Questões de Concurso
Sobre medicina veterinária laboratorial em veterinária
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I. A relação proteína/creatinina urinária é um indicador de proteinúria, que pode ser um sinal precoce de doença renal em gatos, antes mesmo que outras alterações laboratoriais, como aumento da creatinina sérica, sejam detectadas.
II. Doença renal crônica que envolva o glomérulo produzirá proteinúria e hipoalbuminemia. A proteinúria significativa pode preceder o aparecimento de azotemia, podendo, inclusive, ocorrer em animais capazes de concentrar a urina.
III. No exame químico da urina com tiras reagentes, o teste Heme (geralmente identificado como “sangue” ou “sangue oculto”) é considerado bastante confiável, uma vez que só apresenta alteração de cor quando há eritrócitos presentes na amostra.
IV. A diferenciação entre hemoglobinúria e mioglobinúria pode ser feita deixando a urina em repouso: na presença de mioglobina, ocorre sedimentação, resultando em sobrenadante límpido.
Estão corretas
I. Para exames bioquímicos séricos, deve-se utilizar tubos sem anticoagulante, aguardando a retração do coágulo antes da centrifugação.
II. Amostras acondicionadas em temperatura elevada levam à tumefação celular, resultando em aumento do hematócrito e diminuição da Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM).
III. O tubo de tampa lilás contém citrato de sódio e é empregado na avaliação dos fatores envolvidos nos mecanismos de coagulação.
IV. Quando o volume de sangue coletado é menor que o recomendado, ocorre excesso de anticoagulante, o que leva à formação de esferócitos e aumento falso no Volume Corpuscular Médio (VCM).
Está(ão) correta(s)
I. A eletroforese em gel separa moléculas de DNA de acordo com seus tamanhos.
II. Quanto maior a molécula, mais rápida será a sua migração no gel de corrida.
III. O brometo de etídeo é um composto que, quando uma molécula de DNA está ligada a ele e é submetida à luz ultravioleta (UV), ela fluoresce em uma cor avermelhada.
IV. Ácidos nucleicos apresentam carga elétrica positiva, portanto, quando moléculas de DNA são colocadas em um campo elétrico, elas migram em direção ao polo negativo.
Assinale a alternativa que contém todas as afirmações CORRETAS.
A amostra ideal para o diagnóstico da raiva em animais é de
I. Critérios clínico-hematológicos para elegibilidade de doadores incluem: animal domiciliado, tutor responsável com termo de consentimento, estado geral saudável, temperamento cooperativo, peso mínimo e limiares laboratoriais específicos — por exemplo, para cães, hematócrito ≥40% e hemoglobina ≥13 g/dL; para gatos, limiares hematócrito ≥35% e hemoglobina ≥ 11,5 g/dL. O intervalo mínimo entre doações deve ser de 90 dias.
II. A triagem infecciosa deve ser ajustada à epidemiologia local. No Rio Grande do Sul, recomenda-se incluir na triagem infecciosa de bolsas de sangue de cães os seguintes agentes: Rangelia vitalii, Babesia spp., Ehrlichia spp., Anaplasma spp., Mycoplasma haemocanis e Leishmania sp. A testagem para Brucella canis deve ser considerada conforme risco epidemiológico e finalidade reprodutiva do doador.
III. Boas práticas técnicas de triagem e liberação de hemocomponentes incluem: coleta de amostras do doador e bolsa de sangue com antissepsia e tricotomia, quarentena das bolsas até liberação dos resultados da triagem infecciosa, preferência por técnicas sorológicas para detecção de patógenos e uso complementar de técnicas moleculares (PCR) em áreas endêmicas; bolsas com alterações identificadas no controle de qualidade (ex.: swirling 2 do concentrado de plaquetas no momento da liberação ou grau de hemólise <0,5% no dia de dispensação do concentrado de hemácias, presença de coágulos, ruptura de selos) devem ser tratadas conforme protocolo e, habitualmente, não liberadas para transfusão.
Quais estão corretas?
Coluna 1
1. Paciente felino com critérios laboratoriais e clínicos de anemia hemolítica imunomediada não associativa (Ht 12%, hemoglobina 4,1 g/dL, reticulócitos absolutos 110.000/µL, autoaglutinação).
2. Paciente felino com suspeita de ingestão de rodenticida (TP e TTPA marcadamente prolongados), sangramento ativo.
3. Paciente canino com petéquias e contagem de plaquetas 12.000/µL será submetido à cirurgia para retirada de neoplasia hepática.
4. Paciente canino com suspeita de sepse após trauma por briga com outro cão. Coagulograma com hipofibrinogenemia e aumento de dímero-D.
5. Paciente canino com hepatotoxicidade por Cyca revoluta, hipoalbuminemia (albumina sérica 1,5 g/dL) causando edema/ascite.
6. Paciente canino com perda sanguínea aguda (trauma), hipotensão e Ht 18%, hemoglobina de 5,5 g/dL, proteína plasmática total 44 g/dL (anemia com instabilidade hemodinâmica).
Coluna 2
( ) Concentrado de hemácias. ( ) Plasma fresco congelado. ( ) Concentrado de plaquetas. ( ) Crioprecipitado. ( ) Albumina intravenosa. ( ) Não indicar transfusão — manejar clinicamente (observação/tratamento etiológico).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
1. O doador deverá ser DEA 1 negativo e Dal negativo para evitar sensibilização futura do receptor.
2. Caso não se encontre doador Dal negativo, apenas Dal positivo, pode-se realizar a transfusão uma única vez, sem necessidade de teste de compatibilidade, pois o risco de reação grave é clinicamente baixo.
3. A ausência de autoanticorpos naturais para Dal em cães significa que o primeiro uso de sangue Dal positivo em receptor Dal negativo não poderá originar sensibilização. Portanto, está isento de risco de reação hemolítica.
4. Mesmo com tipagem correta, recomenda-se a realização de teste de compatibilidade sanguínea, especialmente se o receptor tiver recebido transfusão anteriormente.
5. Se o doador for DEA 1 positivo e o receptor for DEA 1 negativo, haverá risco de reação hemolítica aguda em caso de nova transfusão, podendo haver sensibilização após a primeira transfusão.
O resultado da somatória dos números referentes às afirmações corretas é:
1. O monitoramento da integridade física e a avaliação da hemólise nas bolsas de concentrado de hemácias são etapas obrigatórias do controle interno de qualidade, devendo ser realizadas periodicamente durante o armazenamento.
2. Estudos recentes demonstram que o armazenamento a frio (2–6°C) de concentrados de plaquetas pode preservar a função hemostática e reduzir o risco de contaminação bacteriana, sendo indicado principalmente para uso terapêutico em situações hemorrágicas agudas.
3. O princípio de rotação de estoque PEPS (primeiro que entra, primeiro que sai) deve ser aplicado para todos os hemocomponentes, reduzindo perdas por vencimento e garantindo rastreabilidade adequada.
4. A ausência de “swirling” e a turvação da amostra em concentrados de plaquetas indicam ativação celular reversível. Pode-se liberar o produto, desde que o pH permaneça acima de 6,0.
5. Equipamentos de armazenamento devem possuir controle contínuo de temperatura e sistema de alarme para desvios fora dos limites definidos, com registros auditáveis e calibração periódica.
O resultado da somatória dos números referentes às afirmações corretas é:
Correlacione CORRETAMENTE os termos com suas funções na técnica de HPLC:
1. Coluna cromatográfica
2. Padrão interno
3. Detector UV-Vis
4. Fase móvel
( ) Componente do sistema responsável por carregar os analitos através da coluna.
( ) Elemento que permite a separação dos compostos com base em suas interações químicas.
( ) Equipamento que quantifica os analitos após a separação cromatográfica.
( ) Substância adicionada à amostra para corrigir variações no processo analítico.
Assinale a sequência CORRETA: