Questões de Concurso
Sobre uso dos dois-pontos em português
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I. e no poder, hostilidade - a vírgula assinala elipse do verbo.
II. - metáforas que frequentemente são utilizadas na descrição de políticos ? os travessões isolam segmento explicativo.
III. aos consagrados preceitos do "não matar" e do "não mentir" ? as aspas indicam reprodução exata de princípios estabelecidos.
IV. equipara a mentira à pior forma de roubo: ? os dois- pontos indicam intervenção de novo interlocutor no contexto.
Está correto o que se afirma em
Leia o fragmento abaixo.
ZOO Dez animais para a ilha deserta: o gato, o cão, o papagaio, o peru, o sabiá, o burrinho, o vaga-lume, o esquilo e a borboleta. (Guimarães Rosa)
Sobre ele, assinale a alternativa que explica a utilização dos dois–pontos.
O texto abaixo servirá de base para as questões de 01 a 20.
O pior cego
AO DELEGADO, o assaltante contou que estava apenas começando na carreira do
crime. E começando mal, tinha de reconhecer. Fracassara em sua primeira tentativa de
3 assalto e agora estava ali, na delegacia, prestes a curtir uma temporada na prisão. Mas
alguma coisa aprendera com o insucesso. Na verdade, duas coisas.
A primeira delas: facilidades são enganosas. Vendo o cego, achara que ali estava a
6 vítima ideal: um homem que caminhava com dificuldade, tateando o chão com sua
bengala. E que levava um celular preso à cintura, pedindo para ser arrebatado. Agora:
como poderia ele imaginar que um cego, e ainda por cima franzino, teria tamanha força
9 nos braços? E fora exatamente isso que acontecera: o cego o prendera num abraço
poderoso, que nada tinha de afetivo: queria apenas imobilizá-lo até que chegasse a
polícia.
12 Segunda coisa: fora um erro colocar o celular na cueca. Aliás, isso ele já deveria
saber, depois daquela experiência dos caras presos com um monte de dólares nas
cuecas. Um incidente que divertira todo o país e que poderia lhe ter servido de
15 advertência.
Esses erros ele não mais cometeria. Daí por diante, na senda do crime, manteria os
olhos bem abertos. Como dizia um vizinho seu, o pior cego é aquele que não quer ver. E o
18 vizinho seguramente sabia do que estava falando. Porque era cego e nunca fora
assaltado.
SCLIAR, Moacyr. Folha de São Paulo. Cotidiano. São Paulo, 07 de abril de 2008. Disponível em: <www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 02 maio 2008.
Na linha 6, o uso dos dois-pontos serve para
A afirmativa INCORRETA a respeito do segmento acima é:
texto contidos nos itens a seguir.

Com relação ao texto acima, julgue os itens que se seguem.
Tomando por base o texto acima, julgue os itens.

Julgue os seguintes itens a respeito do texto acima.
Tristeza de Cronista
A moça viera da cidade para os lados de Botafogo. No ônibus repleto, dois rapazes de pé conversavam, e sua conversa era ouvida por todos os passageiros. (Inconveniente dos hábitos atuais). Eram dois rapazes modernos, bem vestidos, bem nutridos. (Ah! Este excesso de vitaminas e de esportes!). Um não conhecia quase nada da cidade e outro servia-lhe de cicerone. Mostrava-lhe, pois, a avenida e os seus principais edifícios, a Cinelândia, o Obelisco, o Monumento dos Pracinhas, o Museu de Arte Moderna, o Aterro, o mar...
O outro interessava-se logo pelas minúcias: qual o melhor cinema? Quantos pracinhas estão ali? que se pode ver no museu? Mas os ônibus andam tão depressa e caprichosamente que as perguntas e respostas se desencontravam. (Que fôlego humano pode competir com o de um ônibus?).
Quanto ao Pão de Açúcar, o moço não manifestou grande surpresa: já o conhecia de cartões-postais;
apenas exprimiu o seu receio de vir o carrinho a enguiçar. Mas o outro combateu com energia tal receio, como se ele mesmo fosse o engenheiro da empresa ou, pelo menos, agente turístico.
Assim chegaram a Botafogo, e a atenção de ambos voltou-se para o Corcovado, porque um dizia: “Quando você vir o Cristo mudar de posição, e ficar de lado e não de frente, como agora, deve tocar a campainha, porque é o lugar de saltar”. O companheiro prestou atenção.
Mas, enquanto não saltava, o cicerone explicou ao companheiro: “Nesta rua há uma casa muito importante. É a casa de Rui Barbosa. Você já ouviu falar nele?” O outro respondeu que sim, porém sem grande convicção.
Mais adiante, o outro insistiu: “É uma casa formidável. Imagine que tudo lá dentro está conforme ele
deixou!” O segundo aprovou, balançando a cabeça com muita seriedade e respeito. Mas o primeiro estava empolgado pelo assunto e tornou a perguntar: “Você sabe quem foi Rui Barbosa, não sabe?” O segundo atendeu ao interesse do amigo: “Foi um sambista, não foi?” O primeiro ficou um pouco sem jeito, principalmente porque uns dois passageiros levantaram a cabeça para aquela conversa. Diminuiu um pouco a voz: ”Sambista, não”. E tentou explicar. Mas as palavras não lhe ocorriam e ficou por aqui: “Foi... foi uma pessoa muito falada”. O outro não respondeu.
E foi assim que o Cristo do Corcovado mudou de posição sem eles perceberem, e saltaram fora do ponto.
Ora, a moça disse-me; “Você com isso pode fazer uma crônica”. Respondi-lhe: “A crônica já está feita por si mesma. É o retrato deste mundo confuso, destas cabeças desajustadas. Poderão elas ser consertadas? Haverá maneira de se pôr ordem nessa confusão? Há crônicas e crônicas mostrando o caos a que fomos lançados. Adianta alguma coisa escrever para os que não querem resolver?”
A moça ficou triste e suspirou. (Ai, nós todos andamos tristes e suspirando!).
Meireles, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Círculo do livro, s/d.
I) “O outro interessava-se logo pelas minúcias: ...” (§ 2º.)
II) “... o moço não manifestou grande surpresa: já o conhecia de cartões postais; ...” (§ 3º.)
III) “... e tornou a perguntar: “Você sabe quem foi Rui Barbosa, não sabe?” (§ 6º.)
Os dois-pontos registram, respectivamente, ocorrência das seguintes estruturas lingüísticas:

Julgue os próximos itens, a respeito da organização e das ideias
do texto acima.

Com base no texto acima, julgue os itens de 19 a 25.
I. O uso da preposição a antes de "que"(l.2) é exigência das regras gramaticais que normatizam as relações sintáticas com o substantivo "acesso"(l .2).
II. O sinal de dois-pontos depois de "educacional" (l.5) introduz uma explicação; por isso poderia ser substituído por uma vírgula seguida de porque.
III. A coerência textual exige que, para manter a correção gramatical, seja usado futuro em "dependerá"(l.11), por causa do uso de pretérito em "escolheu"(l.12) e de futuro em "será"(l.12).
IV. Embora as regras de pontuação admitam a omissão das vírgulas que demarcam "assim"(l.13), sua não-ocorrência altera as relações de sentido entre "relatos"(l.13) e a informação anterior; "assim" qualifi caria "relatos", em vez de marcar a idéia da oração como conclusiva.
A quantidade de itens corretos é:

Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem.




