Questões de Concurso
Comentadas sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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Caso clínico hipotético: homem de 63 anos, portador de diabetes Mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, procura a Unidade de Saúde da Família (USF) por dor intensa no tornozelo direito há 4 dias. Refere início súbito, com piora progressiva, associado a dificuldade para deambular. Nega trauma recente. Relata febre não aferida nas últimas 48 horas. Ao exame físico, observa-se tornozelo direito com edema importante, hiperemia, aumento de temperatura local e dor intensa à mobilização passiva. O paciente refere episódio semelhante no hálux há alguns anos, diagnosticado como “ácido úrico alto”. Exames laboratoriais disponíveis mostram leucocitose discreta e PCR elevada.
Diante do quadro apresentado, é CORRETO afirmar que:
Gestante no pré-natal, na primeira consulta, fez o teste rápido para lues e foi positivo.
Frente a esse resultado, assinale a alternativa correta.
I – Durante o cuidado rotineiro do paciente com Clostridioides difficile, água e sabão substituem o álcool gel como método preferencial em toda situação clínica.
II – A melhora do aspecto das fezes permite reduzir as precauções de contato para uso isolado de luvas.
III – Luvas e avental têm papel central, porque os esporos persistem no ambiente e podem contaminar as mãos durante a assistência.
IV – A retirada do álcool gel das unidades com Clostridioides difficile fortalece a adesão às medidas principais de controle.
V – Em surtos, a lavagem das mãos com água e sabão após o cuidado aparece como precaução adicional incentivada pelo CDC.
Estão corretas as afirmativas.
Paciente, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), é internado por pneumonia comunitária grave, em uso de ceftriaxone e azitromicina. Após 72 horas, evolui com queda da saturação, aumento do infiltrado em radiografia de tórax e persistência de febre e leucocitose.
A partir do caso descrito, a conduta mais adequada a ser adotada é
Trabalhador rural, com quadro pulmonar crônico, tem diagnóstico de paracoccidioidomicose, em forma leve a moderada.
Assinale a alternativa que indica o tratamento mais adequado:
Homem de 35 anos, sem acompanhamento específico para HIV/AIDS, com último contagem de CD4 indicando 80 células/mm3, abandonou terapia antirretroviral há vários meses. Apresenta dispneia insidiosa há 2 semanas mais tosse seca, DHL: 650U/L, saturação O2: 87% em ar ambiente. Radiografia mostra infiltrados intersticiais difusos.
Considerando essa suspeita de infecção oportunista definidora de AIDS, o seu correto manejo envolve, EXCETO:
Mulher de 45 anos, HIV positivo em terapia antirretroviral com um inibidor de protease, CD4 indicando 250 células/mL3, além de artrite reumatoide em tratamento com adalimumabe. História de contato domiciliar com tuberculose ativa (pai diagnosticado recentemente). Entretanto, assintomática do trato respiratório. Teste IGRA positivo, enzimas hepáticas ALT e AST normais, sem hepatite C.
Assinale a alternativa CORRETA sobre a quimioprofilaxia a ser adotada nesse casso:
Homem de 58 anos, diabético mal controlado com hemoglobina glicada de 9,1% e em uso de prednisona por vasculite, apresentando tosse crônica, hemoptise e perda de peso há 2 meses. Radiografia de tórax mostra cavitação no lobo superior esquerdo e nódulos múltiplos. Sem febre alta.
A conduta inicial apropriada para diagnóstico diferencial entre tuberculose e infecção fúngica pulmonar cavitária nessa realidade é:
Idoso de 68 anos, ex-tabagista, queixa de "fraqueza e febre arrastada", além de piora da tosse, iniciada há cerca de 4 meses. Há história de aumento de expectoração, sudorese noturna e um episódio de hemoptise de cerca de 30 mL na última semana. Nega perda de peso. Durante atendimento, apresenta estertores localizados no pulmão direito, sem radiografia disponível no momento. Sat. O2: 95%.
Considerando o diagnóstico diferencial inicial na UBS/ESF, ainda sem imagem, assinale a alternativa CORRETA sobre a priorização de exame complementar:
Homem de 40 anos, desempregado, apresenta tosse persistente há mais de 3 semanas, perda de 8 kg e sudorese noturna, convivendo com 4 domiciliares, incluindo uma criança. Na ESF: bafejos fétidos e adenomegalias cervicais. Baciloscopia de escarro revela BAAR: ++.
São condutas corretas para esse caso, no âmbito da UBS/ESF, EXCETO:
Homem de 65 anos, em uso de prednisona 20 mg/dia por polimialgia reumática há 6 meses, apresenta sibilos, dispneia progressiva e diarreia há 2 semanas. Exames confirmam larva de Strongyloides stercoralis em escarro e fezes, eosinófilos 15%, IgE elevada. Sem história de viagem ao exterior. Na UBS/ESF, diagnostica-se hiperinfecção pulmonar.
O manejo inicial apropriado para hiperinfecção por estrongiloidíase na UBS/ESF envolve, EXCETO:
Jovem de 22 anos, nordestino, lavrador, apresenta tosse seca noturna e febre baixa há 10 dias. Exames laboratoriais revelam eosinófilos 25% (absoluto 3.500/mm³) e RX de tórax mostra infiltrados periféricos transitórios em lobo inferior esquerdo (melhorados no controle). Relata consumo frequente de verduras mal lavadas, sem viagens recentes ou história prévia de asma. O médico da UBS/ESF suspeita de Síndrome de Loeffler, frequentemente, associada ao ciclo de Loss.
São helmintos que realizam o ciclo de Loss, EXCETO:
I. A avaliação da criança com diarreia exige a observação rigorosa de sinais de desidratação, como letargia, olhos fundos e sinal da prega cutânea.
II. O Plano C, voltado para o tratamento da desidratação grave, requer o encaminhamento urgente ao hospital e a administração de expansão volêmica por via i ntravenosa.
III. O tratamento da diarreia sem desidratação em domicílio (Plano A) recomenda a interrupção provisória do aleitamento materno para propiciar o repouso gástrico.
Está CORRETO o que se afirma em :