Questões de Concurso
Comentadas sobre epidemiologia veterinária em veterinária
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( ) A tuberculinização é baseada na inoculação intradérmica de quantidades determinadas de tuberculoproteínas com conhecida atividade biológica e na observação ou quantificação da reação de hipersensibilidade tipo IV, aproximadamente três dias após a inoculação.
( ) Apesar de antiga, não é um método desatualizado e é a prova diagnóstica indireta da tuberculose recomendada pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA/OIE), constituindo a base de vários programas sanitários de combate à tuberculose bovina.
( ) Reações falso-positivas podem ser decorrentes da fase pré-alérgica da enfermidade, anergia ou imunodepressão causada por viroses concomitantes, por exemplo.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Febre, apatia, anorexia, letargia, animais amontoados, conjuntivite, extremidades cianóticas, paresia dos membros posteriores, problemas respiratórios e reprodutivos (principalmente abortos) são alguns dos principais sinais clínicos da doença.
II. A transmissão da doença ocorre pelo contato direto entre animais sadios e doentes por ingestão de alimentos contaminados, pela via oronasal, sendo as tonsilas o primeiro sítio de replicação do vírus, que em seguida ganha a corrente circulatória alcançando linfonodos, rins e cérebro.
III. A doença foi notificada em alguns estados do Brasil como no Ceará, Alagoas e Piauí, em 2019, e em Pernambuco, em 2021.
Quais estão corretas?
I - Vias de eliminação são o conjunto de vias no animal, pelas quais o agente etiológico é eliminado para o meio ambiente.
II - Hospedeiros suscetíveis são pessoas ou animais que, em condições naturais, quando penetrados por bioagentes patogênicos, concede subsistência a estes, permitindo-lhes seu desenvolvimento ou multiplicação.
III – Fontes de Infecção são as vias pelas quais o agente infeccioso consegue penetrar no organismo animal como a via respiratória, digestiva, conjuntival, galactófora, onfaloflébica, cutânea e genitourinária.
Em áreas urbanas com circulação de variantes do vírus rábico de morcego, a vacinação de cães e gatos é priorizada por meio de campanhas anuais, ignorando a necessidade de estratégias específicas de bloqueio de foco.
A presença de zoonoses não monitoradas implica na possibilidade de surtos inesperados e na dificuldade de implementar medidas preventivas e de controle eficazes, dada a falta de um sistema de vigilância adequado para detectá-las precocemente.
A avaliação do contexto epidemiológico das zoonoses envolve uma série de fatores interconectados, como dinâmica das populações animais, condições ambientais e características socioeconômicas das comunidades afetadas, tornando a tomada de decisões baseadas em evidências um desafio.
A brucelose bovina é uma zoonose viral transmitida de animais para humanos, principalmente através do consumo de leite não pasteurizado contaminado ou contato próximo com animais infectados. Um exemplo complexo é o controle da tuberculose bovina em sistemas de produção leiteira, no qual a presença da doença pode representar uma ameaça tanto para a saúde animal quanto para a saúde humana.
A identificação precoce de zoonoses emergentes ou reemergentes é essencial para evitar surtos e epidemias. No entanto, a natureza imprevisível dessas doenças e a falta de conhecimento sobre sua epidemiologia tornam a vigilância e o controle extremamente difíceis.