🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.778 questões

Q3214744 Português

Leia o texto para responder às questão.


Ser humilde é bom para o aprendizado


     Ninguém sabe tudo. Reconhecer essa limitação e a possível falibilidade até mesmo de nossas crenças mais profundas é fundamental para o conceito de humildade intelectual. “Ela ajuda a superar o pensamento muito categórico, ou-preto-ou-branco, ao qual muitas vezes sucumbimos”, diz Igor Grossmann, professor de Psicologia da Universidade de Waterloo.


      A ideia de humildade intelectual está por aí há séculos: os filósofos sempre a consideraram uma virtude, mas o interesse dos psicólogos ficou popular só na última década.


    Embora a humildade intelectual não esteja associada a maior capacidade cognitiva, ela está relacionada a mais conhecimento geral, curiosidade e mente aberta.


     “Se alguém percebe que ‘Ok, meu jeito de pensar não é perfeito’, é mais provável que consiga fazer correções e superar entraves”, analisa Elizabeth Krumrei Mancuso, professora de Psicologia da Universidade Pepperdine.


    Em estudo realizado em 2019 com 1189 pessoas, Elizabeth e seus colegas descobriram que as pessoas humildes intelectualmente tinham maior probabilidade de apresentar características favoráveis à aquisição de novos conhecimentos: pensamento reflexivo, curiosidade e abertura intelectual. 


    Os pesquisadores observaram que essas pessoas são mais inclinadas a examinar evidências e mais resistentes a desinformação e a teorias de conspiração. “Você pode ser intelectualmente humilde e, ao mesmo tempo, intelectualmente corajoso”, afirma Elizabeth.

 

     No entanto, constatou-se que esse tipo de humildade estava associado negativamente a um “efeito de modéstia”, ou seja, subestimar a própria capacidade. Na sua forma ideal, ser humilde não significa pensar menos de si, avisa a professora. Você pode ter certeza de coisas para as quais tem boas evidências e, ao mesmo tempo, manter a possibilidade de se equivocar.


      Ao contrário do que se poderia esperar, pessoas que admitem erros ou que jamais assumem saber de tudo parecem mais competentes. Os dados sugerem que seguidores ficam satisfeitos com líderes intelectualmente humildes. 


     Elizabeth e equipe também compararam as emoções autotranscendentes – como admiração, amor e gratidão – com outras emoções positivas e notaram que as autotranscendentes podem aumentar a humildade intelectual, pelo menos a curto prazo. A gratidão foi o indicador mais forte. “Não dá para ter gratidão e, simultaneamente, querer ganhar todos os créditos”, comenta a especialista.


 (Richard Sima. The Washington Post. Publicado pelo Estado de São Paulo em 29.09.2024. Tradução de Renato Prelorentzou. Adaptado)

No trecho do sétimo parágrafo – Na sua forma ideal, ser humilde não significa pensar menos de si... –, a expressão destacada indica circunstância adverbial de modo. Essa circunstância também se encontra destacada em: 
Alternativas
Q3213073 Português
Os divórcios motivados pelo vício em bets e jogo do tigrinho:

'Meu marido vendeu nossa casa' (Ian Alves)

Felipe ainda não decidiu se vai contar ou não para sua esposa, Valentina, seu problema com as bets, as plataformas de aposta esportiva. Ou melhor, ex-esposa: embora ainda conversem e Felipe acredite que possam reatar, ela o deixou ________ 6 meses, depois de um relacionamento de 12 anos, junto com o filho de 10 anos do casal.

O problema, segundo Felipe, não foram apenas os cerca de 40 mil reais gastos em apostas que ele perdeu sem dar explicações ________ companheira, mas também seu comportamento ausente dentro de casa: "A mente de um jogador se torna obscura. Eu não conseguia mais desempenhar meu papel em casa, meu papel como pai. Não brincava mais com meu filho e parei de conversar direito com ela”. Desconfiando que as dívidas do marido estariam ligadas a um relacionamento com outra mulher, sua esposa decidiu se separar.

A história de Felipe ressoa nos relatos da advogada Audrey Cardoso Scattolin. Ela diz que, em 2022 e 2023, os divórcios motivados por vício nos jogos de azar, como o “jogo do tigrinho”, representam cerca de 80% dos casos de seu escritório. Para uma das clientes de Scattolin, a gota d’água para a decisão do divórcio foi ver o ex-marido apresentando o jogo do tigrinho para o filho de 12 anos.

A advogada também acumula histórias de clientes cujos cônjuges perderam centenas de milhares de reais, além de bens como carro e até a casa da família. Vários se envolveram com agiotas para pagar __________ dívidas e para continuar jogando. Desde a pandemia, as bets e os jogos de azar ficaram cada vez mais presentes no cotidiano dos brasileiros.

Especialistas apontam que parte do que tornou as bets tão populares no Brasil foi a exploração de uma paixão nacional, o futebol. Outro aspecto central é a ilusão de ganho de dinheiro fácil. Essa promessa atrai especialmente usuários de baixa renda, que passam a ver no jogo uma possibilidade de mudança de sua situação financeira.

(Os nomes originais das pessoas envolvidas com o vício do jogo foram alterados para preservar a identidade dos entrevistados.)


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4l4p8dy3lo, com adaptações)
Sobre as informações textuais, assinale a alternativa com a informação correta.
Alternativas
Q3209755 Português
Leia a lista de termos constituintes da oração a seguir:
I. Adjunto adnominal.
II. Adjunto adverbial.
III. Agente da passiva.
IV. Aposto.
V. Complemento nominal.
Quais elementos da oração citados são considerados termos acessórios da oração?
Alternativas
Q3209059 Português
Dentre as alternativas a seguir, aquela cuja expressão destacada na frase apresenta circunstância adverbial de modo é:
Alternativas
Q3207392 Português

TEXTO


    Em setembro de 2024, um ciclone extratropical transformou a paisagem árida do deserto do Saara. Vários lagos efêmeros surgiram após fortes chuvas que, em apenas alguns dias, deixaram o equivalente a um ano de precipitação no Marrocos, na Argélia, Tunísia e Líbia.


    Um dos lagos mais proeminentes é o Sebkha el Melah, na Argélia, que revela uma paisagem que lembra um passado muito mais verde e úmido nessa vasta região desértica.


    As imagens do satélite Landsat 9 da Nasa mostram um contraste impressionante entre o leito seco do lago, em 12 de agosto de 2024, e o mesmo local cheio de água em 29 de setembro do mesmo ano.


    “O lago cobria 191 quilômetros quadrados, com uma profundidade de 2,2 metros, e estava aproximadamente 33% cheio”, disse o pesquisador Moshe Armon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, que analisou as imagens e os dados de satélite.


    Imagens do Landsat 9 e de outros satélites mostram uma mudança não apenas em Sebkha el Melah, mas também em outros lagos efêmeros perto de Erg Chebbi, no Marrocos, demonstrando como os rios das Montanhas Atlas contribuíram para o fenômeno, de acordo com o site de notícias científicas Live Science.


    “Trata-se de um fenômeno transitório raro e em grande parte não documentado”, disse a pesquisadora Joëlle Rieder, do Observatório da Terra da Nasa. Desde 2000, apenas dois eventos semelhantes foram registrados nesse lago, um em 2008 e outro em 2014.

   

   O que é fascinante nesse fenômeno é que ele pode estar oferecendo pistas de como o Saara era há milhares de anos. Entre 11 mil e 5 mil anos atrás, durante o chamado Período Úmido Africano, esse deserto era um lugar muito diferente. Uma oscilação na órbita da Terra havia transformado a região num ambiente muito mais verde e úmido, onde os humanos antigos pintavam cenas de caça em cavernas e de lagos abundantes.


    Apesar dessas evidências, há um debate científico sobre o quanto o Saara era realmente úmido naquela época. Modelos climáticos atuais não conseguem reproduzir a precipitação necessária para sustentar os vastos lagos que se acredita terem existido. É nesse ponto que fenômenos como o enchimento do Sebkha el Melah entram em cena.


    Armon propõe uma teoria intrigante: “Eventos extremos de precipitação, como o ocorrido em setembro no noroeste do Saara, podem ter sido mais frequentes no passado”. Dado o tempo que esses lagos levam para secar (o lago de 2008 persistiu até 2012), eventos semelhantes poderiam ter mantido os lagos parcialmente cheios por anos ou décadas, mesmo sem chuvas frequentes.


    Essas descobertas são cruciais para compreender não apenas o passado, mas também o futuro climático do Saara. Ainda que as variações orbitais conhecidas como ciclos de Milankovitch tenham sido as principais impulsionadoras do Período Úmido Africano, o impacto da mudança climática atual acrescenta outra camada de complexidade.

    

As projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que algumas partes do Saara podem receber mais precipitação com o aumento da temperatura global, enquanto outras podem se tornar ainda mais secas.


“As incertezas dessas projeções são maiores do que as mudanças projetadas”, disse Armon. “O que vai acontecer no Saara ainda não está muito claro, mas esperamos que, com o tempo, possamos entender melhor o futuro do deserto estudando esses fenômenos de preenchimento de lagos.”


Fonte: Wang, Felipe Espinosa. O que os lagos no deserto dizem sobre o passado do Saara. Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Disponível em: . Último acesso no dia 26 de outubro de 2024. (Texto adaptado)


Em “há um debate científico sobre o quanto o Saara era realmente úmido naquela época”, os termos oracionais destacados exercem, respectivamente, a função de: 
Alternativas
Q3207386 Português

TEXTO


    Em setembro de 2024, um ciclone extratropical transformou a paisagem árida do deserto do Saara. Vários lagos efêmeros surgiram após fortes chuvas que, em apenas alguns dias, deixaram o equivalente a um ano de precipitação no Marrocos, na Argélia, Tunísia e Líbia.


    Um dos lagos mais proeminentes é o Sebkha el Melah, na Argélia, que revela uma paisagem que lembra um passado muito mais verde e úmido nessa vasta região desértica.


    As imagens do satélite Landsat 9 da Nasa mostram um contraste impressionante entre o leito seco do lago, em 12 de agosto de 2024, e o mesmo local cheio de água em 29 de setembro do mesmo ano.


    “O lago cobria 191 quilômetros quadrados, com uma profundidade de 2,2 metros, e estava aproximadamente 33% cheio”, disse o pesquisador Moshe Armon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, que analisou as imagens e os dados de satélite.


    Imagens do Landsat 9 e de outros satélites mostram uma mudança não apenas em Sebkha el Melah, mas também em outros lagos efêmeros perto de Erg Chebbi, no Marrocos, demonstrando como os rios das Montanhas Atlas contribuíram para o fenômeno, de acordo com o site de notícias científicas Live Science.


    “Trata-se de um fenômeno transitório raro e em grande parte não documentado”, disse a pesquisadora Joëlle Rieder, do Observatório da Terra da Nasa. Desde 2000, apenas dois eventos semelhantes foram registrados nesse lago, um em 2008 e outro em 2014.

   

   O que é fascinante nesse fenômeno é que ele pode estar oferecendo pistas de como o Saara era há milhares de anos. Entre 11 mil e 5 mil anos atrás, durante o chamado Período Úmido Africano, esse deserto era um lugar muito diferente. Uma oscilação na órbita da Terra havia transformado a região num ambiente muito mais verde e úmido, onde os humanos antigos pintavam cenas de caça em cavernas e de lagos abundantes.


    Apesar dessas evidências, há um debate científico sobre o quanto o Saara era realmente úmido naquela época. Modelos climáticos atuais não conseguem reproduzir a precipitação necessária para sustentar os vastos lagos que se acredita terem existido. É nesse ponto que fenômenos como o enchimento do Sebkha el Melah entram em cena.


    Armon propõe uma teoria intrigante: “Eventos extremos de precipitação, como o ocorrido em setembro no noroeste do Saara, podem ter sido mais frequentes no passado”. Dado o tempo que esses lagos levam para secar (o lago de 2008 persistiu até 2012), eventos semelhantes poderiam ter mantido os lagos parcialmente cheios por anos ou décadas, mesmo sem chuvas frequentes.


    Essas descobertas são cruciais para compreender não apenas o passado, mas também o futuro climático do Saara. Ainda que as variações orbitais conhecidas como ciclos de Milankovitch tenham sido as principais impulsionadoras do Período Úmido Africano, o impacto da mudança climática atual acrescenta outra camada de complexidade.

    

As projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) indicam que algumas partes do Saara podem receber mais precipitação com o aumento da temperatura global, enquanto outras podem se tornar ainda mais secas.


“As incertezas dessas projeções são maiores do que as mudanças projetadas”, disse Armon. “O que vai acontecer no Saara ainda não está muito claro, mas esperamos que, com o tempo, possamos entender melhor o futuro do deserto estudando esses fenômenos de preenchimento de lagos.”


Fonte: Wang, Felipe Espinosa. O que os lagos no deserto dizem sobre o passado do Saara. Artigo publicado na página da Deutsche Welle Brasil. Disponível em: . Último acesso no dia 26 de outubro de 2024. (Texto adaptado)


Em “um ciclone extratropical transformou a paisagem árida do deserto do Saara”, o termo destacado exerce a função sintática de:
Alternativas
Q3204510 Português

Leia o texto a seguir para resolver à questão.


Um país (quase) sem leitores


Livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos


Estado de Minas | 08 de janeiro de 2024



    Uma pesquisa encomendada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e divulgada no fim do ano passado apresentou um dado estarrecedor, mas que acabou sendo pouco discutido. Segundo a pesquisa "Panorama do Consumo de Livros", aplicada pela Nielsen BookData em 16 mil pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 23 e 31 de outubro de 2023, aproximadamente 84% da população brasileira acima de 18 anos não comprou nenhum livro nos últimos 12 meses. Ou seja, em 2023, apenas 16% das pessoas se dispuseram a ir a uma livraria ou a um site para comprar um livro sobre qualquer assunto. Além disso, apenas 25 milhões dos 214,3 milhões de brasileiros se consideram consumidores de livros, ou seja, menos de 10%.


    É um sinal de alerta que não pode ser ignorado. Mesmo sendo uma pesquisa sobre a compra de livros – outros modos de acesso, como bibliotecas, não foram considerados –, o número revela, de modo claro, a ausência de interesse pela leitura da população brasileira, o que traz implicações mais amplas para a educação e o desenvolvimento da sociedade.


    Afinal, livros não são meros acervos de palavras: são janelas para outros mundos, portadores de experiências e ensinamentos acumulados ao longo dos séculos. Eles são um dos principais dispositivos que a humanidade dispõe de transmissão de conhecimento ao longo de gerações, e são ferramentas fundamentais para o aprendizado e a educação. Além disso, a leitura, ao estimular o pensamento crítico, promove a capacidade de análise e de síntese. São habilidades fundamentais para um mundo cada vez mais dominado pelas telas e pelos algoritmos das redes sociais. A educação proporcionada pelos livros torna-se um antídoto poderoso contra a superficialidade e a desinformação. A leitura é um instrumento democratizador do conhecimento, permitindo que indivíduos de todas as origens tenham acesso a ideias e perspectivas que enriquecem sua compreensão do mundo e leva a uma mobilidade na pirâmide social. 


    Mudar o cenário de baixo interesse pelos livros e ampliar a base de consumidores e leitores no Brasil é possível, mas não será simples. Os próprios dados da pesquisa apontam alguns dos problemas a serem combatidos para resolver a questão. Entre os 84% de entrevistados que não compraram livros em 2023, 60% afirmaram que consideram o hábito da leitura importante, mas se sentem desmotivados para isso. Entre os motivos para o desânimo estão a ausência de livrarias próximas, a falta de tempo e, principalmente, o custo.


    É preciso, portanto, que o debate sobre o estímulo à leitura seja ampliado. O preço do livro no Brasil, por exemplo, vem sendo exaustivamente discutido por editoras, livreiros, entidades e políticos desde a consolidação da Amazon – acusada de praticar uma concorrência desleal contra livrarias e prejudicar toda a cadeia produtiva do livro –, mas raramente inclui a opinião do consumidor final, ou seja, o leitor. Outras ações para o incentivo à leitura, como programas educacionais, campanhas de conscientização e parcerias entre governos, empresas e organizações da sociedade civil também podem desempenhar um papel vital nesse esforço conjunto e devem ser considerados. Afinal, investir na educação, com foco na promoção da leitura, é investir no futuro. Ao garantir que mais brasileiros tenham acesso a livros e se sintam motivados a explorar suas páginas, a mudança que virá não vai se refletir apenas em conhecimento, mas também em um país mais culturalmente rico e promissor para todos.


UM país (quase) sem leitores. Estado de Minas, 08 de janeiro de 2024. Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/2024/01/6781938-um-pais-quase-semleitores.html. Acesso em: 09 jan. 2024. Adaptado.

No trecho “Entre os motivos para o desânimo estão a ausência de livrarias próximas, a falta de tempo e[,] principalmente[,] o custo.” (4º parágrafo), as vírgulas, sinalizadas com colchetes, foram empregadas para isolar um(a) 
Alternativas
Q3204020 Português
No trecho “— Trabalhei a vida inteira no setor (i) — lastimava-se — e almejava legar a meus filhos (ii) a tradição das abotoaduras de punho (iii), como requinte terminal de uma camisa digna desse nome. (linhas 07-10)”, os termos em destaque classificam-se sintaticamente como
Alternativas
Q3199013 Português

Leia o texto a seguir:


A corretora


Rubem Braga


    A mulher entrou no meu escritório com um sorriso muito amável e os olhos muito azuis. Desenrolou um mapa e começou a falar com uma certa velocidade, como é uso dos chilenos. Gosto de ver mapas, e me ergui para olhar aquele. 


    Quando percebi que se tratava de um loteamento, e a mulher queria me vender uma “parcela”, me coloquei na defensiva; disse que no momento suspendi meus negócios imobiliários, e até estava pensando em vender meus imensos territórios no Brasil; que além disso o Chile é um país muito estreito e sua terra deveria ser dividida entre seu povo; até ficaria mal a um estrangeiro querer especular com um trecho de “faja angosta”, que é como os chilenos chamam sua tira estreita de terra, que por sinal costumam dizer que é “larguísima”, para assombro do brasileiro, recém-chegado que não sabe que isso em castelhano quer dizer “compridíssima”.


    Os olhos azuis fixaram-se nos meus, a mão ágil mergulhou numa pasta, extraiu de lá a fotografia de um terreno plantado de pinheirinhos de dois ou três anos; não se tratava de especulação imobiliária; dentro de poucos anos eu seria um madeireiro, poderia cortar meus pinheiros... Ponderei que tenho uma pena imensa de cortar árvores.


    — A senhora não tem? 


    Ela também tinha. E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno. E tinha certeza — confessava — que também não teria coragem de mandar cortar seus pinheiros; também adorava árvores e passarinhos, cortaria apenas os pinheiros necessários para fazer uma casinha de madeira; o lugar é lindo, em um pequeno planalto, dá para uns penedos junto ao mar; as árvores choram e cantam com as ondas quando sopra o vento do oceano...


    Confesso que paguei a primeira prestação; ela passou o recibo, sorriu, me disse muchas gracias, e hasta lueguito e partiu com seus olhos azuis, me deixando meio tonto, com a vaga impressão de ter comprado o oceano Pacífico.


Fonte: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11250/a-corretora. Acesso em 08/01/2025 

“E então baixou a voz, sombreou os olhos de poesia, e me disse que ela mesma, corretora, também comprara duas parcelas naquele terreno” (5º parágrafo). Nesse trecho, a palavra destacada cumpre papel sintático de: 
Alternativas
Q3198369 Português
 Dentista é presa tentando entrar em penitenciária
com celulares escondidos no jaleco em MT


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).


De acordo com o texto, julgue o item a seguir.


Na linha 1, o termo “de 41 anos” funciona, sintaticamente, como adjunto adnominal.

Alternativas
Ano: 2025 Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Sinop - MT Provas: SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Contador | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Engenheiro Agrônomo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Analista de Sistema | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Bibliotecário | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Farmacêutico-Bioquímico | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Arquiteto | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Engenheiro Civil | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Jornalista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Fiscal Sanitário | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Fisioterapeuta | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Analista em Políticas de Saúde | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Fonoaudiólogo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Médico Veterinário | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Enfermeiro | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Médico - Ginecologista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Fiscal Ambiental | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Engenheiro Sanitarista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Engenheiro Eletricista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Médico Ortopedista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Médico Psiquiatra | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Nutricionista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Cirurgião Dentista | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Psicólogo | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Psicopedagoga | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Assistente Social | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Terapeuta Ocupacional | SELECON - 2025 - Prefeitura de Sinop - MT - Biólogo |
Q3196581 Português

Leia o texto a seguir:



Única aluna de escola pública do país a tirar 1.000 na redação do Enem é do Coluni, em Viçosa


Além dela, Minas teve outra nota máxima no concurso, mas de um estudante de escola particular; no Brasil, só 12 pessoas "gabaritaram" a redação


       A estudante Samille Leão Malta foi a única aluna do Brasil vinda de uma escola pública a tirar nota 1.000 na redação do Enem em 2024. A estudante concluiu o ensino médio no Colégio de Aplicação (Coluni), em Viçosa, na Zona da Mata.


     A informação foi confirmada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), instituição a que o Coluni é vinculado. Samille também é ex-estudante da rede de ensino estadual. Ela frequentou a Escola Estadual Nossa Senhora do Patrocínio, em Virginópolis, no Vale do Rio Doce.


    “Estou muito feliz e surpresa com o resultado. Sou grata a todos que me apoiaram ao longo do meu caminho de preparação, minha família, meus professores, meus amigos", disse a jovem, que espera que essa nota a ajude a garantir uma vaga no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


    Além de Samile, um candidato de uma escola particular também alcançou a nota máxima na redação. Ao todo, 12 participantes do Enem conquistaram tal feito. Minas também foi o estado com mais redações com notas entre 950 e 1000, segundo o Ministério da Educação (MEC).


     Para o secretário de Estado de Educação de Minas Gerais, Igor de Alvarenga, esse resultado é motivo de orgulho e motivação para continuar avançando. "Os estudantes mineiros mostraram sua dedicação e capacidade, alcançando resultados expressivos em um exame de relevância nacional, que vai influenciar diretamente no futuro profissional deles", disse.


   Os demais estados com estudantes que tiveram as notas máximas são Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.


   Os dados foram apresentados pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Mais de 3 milhões de pessoas fi zeram as provas da última edição. As notas individuais estão disponíveis na Página do Participante.



Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/minas/unica-estudante-de-escola-publica-atirar-1000-no-enem-estuda-no-coluni-em-mg-1.1048667

“A estudante concluiu o ensino médio no Colégio de Aplicação (Coluni), em Viçosa, na Zona da Mata” (1º parágrafo). Nesse trecho, o termo destacado classifica-se como:
Alternativas
Q3189710 Português

Assinale a alternativa que indica a correta função sintática dos termos sublinhados na frase:

Queridos dentistas, querido auxiliares, por favor, tenham paciência comigo. 

Alternativas
Q3182983 Português

Morcegos infestam escolas indígenas no Xingu construídas para compensar Belo Monte



(Disponível em: apublica.org/2024/11/morcegos-tomam-escolas-indigenas-feitas-para-compensar-belomonte/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento adaptado do texto “A autorização expirou em 24 de novembro de 2021”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3182982 Português

Morcegos infestam escolas indígenas no Xingu construídas para compensar Belo Monte



(Disponível em: apublica.org/2024/11/morcegos-tomam-escolas-indigenas-feitas-para-compensar-belomonte/– texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao fragmento “O odor é muito forte”, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O sujeito da oração é classificado como simples.
( ) A oração apresenta predicativo do sujeito.
( ) A oração apresenta adjunto adnominal.
( ) O predicado é classificado como verbal.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3180598 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


- Você é escritora?
- Sou sim.
- Então fala: "Comi um miojo"
- Aproximei meu corpo à mesa para ficar mais perto da tigela
fumegante. A noite estava fria, nada cairia melhor do que
aquela saborosa massa com ervas e especiarias.
Dei a primeira garfada. Senti meu corpo ir ao céu com aquele
maravilhoso carnaval de sabores em minha boca.
- Você é o Drummond?
- Sou sim
- Então fala: "comi um miojo"
- No meio da cozinha tinha um miojo
Tinha um miojo no meio da cozinha
Tinha um miojo
No meio da cozinha tinha um miojo
Nunca me esquecerei desse
acontecimento
Na vida de minha barriga tão esvaziada
Nunca me esquecerei que no meio da
cozinha
Tinha um miojo
Tinha um miojo no meio da cozinha
No meio da cozinha tinha um miojo
Tinha um miojo no meio do caminho

@sebastiao.salgados
Assinale a alternativa em que o vocábulo destacado é descrito sintaticamente de forma acertada entre parênteses: 
Alternativas
Q3175386 Português
Depois de massacre, povo Juma luta para sobreviver em meio a invasões e desmatamento

Por Puré Juma


(Disponível em: https://apublica.org/2024/12/depois-de-massacre-povo-juma-luta-contra-desmatamento/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o fragmento adaptado “O foco dos grileiros, pessoas que desmatam e se apossam de terras públicas, são áreas não destinadas”, a expressão sublinhada representa um:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Tangará da Serra - MT Provas: FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Administrador | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Analista Ambiental | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Cirurgião Dentista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Analista de Sistemas | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Contador | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Arquiteto | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Controlador Interno | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Educador Físico Social | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Assistente Social | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Enfermeiro | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Enfermeiro de Urgência e Emergência | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Auditor Tributário Municipal | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Biblioteconomista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro Agrônomo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro Civil | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Biólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Biomédico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro do Trabalho | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro Eletricista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Nutricionista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Pedagogo Social | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Produtor Cultural | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Psicólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Bioquímico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro Florestal | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Turismólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Fisioterapeuta | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Procurador Municipal | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Fonoaudiólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro Sanitarista | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Engenheiro Agrimensor e Cartográfico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Geólogo | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Historiador | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Médico Veterinário | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Farmacêutico | FUNDATEC - 2025 - Prefeitura de Tangará da Serra - MT - Fiscal Municipal de Atividades Urbanas |
Q3175235 Português

Depois de massacre, povo Juma luta para sobreviver em meio a invasões e desmatamento



(Disponível em: https://apublica.org/2024/12/depois-de-massacre-povo-juma-luta-contra-desmatamento/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao fragmento “Mais de 60 pessoas morreram”, retirado do texto, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) O predicado da oração é classificado como nominal.
( ) A oração apresenta predicativo do sujeito.
( ) Não há complemento verbal na oração.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3173365 Português
Brasil tem terceira maior população pet do mundo 

        Estima-se que o Brasil possua a terceira maior população "pet" do mundo: algo entre 150 e 160 milhões de animais de estimação — mais de três vezes a população do estado de São Paulo. 

        De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), os cães são a maioria dos pets no país: cerca de 60 milhões. Em segundo lugar aparecem as aves (40 milhões); em terceiro, os gatos (30 milhões); e, em quarto, os peixes ornamentais (20 milhões).

        A pandemia pode ter contribuído para ampliar essa população: uma pesquisa realizada em 2021, a Radar Pet, apontou que o número dos animais de estimação em lares brasileiros aumentou 30% durante o isolamento social.

        Segundo a psicóloga clínica Alessandra Petraglia, a interação e o convívio com os animais de estimação liberam ocitocina (ou oxitocina), que é conhecida como o “hormônio do amor”. Esse hormônio, observa ela, pode gerar a sensação de relaxamento e bem-estar ao tutor do pet.

        — Interagir com os animais pode trazer a sensação de presença constante. O pet oferece companhia emocional e alivia os sintomas da ansiedade e da solidão. Também combate e previne a depressão porque traz uma rotina, uma estrutura diária ao tutor do animal, promovendo um senso de responsabilidade — acrescenta.

        O também psicólogo Marcos Ribeiro e a médica veterinária Fabieni Okiyama ressaltam o impacto da integração dos pets com seus tutores. "Eles são parte da família e têm uma interferência muito positiva na nossa saúde mental", diz Marcos, que possui dois gatos. Fabieni, que trabalha no Hospital Veterinário da Universidade de Brasília, destaca que, "quando os animais fazem parte da família", essa integração é chamada de "família multiespécie". 

Fonte: Agência Senado
No período “De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), os cães são a maioria dos pets no país”, os termos "De acordo com" exercem a função de: 
Alternativas
Q3164307 Português
As lições das escolas do Reino Unido que baniram celulares: 'Crianças deixaram de ser zumbis'

As crianças ficam grudadas em seus telefones celulares e nem sequer percebem nada ao seu redor. Elas mais parecem zumbis.

Quem diz isso é o diretor de uma escola em Sheffield, cidade no norte da Inglaterra, que recentemente proibiu o uso de smartphones, smartwatches (relógios com acesso à internet) ou fones de ouvido em suas dependências.

Qualquer aluno pego usando algum desses itens precisa entregá-los à direção da escola. Os aparelhos ficam na escola e só são devolvidos no dia seguinte.

Os alunos da escola, a Forge Valley School, disseram que demoraram um pouco para se acostumar com a ideia — mas que passaram a interagir muito mais com os demais colegas na ausência dos telefones.

Um novo ano escolar começou no mês passado no Reino Unido e diversos alunos e pais estão sendo surpreendidos com escolas que passaram a banir telefones celulares. A proibição não é uma política nacional — ela tem partido das próprias escolas, que reclamam do impacto negativo que diversos aparelhos têm no desenvolvimento acadêmico e no convívio social dos alunos.

No início deste ano, o Departamento de Educação emitiu orientações sobre como limitar o uso de celulares durante o turno escolar e para "minimizar a interrupção e melhorar o comportamento nas salas de aula".

No Brasil, alguns municípios e estados criaram leis proibindo o uso de celulares e outros aparelhos. Recentemente, na terça-feira (12/11), a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou um projeto que proíbe celulares em escolas públicas e privadas. A proposta aguarda sanção do governador.

Tramita na Câmara um projeto semelhante, apoiado pelo governo federal.

Enquanto isso, no Reino Unido, cada vez mais escolas estão criando políticas próprias desse tipo.

No norte de Londres, 60 escolas estão revisando suas políticas sobre uso de telefones na escola após uma campanha da Smartphone Free Childhood (SFC), uma entidade que faz campanha para reduzir o uso de celulares entre crianças.

A entidade está pedindo aos pais que adiem a compra de smartphones até que seus filhos tenham pelo menos 14 anos. E também pede que acesso a mídias sociais só seja dado após os 16 anos.

A SFC também estimula que os pais comprem outros tipos de telefones que não são smartphones, e que só permitem chamadas e mensagens de texto. Alguns modelos têm jogos básicos (como Tetris) e têm acesso a podcasts e músicas, mas não à internet e redes sociais.

Segundo a SFC, em todo o Reino Unido, centenas de milhares de pais estão aderindo ao movimento. Só no norte de Londres, mais de 2,5 mil pais de quase 200 escolas apoiam a causa.

Ainda não' em vez de 'nunca'

A líder regional da SFC para o norte de Londres, Nova Eden, disse que o objetivo da campanha é fazer as crianças aprenderem a priorizar melhor sua curta infância, por exemplo passando tempo com a família ou aprendendo novas habilidades.

"O que estamos defendendo não é 'nunca', mas simplesmente 'ainda não'", ela disse.

"Enquanto os cérebros das crianças ainda estão se desenvolvendo, é muito mais saudável para elas aproveitarem a infância brincando, em vez de ficarem grudadas em smartphones e mídias sociais", diz a ativista.

"Nossa campanha não está sugerindo que as crianças não tenham telefone algum. Em vez disso, estamos sugerindo um telefone antigo que permite chamadas e mensagens, mas sem os perigos de ter a internet no bolso de uma criança por 12 horas por dia, onde estranhos podem entrar em contato com elas."

"As crianças não precisam de smartphones, as crianças precisam de uma infância."

Na escola Boston Grammar School, que proibiu smartphones, o vice-diretor disse que "onde antes você via alunos olhando para seus celulares, agora você vê interações".

"Nós queríamos remover essa toxicidade do nosso turno escolar. O que descobrimos foi uma redução significativa na quantidade de incidentes normais que teriam sido piorados por celulares."

A diretora de uma escola em Devon (sudoeste da Inglaterra) que proibiu o uso de celulares há cinco anos diz que os professores notaram melhorias no desempenho escolar e na vida social.

A UTC Plymouth permite que os alunos levem seus celulares para a escola, mas eles têm que entregá-los à direção no início do dia. A diretora Jo Ware disse que a política ajudou a elevar os padrões da escola.

Phoebe, uma aluna da Sacred Heart Catholic Academy em Liverpool, disse que a política de sua escola para smartphones ajuda os alunos a se concentrarem no trabalho.

"Se a regra não existisse, acho que as crianças usariam muito mais seus celulares", disse ela. "Isso ensina disciplina para as crianças não usarem seus celulares e realmente se concentrarem nas aulas."

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly245xq03xo)
"Os alunos da escola, a Forge Valley School, disseram que demoraram um pouco para se acostumar com a ideia — mas que passaram a interagir muito mais com os demais colegas na ausência dos telefones."
No trecho, a vírgula foi empregada corretamente para separar um aposto. Identifique a alternativa em que a vírgula foi empregada de forma INCORRETA: 
Alternativas
Q3164046 Português

Assinale a alternativa INCORRETA conforme a classe morfológica descrita.

Alternativas
Respostas
241: D
242: C
243: A
244: E
245: B
246: C
247: D
248: B
249: B
250: C
251: C
252: C
253: B
254: D
255: E
256: B
257: A
258: C
259: D
260: D