Questões de Concurso Comentadas sobre uso do ponto, do ponto de exclamação e do ponto de interrogação em português

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Q2200810 Português

TEXTO


A cor da injustiça ambiental no Brasil

Carolina Azevedo e Samantha Prado


     Na semana do Carnaval, o litoral norte de São Paulo foi afetado por um desastre ambiental sem precedentes na história do Brasil. Foram mais de 680 milímetros de chuva acumulados no período de 24 horas, o maior registro do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) no país até o momento – o que resultou na devastação de diversas áreas nas cidades de Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Caraguatatuba, Ilhabela e Ubatuba. Ao todo foram 65 mortos e mais de 2 mil pessoas entre desabrigados e desalojados.


        A situação não pode ser lida apenas como um evento extremo isolado. Desastres bastante similares têm ocorrido nos últimos anos, como as inundações em Petrópolis (RJ) e Pernambuco em 2022. O que esses episódios têm em comum? Os mais afetados são majoritariamente a população pobre e negra.


          Com o objetivo de analisar como os efeitos da crise ambiental se manifestam de forma territorialmente desigual, impactando desproporcionalmente certas populações a depender do seu grau de vulnerabilidade, o Instituto Pólis realizou o estudo “Racismo ambiental e justiça socioambiental nas cidades”. De acordo com a pesquisa, esse desequilíbrio é, em parte, a expressão da injustiça e do racismo ambientais nas cidades brasileiras. “Temos visto nos últimos anos, especialmente no verão, diversos desastres no país – e também quais foram suas vítimas. Acompanhamos um agravamento das situações e, com certeza, o negacionismo no momento de compreender as mudanças climáticas e seus impactos urbanos está dentro da lógica de como construímos as nossas cidades”, declara Maria Gabriela Feitosa dos Santos, uma das pesquisadoras que fez parte da produção do estudo.


      Existe um padrão recorrente inegável quanto à distribuição territorial da população nas cidades brasileiras. Observando o censo do IBGE de 2010, é possível ver que a renda é maior nas áreas onde a população residente é mais branca do que negra – territórios que condizem com condições de urbanização e saneamento melhores, contando com maior investimento público. Mais dados do censo mostram que os chamados aglomerados subnormais, áreas caracterizadas por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas com restrição à ocupação, reiteram o padrão territorial observado. Nas três cidades estudadas pelo Instituto Pólis – São Paulo, Recife e Belém –, o percentual de pessoas negras que residem em áreas desse tipo supera as médias de cada município, evidenciando a tendência de concentração desse grupo nesses territórios.


            Em outras palavras, a distribuição demográfica e racial das cidades evidencia que a população negra vive em piores condições ambientais e com menos recursos financeiros para lidar com os impactos de eventuais emergências ou desastres – colocando-a em situação de vulnerabilidade. “Por estarmos em uma sociedade racialmente estruturada, a desigualdade social é um instrumento que opera de acordo com essa lógica. Isso pode ser visto sobretudo no funcionamento da expansão imobiliária”, diz Maria Gabriela. As áreas onde o mercado imobiliário não tem interesse acabam sendo esquecidas pelo poder público, deixadas de lado no quesito de criação de infraestrutura e, por isso, tornam-se locais mais baratos e viáveis para serem ocupados pela população mais vulnerabilizada. “Essa desigualdade gera riscos socialmente produzidos. São escolhas feitas pelas políticas urbanas que a gente tem adotado e implementado, gerando uma lógica de ocupação de risco”, completa Feitosa dos Santos.


              A localização e as características dos aglomerados subnormais nas três cidades analisadas ilustram como a ocupação de áreas de potencial risco são apropriadas pela população vulnerabilizada como alternativa para a questão habitacional não tratada pelo Estado. Em São Paulo, o IBGE aponta que 355.756 domicílios em aglomerados subnormais encontram-se em áreas de encosta e margens de rios, córregos e lagos. É importante ressaltar que a ocupação de áreas de risco não advém de uma escolha, mas sim da total falta de alternativas habitacionais. “Chamamos atenção para a questão do déficit habitacional. Pessoas e famílias residem em áreas inapropriadas como uma última alternativa, uma resposta própria à questão habitacional que historicamente não tem sido equacionada pelo Estado como deveria ser”, diz a pesquisadora.


          Todo esse quadro expõe a forma como os conceitos de justiça socioambiental e racismo ambiental são intrincados: enquanto o primeiro caracteriza a produção de impactos desiguais pelo meio ambiente, que sobrecarregam grupos minoritários e a população de baixa renda; o racismo ambiental evidencia as consequências dessas degradações, concentradas em bairros e territórios periféricos, onde vivem famílias mais pobres e há maior concentração de pessoas negras, indígenas e quilombolas.


             Para além do déficit habitacional, está a diferença de tratamento entre comunidades de baixa renda e condomínios de luxo em áreas sujeitas a desastres ambientais. Não bastando serem proibidas pela classe média e alta de construírem moradia nas faixas de terra mais seguras, populações assentadas em áreas de risco ambiental são frequentemente retiradas à força e sem qualquer garantia de direitos, enquanto moradores de condomínios e chácaras são tratados por autoridades com complacência.


           Esse é o caso de moradores das margens da Represa Billings, no extremo sul da cidade de São Paulo. Segundo mapeamento do Instituto Pólis, comunidades de baixa-renda do Jardim Noronha receberam de autoridades quatro ameaças de remoção, dada a fragilidade ambiental e o risco apresentado pela área de mananciais. O tratamento, no entanto, não se estendeu para o loteamento de chácaras Jardim Moraes Prado, bairro vizinho também colado à represa. O caso evidencia que a intervenção pública é também pautada pelo racismo ambiental, como explica Feitosa dos Santos: “Há uma tendência de criminalização de muitas dessas áreas em detrimento de ocupações de alto padrão que dividem a mesma área e ainda assim não são alvo da mesma criminalização que acontece com as ocupações. É necessário compreender esse cenário e incluir a população marginalizada dentro dessa demanda.”


           Ou seja, no contexto de desastres climáticos como as chuvas que assolaram o litoral paulista, políticas paliativas voltadas para regiões ricas das cidades não são o bastante, dado que as mudanças climáticas continuarão agravando a situação de comunidades periféricas a cada ano. “É necessário que se reverta essa lógica de políticas paliativas por políticas perenes, que antecedam esses fenômenos. Elas não necessariamente vão evitar mas vão dar capacidade de resiliência a essa população”, defende a pesquisadora.


                Para isso, é necessário entender a crise climática a partir de uma perspectiva social e racial, como propõe o Instituto Perifa Sustentável, que reivindica a democratização e a representatividade das juventudes nos locais de tomada de decisão em relação a políticas ambientais. Amanda Costa, diretora executiva do instituto, advoga: “Falar de clima é falar de um direito básico. Quando pensamos em direitos básicos pensamos em saúde, educação, transporte, mas o clima é uma questão transversal, que afeta todas as outras.” Como respostas, a ativista sustenta inverter a lógica que permeia a elaboração de políticas públicas nas cidades: partindo mais frequentemente de regiões ricas e majoritariamente brancas, políticas ambientais e sanitárias precisam colocar a periferia no centro.


           No entanto, em uma sociedade estruturalmente racista, quem mais sofre menos é ouvido. Os espaços de debate ambiental e de elaboração de políticas públicas ainda são dominados por homens brancos, como conta Mahryan Sampaio, do Instituto Perifa Sustentável: “O fato de eu dialogar com pessoas que não têm a mesma cor que eu mas estão ocupando os espaços de poder é um caso de racismo ambiental. Recentemente, Marina Silva nos convidou para conversar com os patriarcas e as matriarcas do ambientalismo brasileiro. Nós éramos as únicas pessoas pretas e jovens. Isso é racismo ambiental”.


                Para que populações periféricas possam viver com dignidade nas cidades brasileiras, é necessário pensar na questão climática de maneira interseccional, pois a injustiça ambiental no Brasil tem cor. Será apenas colocando pessoas pretas, indígenas e periféricas nos locais de tomada de decisão que discussões levantadas em fóruns como a COP 26 – da qual as ativistas do Perifa Sustentável participaram – podem se reverter em políticas efetivas de combate a desastres climáticos e tantas outras questões do dia a dia na periferia, das ruas tomadas por lixo ao problema do saneamento básico. “Colocar essas pessoas no poder é olhar para a base, par quem está no território e entende sua complexidade. O olhar que está lá tem cor e é limitado, pouco diverso, ele não inclui. Esse é um momento histórico para a questão ambiental, que viu um grande desmonte nos últimos quatro anos”, completa Costa.


Disponível em: <https://diplomatique.org.br/a-cor-da-injustica-ambiental-no-brasil/ >. Acesso em: 3 de mar. 2023. [Adaptado]

Avalie, considerando as relações coesivas do português escrito padrão, o parágrafo abaixo.
       Todo esse quadro expõe a forma como os conceitos de justiça socioambiental e racismo ambiental são intrincados: enquanto o primeiro caracteriza a produção de impactos desiguais pelo meio ambiente, que sobrecarregam grupos minoritários e a população de baixa renda; o racismo ambiental evidencia as consequências dessas degradações, concentradas em bairros e territórios periféricos, onde vivem famílias mais pobres e há maior concentração de pessoas negras, indígenas e quilombolas.
Nesse parágrafo, a quebra do paralelismo pode ser evitada pela
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Q2200719 Português
Em “Sim, estou satisfeito com os resultados. Porém; era a única opção que eu tinha.”, sobre a pontuação, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2200446 Português
Assinalar a alternativa que emprega os sinais de pontuação CORRETAMENTE:
Alternativas
Q2199918 Português
O trecho “Há outras razões por trás do desmatamento, além da extração de madeira.” é uma afirmação. Para que seja uma pergunta, o sinal de pontuação que deve substituir o ponto final é:
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Ano: 2023 Banca: OBJETIVA Órgão: Prefeitura de Lavras do Sul - RS Provas: OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Ciências | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Educação Artística | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Educação Especial | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Educação Física | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Espanhol | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Geografia | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - História | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Inglês | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Matemática | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor - Português | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor de Cultura Afro-Indígena | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Professor de Ensino Religioso | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Arquiteto | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Biólogo | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Cirurgião Dentista | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Enfermeiro(a) | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Farmacêutico | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Fisioterapeuta | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Geólogo | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Médico - Clínico Geral | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Turismólogo | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Psicólogo | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Assistente Social | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Engenheiro Eletricista | OBJETIVA - 2023 - Prefeitura de Lavras do Sul - RS - Nutricionista |
Q2188757 Português
Sobre a pontuação da frase “Naquela tarde chuvosa embora estivesse magoado, desejava que o telefone tocasse.”, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2185715 Português

Texto 3

O mundo onde vivemos


Como todos os dias, acordo, arrumo a casa e saio para a rua. Lá, vejo-a suja e tudo muito poluído, nada de verde! Nada de natureza. Olhando aquilo, resolvi tomar uma atitude que achei que poderia ajudar muito a população.

Fui com um cesto de lixo pegando os papéis que estavam no chão. Andei alguns metros, e o cesto logo ficou cheio. Peguei outra sacola de lixo para continuar andando por todo o bairro. Olhando o bairro limpo, até fiquei satisfeito.

Então, resolvi voltar para casa. Chegando lá, pensei por que todo mundo não poderia ser assim: ajudando a viver em um lugar melhor, limpo e feliz?

No dia seguinte, acordei, arrumei a casa e fui para a rua. Lá, vi que todo meu trabalho do dia anterior foi por água abaixo. Notei toda rua suja novamente, até com mais papéis do que no dia anterior.

Aí parei e pensei: o mundo em que vivemos está cada dia mais perdido.  


LOPES, Igor da Silva Ramos. O mundo onde vivemos. Disponível em: 

<https://www.projetosdeleitura.com.br/livros_completos/As50MelhoresCr

onicasdoLerebomExperimente!Vol.1.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2023. 

[Adaptado]. 

No primeiro parágrafo do texto, o sinal de pontuação (!) foi usado para 
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Q2185153 Português
Em relação à pontuação, leia o fragmento apresentado.
     “De forma breve, o Método Paulo Freire possui dois momentos importantes para entendermos seu princípio: o ato educativo como processo de aprendizagem que implica a politização, ou seja, o desenvolver da consciência crítica e a dialogicidade, com base na Pedagogia da Autonomia, em que o educando começa a repensar sua própria história, ao ler e escrever”.
Analise as afirmativas abaixo:
I. Usa-se o ponto final para a finalização de proposições declarativas, simples ou compostas, com sentido completo.
II. Usa-se o ponto final após interjeições, com foco em demonstrar admiração, afeto, cólera, espanto dentre outros estados racionais.
III. Use-se o sinal de dois-pontos com a finalidade de introduzir aposto explicativo ou enumerativo.
Estão corretas as afirmativas:
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Q2184857 Português
TEXTO 1

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA EDUCAÇÃO RURAL
(O texto a seguir foi modificado para este concurso. O texto original consta do Currículo de Referência Único do Acre
 
    O Currículo de Referência Único do Acre, apoiado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN), nº 9394 (1996), dispõe sobre princípios e objetivos, estrutura e organização dos níveis e modalidades da Educação e do ensino. Este Currículo destaca, inclusive, a Educação Básica escolar realizada no campo. Ele apresenta a obrigatoriedade da oferta da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio para todos. Pode-se ler na íntegra: “Em 2006 o Sistema de Ensino foi reformulado e tornou obrigatória a oferta de ensino fundamental completo para as clientelas urbana e rural, de seis a quatorze anos. Nessa perspectiva, atualmente temos em uma única rede, distintas realidades de atendimento de escolas, organizadas de acordo com a localização do perímetro rural, 18 escolas com: Classes Seriadas, que atende o Ensino Fundamental e Ensino Médio; Classes Multisseriadas, que reúne em um único espaço crianças do 1º ao 5º ano, com um único professor; programas – ensino infantil – Asas da Florestania Infantil – oferta domiciliar, Asas Fundamental II e Médio – oferta abrangendo as grandes áreas do conhecimento – modular, para atender as comunidades das áreas de mais difícil acesso”.

(Currículo de Referência Único do Acre, Texto Introdutório, Seção 5.3 Ensino Rural, p.27)

     A Modalidade de Oferta da Educação Básica do Ensino Rural possui “(...) identidade própria e deve considerar as diversas situações, o perfil e a faixa etária dos estudantes, o tempo e espaço de seus sujeitos, podendo ainda ter organização curricular diferenciada.
    Em meio aos desafios da Educação Rural, todas as ofertas de Ensino estão organizadas e baseadas nas Diretrizes Curriculares do Estado, além de estarem amparadas na LDB, 9394/1996, e na Resolução CEE/AC Nº 160/2013, Capítulo I, Da Organização Escolar – Art. 2º e Art. 12 que descreve sobre a legalidade da realidade brasileira e acreana no sentido de flexibilizar a organização a fim de que a oferta atenda a diversidade regional, metodologias diversificadas sem, contudo, descuidar da qualidade nem, sobretudo, se distanciar da filosofia da Educação Nacional”.

(Currículo de Referência Único do Acre, Texto Introdutório, Seção 5.3 Ensino Rural, p.27 e p.28). A partir dessas bases legais, há o desenvolvimento de currículos para as modalidades e anos com as respectivas diferenças e considerando as diversidades já comentadas.
Observe a pontuação utilizada no fragmento: “(...) realidades de atendimento de escolas, organizadas de acordo com a localização do perímetro rural, 18 escolas com: Classes Seriadas, que atende o Ensino Fundamental e Ensino Médio; Classes Multisseriadas, que reúne em um único espaço crianças do 1º ao 5º ano, com um único professor; programas – ensino infantil – Asas da Florestania Infantil – oferta domiciliar, Asas Fundamental II e Médio – oferta abrangendo as grandes áreas do conhecimento – modular, para atender as comunidades das áreas de mais difícil acesso” e assinale a alternativa correta.
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Q2184795 Português
Texto 2
Solidários na porta
Luís Fernando Veríssimo
Vivemos a civilização do automóvel, mas atrás do volante de um carro o homem se comporta como se ainda estivesse nas cavernas. Antes da roda. Luta com o seu semelhante pelo espaço na rua como se fosse o último mamute. Usando as mesmas táticas de intimidação, apenas buzinando em vez de rosnar ou rosnando em vez de morder.
O trânsito em qualquer lugar da cidade do mundo é uma metáfora para a vida competitiva que a gente leva, cada um dentro do seu próprio pequeno mundo de metal tentando levar vantagem sobre o outro, ou pelo menos tentando não se deixar intimidar. E provando que não há nada menos civilizado que a civilização. Mas há uma exceção. Uma pequena clareira de solidariedade no jângal. É a porta aberta. Quando o carro ao seu lado emparelha com o seu e alguém põe a cabeça para fora, você se prepara para o pior. Prepara a resposta. ‘É a sua!’
Mas você pode ter uma surpresa.
— Porta aberta!
— O quê?
Você custa a acreditar que nem você nem ninguém da sua família está sendo xingado. Mas não, o inimigo está sinceramente preocupado com a possibilidade de a porta se abrir e você cair do carro. A porta aberta determina uma espécie de trégua tácita. Todos a apontam. Vão atrás, buzinando freneticamente, se por acaso você não ouviu o primeiro aviso. ‘Olha a porta aberta!’ É como um código de honra, um intervalo nas hostilidades. Se a porta se abrir e você cair mesmo na rua, aí passam por cima. Mas avisaram.
Quer dizer, ainda não voltamos ao estado animal.

Disponível em: <https://armazemdetexto.blogspot.com/2019/0>. Acesso 
em: 29 mar. 2023. 




Na frase “- Porta aberta!”, o sinal de pontuação (!) foi usado para 
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Ano: 2023 Banca: Ibest Órgão: CRF-SC Prova: Ibest - 2023 - CRF-SC - Atendente Técnico |
Q2181115 Português

Texto para a questão




Internet: www.artigo.anvisa.gov.br (com adaptações).

No que se refere à pontuação, estaria mantida a correção gramatical do texto caso
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Q2177637 Português
Considerando-se a pontuação da frase, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(_) O João a Paula, e a Larissa já confirmaram presença no reencontro do grupo. (_) Você acha que é justo o que está acontecendo? (_) Verdade, nunca estive lá? Mas já escutei falarem maravilhas do lugar!
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Q2175054 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Flexibilidade é prioridade
Por Fernando Mantovani



(Disponível em: https://exame.com/colunistas/sua-carreira-sua-gestao/flexibilidade-e-prioridade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, as figuras das linhas 02 e 03. 
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Q2169988 Português

Observe a tira abaixo. 

Imagem associada para resolução da questão

QUINO. Mafalda aprende a ler. São Paulo: Martins Fontes, 1999. P.45.

Com base na leitura da tira, é possível afirmar que:

I – A tira apresenta como recurso de humor a imaginação de Mafalda ao mencionar suposto ditado de sua consciência para que não tomasse a sopa.

II – As reticências foram empregadas para indicar uma interrupção no “ditado da consciência” de Mafalda.

III – Nas duas primeiras ocorrências da vírgula, o sinal de pontuação foi utilizado para demarcar a oração coordenada “como sabemos”.

IV - No que tange aos sinais de pontuação, o autor nomeia-os como se outra pessoa estivesse fazendo o registro por escrito do que está sendo ditado pela consciência da Mafalda.

V – Na tira, o ponto de exclamação foi utilizado para marcar o espanto da mãe por Mafalda não querer tomar a sopa. 

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Q2166546 Português
Considerando-se o trecho da fábula “A cigarra e a formiga", qual o sinal de pontuação que preenche CORRETAMENTE a lacuna do texto?
     “A cigarra passou o verão cantando, enquanto a formiga juntava seus grãos.      Quando chegou o inverno, a cigarra veio à casa da formiga para pedir que lhe desse o que comer.      A formiga então perguntou a ela:      − E o que é que você fez durante todo o verão________      − Durante o verão eu cantei − disse a cigarra.      E a formiga respondeu:      − Muito bem, pois agora dance.”
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Q2166227 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Uma língua de ‘étes’ e ‘êtes’

Outro dia, na televisão, alguém falou de uma pancadaria envolvendo pessoas munidas de cassetete. [...] O apresentador pronunciou-o “cassetête”, com o “e” fechado. Embatuquei: não se diz “cassetete”, com o “e” aberto? Fui ao Aurélio e li: “Cassetete [téte]. Cacete curto, de madeira ou de borracha, usado pela polícia”. Como oAurélio não falha, temos então que é “cassetéte”, não “cassetête”. Mas, se você quiser aproveitar o dicionário para conferir a pronúncia de “cacete”, lá está: “Cacete [ê]. Pedaço de pau com uma ponta mais grossa do que a outra”. [...]

Toda língua comporta essas discrepâncias, que se explicam pela origem ou índole de certas palavras. Certa vez, um amigo meu, o jornalista Fernando Pessoa Ferreira, disse que precisava passar na farmácia para comprar cotonete — que ele pronunciou “cotonete”. Corrigi-o: “É ‘cotonéte’, Fernando”. Mas ele não deixou a bola cair: “E você também fala ‘sabonéte’?”.

Se dois falantes da mesma língua se confundem com a pronúncia de certas palavras, como fica um pobre estrangeiro aprendendo a falar português? Como explicar-lhe que tapete se pronuncia “tapête”, mas topete é “topéte”? E que canivete é “canivéte”, mas estilete é “estilête”? E que sorvete é “sorvête”, mas chiclete é “chicléte”?

É frete, mas é “bilhête”, “pivéte” e “foguête”, “vedéte” e “lembrête”, “dezesséte” e “gabinête”, “giléte” e “macête”, “enquéte” e “balancête”, “patinéte” e “alfinête”, “trompéte” e “tamborête”, “boféte” e “rabanête”. E são “banquête”, “paquête” e “joanête”, não “banquéte”, “paquéte” e “joanéte”. Mas vá dizer isso ao gringo. [...]

CASTRO, Ruy. Uma língua de ‘étes’ e ‘êtes’. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2023/01/umalingua-de-etes-e-etes.shtml. Acesso em: 25 jan.2023.
Leia este trecho.
Certa vez, um amigo meu, o jornalista Fernando Pessoa Ferreira, disse que precisava passar na farmácia para comprar cotonete — que ele pronunciou “cotonête”. Corrigi-o: “É ‘cotonéte’, Fernando”. Mas ele não deixou a bola cair: “E você também fala ‘sabonéte’?”.
Em relação à pontuação, é correto afirmar que, nesse trecho, se emprega(m)
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Q2165271 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir e responda à questão.

TEXTO I

Filho adotivo retribui casal pobre que o adotou com uma vida dos sonhos

Em janeiro de 2020, compartilhamos a história de Jayvee, um rapaz adotado que teve a oportunidade de estudar e trilhar seu próprio caminho graças ao esforço de seus pais adotivos. Para retribuir todo esse amor, ele trabalhou para dar uma vida dos sonhos aos progenitores!

Relembre a história:

Jayvee teve uma infância humilde. [...] Filho adotivo de pais filipinos – Nanay e Tatay – Jayvee focou nos estudos e se tornou um homem bem-sucedido.

Enquanto concluía a faculdade e planejava sua carreira profissional, Jayvee Lazaro jurou para si mesmo que daria uma vida melhor às duas pessoas que se dedicaram de corpo e alma para ele poder estudar.

Foi uma longa jornada, mas o rapaz cumpriu sua promessa. A primeira grande quantia que ele ganhou trabalhando foi investida na construção de uma casa dos sonhos para seus pais.

“A vida foi muito difícil. Eu tinha que trabalhar e estudar. Era ótimo quando Nanay conseguia fazer a segunda refeição do dia, quando tinha comida. Além disso, morávamos em um apartamento de 20 metros quadrados”, relata.

Quando foi adotado, os pais de Jayvee não tinham muito – a não ser amor de sobra e disposição para cuidarem do pequeno.

Completamente construída, a luxuosa mansão tem 7 quartos e praticamente tudo o que a família precisa.

Jayvee também leva seus pais adotivos em viagens pelo mundo.

E passa o maior tempo possível com eles. Lindo, né?

Disponível em: https://bityli.com/ZgPvMR. Acesso em: 6 jun. 2022 (adaptado). 
Releia o trecho a seguir.
“Para retribuir todo esse amor, ele trabalhou para dar uma vida dos sonhos aos progenitores!”
Esse trecho é formado por uma frase 
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Q2160270 Português
Sobre sinais de pontuação, conforme descreve Bechara, avalie as assertivas que seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Um grupo de períodos cujas orações se prendem pelo mesmo centro de interesse é separado por ponto. Quando se passa de um para outro centro de interesse, impõe-se-nos o emprego do ponto parágrafo, iniciando-se a escrever, na outra linha, com a mesma distância da margem com que começamos o escrito. ( ) O ponto de interrogação põe-se no fim da oração enunciada com entonação interrogativa ou de incerteza, real ou fingida, também chamada de retórica. ( ) As reticências denotam interrupção ou incompletude do pensamento (ou porque se quer deixar em suspenso, ou porque os fatos se dão com breve espaço de tempo intervalar, ou porque nosso interlocutor nos toma a palavra), ou hesitação em enunciá-lo. ( ) Os parênteses assinalam um isolamento sintático e semântico mais completo dentro do enunciado, além de estabelecer maior intimidade entre o autor e o seu leitor.
A ordem correta de preenchimentos dos parênteses, de cima para baixo, é: 
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Q2158894 Português
Assinalar a frase com ERRO de pontuação:
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Q2156221 Português
Mulher prega uma peça em golpista que queria roubar seus dados

        Se você tem um celular, provavelmente já foi vítima de uma falsa promoção: aquela mensagem suspeita que chega de um número desconhecido avisando que você ganhou uma viagem (ou um computador, ou até uma casa) e pedindo alguns dos seus dados básicos, como número do CPF e dados do cartão de crédito. Pois a jovem filipina Shaina Gimao encontrou uma maneira criativa para resolver a situação.

        Ao receber a mensagem de que havia ganho um computador, Shaina respondeu: “Parabéns! Você se inscreveu com sucesso para Oração do Dia! 50 pesos serão cobrados da sua conta”, escreveu ela, antes de acrescentar um salmo aleatório à conversa com o bandido. ______________, o ladrão de dados enviou o comando “cancelar”, mas Shaina insistiu na “peça”: “Desculpe, você enviou um código inválido. Por favor, tente de novo”, dizia a mensagem.

(Fonte: Veja- adaptado).
Em relação à pontuação, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q2156213 Português
Mulher prega uma peça em golpista que queria roubar seus dados

        Se você tem um celular, provavelmente já foi vítima de uma falsa promoção: aquela mensagem suspeita que chega de um número desconhecido avisando que você ganhou uma viagem (ou um computador, ou até uma casa) e pedindo alguns dos seus dados básicos, como número do CPF e dados do cartão de crédito. Pois a jovem filipina Shaina Gimao encontrou uma maneira criativa para resolver a situação.

        Ao receber a mensagem de que havia ganho um computador, Shaina respondeu: “Parabéns! Você se inscreveu com sucesso para Oração do Dia! 50 pesos serão cobrados da sua conta”, escreveu ela, antes de acrescentar um salmo aleatório à conversa com o bandido. ______________, o ladrão de dados enviou o comando “cancelar”, mas Shaina insistiu na “peça”: “Desculpe, você enviou um código inválido. Por favor, tente de novo”, dizia a mensagem.

(Fonte: Veja- adaptado).
Ao receber a mensagem de que havia ganho um computador, Shaina respondeu ao bandido com uma mensagem, pregando-lhe uma peça. Qual sinal de pontuação ela utilizou nessa mensagem de resposta para transmitir alegria e entusiasmo? 
Alternativas
Respostas
161: A
162: B
163: D
164: A
165: B
166: D
167: D
168: D
169: D
170: C
171: E
172: D
173: C
174: C
175: A
176: B
177: E
178: D
179: A
180: C