Questões de Concurso
Sobre poluição dos solos em engenharia ambiental e sanitária
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I. Valor de Referência de Qualidade (VRQ) é a concentração de determinada substância no solo ou na água subterrânea, que define um solo como limpo ou a qualidade natural da água subterrânea. II. Valor de Prevenção (VP) é a concentração de determinada substância, acima da qual podem ocorrer alterações prejudiciais à qualidade do solo e da água subterrânea. Este valor indica a qualidade de um solo capaz de sustentar as suas funções primárias, protegendo-se os receptores ecológicos e a qualidade das águas subterrâneas. III. Valor de Intervenção (VI) é a concentração de determinada substância no solo ou na água subterrânea, acima da qual devem cessar as atividades as quais deram origem às contaminações ambientais. IV. Valores Orientadores (VO) para solo e água subterrânea são concentrações de substâncias químicas derivadas por meio de critérios numéricos e dados existentes na literatura científica internacional, para subsidiar ações de prevenção e controle da poluição, visando à proteção da qualidade dos solos e das águas subterrâneas e o gerenciamento de áreas contaminadas. V. Valor de Risco Ambiental (VRA) são valores de contaminantes ambientais que colocam em risco a qualidade da água subterrânea, dos solos e da população humana que deles se utilizam.
Está correto o que se afirma APENAS em
O principal dano decorrente da utilização do solo é a erosão, que ocorre na natureza causada pela ação das águas e do vento, com consequente remoção das partículas do solo, tendo como efeito:
Um dos solos zonais presente no território brasileiro tem como características principais: apresentar coloração vermelha, amarela ou alaranjada; ser muito profundo; ser bastante poroso; ter elevados teores de óxido de ferro e alumínio; apresentar pequenas diferenças entre os horizontes que apresentam transição gradual ou difusa à exceção do superficial, orgânico, típico de clima tropical úmido, bastante envelhecido e intemperizado.
O tipo de solo acima descrito é o
Solos contaminados apresentam um dos mais complexos desafios para equipes interdisciplinares que atuam conjuntamente em projetos de remediação. Há diversas técnicas disponíveis para remediação de solos contaminados por compostos orgânicos, mas seu efeito é incerto, pois depende das interações entre os reagentes utilizados e os solos, que apresentam características muito variáveis, pois trata-se de um sistema complexo (SILVA, et al., 2012). Muitos métodos ainda estão em desenvolvimento, sendo que a fitorremediação e a biorremediação têm sido testadas com sucesso na descontaminação de solos contendo metais pesados. Considerando os métodos de remediação, avalie as seguintes afirmações:
SILVA, et al. Contaminação do solo: aspectos gerais e contextualização na química ambiental. In: ROSA, A. H., FRACETO, L. F., MOSCHINI-CARLOS, V. (Org.). Meio ambiente e sustentabilidade. Porto Alegre: Bookman, 2012.
I) A fitorremediação consiste no emprego de plantas com o objetivo de remover, transferir, estabilizar ou destruir elementos nocivos, sendo aplicável a solos com baixos níveis de contaminação.
II) A biorremediação é o processo de tratamento que utiliza a ocorrência natural de microrganismos para degradar substâncias toxicamente perigosas transformando-as em substâncias menos ou não tóxicas.
III) A compostagem, uso de microrganismos termofílicos aeróbios em pilhas construídas para degradar o contaminante, é um dos tipos de biorremediação.
IV) No processo de biorremediação, o contaminante deve estar disponível ou acessível ao ataque microbiano ou enzimático e as condições ambientais devem ser adequadas para o crescimento e atividade do agente biorremediador.
V) Uma das desvantagens da fitorremediação é o tempo para obtenção de resultados satisfatórios que pode ser longo, e os riscos, como a possibilidade dos vegetais entrarem na cadeia alimentar.
Estão CORRETAS as afirmações:
Um solo pode levar séculos ou até milhões de anos para se formar sob a ação de agentes naturais. Contudo, a sua destruição pode acontecer em poucos anos, devido às atividades humanas (CAMPOS, 1994 apud MOTA, 2012). Em relação às atividades antrópicas que podem provocar mudanças no solo, indique a alternativa INCORRETA.
CAMPOS, J. A. Degradação ambiental, manejo ecológico dos solos e de algumas "pragas" das plantas cultivadas. Fortaleza: Semace, 1994.
MOTA, S. Introdução à engenharia ambiental. Rio de Janeiro: ABES, 2012.
Água do Rio Doce no Espírito Santo não está contaminada, diz ANA
Agência Nacional de Águas disse que água está dentro dos parâmetros. Lama inundou rio após rompimento de barragem de rejeitos em Mariana.
(Disponível em http://g1.globo.com . Acesso em 13/11/2015.)
A tragédia em Mariana-MG provocada pelo rompimento da barragem de rejeitos pode trazer, além das consequências imediatas, outras futuras relacionadas principalmente a dois tipos de contaminação da água: microbiológica e química. Sobre esses indicadores, controle e vigilância da qualidade da água, analise as afirmativas.
I - O número de coliformes termotolerantes em um manancial é um ótimo indicador de contaminação recente, principalmente quando é identificada a espécie Escherichia coli.
II - Geralmente resultantes de processos industriais, substâncias classificadas como metais pesados têm uma capacidade tóxica altíssima, se acumulam no organismo e podem causar sérios problemas, como câncer ou outras doenças.
III - Os quinze parâmetros utilizados no cálculo do Índice de Qualidade da Água (IQA) são, em sua maioria, indicadores de contaminação.
Estão corretas as afirmativas
A origem das áreas contaminadas está relacionada ao desconhecimento, em épocas passadas, de procedimentos seguros para o manejo de substâncias perigosas, ao desrespeito a esses procedimentos seguros e à ocorrência de acidentes ou
vazamentos durante o desenvolvimento dos processos produtivos, de transporte ou de armazenamento de matérias primas e
produtos. A existência de uma área contaminada pode gerar problemas, como danos à saúde, comprometimento da qualidade
dos recursos hídricos, restrições ao uso do solo e danos ao patrimônio público e privado, com a desvalorização das propriedades, além de danos ao meio ambiente (CETESB, 2015).

A origem das áreas contaminadas está relacionada ao desconhecimento, em épocas passadas, de procedimentos seguros para o manejo de substâncias perigosas, ao desrespeito a esses procedimentos seguros e à ocorrência de acidentes ou
vazamentos durante o desenvolvimento dos processos produtivos, de transporte ou de armazenamento de matérias primas e
produtos. A existência de uma área contaminada pode gerar problemas, como danos à saúde, comprometimento da qualidade
dos recursos hídricos, restrições ao uso do solo e danos ao patrimônio público e privado, com a desvalorização das propriedades, além de danos ao meio ambiente (CETESB, 2015).

A origem das áreas contaminadas está relacionada ao desconhecimento, em épocas passadas, de procedimentos seguros para o manejo de substâncias perigosas, ao desrespeito a esses procedimentos seguros e à ocorrência de acidentes ou
vazamentos durante o desenvolvimento dos processos produtivos, de transporte ou de armazenamento de matérias primas e
produtos. A existência de uma área contaminada pode gerar problemas, como danos à saúde, comprometimento da qualidade
dos recursos hídricos, restrições ao uso do solo e danos ao patrimônio público e privado, com a desvalorização das propriedades, além de danos ao meio ambiente (CETESB, 2015).

Conforme o Relatório “Panorama da Desertificação no Estado do Piauí” (2005: 2), a desertificação configura-se como “um processo de degradação ambiental que ocorre nas regiões áridas, semiáridas e sub úmidas secas do globo por ação antrópica, com impactos negativos imediatos na qualidade de vida da população, tais como: aumento da escassez hídrica; perda da fertilidade do solo; redução da produção de alimentos; diminuição drástica das reservas de madeira; entre outras.” Diante destas conjunturas, o Piauí tornou-se conhecido internacionalmente, ganhando visibilidade entre a comunidade científica e a sociedade, por apresentar uma das maiores áreas de desertificação do Brasil, denominada Núcleo de Desertificação de Gilbués, abrangendo vários municípios. Neste sentido, entre os vários fatores que configuram a região, considere:
I. O Núcleo de Gilbués abrange os municípios de Barreiras do Piauí, Bom Jesus, Corrente, Curimatá, Gilbués, Monte Alegre do Piauí, Redenção do Gurguéia e São Gonçalo do Gurguéia.
II. O Núcleo de Desertificação de Gilbués constitui-se em caso especial de degradação do solo relacionado diretamente a um determinado substrato rochoso: o Grupo Areado da Bacia Sanfranciscana, estando circunscrito ao extremo sul do estado do Piauí, dada às condições geológicas da área.
III. A intensificação dos processos de degradação de solos está correlacionada à expansão do complexo agroindustrial da soja, na década de 2000.
IV. Alteração da cobertura vegetal devido às ações antropogênicas, expondo um raro tipo de associação de solos (PE5), que apresenta alta fertilidade, mas pouca resistência aos processos erosivos, às condições regionais de concentração pluviométrica (alta intensidade pluviométrica), gerando a exposição do embasamento rochoso sedimentar, responsável tanto pela redução quanto pela perda da fertilidade e da produtividade biológica e/ou econômica.
Está correto o que consta em