Questões de Concurso
Comentadas sobre partes do documento no padrão ofício em redação oficial
Foram encontradas 760 questões
Com base em Lima (2010), correlacione os atos administrativos apresentados na Coluna I às suas respectivas categorias indicadas na Coluna II.
Coluna I
( ) Ofício
( ) Ata
( ) Portaria
( ) Mensagem
( ) Resolução
( ) Memorando
Coluna II
(1) Ato de assentamento
(2) Ato deliberativo-normativo
(3) Ato de correspondência
A sequência numérica CORRETA que preenche os parênteses da Coluna I, de cima para baixo, é
O texto a seguir faz parte das exemplificações dadas para a elaboração de correspondências oficiais. Leia-o atentamente para responder à próxima questão.
"Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal."
ou
"Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama n° 12, de 1° de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste."
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm>. Acesso em: 10/08/17.
Assinale a alternativa que caracteriza adequadamente a elaboração de correspondência oficial com base nos exemplos.
Texto 1
O preconceito linguístico deveria ser crime
(01) Basta ser homem, estar em sociedade e estar rodeado de pessoas falantes que a língua – esse sistema de comunicação inigualável – emerge. Ela se instaura e toma conta de todos nós, de nossos pensamentos, de nossos desejos e de nossas ações. Falar faz parte do nosso cotidiano, de nossa vida. A troca por meio das formas linguísticas é a nossa dádiva maior, nossa característica básica. É por meio de uma língua que o ser humano se individualiza, em um movimento contínuo de busca de identidade e de distinção. É isso, enfim, que nos torna humanos e nos diferencia de todos os outros animais.
(02) Não existe homem sem língua. Mesmo as pessoas com deficiências diversas adotam um sistema de comunicação. Quem é surdo, por exemplo, usa a linguagem de sinais. Sendo assim, não existe razão para que tenhamos preconceito com relação a qualquer variedade linguística diferente da nossa. Preconceito linguístico é o julgamento depreciativo, desrespeitoso, jocoso e, consequentemente, humilhante da fala do outro ou da própria fala. O problema maior é que as variedades mais sujeitas a esse tipo de preconceito são, normalmente, as com características associadas a grupos de menos prestígio na escala social ou a comunidades da área rural ou do interior. Historicamente, isso ocorre pelo sentimento e pelo comportamento de superioridade dos grupos vistos como mais privilegiados, econômica e socialmente.
(03) Então, há críticas negativas em relação, por exemplo, à falta de concordância verbal ou nominal (“As coisa tá muito cara”); ao "r" no lugar do "l" (“Eu torço pelo Framengo”); à presença do gerúndio no lugar do infinitivo (“Eu vô tá verificano”); ao "r" chamado de caipira, característico da fala de amplas áreas mineiras, paulistas, goianas, mato-grossenses e paranaenses – em franca expansão, embora sua extinção tenha sido prevista por linguistas. Depreciando-se a língua, deprecia-se o indivíduo, sua identidade, sua forma de ver o mundo.
(04) O preconceito linguístico – o mais sutil de todos os preconceitos – atinge um dos mais nobres legados do homem, que é o domínio de uma língua. Exercer isso é retirar o direito de fala de milhares de pessoas que se exprimem em formas sem prestígio social. Não quero dizer com isso que não temos o direito de gostar mais, ou menos, do falar de uma região ou de outra, do falar de um grupo social ou de outro. O que afirmo e até enfatizo é que ninguém tem o direito de humilhar o outro pela forma de falar. Ninguém tem o direito de exercer assédio linguístico. Ninguém tem o direito de causar constrangimento ao seu semelhante pela forma de falar.
(05) A Constituição brasileira estabelece que “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. Sendo assim, interpreto eu que qualquer pessoa que for vítima de preconceito linguístico pode buscar a lei maior da nação para se defender. Até porque, sob essa ótica, o preconceito linguístico se configura como um tratamento desumano e degradante – uma tortura moral. Se necessário for, poderíamos até propor uma lei específica contra esse tipo de preconceito, apenas para ficar mais claro que qualquer pessoa tem o direito de buscar a justiça quando for vítima de qualquer iniciativa contra o seu modo de se expressar.
(06) Sei que muitos devem achar que isso é bobagem, que todos devem deixar de falar errado. Mas todo mundo tem direito de se expressar, sem constrangimento, na forma em que é senhor, em que tem fluência, em que é capaz de expressar seus sentimentos, de persuadir, de manifestar seus conhecimentos. Enfim, de falar a sua língua ou a sua variante dela.
Marta Scherre. Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI110515-17774,00-
O+PRECONCEITO+LINGUISTICO+DEVERIA+SER+CRIME.html. Acesso em: 17/07/17. Adaptado.
Em relação à correspondência oficial, julgue o próximo item.
Sendo a flexibilidade um dos atrativos da comunicação
por correio eletrônico, não há necessidade de se evitar a
informalidade da linguagem nesse tipo de documento
oficial, como o uso de gírias e jargões.
O texto abaixo é parte de um gênero técnico denominado ofício. Sobre ele, responda à questão.
Texto III
Ofício Circular CAOSAÚDE nº 07/2015.
Goiânia, 24 de abril de 2015.
Senhor (a) Promotor (a),
A par de cumprimentá-lo (a), servimo-nos do presente para encaminhar a V. Exa informações sobre a campanha estadual de combate à dengue e o papel do Ministério Público nas ações de (1) prevenção, (2) bloqueio das áreas de transmissão e (3) manejo clínico dos pacientes.
[...]
A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da República.
O vocativo a ser empregado em comunicações oficiais a um
juiz é Senhor Juiz.
A respeito de correspondência oficial, julgue o item seguinte, à luz do Manual de Redação da Presidência da República.
Quanto à apresentação, nos documentos que seguem o padrão
ofício, devem-se priorizar a utilização de negrito, itálico e
letras maiúsculas.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Edifício Sede – 4.º Andar
– Zona Cívico-Administrativa, Brasília/DF, CEP 70047
900 Telefone: 2022 8581 e Fax: 2022 8582
http://www.mec.gov.br
XXXXX n.º 3/2016/MEC
YYYYY
Aos Reitores dos Institutos Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Assunto: Orientações sobre o pagamento de bolsas aos servidores técnico-administrativos.
Referência: Processo n.º 64.
ZZZZZ,
Em atenção à consulta realizada por esta Secretaria à Consultoria Jurídica deste Ministério sobre a extensão da impossibilidade de pagamento direto de bolsas, pelos Institutos Federais, aos servidores técnico-administrativos em educação para ações de capacitação e qualificação, segue anexo o Parecer n.º 486/2015, de junho de 2015, para conhecimento e providências cabíveis.
Atenciosamente,
FULANA DE TAL
Coordenadora-Geral de Desenvolvimento de Pessoas da Rede Federal
Internet: <http://sei.mec.gov.br> (com adaptações)
Com referência ao documento anteriormente apresentado
— XXXXX n.º 3/2016/MEC —, julgue o item subsequente com base no disposto no Manual de Redação da Presidência
da República (MRPR).
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Edifício Sede – 4.º Andar
– Zona Cívico-Administrativa, Brasília/DF, CEP 70047
900 Telefone: 2022 8581 e Fax: 2022 8582
http://www.mec.gov.br
XXXXX n.º 3/2016/MEC
YYYYY
Aos Reitores dos Institutos Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Assunto: Orientações sobre o pagamento de bolsas aos servidores técnico-administrativos.
Referência: Processo n.º 64.
ZZZZZ,
Em atenção à consulta realizada por esta Secretaria à Consultoria Jurídica deste Ministério sobre a extensão da impossibilidade de pagamento direto de bolsas, pelos Institutos Federais, aos servidores técnico-administrativos em educação para ações de capacitação e qualificação, segue anexo o Parecer n.º 486/2015, de junho de 2015, para conhecimento e providências cabíveis.
Atenciosamente,
FULANA DE TAL
Coordenadora-Geral de Desenvolvimento de Pessoas da Rede Federal
Internet: <http://sei.mec.gov.br> (com adaptações)
Com referência ao documento anteriormente apresentado
— XXXXX n.º 3/2016/MEC —, julgue o item subsequente com base no disposto no Manual de Redação da Presidência
da República (MRPR).
I. O nome do mês nas datas aparece sempre em minúscula, observação válida para qualquer tipo de comunicação. II. Na redação oficial propriamente dita, consta o cabeçalho e o timbre. III. Na invocação, o título do destinatário aparece seguido de dois pontos, ou sem pontuação. IV. O fecho, atualmente é mais simples tal como: respeitosamente ou atenciosamente.
Após análise das considerações acima podemos concluir que:
( ) O campo destinado à margem lateral esquerda terá, no mínimo, 3,5 cm de largura.
( ) É obrigatório constar, a partir da segunda página, o número da página.
( ) Não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que afete a elegância e a sobriedade do documento.
( ) Deve ser utilizado espaçamento simples entre as linhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em branco.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Encaminho o Ofício n.º XXXXX/2016 – MEC para conhecimento e indicação de servidor desse Decanato para representar a Universidade de Brasília na Comissão de Discussão da Reforma do Ensino Médio daquele Ministério. Este processo deve retornar ao GRE, para as demais providências. / DESPACHO
Analise a descrição a seguir. É uma comunicação escrita emanada de uma autoridade, em que se informa sobre qualquer assunto administrativo ou se baixa uma ordem. Sua finalidade é o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e também com particulares. Seu caráter é público e só pode ser expedido, portanto, por órgão público.
Possui as partes: 1 – Timbre ou cabeçalho; 2 – Índice e número; 3 – Local e data; 4 – Assunto ou ementa; 5 – Vocativo ou invocação; 6 – Texto; 7 – Fecho ou cumprimento final; 8 – Assinatura; 9 – Anexos; 10 – Endereço; 11 – Iniciais.
Essa descrição diz respeito a:
Muito da clareza da linguagem diz respeito ao leitor a que se destina. Com base nessa informação, analise as proposições e escreva (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) Textos científicos e filosóficos se destinam a especialistas no assunto e, portanto, exigem conhecimentos prévios.
( ) Correspondências oficiais exigem clareza, objetividade, adequação vocabular e concisão na organização textual.
( ) Todo gênero textual de redações oficiais exige um eixo argumentativo com objetivos contundentes para convencer o leitor.
Assinale a sequência CORRETA.
O problema do lugar-comum
Falta de motivação com falta de informação é geralmente a receita do que há de pior num texto: o lugar-comum (também chamado de chavão ou clichê) que tem contaminado boa parte dos textos escritos cotidianamente.
O lugar-comum é aquela afirmação tão batida e repetida que não significa mais nada – tudo que se pode fazer com ela é repeti-la. Na prática da escrita, frequentemente, o chavão acaba sendo útil: encerramos o texto dizendo que não há nada mais belo que o sorriso de uma criança, ou, então que as guerras acabarão quando todos perceberem que só o amor constrói!
O lugar-comum dispensa-nos de pensar ou argumentar. Muitas vezes, ele se resume a uma ordem ao leitor. Em vez de convidar o leitor a seguir um raciocínio ou desdobrar criticamente um ponto de vista, o lugar-comum convida-o simplesmente a obedecer a uma ordem pré- estabelecida e indiscutível.
(Texto adaptado de Oficina de Texto, p. 263)
Analise as proposições, colocando (V) para verdadeira e (F) para falsa e marque a alternativa que contém a sequência CORRETA.
Está (ão) CORRETA(S), apenas:
( ) Em se tratando de comunicações oficiais internas, o lugar-comum pode ser usado.
( ) O uso do “burocratês”, por estabelecer uma ordem indiscutível, é permitido, pois se caracteriza por jargões burocráticos.
( ) Os clichês não são aceitáveis, em comunicações oficiais, pois apresentam afirmações generalizantes de totalidades indeterminadas.