Questões de Concurso Sobre uso dos dois-pontos em português

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Q326493 Português
Julgue os itens de 10 a 15, referentes às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima.


O texto permaneceria correto e com o mesmo sentido caso, na linha 15, fosse empregado o sinal de dois-pontos no lugar do ponto final, com a devida alteração de maiúscula e minúscula.
Alternativas
Q323212 Português
O emprego do sinal de pontuação dois pontos (:) no fragmento “O Sistema Métrico Decimal adotou, inicialmente, três unidades básicas de medida: o metro, o quilograma e o segundo.” está corretamente justificado na opção:
Alternativas
Q321683 Português
Imagem 002.jpg

Julgue os itens a seguir, relativos às estruturas linguísticas e
informações do texto acima.
O sinal de dois-pontos logo depois de “critérios” (l.3) está empregado para anunciar uma enumeração explicativa.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: MPU Prova: CESPE - 2013 - MPU - Analista - Direito |
Q318232 Português
Julgue os itens seguintes, relativos ao texto acima apresentado.

Sem prejuízo dos sentidos originais do texto e de sua correção gramatical, na linha 3, o ponto final empregado logo após a forma verbal “diversificam” poderia ser substituído por sinal de dois-pontos, seguido por “Os” grafado com inicial minúscula.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FCC Órgão: AL-PB Prova: FCC - 2013 - AL-PB - Assessor Técnico Legislativo |
Q318109 Português
Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 9 e 10.

Imagem 003.jpg

Está correto o que se afirma a respeito da pontuação em:

Alternativas
Q312954 Português
No trecho – Nesse contexto, governos e empresas estão fechando o cerco contra a corrupção e a fraude, valendo- -se dos mais variados mecanismos: leis severas, normas de mercado e boas práticas de gestão de riscos. – o emprego de dois-pontos cumpre a função de

Alternativas
Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: PC-ES Prova: FUNCAB - 2013 - PC-ES - Escrivão de Polícia |
Q305519 Português
O sentido do enunciado torna inaceitável o uso de dois-pontos em lugar da vírgula ou ponto e vírgula destacados entre colchetes em:

Alternativas
Q303377 Português
       Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-nos a vila de São Paulo como centro de amplo sistema de estradas expandindo-se rumo ao sertão e à costa. Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, não raro, quem pretenda servir-se desses documentos para a elucidação de algum ponto obscuro de nossa geografia histórica. Recordam-nos, entretanto, a singular importância dessas estradas para a região de Piratininga, cujos destinos aparecem assim representados em um panorama simbólico. 
      Neste caso, como em quase tudo, os adventícios deveram habituar-se às soluções e muitas vezes aos recursos materiais dos primitivos moradores da terra. Às estreitas veredas e atalhos que estes tinham aberto para uso próprio, nada acrescentariam aqueles de considerável, ao menos durante os primeiros tempos. Para o sertanista branco ou mamaluco, o incipiente sistema de viação que aqui encontrou foi um auxiliar tão prestimoso e necessário quanto o fora para o indígena. Donos de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens, em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador inigualável nas entradas, sabiam os paulistas como transpor pelas passagens mais convenientes as matas espessas ou as montanhas aprumadas, e como escolher sítio para fazer pouso e plantar mantimentos. 
      Eram de vária espécie esses tênues e rudimentares caminhos de índios. Quando em terreno fragoso e bem vestido, distinguiam- se graças aos galhos cortados a mão de espaço a espaço. Uma sequência de tais galhos, em qualquer floresta, podia significar uma pista. Nas expedições breves serviam de balizas ou mostradores para a volta. Era o processo chamado ibapaá, segundo Montoya, caapeno, segundo o padre João Daniel, cuapaba, segundo Martius, ou ainda caapepena, segundo Stradelli: talvez o mais generalizado, não só no Brasil como em quase todo o continente americano. Onde houvesse arvoredo grosso, os caminhos eram comumente assinalados a golpes de machado nos troncos mais robustos. Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos de sutileza. Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na serra de Tunuí: constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais, a maior metida na terra, e a outra, em ângulo reto com a primeira, mostrando o rio. Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o sinal. 

      (Sérgio Buarque de Holanda. Caminhos e fronteiras. 3.ed. S. Paulo: Cia. das Letras, 1994. p.19-20)
Atente para as afirmações abaixo sobre a pontuação empregada em segmentos do texto.

I. Recordam-nos, entretanto, a singular importância dessas estradas para a região de Piratininga, cujos destinos aparecem assim representados em um panorama simbólico. (1o parágrafo)

A vírgula colocada imediatamente depois de Piratininga poderia ser retirada sem alteração de sentido.

II. Eram de vária espécie esses tênues e rudimentares caminhos de índios. (3o parágrafo)

A inversão da ordem direta na construção da frase acima justificaria a colocação de uma vírgula imediatamente depois de espécie, sem prejuízo para a correção.

III. Era o processo chamado ibapaá, segundo Montoya, caapeno, segundo o padre João Daniel, cuapaba, segundo Martius, ou ainda caapepena, segundo Stradelli: talvez o mais generalizado, não só no Brasil como em quase todo o continente americano. (3o parágrafo)
Os dois-pontos poderiam ser substituídos por um travessão, sem prejuízo para a correção e a clareza.

Está correto o que se afirma APENAS em
Alternativas
Q302033 Português
Atente para as seguintes afirmações sobre a pontuação empregada no texto.

I. Os homens que se tornaram conhecidos por terem abalado o mundo de forma decisiva no passado tinham começado como reis, como Alexandre, ou patrícios, como Júlio César ... (1o parágrafo)
O segmento em destaque poderia ser isolado por vírgulas, sem prejuízo para o sentido e a correção.

II. Para os franceses ele foi também algo bem mais simples: o mais bem-sucedido governante de sua longa história. (2o parágrafo)
Uma vírgula poderia ser colocada imediatamente depois do termo franceses, sem prejuízo para a correção e a lógica.

III. Ele destruíra apenas uma coisa: a Revolução de 1789, o sonho de igualdade, liberdade e fraternidade, do povo se erguendo na sua grandiosidade para derrubar a opressão. (3o parágrafo)
Os dois-pontos introduzem no contexto um segmento explicativo.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q300714 Português
Sobre a pontuação empregada no texto, afirma-se corretamente:

Alternativas
Ano: 2012 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Alenquer - PA Provas: FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Matemática | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Médico ortopedista e traumatologista | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Psicólogo | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Educação Física | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Médico veterinário | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Engenheiro Ambiental | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Língua Inglesa | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Contador | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Médico clínico | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Fisioterapeuta | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Ciências - Biologicas | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Artes | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Engenheiro Florestal | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Enfermeiro | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Língua Portuguesa | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Engenheiro Civil | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Administrador | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Agrônomo | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Biólogo | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - História | FADESP - 2012 - Prefeitura de Alenquer - PA - Professor - Geografia |
Q2877302 Português

COM BASE NO TEXTO ABAIXO, ASSINALE A ALTERNATIVA QUE COMPLETA CORRETAMENTE AS QUESTÕES DE 01 A 10.


Disponível em:. Acesso em: 22 out. 2012.

A informação que vem logo após os dois-pontos (linha 7)

Alternativas
Q2213442 Português
A questão deve ser respondida com base no texto a seguir. Leia atentamente o texto.

RAIZ APARECIDA
2.png (705×385)

(LIRA, Adriana. Revista Casa e comida. n. 16, abr/maio, 2012. p. 65 (Texto adaptado). 

Em relação ao texto, pode-se afirmar que,
I. no primeiro parágrafo, prevalece nos períodos o deslocamento dos constituintes oracionais. II. no segundo parágrafo, os dois pontos servem para introduzir uma explanação. III.no terceiro parágrafo, a conjunção “como” é usada para expressar uma relação de comparação.
São CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q2213430 Português
A questão deve ser respondida com base no texto a seguir. Leia atentamente todo o texto.

O FUTURO DO LIXO
Aterro usa plasma para gerar energia a partir de resíduos

1.png (711×586)

CORDEIRO, Tiago. Revista Galileu. n. 250. Maio 2012, p. 21 (Texto adaptado)
“Lá, a temperatura é dos infernos: 10 mil°C, graças a uma descarga elétrica gerada por dois eletrodos.” (linhas 13-15)
A função dos dois pontos nesse trecho é 
Alternativas
Q2101128 Português
FAÇA UMA COISA DE CADA VEZ









SANTOS, P.; ARRAIS,D.; KOKAY,E. Galileu, n. 243, outubro 2011, p.42-51. Adaptado.

*multitasking - multitarefas
**monotasking - tarefa única
O trecho que conta o final da história do analista de sistemas mencionado no texto está adequadamente pontuado em:
Alternativas
Q1659385 Português

Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Novo plástico que 'sangra' se regenera sozinho

Salvador Nogueira

Um dia no futuro: você faz aquela baliza malfeita e fica com um arranhão no para-choque traseiro. De repente, o plástico cinza fica avermelhado na região do dano. Em alguns minutos, a mancha desaparece, assim como o risco. Problema resolvido.

Parece mágica? Bem, como dizia Arthur C. Clarke, saudoso escritor, qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia. E é bem esse o caso do trabalho do engenheiro de materiais Marek Urban, da Universidade do Sul do Mississippi em Hattiesburg, nos Estados Unidos. [...] 


Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1072721-novo-plastico-que-sangra-se-regenera-sozinho.shtml>.

Acesso em: 18 de abril 2012. (Texto adaptado)

Em relação aos sinais de pontuação, é possível afirmarmos que
Alternativas
Q1659323 Português
Leia os enunciados a seguir para responder à questão.
I. Se você gosta de comida mexicana, anote esse nome: Lasca do Zé e da Maria. II. Abajur de porcelana e bronze: uma peça glamourosa e tropical. III. “Brigadeiro puxa-puxa, feito raspa de panela, enroladinho feito bala...” IV. Ela enfeitiçou os nobres espanhóis em 1878 e agora desembarca no Brasil para agitar nosso verão. Madame Cloá, o champanhe da vinícula familiar Martan, à venda na Joyce & Cia, nas versões rose e brut.
Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1654106 Português

    Podemos afirmar que existem duas unanimidades na teoria econômica, com resultados práticos inevitáveis. Salvo algumas poucas opiniões em contrário, a primeira delas diz respeito à neutralidade das atividades econômicas sobre a natureza e seus ecossistemas. Isto é, tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza, os elos biológicos e os ecossistemas. A maioria dos economistas acredita nisso, mas, olhando ao redor, nos perguntamos com base em que essa crença foi criada. A segunda unanimidade, derivada da primeira, é a obsessão pelo crescimento, como única forma de resolver os problemas humanos relacionados ao bem-estar e à felicidade. Por essa razão, a preocupação rotineira dos economistas em geral é a capacidade de as economias continuarem crescendo infinita e ininterruptamente. Vemos essa preocupação surgir nas justificativas de medidas governamentais, bem como nos textos de diversos autores no Brasil e fora dele. Um exemplo é o Consenso de Washington, cuja finalidade foi pavimentar nos países em desenvolvimento as condições necessárias para a expansão das atividades. No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade, iniciamos o século XXI com enorme angústia em torno da nossa capacidade de crescer. Os riscos financeiros vêm se multiplicando, com ou sem as reformas do Consenso.

    A situação econômica atual é crítica e vários economistas parecem deter a solução do problema: voltar a crescer. Precisamos tomar cuidado porque nem sempre os fins justificam os meios. Em primeiro lugar, não existe uma relação direta entre crescimento econômico e maior empregabilidade, já que o avanço tecnológico produz um crescimento de empregos que não alcança o da população. Além disso, o crescimento gerado com base na exaustão e degradação dos recursos naturais já está se mostrando inviável. Essa fórmula pode ser alentadora no curto prazo, mas fornece grande preocupação quanto ao futuro. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: “na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não engendram apenas um efeito, mas uma série de efeitos. Desses, só o primeiro é imediato porque se manifesta junto com sua causa (se vê); os outros se desenrolarão sucessivamente (não se veem). Somos felizes se pudermos prevê-los.”

(Adaptado de Hugo Penteado. Ecoeconomia: uma nova abordagem. São Paulo, Lazuli Editora, 2008, p. 89-92)

Leia atentamente as afirmações abaixo.


I. Somos felizes se pudermos prevê-los. (final do texto)

De acordo com o contexto, o pronome grifado acima se refere a efeitos.


II. ... tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza... (1° parágrafo)

... nem sempre os fins justificam os meios. (2° parágrafo)

Ambos os verbos grifados nas frases acima exigem o mesmo tipo de complemento.


III. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: "na esfera econômica..." (2° parágrafo)

O sinal de dois-pontos empregado na frase acima introduz uma citação.


Está correto o que se afirma APENAS em

Alternativas
Q1654103 Português

    Como toda narração fantástica, a história da origem de Arthur Bispo do Rosário apresenta fatos difíceis de comprovar. Apelando para a imaginação, poderíamos começar assim: “Um dia eu simplesmente apareci no mundo.” Essa era a sua resposta a quem lhe perguntasse sobre sua origem. Ele se recusava a falar sobre sua família, suas raízes, sua cultura. Na sua história, ele era filho de Deus; havia sido adotado pela Virgem Maria e “aparecido” no mundo em seus braços.

    Bispo nasceu em Japaratuba, no estado de Sergipe, na primeira semana de julho de 1909, e não foi registrado em cartório. Foi batizado três meses depois, em 5 de outubro, na Igreja Nossa Senhora da Saúde daquela cidade. Segundo o registro do livro de batismo da igreja, seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus. Todavia, no boletim oficial de sua passagem pela Marinha brasileira, o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909. Segundo o documento de sua admissão como lavador de bondes na Viação Excelsior, no Rio de Janeiro, ele teria nascido em 16 de março de 1911; e, na sua ficha de internação da Colônia Juliano Moreira, hospital psiquiátrico do qual foi paciente, o item filiação foi preenchido com a anotação “desconhecida”.

    [...]

    Bispo não desenhou, não pintou nem esculpiu. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele. Mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs a partir de objetos já prontos. Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele; suas obras nasceram das coisas que recolheu por onde andava ou que adquiria no mercado negro do hospício. Na sua maioria, objetos sem vida útil, detritos, sucatas de toda espécie. Na sede compulsiva de criar, quase tudo ao seu redor se transformava em material para criação plástica e, quando necessitava de um tipo específico de material, obtinha-o transformando o que havia à mão: uniformes, lençóis, sacos de estopa. Era um artesão aficionado na ordenação, na catalogação, no preenchimento de espaços e no ato de envolver com fios o corpo dos objetos. Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes, bordados, roupas e uma infinidade de outras coisas, difíceis de nomear. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).

(Fragmentos adaptados de Marta Dantas. Arthur Bispo do Rosário. S.Paulo, Editora UNESP, 2009, p.17 e 84)

Atente para as seguintes afirmações sobre a pontuação empregada no texto.


I. ... seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus.

... o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909...

Nos segmentos acima, as vírgulas são facultativas e poderiam ser retiradas sem prejuízo para o sentido original e a correção.


II. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele.

Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele...

As aspas empregadas nas frases acima indicam a relativização com que devem ser lidos os termos destacados e a reserva que se faz quanto à sua utilização corrente.


III. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).

Os dois-pontos da frase acima poderiam ser substituídos por pois, antecedido de vírgula, mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Ano: 2012 Banca: PROGEP Órgão: UFPR
Q1200885 Português
Assinale a alternativa em que o texto está corretamente pontuado.
Alternativas
Q864544 Português

                                            INCÊNDIO


      Vi a menina procurar pela mãe, na multidão em frente ao edifício que pegara fogo, e ninguém dizer-lhe onde estava ela. E a menina sabia que a mãe morrera; sabia de vaga notícia, de obscura ciência, como essas coisas se sabem sem necessidade de testemunho. Ela passeava entre populares e fotógrafos o seu rostinho contraído, sua vozinha de choro, sua escassez de palavras. E quando apareceu um bombeiro para dizer-lhe que a  pessoa morta não devia ser sua mãe, todos os sinais tranquilizadores que ele dava eram precisamente sinais confirmativos da perda. E a menina era apenas uma dor humilde, entre outras que latejavam naquele momento em meio à confusão das providências para apagar as chamas e salvar as vidas. 

      Vi a moça dependurar-se à corda, lá no alto, sua saia abrir-se como uma flor redonda, parece mulher ensaiando voo, os cabelos são louros, a moça vem devagar e difícil, os braços tensos afrouxam, ela tomba no vazio. De repente não é mais nada senão uma forma chata sobre a marquise. Raro é ver a morte operar assim à plena luz, sem disfarce nem preparativo de anos e anos. A morte dando demonstração. E a morte estava solta no vão entre dois edifícios, um que se queimava, outro que assumia o papel de porto de salvação. A vida por uma corda, fora do circo, no coração do cotidiano. Uma corda que não chega a rebentar, não é preciso, as mãos da moça é que cederam.

      Vi... Não vi nada disso no local, mas em casa, em preto e branco, repetido pelo televisor que captou a morte, a dor da menina, o material da tragédia no momento em que ela  se fazia. A documentação hoje em dia não acompanha a vida de perto: confunde-se com a vida, e, o que é terrível, nos obriga a todos a ser espectadores de dramas que não podemos remediar, mas cujos horrores temos de contemplar de cara. A menos que desliguemos o aparelho, como o avestruz se recolhe às penas, assistimos de palanque ao incêndio, à inundação, ao terremoto.

      Desses homens e mulheres sacrificados no último incêndio pode dizer-se que morreram antes da hora, não de sua própria morte, mas de outra improvisada e injusta. Arde uma casa e as chamas não matam ninguém. O que mata é a fuga ao incêndio, é a impossibilidade de fugir a ele, nesses edifícios onde tudo foi previsto menos o resguardo da vida de seus moradores. É o despreparo, a omissão, o que-nem-me-importa com o que possa acontecer, porque na maioria dos casos não acontece nada, os incêndios não são diários e metódicos. Vivemos sob o signo da ameaça, e com ele nos habituamos de tal modo que nem o sentimos. Todos esses edifícios, amontoados, colados, como um rebanho denso, toda essa gente dormindo ou trabalhando em seus milhares de escaninhos no ar, sem garantia a não ser o acaso, previsão, sem consciência do perigo, até que um dia a moça loura se agarra desesperadamente a uma corda e depois arria como um balão tascado... É de arrepiar.

(ANDRADE, Carlos Drummond. Auto-retrato e outras crônicas. RJ:Record, 1989)

O uso dos dois pontos em “A documentação hoje em dia não acompanha a vida de perto: confunde-se com a vida” tem função similar na seguinte oração:
Alternativas
Respostas
1101: C
1102: B
1103: C
1104: C
1105: C
1106: E
1107: A
1108: A
1109: E
1110: E
1111: B
1112: A
1113: A
1114: A
1115: C
1116: D
1117: B
1118: D
1119: C
1120: B