Questões de Concurso
Comentadas sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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Homem de 47 anos, diabético, é admitido com história de dor abdominal difusa, de forte intensidade, há 30 dias, acompanhada de dispneia, náuseas, astenia, anorexia e perda ponderal de 10 kg, evoluindo com distensão abdominal uma semana antes da internação.
Ao exame físico inicial, estava hidratado, febril (38 oC), hipocorado (2+/4+), acianótico, anictérico, taquicárdico (FC = 110 bpm), sem anormalidades em ausculta cardíaca, normotenso, ausculta respiratória com murmúrio vesicular reduzido em base de hemitórax direito, levemente taquipneico (FR = 24 irpm), abdome globoso, distendido, doloroso difusamente à palpação, com fígado palpável a ± 10 cm do rebordo costal direito. Tomografia computadorizada (TC) de abdome mostrou fígado aumentado de volume, com lesão intraparenquimatosa em lobo direito, heterogênea, sólido-cística, multiseptada, medindo 15,5 x 15 x 14 cm. Foram coletadas hemoculturas, e o paciente foi submetido a aspiração hepática percutânea, obtendo-se material purulento enviado para bacterioscopia pelo Gram e cultura. Iniciada antibioticoterapia sistêmica com piperacilina/tazobactam.
Na bacterioscopia foram visualizados bastonetes Gram negativos com múltiplas e diferentes morfologias; a cultura do aspirado revelou crescimento de Escherichia coli, sensível a diversos antibióticos, incluindo ampicilina e ceftriaxone. Hemoculturas revelaram Escherichia coli com o mesmo perfil de sensibilidade.
Com base nos dados disponíveis, a única conduta, entre as listadas a seguir, adequada para a continuação do tratamento do paciente é:
O contexto em que seria recomendado iniciar a antibioticoterapia empírica num paciente neutropênico febril de forma escalonada seria
A compreensão das doenças malignas e dos seus regimes terapêuticos é crítica para o estabelecimento de estratégias seguras e eficazes para prevenir e tratar infecções em pacientes com câncer. Dadas as altas taxas de morbidade e mortalidade associadas com as infecções em pacientes com câncer, empregar estratégias profiláticas é sempre desejável.
Assinale a única opção que descreve uma medida profilática claramente estabelecida no cuidado de pacientes em tratamento de câncer.
Considerando este cenário de resistência à penicilina e ao ceftriaxone, uma alternativa terapêutica empírica apropriada para as meningites pneumocócicas é
Assinale a alternativa correta em relação a essa doença.
Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa que apresenta a conduta indicada para essa paciente.
Considerando o caso descrito e as orientações de manejo da dengue do Ministério da Saúde, quais são, respectivamente, a classificação de risco e a conduta indicada?
Com base no caso descrito, qual é a conduta indicada para Laiana, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, neste momento do atendimento?
Considerando o caso apresentado, qual é a conduta indicada para este RN em relação à sífilis?
Com base no caso clínico exposto, qual o diagnóstico provável e a conduta terapêutica inicial conforme o protocolo de Ministério da Saúde?
Com base no quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável para esse paciente?
Assinale a alternativa correta sobre a conduta para essa criança, de acordo com as recomendações atuais do Ministério da Saúde.
Considerando o quadro clínico materno e neonatal e as diretrizes atuais de manejo da sífilis congênita, qual é a conduta correta para esse RN?
Exame físico: Linfonodomegalia axilar direita 3 cm, dolorosa, sem flutuação evidente; Olho direito: acuidade visual reduzida; fundoscopia com edema de papila e exsudatos maculares em estrela; Sem meningismo.
Exames laboratoriais: Hemograma: discreta leucocitose; PCR: moderadamente elevada; Sorologia Bartonella henselae: IgG 1:1024, IgM positivo; VDRL negativo; toxoplasmose IgM negativa; IGRA negativo, RM encéfalo/orbitas: sem lesões expansivas; realce do disco óptico compatível com neurorretinite.
Assinale a opção que apresenta a melhor conduta antimicrobiana para maximizar recuperação visual e reduzir complicações.
• História: três meses de diarreia intermitente, candidíase oral recorrente, tosse seca. Ainda sem tratamento prévio para HIV.
• Ao exame: emagrecido, placas esbranquiçadas orais, linfonodos cervicais pequenos.
• TC de tórax: infiltrado intersticial difuso bilateral.
• Lavado broncoalveolar: Pneumocystis jirovecii positivo por IF.
• Laboratório (admissão): CD4: 38 células/µL; HIV RNA: 1.200.000 cópias/mL; Cr: 2 mg/dL (TFG estimada ~40.49 mL/min); AST/ALT: discretamente elevadas; HBsAg: positivo; anti-HBc total: positivo; HBV DNA: alto; HLA-B*57:01: negativo; Genótipo HIV (RT/PR/IN): pendente (sai em 7–10 dias).
Já foi iniciado tratamento para pneumocistose: TMP-SMX EV + prednisona (hipoxemia moderada).
Pergunta: Qual é a melhor conduta terapêutica antirretroviral (escolha e timing), minimizando risco de falha/resistência e cobrindo as comorbidades do caso?
A melhor resposta é
Sem sangue visível nas fezes.
Assinale a opção que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável e o exame confirmatório mais apropriado segundo diretrizes atuais.