Questões de Concurso Sobre medicina
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Pré-escolar de 10 meses, 10 kg, é admitido na emergência pediátrica com diarreia e desidratação grave. Foi prescrito o plano C.
De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde publicadas em 2023, deve ter sido feito para o menor, na primeira hora:
Menino, dois anos e oito meses, procedente do interior do estado, pais analfabetos, possuem renda familiar bastante baixa. Chegou ao ambulatório de pediatria, encaminhado do PSF, apresentando falta de apetite e apatia há um mês. Peso ao nascimento: 2800 gramas. Ao exame: Peso=7900 gramas, Estatura = 71cm, apático, mucosas hipocoradas (++/4+), edema em face e abdome, cabelo fino, ressecado e com hepatomegalia a 4 cm do RCD.
Considerando a hipótese diagnóstica, qual é o principal mecanismo fisiopatológico envolvido no edema do menor?
“A deficiência de vitamina D é um distúrbio frequente em todo o mundo. No Brasil, embora a maioria da população resida em regiões de adequada exposição solar, a hipovitaminose D é um problema comum e não restrito apenas aos idosos, mas também acometendo crianças e adolescentes” - SBP/ 2024.
Sobre essa vitamina, analise as assertivas abaixo:
I. Para garantir uma adequada calcemia, a Vitamina D atua, fisiologicamente, aumentando a absorção intestinal e tubular renal de cálcio e fósforo, além de mobilizar cálcio do osso para a circulação.
II. São causas frequentes de insuficiência / deficiência de Vitamina D na pediatria: aleitamento materno exclusivo em lactentes menores de 6 meses sem suplementação oral desta vitamina; a obesidade e a doença celíaca.
III. A melhor forma de avaliar o estado nutricional da Vitamina D em crianças é através da dosagem do calcitriol, o qual tem uma meia-vida de algumas semanas.
IV. De acordo com as recomendações de 2024 do Departamento científico de Endocrinologia da SBP, não devemos mais realizar suplementação preventiva com Vitamina D oral para todas as crianças menores de 12 meses, e sim, apenas para aquelas com fatores de risco para a deficiência dessa vitamina.
Podemos afirmar que
Adolescente de 13 anos, proveniente de uma cidade do Agreste pernambucano, queixa-se de engasgos durante algumas refeições nos últimos 6 meses. Segundo ele, a frequência desses eventos está aumentando. Relata que a sensação é de que o alimento está ‘impactado na altura do pescoço’, necessitando ingerir muito líquido para o alimento ‘descer’. Queixa-se também de alguns episódios de dor abdominal periumbilical de leve intensidade e de um único evento de hematêmese discreta após um acesso de tosse pós engasgo durante um almoço com a família.
Genitora do menor afirma que ele teve uma infância saudável e nega quaisquer outros sintomas. Pediatra decide solicitar uma endoscopia digestiva alta (EDA). O laudo macroscópico da EDA revelou: presença de anéis concêntricos (traquealização do esôfago) além de sulcos longitudinais e alguns exsudatos esbranquiçados em mucosa do esófago médio e distal.
Mesmo sem o resultado do histopatológico da mucosa esofagiana, assinale a alternativa que indica a principal hipótese diagnóstica que explica as queixas clínicas e os achados macroscópicos da EDA desse adolescente.
‘Esta é uma das drogas de escolha para o tratamento de insuficiência cardíaca (IC), em especial, na síndrome de baixo débito no pós-operatório de cirurgia cardíaca pediátrica e nos quadros IC com disfunção sistólica. Trata-se de um inibidor da fosfodiesterase III, com efeito inotrópico discreto e ação vasodilatadora importante, tanto em nível venoso quanto arterial. Dessa forma, reduz a pré-carga e a resistência arterial sistêmica.’
Diante do exposto acima, qual alternativa contém a referida droga?
“A Atresia de esôfago (AE) é uma malformação congênita relativamente comum, que acomete cerca de 1 em cada 2.500- 4.000 recém-nascidos. Ela é caracterizada por falha na formação do esôfago, quase sempre com descontinuidade do órgão, associada ou não a conexões com a traqueia” Tratado de Pediatria – SBP – 2022
Sobre esse tema, analise as assertivas abaixo:
I. Na AE tipo E, a qual não há fundo cego do esôfago proximal e sim, apenas uma fístula traqueoesofágica em “H”, a suspeita pré-natal se faz pela presença de importante polidrâmnio em ultrassom obstétrico não justificado por outras doenças gestacionais.
II. O tipo de AE descrito na assertiva I (tipo E) muitas vezes tem diagnóstico pós-natal tardio, pois pode ser confundido com doença do refluxo gastroesofágico por meses, tendo como principais características clínicas a tosse crônica e a ocorrência de pneumonias aspirativas.
III. A AE mais frequente é aquela que apresenta fundo cego do esôfago proximal e fístula traqueoesofágica em coto esofágico distal.
Podemos afirmar que
Criança de 4 anos, com peso atual de 20 kgs, foi admitida em Emergência Pediátrica com queixa de tosse seca há 2 dias e falta de ar há 12 horas. Menor já apresentou quadro clínico semelhante a este 4 vezes nos últimos 2 anos, segundo relato da genitora. Clinicamente, apresentava-se agitado, verbalizava poucas palavras, com uma frequência respiratória de 56 incursões por minuto, alguns sibilos e roncos em ambos hemitórax, tiragens subcostais e intercostais e uma saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. Médico de plantão solicitou RX de tórax (segue abaixo a imagem).

Além de fornecer oxigênio, assinale a alternativa que contém a melhor opção terapêutica inicial a ser adotada para esta criança, de acordo com as mais atuais recomendações científicas sobre esse tema.