Questões de Concurso
Sobre uso das reticências em português
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Leia o fragmento de “Canto de Curundingo” para responder à questão:
Sshhhhh...! Vem aí Curundingoooo...!!! Sshhhhh... Cala a boca, agacha, baixa a cabeça, rápido...! para que ele não lhe crave os olhos sombrios e você morra aí mesmo...!
Não olhe para ele: seus dentes são amarelos, e ele fede a mijo e sangue.
Não lhe dê ouvidos: ele saiu do inferno, e centenas de demônios vêm rastejando e gritando atrás dele.
Não fale com ele: porque ele vai rasgar sua pele com unhas pretas e afiadas enquanto você dorme...
Sshhhh, vamos lá...! de seus braços curvos saem pelos e garras que cavam a terra. Passa pelo batey * como um vapor, entre assobios e grilhões que estremecem a noite.
Os que estão na Senzala escutam e cobrem a cabeça com um pedaço de pano em meio a calafrios. Eles colocam seus deuses e patuás atrás da porta para defendê-los. Se amontoam perto um do outro para se sentirem a salvo.
Sshh... Todo mundo o teme. Até os cães que sempre o seguem, fiéis e tão imundos quanto ele.
– Curundingo... Curundingooooo... – fala na penumbra.
– Curundingoo... – rugem os trovões quebrando a escura abóbada celeste.
Curiundingo Capataz, filho de escrava e estuprador. Procriado como os cães que caçavam fugitivos. Comendo no chão, dormindo no matagal. Ninguém amou ou cuidou dele e, de repente, a criança suja e abandonada tornou-se Curundingo, o monstro, o Capataz.
(Teresa Cárdenas, Awon Baba, 2022. Adaptado)
* Batey: designação, em Cuba, do lugar onde ficam as casas, as oficinas e o comércio açucareiro central.

Fonte :BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: revistatrip.uol.com.br. Acesso em: 21 jul. 2026.
I. "Ao fundo do botequim, um casal de pretos acaba de sentar-se..."
II. "São três velinhas brancas, minúsculas..."
III. "Assim eu quereria a minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
Analise as afirmativas a seguir sobre o emprego dos sinais de pontuação e assinale (V) para verdadeiro ou (F) para falso.
( ) No trecho I, a vírgula separa a expressão "Ao fundo do botequim", que exerce a função de adjunto adverbial de lugar deslocado, do restante da oração.
( ) No trecho II, a vírgula separa os adjetivos "brancas" e "minúsculas", que caracterizam o substantivo "velinhas", constituindo uma enumeração de termos com a mesma função sintática.
( ) No trecho III, os dois-pontos introduzem a explicação do desejo expresso pelo narrador na primeira parte do enunciado.
( ) No trecho III, a retirada dos dois-pontos preservaria integralmente a relação de explicação estabelecida entre as duas partes do período.
( ) No trecho II, as reticências foram empregadas para indicar a omissão de palavras que não alteram o sentido da frase.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Leia a tirinha para responder à questão:

https://feedobem.com/tirinha-armandinho-011/
Texto IV:

I- As vírgulas presentes no primeiro quadrinho servem para separar elementos de uma enumeração. II- Avírgula que aparece no segundo quadrinho está em desacordo com a norma-padrão. III- As reticências presentes no terceiro quadrinho sugerem uma pausa de realce.
É CORRETO o que se afirma em:
Como é o trabalho de encontrar dinossauros?
Por Redação National Geographic Brasil

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2025/11/como-e-o-trabalho-de-encontrar- dinossauros-um-paleontologo-revela-os-passos-de-uma-descoberta-pre-historica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo, que apresentam trechos retirados do texto:
I. Em “quais animais viveram no passado, quais não...”, o emprego das reticências sugere que o cientista interrompeu a fala por hesitação ou esquecimento momentâneo.
II. No trecho “Como o ‘escritório’ dos paleontólogos muda constantemente de lugar”, o emprego das aspas na palavra “escritório” indica que os paleontólogos têm escritórios próprios onde realizam suas atividades.
III. Em “Após o café da manhã (os argentinos costumam tomar mate ou café)”, os parênteses introduzem uma informação explicativa, complementando a ideia de que a refeição matinal dos pesquisadores pode incluir bebidas típicas da região, como o mate.
Quais estão corretas?
Coluna I.
A- Vírgula.
B- Reticências.
C- Ponto e vírgula.
D- Dois-pontos.
Coluna II.
1- Usamos para separar adjuntos adverbiais locucionais deslocados dentro da estrutura oracional.
2- Aplicamos para separar orações coordenadas de considerável extensão, principalmente quando em qualquer destas proposições já existe pausa mais fraca assinalada por vírgula.
3- Recorremos para separar expressões que explicam ou completam o que foi dito anteriormente.
4- Empregamos para indicar a supressão de um pensamento, de uma ideia.
O machismo das ausências
Com alguma frequência, respondo a entrevistas. Ou tento, quando o volume de trabalho me permite. Fico feliz quando me procuram para falar de literatura, afinal, é meu trabalho, mas noto a repetição de uma mesma pergunta: “você já sofreu machismo no meio literário?”
Como se não bastasse o machismo galopante que transborda do mundo e a que estão sujeitas todas as mulheres, inclusive as escritoras, a pergunta vem com a expectativa de uma resposta contundente, com exemplos que escandalizem, com depoimentos tocantes. É onde costumo decepcionar.
Veja bem, é fácil responder de forma a satisfazer a pessoa jornalista ou o público a quem é destinada a matéria. Mas, considerando que o meio literário não é uma realidade à parte e que o machismo raramente começa e termina num só lugar, responder fica difícil. Difícil porque a resposta mais completa é aquela que a pergunta não contempla. Mas é especialmente difícil porque a resposta está nas perguntas que não nos fazem. Nos exemplos que não existem. Nos “nãos” que nem chegam a ser ditos porque nem precisa.
O problema do preconceito de gênero é que dificilmente ele é explícito; ele está mais presente nas coisas que não vemos. Isso também na literatura: nos convites para eventos que deixamos de receber. Quando uma autora é deixada de lado para darem destaque a um escritor. Nas faltas de indicação a prêmios. No esquecimento.
Apesar da relevância do trabalho das escritoras, ainda é difícil vê-las podendo falar de seu trabalho nas mesmas condições que um autor pode falar. Nas mesas de debates compostas só por homens, por exemplo, eles podem transcender todas essas questões e falar de seus trabalhos, de seus personagens, de literatura. Se convidada, a escritora provavelmente acabará tendo que falar sobre suas dificuldades, sobre o preconceito, sobre ser mulher e escrever.
Ser homem é não ter gênero, é pairar acima dele; enquanto uma mulher, não importa que seja escritora, cientista ou jardineira, será primeiramente e acima de tudo uma mulher. A ausência está nas perguntas que não nos fazem, aquelas que são esquecidas enquanto vêm as questões sobre as nossas maiores dificuldades de escrever sendo mulher, o único assunto que nos cabe.
Mas as histórias que escrevemos não importam? Nosso trabalho, por si só, não interessa? Não podemos falar sobre literatura, pura e simplesmente? Essa é uma barreira difícil de romper.
Esse é só mais um indício de como o machismo dentro da literatura se manifesta bem antes de chegar no mercado editorial; e, como dito, é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens. É o machismo de tornar as mulheres invisíveis. É o machismo da ausência de oportunidades. E isso vem desde muito cedo, desde quando as jovens mulheres, ainda mais quando são pobres, especialmente quando são negras, são desmotivadas a escrever; quando escrevem, têm dificuldade de ser publicadas; quando são publicadas, não recebem tanta projeção.
Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento. E nem poderemos usar isso como um exemplo contundente de machismo, afinal, não aconteceu. Nada existiu.
Esse “não estar” é mais cruel do que alguém fazendo um comentário machista na minha cara, porque é mais difícil apontar para essa ausência de oportunidades do que para um preconceito explícito.
Não é um caso isolado de machismo dentro do meio literário que cria barreiras para as escritoras. É todo um sistema, presente no mundo no qual estamos imersas, que garante que fiquemos à margem.
São essas ausências que garantem que o escritor a quem se refere o Dia do Escritor, comemorado no dia 25 de julho, seja homem (como 72% dos autores brasileiros publicados) e branco (como 93,9% dos que escrevem literatura no Brasil). Então é sobretudo nas ausências que precisamos prestar atenção.
VALEK, Aline.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/. Acesso em: 26/01/2026 (adaptado).


CURY, Caetano. Tirinha – Viciado em tablet e celular. Téo & O Mini Mundo, 2018. Disponível em: Téo & O Mini Mundo. Acesso em: 20 maio 2026.
“quando tive o pensamento... Não, não são capazes de adivinhar.” (1º §) “levantei os olhos, e... não lhes digo nada;” (3º §)
O uso das reticências nesses dois trechos tem a função de
TEXTO III

(TIRONAS. Ser ou não ser... eis a questão (tirinha). Disponível em: tironas.blogspot.com. Acesso em: 23/04/ 2026.)
Texto para a questão


A química está em todo lugar. In: Revista
Superinteressante. 18 jun. 2025. Internet:
Leia o Texto 1 para responder às questões.
TEXTO 1

Fonte: BECK, A . Armandinho. Disponível em:https://www.instagram.com/instirinhass?igsh=MWJydXloOGJ4aTVyeQ. Acesso em 23 de novembro de 2025.
Observe os trechos destacados do Texto 1:
“E o que houve com ele?”
“Nós crescemos, e crescem os compromissos…”
“Com o tempo, o menino que fomos acaba adormecendo…”
Considerando esses trechos, qual das alternativas identifica CORRETAMENTE a função dos sinais de pontuação observados?
“Como disse Henry David Thoreau, ‘nossa vida é desperdiçada em detalhes... simplifique, simplifique’. [...] Como você tem usado sua atenção? O que merece prioridade em sua vida? [...] Na prática, significa fazer escolhas mais conscientes: manter apenas o que agrega valor — sejam objetos, compromissos ou relações [...].”
Considere a função dos sinais de pontuação nesse trecho e assinale a alternativa incorreta.
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Sobre estar maduro
Quando somos jovens, fazemos de tudo para parecermos maduros.
Entretanto, no menor deslize expomos nossa criança interior.
Quando somos maduros, o que mais queremos é voltar a juventude.
Parece tardio, uma vez que as marcas de uma vida pesada já nos condicionaram a viver sem sorrisos.
E as rugas salientes se confundem com um ar de rabugice.
Sorrir é um ato de dar e receber.
E à medida que ficamos mais velhos, reclamar é mais fácil que sorrir.
Nós não somos assim, somos condicionados a estar assim.
Bem, ser maduro é muito mais que isso...
... tão complicado quanto não ser! Talvez devêssemos ser maduros sem perder o sorriso...
... e quando ninguém estiver olhando: ser uma criança!
Rian Lopes
https://cronicas-curtas.blogspot.com/search?updated-max=2016-02-23 T06:52:00-08:00&max-results=15
De acordo com as regras de pontuação, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.
(1) Ponto de exclamação (!).
(2) Dois−pontos (:).
(3) Reticências (...).
( ) Descobri onde estava o livro na mochila.
( ) Ana gosta de comprar sapatos, bolsas, maquiagens
( ) Socorro_
