso do mercúrio”, ressalta Nieto. A especialista é também membro do Comitê de Implementação e Cumprimento da Convenção de Minamata para o período de 2022-2025, um dos poucos existentes em tratados ambientais.

    Em março de 2025, o Pnuma lançou uma iniciativa para “acelerar o cumprimento da Convenção de Minamata” mediante “melhor compreensão e controle do comércio de mercúrio na América Latina”. A ação, segundo Pon, visa fortalecer a troca de informações e a cooperação regional entre os países mais afetados pelo comércio e uso do mercúrio.

    Entre as primeiras ações do projeto, que será realizado ao longo de três anos em Bolívia, Colômbia, Equador, Honduras, México e Peru, estão a análise das fontes de suprimento de mercúrio, principalmente no México. Mas para solucionar mesmo o problema, segundo Urrunaga, é preciso erradicar a produção contínua de mercúrio no México. “São necessárias ações urgentes para fechar essas minas e garantir uma transição justa para as comunidades mineiras, que na realidade são as primeiras vítimas desse metal tóxico”, aponta.

    Posição semelhante é adotada pela Aarimo – que, apesar de reconhecer a Convenção de Minamata com “um grande passo para agir globalmente frente às consequências do mercúrio”, reclama que “diante dos grandes impactos à saúde e à biodiversidade, as ações deveriam ser mais contundentes e rápidas, já que, devido aos preços e à crescente demanda por ouro, é mais difícil controlar o aumento do uso do mercúrio”.


Disponível em:<https://www.dw.com/pt-br/tráfico-demercúrio-dispara-em-meio-a-corrida-do-ouro-na-amazônia/a73704134>. Adaptado. Acesso em: 18 de setembro de 2025. 
Os efeitos ambientais do mercúrio, segundo o texto, podem ser descritos como: 
Alternativas
Q4089527 Meio Ambiente
TEXTO

VITAIS PARA O ECOSSISTEMA, FUNGOS ESTÃO SOB AMEAÇA



    O reino Fungi – segundo maior reino de seres vivos, depois dos animais – está em um momento de destaque. Não porque sirva como espinha dorsal de ecossistemas saudáveis, mas porque está em risco. Pela primeira vez na história, mais de mil espécies de fungos foram adicionadas à Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), frequentemente chamada de “Barômetro da Vida”.

    Como muitos organismos, essas espécies de fungos – que representam apenas uma pequena fração daquelas que se acredita existirem – estão em risco devido a uma combinação de fatores, incluindo desmatamento, desenvolvimento urbano e toxinas. “Os fungos são especialmente vulneráveis à poluição, principalmente por fertilizantes e emissões de combustíveis fósseis”, disse Lynne Boddy, especialista em ecologia fúngica da Universidade de Cardiff, no Reino Unido.

     Ela afirma que protegê-los exige ações direcionadas, porque eles têm “necessidades específicas e devem ser considerados de acordo com suas próprias características nos esforços de conservação, e não apenas agrupados com outros organismos”. Mas nem sempre é fácil conscientizar as pessoas sobre os fungos – que muitas vezes são vistos como ingrediente de pizza, na forma de cogumelos, ou um complemento indesejado para uma parede úmida, em se tratando de mofo.

     “Muitos se importam com os animais, principalmente se forem organismos fofinhos e amigáveis com os quais as pessoas têm alguma afinidade, como os pandas”, disse Boddy, acrescentando que a maioria dos fungos não tem esse efeito emotivo. “Talvez os humanos não consigam se apegar a eles”, acrescenta.

    Os fungos podem não ganhar concursos de fofura, mas desempenham um papel importante na manutenção da coesão de toda a teia da vida. Dependendo do tipo, os fungos são encontrados em diversos ambientes: do solo e florestas a lagos de água doce, ecossistemas marinhos e até mesmo na pele humana.

     Os fungos micorrízicos sustentam ecossistemas florestais, ajudando as plantas a trocar nutrientes, água e até mesmo informações, formam relações simbióticas com as raízes da maioria da flora e são essenciais para o crescimento de até 90% das espécies de plantas.

      Em outras palavras: “A vida na Terra depende de fungos”, disse Gregory M. Mueller, cientista-chefe do Jardim Botânico de Chicago, nos EUA. Eles também são essenciais para a morte na Terra. Conhecidos como recicladores da natureza, eles desfazem madeira morta ou em decomposição, folhas e outras matérias vegetais. “Sem eles, estaríamos soterrados sob montes de lixo orgânico”, disse Mueller, que lidera os programas de fungos da IUCN e contribuiu para a recente Lista Vermelha.

      Embora florestas e pastagens sejam geralmente consideradas reservas de carbono, são os fungos que ajudam a capturar o carbono no solo. Mueller afirmou que os fungos são “essenciais para o sequestro de carbono a longo prazo”, o processo de retenção de carbono para que não contribua para o aquecimento global. “Sem eles, a mudança climática seria muito pior”, afirmou o especialista.

      Os fungos micorrízicos são responsáveis por armazenar até um terço das emissões globais anuais de combustíveis fósseis no solo. O que os torna a “instalação” de armazenamento de carbono mais eficiente do mundo.

      Ao mesmo tempo, os fungos são afetados pelas mudanças climáticas, em grande parte por meio de alterações nos níveis de hidratação. Mueller cita o exemplo do Brasil, onde as florestas nubladas em montanhas dependem de certos níveis de umidade, que vêm diminuindo paralelamente às mudanças nos padrões de precipitação.

    Ele afirma que isso não apenas altera o habitat, mas “afeta as plantas das quais os fungos dependem; elas secam e impedem que os fungos completem seu ciclo de vida”. Um mundo sem fungos não só se tornaria menos propício à vida humana devido ao aumento das temperaturas globais e aos eventos climáticos extremos relacionados, como também as árvores e as plantações cresceriam mais fracas, mais lentamente e se tornariam mais vulneráveis a doenças e à seca.

    E isso impactaria a disponibilidade de alimentos e medicamentos. Cerca de 40% dos medicamentos modernos no mundo ocidental são derivados de plantas. Entre eles, por exemplo, a galantamina, derivada de Galanthus nivalis para tratar a doença de Alzheimer, ou a apomorfina, um composto semissintético extraído da morfina, Papaver somniferum, usada para tratar a doença de Parkinson.

    Os fungos são uma parte tão integral da teia da vida que, se desaparecessem, a maioria das formas de vida, incluindo os humanos, não sobreviveria. [...]


CHAIKA, Anna. Vitais para o ecossistema, fungos estão sob ameaça. Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Adaptado. Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/vitais-para-o-ecossistemafungos-estão-sob-ameaça-72277284. Acesso em: 18 de abril de 2025.
No texto, o papel dos fungos no “sequestro de carbono” é descrito como:
Alternativas
Q4078006 Meio Ambiente
Sobre os efeitos dos clorofluorcarbonos (CFCs) na camada de ozônio é correto afirmar que
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: PM-SP Prova: FGV - 2025 - PM-SP - Aluno-Oficial PM (Inglês) |
Q4064586 Meio Ambiente
A qualidade ambiental deve ser encarada não só como o somatório das qualidades de cada um dos componentes do meio, mas como condição essencialmente ligada à qualidade de vida das populações.
BOTELHO, Rosangela G. M.; SILVA, Antonio S. Bacia hidrográfica e qualidade ambiental. VITTE, A. C.; GUERRA, A. J. T. (orgs.). Reflexões sobre a Geografia Física no Brasil. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2024. p.154.

Acerca do conceito de qualidade ambiental, avalie as seguintes afirmativas:
I. Está relacionado à condição geral do ambiente, no que diz respeito à saúde e ao bem-estar dos seres vivos que o habitam.
II. Engloba uma série de fatores, como pureza do ar e da água, riqueza biológica e a utilização dos recursos naturais.
III. Compromete a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades de extração de recursos naturais.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4038565 Meio Ambiente
Para fazer a destinação correta do lixo, é essencial saber separá-lo entre materiais recicláveis e não recicláveis. Marcela precisa encaminhar os resíduos da instituição onde trabalha para uma empresa de reciclagem e, por isso, deve identificar corretamente os itens que podem ser reciclados. Observe os materiais abaixo e avalie quais deles são recicláveis:
I.Envelope.
II.Papel adesivo.
III.Fita-crepe.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4037098 Meio Ambiente

"Santos é ainda um importante santuário ecológico de riquezas naturais, possui uma extensa reserva de ________ preservada em seu território, com grande biodiversidade, concentrada quase inteiramente na porção continental do Município."


Disponível em: https://www.santos.sp.gov.br/?q= hotsite/conheca-santos



A reserva que o trecho acima cita, compõe um dos grandes biomas brasileiros. Qual das alternativas abaixo completa corretamente o texto? 

Alternativas
Q4033871 Meio Ambiente
O uso e a importância da água sempre foram preocupações das populações e mesmo das sociedades; porém essa preocupação se acentua no mundo atual, principalmente com o advento da sociedade de consumo e o aumento populacional, uma vez que são dois contextos que exploram substancialmente os mananciais hídricos. Assim, a água que uma vez era considerada um bem inesgotável passou a ser vista como um recurso natural esgotável no nosso planeta.

Fonte: PEREIRA; CALGARO, 2005 e TUNDISI, 2003 apud Os recursos naturais e o homem [recurso eletrônico]: o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado frente à responsabilidade solidária / org. Alindo Butzke, Sieli Pontalti. − Dados eletrônicos. − Caxias do Sul, RS : Educs, 2012.

Abaixo estão alguns problemas associados à crise hídrica, EXCETO:
Alternativas
Q4032672 Meio Ambiente
A importância da água é indiscutível. Trata-se de um recurso essencial à vida, pois todos os organismos vivos, incluindo o ser humano, dependem dela para a sobrevivência. Apesar dessa dependência, o homem tem poluído e degradado esse recurso por meio da diversificação dos usos múltiplos, do despejo de resíduos líquidos e sólidos em lagos, rios e mares, provocando a deterioração da qualidade da água e a redução de sua disponibilidade. Com base no texto, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F):

(__)Os custos da recuperação de lagos, rios e represas estão significativamente mais elevados.
(__)Os custos do tratamento da água estão cada vez maiores.
(__)Tem diminuído a percepção de que a água é um recurso finito e de que há limites na sua utilidade.

Fonte: Selborne, 2001 e Tundisi, 2003 apud Os recursos naturais e o homem [recurso eletrônico]: o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado frente à responsabilidade solidária / org. Alindo Butzke, Sieli Pontalti. − Dados eletrônicos. − Caxias do Sul, RS : Educs, 2012.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA de cima para baixo. 
Alternativas
Q4031089 Meio Ambiente
A direção de uma escola quer implantar coleta seletiva eficiente para maximizar qualidade da reciclagem e reduzir contaminação. Diante disso, assinale a alternativa CORRETA que corresponde à primeira orientação aos alunos e servidores. 
Alternativas
Q3997408 Meio Ambiente
Existem diversos tipos diferentes de poluição, sendo todos prejudiciais ao meio ambiente, como é o caso da poluição desencadeada quando o volume de determinado som é superior àqueles considerados normais. Qual o nome desse tipo de poluição:
Alternativas
Q3990167 Meio Ambiente
O técnico que atua na aquicultura deve ter compromisso com a sustentabilidade dos empreendimentos, considerando aspectos ambientais, econômicos e sociais nas fases de instalação e operação. Nesse sentido, o sistema de produção de organismos aquáticos que utiliza diferentes espécies no mesmo ambiente, a fim de que os resíduos de uma espécie sejam reciclados para se converter em recursos para outra espécie, denomina-se 
Alternativas
Q3985201 Meio Ambiente

Durante vistoria técnica realizada pelo órgão ambiental estadual, foram identificados impactos ambientais relevantes associados à atividade mineradora, incluindo: substituição da vegetação nativa por espécies vegetais invasoras; redução da fauna silvestre local, com ocorrência de espécies oportunistas e exóticas; degradação de nascentes e alteração da dinâmica hídrica da paisagem. A equipe técnica do órgão ambiental solicitou à empresa a elaboração de um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD). Segundo os princípios da ecologia da restauração, o objetivo inicial do processo de recuperação deve ser o restabelecimento das funções ecológicas básicas, compatível com o ecossistema original.

Com base nesse contexto, qual é a medida inicial mais adequada a ser adotada no processo de recuperação ambiental? 

Alternativas
Respostas
301: B
302: B
303: C
304: B
305: C
306: C
307: D
308: B
309: A
310: C
311: A
312: C
313: A
314: A
315: D
316: C
317: A
318: D
319: B
320: C