Questões de Concurso Comentadas sobre vocativo e termos acessórios da oração: adjunto adnominal, diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, adjunto adverbial e aposto em português

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Q3283788 Português
LEIA a linguagem verbal da charge I:

Imagem associada para resolução da questão

O vocábulo que está como uma interpelação, um chamamento ou vocativo é:
Alternativas
Q3282889 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


O homem rouco


    Deus sabe o que andei falando por aí; coisa boa não há de ter sido, pois Ele me tirou a voz.

    Ela sempre foi embrulhada e confusa; a mim próprio muitas vezes parecia monótona e enjoada, que dirá aos outros. Mas era, afinal de contas, a voz de uma pessoa, e bem ou mal eu podia dizer ao mendigo “não tenho trocado”, ao homem parado na esquina, “o senhor pode ter a gentileza de me dar fogo”, e ao garçom, “por favor, mais um pedaço de gelo”. Dizia certamente outras coisas e numa delas me perdi. Fiquei vários dias afônico e, hoje, me comunico e lamento com uma voz de túnel, roufenha, intermitente e infame.

    Ora, naturalmente que me trato. Deramme várias pastilhas horríveis e um especialista me receitou uma injeção e uma inalação que cheguei a fazer uma vez e me aborreceu pelo seu desagradável jeito de vício secreto ou de rito religioso oriental. Uma leitora me receitou pelo telefone chá de pitangueira, laranja da terra e eucalipto, tudo isso agravado por um dente de alho bem moído.

     Não farei essas coisas. Vejo-me à noite, no recolhimento do lar, tomando esse chá dos tempos coloniais e me sinto velho e triste de cortar o coração.

    Alguém me disse que se trata de rouquidão nervosa, o que me deixa desconfiado de mim mesmo. Terei muitos complexos? Precisamente quantos? Feios, graves? Por que me atacaram a garganta e não, por exemplo, o joelho? Ou quem sabe que havia alguma coisa que eu queria dizer e não podia, não devia, não ousava, estrangulado de timidez, e então engoli a voz?

    Quando era criança, agora me lembro, passei um ano gago porque fui com outros moleques gritar “Capitão Banana” diante da tenda de um velho que vendia frutas, e ele estava escondido no escuro e me varejou um balde d’água em cima. Naturalmente devo contar essa história a um psicanalista. Mas então ele começará a me escarafunchar a pobre alma e isso não vale a pena. Respeitemos a morna paz desse brejo noturno onde fermentam coisas estranhas e se movem monstros informes e insensatos.

    Afinal, posso aguentar isso, sou um rapaz direito, bem comportado, talvez até bom partido para uma senhorita da classe média que não faça questão da beleza física, mas sim da moral, modéstia à parte.

    O remédio é falar menos e escrever mais, antes que os complexos me paralisem os dedos, pobres dedos, triste mão que... Mas, francamente, página de jornal não é lugar para a gente falar essas coisas.

    Eu vos direi, senhora, apenas, que a voz é feia e roufenha, mas o sentimento é límpido, é cristalino, puro – e vosso.



BRAGA, R. O homem rouco. 3ª ed., Record, 1984. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13137/ohomem-rouco>.


 



Em todas as sentenças a seguir, a expressão em destaque desempenha a mesma função, qualificando o nome a que se refere, exceto em:
Alternativas
Q3282772 Português

Analise e assinale a classificação dos termos em destaque da oração abaixo:


“Música alta faz mal aos ouvidos.”

Alternativas
Q3281052 Português
Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Cuia


    Lindaura, a recepcionista do analista de Bagé ― segundo ele, “mais prestimosa que mãe de noiva” ―, tem sempre uma chaleira com água quente pronta para o mate. O analista gosta de oferecer chimarrão a seus pacientes e, como ele diz, “charlar passando a cuia, que loucura não tem micróbio”. Um dia entrou um paciente novo no consultório.

    ― Buenas, tchê ― saudou o analista. ― Se abanque no más.

    O moço deitou no divã coberto com um pelego e o analista foi logo lhe alcançando a cuia com erva nova. O moço observou:

    ― Cuia mais linda.

    ― Cosa mui especial. Me deu meu primeiro paciente. O coronel Macedônio, lá pras banda de Lavras.

    ― A troco de quê? ― quis saber o moço, chupando a bomba.

    ― Pues tava variando, pensando que era metade homem e metade cavalo. Curei o animal.

    ― Oigalê.

    ― Ele até que não se importava, pues poupava montaria. A família é que encrencou com a bosta dentro de casa.

    ― A la putcha.

    O moço deu outra chupada, depois examinou a cuia com mais cuidado.

     ― Curtida barbaridade. ― Também. Mais usada que pronome oblíquo em conversa de professor.

    ― Oigatê.

    E a todas estas o moço não devolvia a cuia. O analista perguntou:

    ― Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

    ― É esta mania que eu tenho, doutor.

    ― Pos desembuche.

    ― Gosto de roubar as coisas.

    ― Sim.

    Era cleptomania. O paciente continuou a falar, mas o analista não ouvia mais.

    Estava de olho na sua cuia.

    ― Passa ― disse o analista.

    ― Não passa, doutor. Tenho esta mania desde piá.

    ― Passa a cuia.

    ― O senhor pode me curar, doutor?

    ― Primeiro devolve a cuia.

    O moço devolveu. Daí para diante, só o analista tomou chimarrão. E cada vez que o paciente estendia o braço para receber a cuia de volta, ganhava um tapa na mão.


Luis Fernando Veríssimo
Em virtude de o fluxo narrativo estar pautado na presença em uma conversa entre paciente e psicanalista, há a presença de muitos diálogos. Na fala abaixo, há a presença de uma vírgula para marcar qual estrutura sintática?

Mas o que é que lhe traz aqui, índio velho?

Alternativas:
Alternativas
Q3279134 Português
Os termos sublinhados das orações que se seguem foram identificados respectiva e CORRETAMENTE em:
Alternativas
Q3279027 Português
Assinale a alternativa correta quanto à função sintática dos termos em destaque.
Alternativas
Q3278943 Português
Quanto ao APOSTO, marque a alternativa correta quanto à classificação:
Alternativas
Q3278937 Português
“ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.” Fernando Pessoa.

Marque a alternativa correta quanto à função sintática de “Ó mar salgado”:
Alternativas
Q3278557 Português

"Não chame um cachorro com um chicote em sua mão." (provérbio africano)


Sobre a estruturação desse pensamento, assinalar a alternativa INCORRETA. 

Alternativas
Q3275941 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao seguinte trecho retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta corretamente a função sintática do termo destacado: “A nova modalidade de jogo é associada a eventos reais ou virtuais (fictícios) de diferentes modalidades esportivas”.
Alternativas
Q3275940 Português

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros


Por Revista Pesquisa Fapesp







(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

No seguinte trecho retirado do texto “Em dezembro daquele ano, o presidente Michel Temer, nas últimas semanas de seu mandato, sancionou a Lei nº 13.756, previamente aprovada pelo Congresso Nacional”, o vocábulo em destaque exerce a função de adjunto adverbial de:
Alternativas
Q3275203 Português

Estudo revela que mais de 50% dos casos de demência na América Latina são evitáveis


Por Redação do Jornal da USP






(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-revela-que-mais-de-50-dos-casos-de-demencia-naamerica-latina-sao-evitaveis/– texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “A obesidade pode estar relacionada ___ demências através da promoção de neuroinflamação”, qual é a classificação do adjunto adverbial “através da”?
Alternativas
Q3274101 Português
Texto 01


Janeiro branco


   Criada em 2014, pelo psicólogo e escritor mineiro Leonardo Abrahão, a campanha Janeiro Branco ganhou coro em todo o Brasil com sua mensagem. Acontecer no primeiro mês do calendário traz consigo o simbolismo do ano que se inicia, tal qual uma folha em branco para uma nova história ser escrita. Momento em que muitas pessoas fazem planos e promessas, com foco em mudanças e recomeços.

   Neste reinício, o convite da campanha é incluir a saúde emocional no roteiro, muitas vezes negligenciada ao longo do ano. Em 2025, o lema “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?” oferece reflexão e ação.

   Apesar de parecer simples, o conceito de saúde mental é complexo e individual, variando ao longo da vida e de acordo com as experiências e hábitos de cada um. Quem explica é Renato Herrman, RH e CEO da Bold Minds, empresa global que nasceu da crença de que o trabalho pode ser um lugar de crescimento e bem-estar.

   “Saúde mental é o nome que a gente dá para esse fenômeno que é a qualidade da nossa psique, da nossa cabeça, do nosso emocional. Ou seja, não é um objetivo a ser atingido, e sim um aspecto do ser humano que precisa de manutenção constante”.

   Tal qual a saúde física, a saúde emocional precisa de cuidados, precauções e monitoramento. [...]


Fonte: CHAGAS, Mariana. Janeiro branco. Disponível em: vidasimples.co/vida-simples/janeiro-branco-o-que-fazer-pela-saude-mental-agora-esempre. Acesso em: 22 fev. 2025. Adaptado.
Assinale a alternativa em que as vírgulas foram usadas para separar um aposto explicativo.
Alternativas
Q3273477 Português

Analise com atenção as colunas abaixo:


Coluna 01:

(__)Adjunto adnominal.

(__)Agente da passiva.

(__)Aposto.

(__)Complemento nominal.

(__)Predicado.


Coluna 02:

I.Termos acessórios da oração;

II.Termos integrantes da oração;

III.Termos essenciais da oração.



Correlacione ambas as colunas de acordo com a classificação de cada um dos termos da oração dispostos na Coluna 01. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta: 

Alternativas
Q3273222 Português
Um convite para se reencontrar


(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/sandra-cecilia-peradelles/noticia/2025/02/umconvite-para-se-reencontrar.html – texto adaptado especialmente para esta prova).


Assinale a alternativa que indica a correta função sintática do termo “Caríssimo” na linha 01. 
Alternativas
Q3267355 Português
Autoridades do governo Trump defendem uso de lei de guerra para deportar imigrantes


Lei foi defendida mesmo após juiz ter bloqueado a medida e de a Venezuela ter negado que os deportados eram membros de gangue

Valerie Volcovici e Nathan Layne


    Autoridades do governo Trump defenderam no domingo o uso de poderes extraordinários de guerra para deportar dezenas de imigrantes venezuelanos, apesar de um juiz ter bloqueado a medida e de a Venezuela ter negado afirmações das autoridades norte-americanas de que os deportados eram membros de gangue.

   "Trata-se de uma guerra moderna, e continuaremos a combatê-la e a proteger os cidadãos americanos a cada passo do caminho", disse a secretária de Justiça Pam Bondi à apresentadora da Fox News Maria Bartiromo, no programa Sunday Morning Futures.

   Bondi afirmou que a decisão do governo Trump de deportar 137 imigrantes venezuelanos no último fim de semana para El Salvador foi justificada porque eles eram membros da temida gangue Tren de Aragua da Venezuela e representavam um risco à segurança.

  O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, disse na sexta-feira, no entanto, que nenhum dos venezuelanos deportados pelos EUA para El Salvador era membro da gangue, a qual Washington declarou ser um grupo terrorista.

   O governo usou a Alien Enemies Act de 1798, uma lei de tempo de guerra, para deportar os imigrantes, alegando que eles estavam cometendo crimes violentos e enviando dinheiro para a Venezuela.

   O assessor de segurança nacional da Casa Branca, Mike Waltz, disse no programa "Face the Nation" da CBS, sem citar evidências, que o Tren de Aragua era um representante do governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

   "A lei de sedição se aplica plenamente porque também determinamos que esse grupo está agindo como representante do regime de Maduro", declarou Waltz. "Maduro está deliberadamente esvaziando suas prisões de forma indireta para influenciar um ataque aos Estados Unidos."

   O juiz distrital James Boasberg disse na sexta-feira que continuaria a investigar se o governo Trump violou sua ordem de bloquear temporariamente o uso da lei para deportações, depois de não ter conseguido desviar dois voos que transportavam os venezuelanos.

    O governo Trump enfrenta o prazo de 25 de março para responder à solicitação dele de mais detalhes sobre as deportações.

   Alguns juristas veem a situação como uma escalada no confronto do presidente Donald Trump com o judiciário e dizem que isso levanta preocupações de uma crise constitucional iminente.

   O czar da fronteira de Trump, Tom Homan, disse ao programa "This Week" da ABC News que não desafiaria a ordem de Boasberg, mas reiterou que o governo Trump continuaria a prender os imigrantes que considerasse perigosos.

    "Vamos continuar a prender ameaças à segurança pública e à segurança nacional", afirmou Homan. "Continuaremos a visar os piores dos piores."



https://www.terra.com.br/noticias/mundo/autoridades-do-governo-trump-defendem-uso-de-le i-de-guerra-para-deportar-imigrantes,97a5b71447658692ab095a856ac748f2sik3qb7m.html? utm_source=clipboard
[Questão Inédita] Na oração "Alguns juristas veem a situação como uma escalada no confronto do presidente Donald Trump com o judiciário e dizem que isso levanta preocupações de uma crise constitucional iminente." (10º parágrafo), o termo "como uma escalada no confronto do presidente Donald Trump com o judiciário" é identificado como:
Alternativas
Q3267351 Português
Autoridades do governo Trump defendem uso de lei de guerra para deportar imigrantes


Lei foi defendida mesmo após juiz ter bloqueado a medida e de a Venezuela ter negado que os deportados eram membros de gangue

Valerie Volcovici e Nathan Layne


    Autoridades do governo Trump defenderam no domingo o uso de poderes extraordinários de guerra para deportar dezenas de imigrantes venezuelanos, apesar de um juiz ter bloqueado a medida e de a Venezuela ter negado afirmações das autoridades norte-americanas de que os deportados eram membros de gangue.

   "Trata-se de uma guerra moderna, e continuaremos a combatê-la e a proteger os cidadãos americanos a cada passo do caminho", disse a secretária de Justiça Pam Bondi à apresentadora da Fox News Maria Bartiromo, no programa Sunday Morning Futures.

   Bondi afirmou que a decisão do governo Trump de deportar 137 imigrantes venezuelanos no último fim de semana para El Salvador foi justificada porque eles eram membros da temida gangue Tren de Aragua da Venezuela e representavam um risco à segurança.

  O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, disse na sexta-feira, no entanto, que nenhum dos venezuelanos deportados pelos EUA para El Salvador era membro da gangue, a qual Washington declarou ser um grupo terrorista.

   O governo usou a Alien Enemies Act de 1798, uma lei de tempo de guerra, para deportar os imigrantes, alegando que eles estavam cometendo crimes violentos e enviando dinheiro para a Venezuela.

   O assessor de segurança nacional da Casa Branca, Mike Waltz, disse no programa "Face the Nation" da CBS, sem citar evidências, que o Tren de Aragua era um representante do governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

   "A lei de sedição se aplica plenamente porque também determinamos que esse grupo está agindo como representante do regime de Maduro", declarou Waltz. "Maduro está deliberadamente esvaziando suas prisões de forma indireta para influenciar um ataque aos Estados Unidos."

   O juiz distrital James Boasberg disse na sexta-feira que continuaria a investigar se o governo Trump violou sua ordem de bloquear temporariamente o uso da lei para deportações, depois de não ter conseguido desviar dois voos que transportavam os venezuelanos.

    O governo Trump enfrenta o prazo de 25 de março para responder à solicitação dele de mais detalhes sobre as deportações.

   Alguns juristas veem a situação como uma escalada no confronto do presidente Donald Trump com o judiciário e dizem que isso levanta preocupações de uma crise constitucional iminente.

   O czar da fronteira de Trump, Tom Homan, disse ao programa "This Week" da ABC News que não desafiaria a ordem de Boasberg, mas reiterou que o governo Trump continuaria a prender os imigrantes que considerasse perigosos.

    "Vamos continuar a prender ameaças à segurança pública e à segurança nacional", afirmou Homan. "Continuaremos a visar os piores dos piores."



https://www.terra.com.br/noticias/mundo/autoridades-do-governo-trump-defendem-uso-de-le i-de-guerra-para-deportar-imigrantes,97a5b71447658692ab095a856ac748f2sik3qb7m.html? utm_source=clipboard
[Questão Inédita] No trecho "Autoridades do governo Trump defenderam no domingo o uso de poderes extraordinários de guerra para deportar dezenas de imigrantes venezuelanos..." (1º parágrafo), o termo "de poderes extraordinários de guerra" ocupa a função sintática de:
Alternativas
Q3267265 Português
  O grande dia chegou e o aguardado “And the Oscar goes to…” ecoou na voz de Penélope Cruz ao anunciar: I’m Still Here. Um prêmio esperado há décadas pelos brasileiros. “Finalmente!”, exclamaram alguns. “Eu sabia!”, diziam outros. E ainda houve quem reagisse com um incrédulo “Não acredito!”. Mas, independentemente das interjeições e expressões de surpresa, houve um consenso: “Merecido!”.

  O público brasileiro estava otimista, muitos acreditavam que três estatuetas viriam. Duas eram praticamente garantidas. No entanto, a previsão não se concretizou totalmente. Apesar da conquista do Oscar de Melhor Filme Internacional, a esperada vitória de Fernanda Torres como Melhor Atriz não aconteceu. Indignação, surpresa, decepção. “Injusto? Erraram? Inacreditável! Lamentável!”. Mas, no final, restou a sensação de uma medalha de prata no peito. Não foi como queríamos, mas foi. E foi grande.

   Walter Salles demonstrou segurança ao optar, de última hora, por não consultar o papel com anotações que guardava no bolso do blazer. Confiou na essência de seu discurso, que já estava na ponta da língua. Breve, direto e sem rodeios, mas carregado de clareza e reflexão, ele transmitiu com intensidade a mensagem central de Ainda Estou Aqui.

   Com tranquilidade e carisma, mencionou os principais agradecimentos de forma honrosa. Foi um discurso muito esperado, e Salles conseguiu transmiti-lo de maneira magistral. Parabéns, Walter Salles!

   Parabéns também a Fernanda Torres, Selton Mello e todos os envolvidos nessa narrativa real que trouxe à tona a angústia silenciada de Eunice Paiva nos tempos da ditadura. Uma história poderosa que atravessou fronteiras e emocionou o mundo.


https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/verbalize/discurso-de-walter-salles-no-oscar2025/
[Questão Inédita] Na oração “Breve, direto e sem rodeios, mas carregado de clareza e reflexão, ele transmitiu com intensidade a mensagem central de Ainda Estou Aqui.” (3º parágrafo), o termo composto sublinhado é identificado como:
Alternativas
Q3267261 Português
  O grande dia chegou e o aguardado “And the Oscar goes to…” ecoou na voz de Penélope Cruz ao anunciar: I’m Still Here. Um prêmio esperado há décadas pelos brasileiros. “Finalmente!”, exclamaram alguns. “Eu sabia!”, diziam outros. E ainda houve quem reagisse com um incrédulo “Não acredito!”. Mas, independentemente das interjeições e expressões de surpresa, houve um consenso: “Merecido!”.

  O público brasileiro estava otimista, muitos acreditavam que três estatuetas viriam. Duas eram praticamente garantidas. No entanto, a previsão não se concretizou totalmente. Apesar da conquista do Oscar de Melhor Filme Internacional, a esperada vitória de Fernanda Torres como Melhor Atriz não aconteceu. Indignação, surpresa, decepção. “Injusto? Erraram? Inacreditável! Lamentável!”. Mas, no final, restou a sensação de uma medalha de prata no peito. Não foi como queríamos, mas foi. E foi grande.

   Walter Salles demonstrou segurança ao optar, de última hora, por não consultar o papel com anotações que guardava no bolso do blazer. Confiou na essência de seu discurso, que já estava na ponta da língua. Breve, direto e sem rodeios, mas carregado de clareza e reflexão, ele transmitiu com intensidade a mensagem central de Ainda Estou Aqui.

   Com tranquilidade e carisma, mencionou os principais agradecimentos de forma honrosa. Foi um discurso muito esperado, e Salles conseguiu transmiti-lo de maneira magistral. Parabéns, Walter Salles!

   Parabéns também a Fernanda Torres, Selton Mello e todos os envolvidos nessa narrativa real que trouxe à tona a angústia silenciada de Eunice Paiva nos tempos da ditadura. Uma história poderosa que atravessou fronteiras e emocionou o mundo.


https://jornaldebrasilia.com.br/blogs-e-colunas/verbalize/discurso-de-walter-salles-no-oscar2025/
[Questão Inédita] No trecho “Mas, independentemente das interjeições e expressões de surpresa, houve um consenso: “Merecido!”.” (1º parágrafo), o termo “das interjeições e expressões de surpresa” ocupa a função sintática de:
Alternativas
Q3261384 Português

Solidariedade


    O gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora.

    Assim devíamos ser habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas.

    Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se (1) deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se (2) com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos (3) enreda e nos paralisa.

    Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável.

    Uma hora a mais em casa não para se (4) trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como o lugar do afeto, não do cansaço.

    Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo — se estamos perdidos no nosso cotidiano?

    Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados?

    Para mim, a solidariedade precisa ser antes de tudo o aprendizado da humanidade pessoal.

    Depois de sermos gente, podemos — e devemos — sair dos muros e tentar melhorar o mundo, que anda tão, tão precisado.


Lya Luft - Caminhos da Solidariedade.

Assinalar a alternativa em que há uma frase com dois complementos nominais.
Alternativas
Respostas
221: A
222: E
223: D
224: E
225: A
226: C
227: E
228: B
229: C
230: A
231: A
232: E
233: D
234: B
235: D
236: E
237: C
238: A
239: C
240: A