Questões de Concurso Comentadas sobre medicina
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Por ser de fácil obtenção durante o exame ginecológico, o raspado ou mesmo a secreção vaginal e cervical são muito utilizados na prática do dia a dia para os diagnósticos moleculares. A maior vantagem da coleta da secreção vaginal reside na possibilidade de se fazerem vários testes a partir de uma única amostra.
Em relação a esse tema, é correto afirmar que:
Uma paciente de 42 anos, gesta 2 para 2 (2 partos cesáreos), chega à consulta referindo aumento do sangramento e cólicas no período menstrual. Não faz uso de método contraceptivo. Rotina laboratorial aponta anemia. A ultrassonografia transvaginal evidencia assimetria de paredes uterinas, cistos miometriais e linhas de sombra acústica posterior.
Frente à situação descrita, deve-se considerar a hipótese de:
Uma paciente de 56 anos, saudável, há 4 anos entrou na menopausa e está em vigência de terapia hormonal com estrogênio transdérmico e progesterona oral. Refere relacionamento de 29 anos, porém queixa-se de falta de interesse sexual de sua parte, há 2 anos. Nega falta de afeto pelo marido e ressecamento vaginal ou dor na relação. Afirma apenas que tem pouco interesse espontâneo por sexo, o que tem gerado conflitos com o marido e sofrimento para ela. Quando a intimidade acontece, relata que tem prazer.
A respeito das orientações que compõem a abordagem dessa paciente, o ginecologista deve considerar que:
Enzo, 15 anos, negro, com diagnóstico de anemia falciforme e histórico de vários episódios prévios de crise vaso-oclusiva, apresenta-se ao pronto-socorro com dor intensa na perna esquerda, febre (38,9 °C) e mal-estar geral, iniciados há cerca de três dias. Ele relata que a dor piorou progressivamente e não responde aos analgésicos usuais. Não há histórico de trauma recente. Atualmente, faz uso de hidroxiureia 20 mg/kg/dia, ácido fólico 1 mg/dia e penicilina profilática (250 mg duas vezes ao dia). Ao exame físico, observa-se Tax de 38,9 °C e pressão arterial de 120 x 70 mmHg. Nota-se edema, calor e dor na topografia da tíbia esquerda, que se exacerba à mobilização. Exames laboratoriais iniciais mostram: anemia (Hb: 8g/dL); leucocitose (18.000/mm³) com desvio à esquerda; proteína C-reativa (PCR): 150 mg/L (elevada); VHS: 90 mm/h (elevada). O médico solicitou uma ressonância magnética, que evidenciou presença de edema da medula óssea, alterações corticais, coleções líquidas e realce com contraste.
A hipótese diagnóstica principal é:
A dor na fibromialgia é o resultado de uma complexa interação entre fatores neuroquímicos, genéticos, psicológicos e do sistema nervoso, que culminam em uma sensibilização central e uma percepção amplificada da dor.
Em relação aos mecanismos da dor, é correto afirmar que:
Mercedes, 56 anos, economista, branca, casada, com 2 filhos, é encaminhada ao reumatologista pelo pneumologista que investiga queixa de tosse seca e dispneia aos médios e grandes esforços. Ao exame físico, nota-se artrite de tornozelos e eritema nodoso na face anterior e medial da tíbia bilateralmente. A tomografia de tórax evidencia linfadenopatia hilar simétrica, nódulos centrolobulares e peribroncovasculares, áreas de opacidades em vidro fosco, reticulações e bronquiectasias de tração.
A hipótese diagnóstica justificada mais plausível para o caso é:
A principal hipótese diagnóstica e o achado do líquido articular que a confirmam são, respectivamente:
Alex tem 45 anos e se queixa de dor lombar mais intensa pela manhã ou após um repouso prolongado, associada a rigidez matinal de cerca de 90 minutos de duração. Refere que a dor melhora ao longo do dia com atividade física.
O diagnóstico sindrômico, a hipótese diagnóstica e o método de imagem apropriados para o caso, nessa sequência, são:
Rufino é um homem de 66 anos com histórico de fibrilação atrial, hipertensão arterial e sarcoidose pulmonar. Faz uso de Marevan (warfarina), diurético e, há 6 meses, passou a usar prednisona para tratar da sarcoidose. Refere fazer pilates 3 vezes por semana. Relata também que, recentemente, precisou tomar antiinflamatórios por 5 dias para tratar patologia dentária. Ele apresenta dor intensa no quadril esquerdo, que piora com o movimento e não alivia com repouso. O exame físico revela dor à palpação do quadril e limitação na amplitude de movimento. O teste de Patrick (FABER) é positivo, indicando dor na face anterior do quadril. A radiografia mostra alterações sugestivas de osteonecrose da cabeça do fêmur.
A história clínica do Rufino ressalta dois fatores de risco para osteonecrose, a saber:
Um residente apresenta ao seu preceptor do ambulatório o caso de Jeferson, um homem de 24 anos com dor lombar crônica de início há 3 meses que melhora com a atividade física e piora em repouso, além de rigidez matinal que dura mais de 30 minutos e dor alternante nas nádegas. Prontamente, o residente descreve o exame físico, enfatizando a limitação na flexão da coluna lombar e sensibilidade nas articulações sacroilíacas. Por fim, refere que os testes laboratoriais mostram aumento da proteína C-reativa (PCR) e da velocidade de hemossedimentação (VHS). O HLA-B27 é detectado.
Quando indagado pelo perceptor sobre o papel do HLA B27 no mecanismo etiopatogênico da doença, o residente deve responder que esse antígeno:
Rita tem 68 anos e mora no interior do estado. Procura o seu ambulatório com queixa de lombociatalgia irradiada para face lateral da perna esquerda até o hálux ipsilateral.
Com base no raciocínio clínico-anatômico, as manobras semióticas subsequentes são:
Menina de 6 anos foi atendida na UPA com queixa de febre e cervicalgia à direita, com amplitude reduzida do movimento do pescoço e aumento de volume do local da dor há 24 horas. Está em tratamento para amidalite estreptocócica com amoxicilina em dose e intervalo adequados há 4 dias.
O diagnóstico é:
Um homem adulto, jovem, ativo, apresentando sinais de sinovite aguda em articulação do joelho direito e tornozelo direito, lombalgia recorrente e com história de uretrite e conjuntivite infecciosa e recorrente, foi tratado com cefalosporina de primeira geração, sem melhora clínica. Deu entrada na emergência do hospital com fortes dores, calor e rubor articular leve.
O diagnóstico mais provável nesse caso é:
Uma paciente de 55 anos, com histórico de artrite reumatoide, apresenta dor e deformidade progressiva nas mãos. A radiografia mostra degeneração articular, subluxação das articulações metacarpofalângicas, ruptura dos tendões extensores e desvio ulnar dos dedos.
O tratamento mais indicado para esse paciente é:
Um paciente de 60 anos, com histórico de alcoolismo, apresenta dor no quadril esquerdo e dificuldade para deambular. A ressonância magnética revela necrose avascular da cabeça femoral grau 3 de Ficat e Arlet.
O tratamento mais indicado para esse paciente é:
Um paciente de 40 anos sofreu uma queda de uma escada, apresentando dor intensa no tornozelo direito e incapacidade de suportar peso. A radiografia mostra fratura bimaleolar tipo C da Webber.
O tratamento mais indicado para esse paciente é:
Uma mulher de 50 anos procura clínico geral porque vem apresentando dor de cabeça contínua há mais de 1 mês. A dor é holocraniana, de intensidade moderada. Na última semana, apresentou episódios de vômitos e mal-estar. Por mais de uma vez, durante este mês, sentiu por minutos um cheiro desagradável em associação com sensação de “desconhecimento” do ambiente, e hoje, pela manhã, após sentir o cheiro ruim, apresentou, segundo a família, uma convulsão. Na emergência, o exame neurológico era normal, exceto por edema de papila bilateral ao exame do fundo do olho.
A conduta obrigatória neste momento é:
Homem, 38 anos, sem comorbidades prévias, procura pronto-socorro com queixa de dormência e formigamento nos pés associados a lombalgia iniciados há 3 dias. Foi avaliado e liberado para casa com analgesia. Uma semana depois, ele retorna com incapacidade para deambular e dormência nas mãos há 24 horas. Ao exame, apresenta paraparesia (MRC=2), reflexos aquileus e patelares abolidos, sinal de Lasegue positivo bilateralmente e exame da sensibilidade normal.
Nesse cenário clínico, a confirmação do diagnóstico depende de:
Mulher de 23 anos apresenta, desde a adolescência, cefaleia hemicraniana de média a forte intensidade, pulsátil, associada a foto e fonofobia, náuseas, que dura em geral de 6 a 8 horas, melhorando após o sono. Em função da frequência das crises de cefaleia, ela vem usando analgésicos comuns 15 dias por mês nos últimos 3 meses. A mãe apresentava, até os 50 anos de idade, quadro semelhante. Os exames laboratoriais e de neuroimagem foram normais.
Diante desse cenário, a conduta inicial é:
Paciente feminina, 59 anos, com diagnóstico de esclerose múltipla há 10 anos, sem tratamento preventivo, procura neurologista com quadro de episódios recorrentes de dor facial unilateral em região mandibular à esquerda em choque e de forte intensidade há 1 mês. A dor dura segundos. A ressonância magnética de crânio evidenciou lesões hiperintensas em T2/FLAIR em substância branca periventricular e justacortical bilateral, sem captação de contraste.
A opção terapêutica de escolha é: