Questões de Concurso Comentadas sobre uso das aspas em português

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Q1247070 Português
Leia o texto para responder a questão.

Carlos Ghosn arrumou para a cabeça
Em sua primeira aparição pública depois da detenção em novembro, o executivo franco-brasileiro rebateu as acusações de fraudes na Nissan – mas vai continuar preso
Por Carlos Eduardo Valim

    Acusado de fraude no comando da Nissan, e preso no Japão desde novembro, o executivo franco-brasileiro Calos Ghosn prestou depoimento em Tóquio, na terça-feira 8. No tribunal de primeira instância, ele alegou inocência, em declaração lida por ele, e que foi “equivocadamente acusado e injustamente detido com base em acusações infundadas e sem mérito”. Os advogados defendem que não há motivos para que ele aguarde na prisão o julgamento que pode levar ainda seis meses. Mas o juiz Yuichi Tada justificou a detenção, alegando risco de fuga e ocultação de evidências.
    Fontes próximas à empresa e analistas alegam que Ghosn, responsável por salvar a montadora nipônica da falência no fim da década de 1990, foi vítima de uma disputa por poder entre franceses e japoneses, já que Nissan e Renault operam em conjunto. O plano do executivo era aprofundar essa aliança e torná-la definitiva. Isso, segundo alguns, teria provocado o contra-ataque da Nissan e a criminalização de Carlos Ghosn, que tem 64 anos e nasceu em Rondônia, no Brasil, mas foi criado na França. Executivos ligado a ele também estariam sendo forçado a deixar a empresa. Em 5 de janeiro, o possível sucessor do brasileiro, Jose Muñoz, diretor de desempenho da montadora e responsável pelas operações na China, saiu repentinamente de licença. Muñoz comandou as operações da América do Norte entre 2014 e 2018 e, poucos dias antes da sua estratégica saída de cena, a imprensa japonesa noticiou problemas em contatos com fornecedores no México e EUA naquele período, o que levanta suspeitas sobre outras operações da montadora. 
     Outro afastado, Arun Bajaj, chefe de recursos humanos da Nissan e responsável por desenvolver talentos na aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, estaria colaborando com os promotores japoneses para esclarecer problemas tributários de Carlos Ghosn, que é acusado de fraude fiscal ao declarar em relatórios financeiros um salário menor do que fato recebia. O brasileiro também teria transferido perdas pessoais com investimentos privados para a montadora. A defesa, no entanto, alega que foi feito um acordo com a companhia para que ela assumisse temporariamente os seus contratos de câmbio depois da crise financeira de 2008. Ele teria tomando essa decisão para não usar a sua aposentadoria como garantia e ser forçado a renunciar ao seu cargo. “Meu comprometimento moral com a Nissan não me permitiria sair naquele momento crucial”, declarou ele. “Um capitão não abandona o barco no meio da tempestade.” Na quinta-feira 10, novos depoimentos de Ghosn foram suspensos por alegados motivos de saúde.
Disponível em Revista Isto é Dinheiro – 16/JAN/2019– ANO 20 – Nº 1103
Assinale a alternativa que explica corretamente o uso das aspas nesse texto.
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Q1219248 Português
Leia o texto para responder a questão.

O caso da menina morta por mãe e padrasto após fazer xixi na cama que chocou o México
Por Ana Gabriela Rojas da BBC News Mundo no México

Irritados porque foram acordados com o choro da menina de 4 anos, a mãe e o padrasto a espancaram até a morte.

O corpo de Lupita foi abandonado na avenida Bordo de Xochiaca, em Nezahualcóyotl, no México. Ela foi encontrada enrolada em um cobertor, vestida apenas com uma camiseta verde e meias vermelhas. O caso da menina de "meias vermelhas", como ficou conhecido na imprensa local, chocou o país em março de 2017.
Nesta semana, a mãe da criança, Yadira N., e o namorado dela, Pablo N., foram condenados a 88 anos de prisão por feminicídio. A sentença, de acordo com os jornais locais, diz que o casal "foi considerado culpado pela morte da menina de 4 anos", cujo corpo apresentava sinais de abuso, "várias lesões e não foi reivindicado por ninguém". O juiz também ordenou que a menina fosse registrada como Guadalupe Medina Pichardo, uma vez que aos 4 anos não tinha certidão de nascimento. Era chamada apenas de Lupita pela família. Além disso, seus três irmãos receberão bolsas de estudo para que possam continuar estudando.
O trabalho da ativista de direitos humanos Frida Guerrera foi essencial para desvendar o crime. Ao saber do ocorrido, ela se empenhou em identificar a vítima, que já havia sido sepultada, uma vez que o corpo não havia sido reivindicado por ninguém. Meses depois, o corpo de Lupita foi identificado por suas tias Marina e Luz María, informou o site mexicano Animal Político. Yadira e Pablo foram presos em 24 de dezembro de 2017.
De acordo com o Animal Político, nas primeiras declarações, ambos disseram que repreenderam a menina por fazer xixi na cama sem antes dizer a eles que precisava ir ao banheiro e porque continuava chorando, e teria sido Pablo quem a espancou até a morte. A Promotoria mexicana afirma ainda que ele estuprou a menina. 'Meias vermelhas', você representa as crianças mexicanas com quem ninguém se importa, nem seus próprios pais, tampouco o governo ou a sociedade, que seguem te usando para satisfazer seu instinto de poder e maldade", escreveu Frida Guerrera em seu blog após a sentença.
Marina Pichardo, uma das tias da menina por parte de mãe, também atuou para manter o caso aberto. "É uma sentença boa, mas não repara o que eles fizeram", diz Marina à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC. "Fizeram justiça. Mas dói muito que minha irmã não tenha sabido defender a filha do parceiro, que era um homem muito violento", acrescenta. Ela conta que quando Lupita tinha 4 meses, sua mãe foi presa por roubo. Naquela época, Marina cuidou da sobrinha. Mas quando Yadira saiu da prisão, a garota voltou para a casa da mãe. "Eu disse que, se ela não conseguisse lidar com a menina, para deixá-la comigo e que ela poderia visitá-la. Mas ela me disse que iria mudar, que se comportaria direito, e a levou." Outras famílias também se ofereceram para cuidar da garota, mas ela não permitiu. "Ele merece essa condenação. Ela também por não dizer nada, por não nos pedir ajuda", avalia Marina.
O rosto e a voz de Lupita ficaram conhecidos em todo o país por causa de um vídeo gravado em dezembro de 2016, que foi divulgado após sua morte. Nas imagens, ela aparece chegando sozinha na casa de estranhos e diz a eles que não comeu.
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49605368
Analise e assinale a alternativa correta: “A sentença, de acordo com os jornais locais, diz que o casal ‘foi considerado culpado pela morte da menina de 4 anos’.
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Q1217132 Português

Leia o texto 3 e responda a questão.


TEXTO 3

“Um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização”


O professor de direito constitucional da PUC, Marcelo Figueiredo, disse neste sábado à rádio Jovem Pan que a censura imposta à Crusoé e a O Antagonista fere a democracia.

“O episódio é um precedente perigoso para a liberdade de imprensa porque se cada ministro se sentir agravado com uma reportagem e mandar cassar o veículo de comunicação, nós voltamos a um Estado ditatorial, antidemocrático”, afirmou.

“A censura ao site Antagonista e à revista Crusoé entrará como um dos fatos mais lamentáveis da nossa história pós-redemocratização. Por outro lado, tem que se celebrar. A mobilização da sociedade e o posicionamento certeiro de ministros do Supremo que discordam do conjunto de absurdos que têm sido praticados.”

(Fonte: https://www.oantagonista.com/brasil/um-dos-fatos-mais-lamentaveis-da-nossa-historia-pos-redemocratizacao/)

Acerca da notícia acima, analise as proposições abaixo e coloque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) A presença das aspas na manchete da notícia e nos seus dois últimos parágrafos é um recurso utilizado pelo jornalista para separar a sua voz da voz do professor de Direito. ( ) Ao se observar a manchete da notícia e o primeiro parágrafo do texto, compreendemos que a coesão textual se constrói a partir da relação catafórica entre “Um dos fatos mais lamentáveis” e “[...] “a censura imposta à Crusoé e a O Antagonista [...]”. ( ) Observando apenas o título da notícia, ainda que o leitor não possua um conhecimento prévio sobre o que são “Crusoé” e “O Antagonista”, compreende-se que são meios de difusão da informação, a partir da relação anafórica entre esses termos e os termos “liberdade de imprensa”, “reportagem” e “veículo de comunicação”, que ajudam a construir o enunciado do segundo parágrafo.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses:
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Q1204023 Português
Pregos

    Foi de repente. Dois quadros que tenho na parede da sala despencaram juntos. Ninguém os havia tocado, nenhuma ventania naquele dia, nenhuma obra no prédio, nenhuma rachadura. Simplesmente caíram, depois de terem permanecido seis anos inertes. Não consegui admitir essa gratuidade, fiquei procurando uma razão para a queda, haveria de ter uma.
    Poucos dias depois, numa dessas coincidências que não se explicam, estava lendo um livro do italiano Alessandro Baricco, chamado “Novecentos”, em que ele descrevia exatamente a mesma situação. “No silêncio mais absoluto, com tudo imóvel ao seu redor, nem sequer uma mosca se movendo, eles, zás. Não há uma causa. Por que precisamente neste instante? Não se sabe. Zás. O que ocorre a um prego para que decida que já não pode mais?”
    Alessandro Baricco não procura desvendar esse mistério, apenas diz que assim é. Um belo dia a gente se olha no espelho e descobre que está velho. A gente acorda de manhã e descobre que não ama mais uma pessoa. Um avião passa no céu e a gente descobre que não pode ficar parado onde está nem mais um minuto. Zás. Nossos pregos já não nos seguram.
    Costumamos chamar essa sensação de “cair a ficha”, mas acho bem mais poética e avassaladora a analogia com os quadros na parede. Cair a ficha é se dar conta. Deixar cair os quadros é um pouco mais que isso, é perder a resistência, é reconhecer que há algo que já não podemos suportar. Não precisa ser necessariamente uma carga negativa, pode ser uma carga positiva, mas que nos obriga a solicitar mais força dentro de nós.
    Nascemos, ficamos em pé, crescemos e a partir daí começamos a sustentar nossas inquietações, nossos desejos inconfessos, algum sofrimento silencioso e a enormidade da nossa paciência. Nossos pregos são feitos de material maciço, mas nunca se sabe quanto peso eles podem aguentar. O quanto podemos conosco? Uma boa definição para felicidade: ser leve para si mesmo.
    Sobre os meus quadros: foram recolocados na parede. Estão novamente fixos no mesmo lugar. Até que eles, ou eu, sejamos definitivamente vencidos pelo cansaço.
(Martha Medeiros. Pregos. Em: março de 2010.)
Considerando o trecho Costumamos chamar essa sensação de “cair a ficha”, mas acho bem mais poética e avassaladora a analogia com os quadros na parede. (4º§), podemos assegurar que a expressão assinalada se encontra entre aspas, pois se trata de:
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Q1177098 Português
Você é o que você se diz: a ciência do
diálogo interno

PILAR JERICÓ

Se você quiser variar a percepção que tem sobre você, precisa alterar seu diálogo interior. A forma como você conversa consigo mesmo condiciona sua capacidade de enfrentar as dificuldades e determina a tomada de decisões. A autoafirmação, ou pensar coisas positivas sobre nós mesmos, é uma ferramenta muito útil para reforçar a autoestima. Entretanto, não vale qualquer comentário. Já ficou comprovado que frases como “aguento tudo” ou “sou uma pessoa superagradável” não ajudam muito. Quem as expressa não está realmente convencido disso, então essas expressões podem ter efeito contrário. A ciência do diálogo interior nos dá pistas sobre as técnicas que tornam nossas autoafirmações eficazes: devemos imaginar futuras situações agradáveis e nos tratar na segunda pessoa.

Adaptado de:<https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/05/ciencia¹1557083642_455016.html>.Acesso em: 25 jun. 2019.

A questão se refere ao texto II. 
Em “[...] frases como “aguento tudo” ou “sou uma pessoa superagradável” não ajudam muito.”, as aspas destacadas
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Q1169336 Português

Cem anos de perdão


    Quem nunca roubou não vai me entender. E quem nunca roubou rosas, então é que jamais poderá me entender. Eu, em pequena, roubava rosas.

      Havia em Recife inúmeras ruas, as ruas dos ricos, ladeadas por palacetes que ficavam no centro de grandes jardins. Eu e uma amiguinha brincávamos muito de decidir a quem pertenciam os palacetes. “Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.” Parávamos às vezes longo tempo, a cara imprensada nas grades, olhando.

      Começou assim. Numa das brincadeiras de “essa casa é minha”, paramos diante de uma que parecia um pequeno castelo. No fundo via-se o imenso pomar. E, à frente, em canteiros bem ajardinados, estavam plantadas as flores.

      Bem, mas isolada no seu canteiro estava uma rosa apenas entreaberta cor-de-rosa-vivo. Fiquei feito boba, olhando com admiração aquela rosa altaneira que nem mulher feita ainda não era. E então aconteceu: do fundo de meu coração, eu queria aquela rosa para mim. Eu queria, ah como eu queria. E não havia jeito de obtê-la. Se o jardineiro estivesse por ali, pediria a rosa, mesmo sabendo que ele nos expulsaria como se expulsam moleques. Não havia jardineiro à vista, ninguém. E as janelas, por causa do sol, estavam de venezianas fechadas. Era uma rua onde não passavam bondes e raro era o carro que aparecia. No meio do meu silêncio e do silêncio da rosa, havia o meu desejo de possuí-la como coisa só minha. Eu queria poder pegar nela. Queria cheirá-la até sentir a vista escura de tanta tonteira de perfume.

      Então não pude mais. O plano se formou em mim instantaneamente, cheio de paixão. Mas, como boa realizadora que eu era, raciocinei friamente com minha amiguinha, explicando-lhe qual seria o seu papel: vigiar as janelas da casa ou a aproximação ainda possível do jardineiro, vigiar os transeuntes raros na rua. Enquanto isso, entreabri lentamente o portão de grades um pouco enferrujadas, contando já com o leve rangido. Entreabri somente o bastante para que meu esguio corpo de menina pudesse passar. E, pé ante pé, mas veloz, andava pelos pedregulhos que rodeavam os canteiros. Até chegar à rosa foi um século de coração batendo.

      Eis-me afinal diante dela. Paro um instante, perigosamente, porque de perto ela ainda é mais linda. Finalmente começo a lhe quebrar o talo, arranhando-me com os espinhos, e chupando o sangue dos dedos.

      E, de repente – ei-la toda na minha mão. A corrida de volta ao portão tinha também de ser sem barulho. Pelo portão que deixara entreaberto, passei segurando a rosa. E então nós duas pálidas, eu e a rosa, corremos literalmente para longe da casa.

      O que é que fazia eu com a rosa? Fazia isso: ela era minha.

      Levei-a para casa, coloquei-a num copo d’água, onde ficou soberana, de pétalas grossas e aveludadas, com vários entretons de rosa-chá. No centro dela a cor se concentrava mais e seu coração quase parecia vermelho.

       Foi tão bom.

      Foi tão bom que simplesmente passei a roubar rosas. O processo era sempre o mesmo: a menina vigiando, eu entrando, eu quebrando o talo e fugindo com a rosa na mão. Sempre com o coração batendo e sempre com aquela glória que ninguém me tirava.

      Também roubava pitangas. Havia uma igreja presbiteriana perto de casa, rodeada por uma sebe verde, alta e tão densa que impossibilitava a visão da igreja. Nunca cheguei a vê-la, além de uma ponta de telhado. A sebe era de pitangueira. Mas pitangas são frutas que se escondem: eu não via nenhuma. Então, olhando antes para os lados para ver se ninguém vinha, eu metia a mão por entre as grades, mergulhava-a dentro da sebe e começava a apalpar até meus dedos sentirem o úmido da frutinha. Muitas vezes na minha pressa, eu esmagava uma pitanga madura demais com os dedos que ficavam como ensanguentados. Colhia várias que ia comendo ali mesmo, umas até verdes demais, que eu jogava fora.

      Nunca ninguém soube. Não me arrependo: ladrão de rosas e de pitangas tem 100 anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem para ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens.

LISPECTOR, Clarice. Todos os contos. Rio de Janeiro: Rocco, 2016. p. 408-410.

“Aquele branco é meu.” “Não, eu já disse que os brancos são meus.” “Mas esse não é totalmente branco, tem janelas verdes.”


Nesse fragmento, as ASPAS foram empregadas para:

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Q1169245 Português

Resgate no Museu Nacional está parado há um mês

por falta de material e mão de obra

Além de atrasar o cronograma para o início das obras de restauro, o tempo perdido aumenta a deterioração das peças. Não há luvas, máscaras, pás e enxadas para a equipe trabalhar no palácio que pegou fogo no ano passado.


      O resgate do acervo nos escombros do Museu Nacional está parado há um mês por falta de material. Não há luvas, máscaras, pás, enxadas e carrinhos de mão para a equipe trabalhar no palácio que pegou fogo no ano passado. Também não tem mais caixas e contêineres para armazenar os itens que foram retirados do local. Além da reposição de material, a equipe de resgate precisa de mão de obra para retirar escombros e ter acesso ao acervo científico que ainda está sob o entulho. Enquanto isso não é possível, o Núcleo de Resgate se dedica à organização e aos reparos do que já foi recuperado. A vice coordenadora do grupo, Luciana Carvalho, explica que a paralisação do resgate dentro do museu atrasa o cronograma da reforma:

      "Mas é claro que não poder tirar material lá de dentro aflige a gente. Nossa maior pressa é tirar esse material para liberar o palácio para a parte da reforma. Também porque as peças que estão lá dentro sofrem. Quanto mais tempo estão lá, mais riscos sofrem de deteriorar. Há algumas salas que ainda estão com acervo internamente. Então essas salas não podem passar por obra. Isso atrasa um pouco".

      O Museu Nacional recebeu verba de emendas parlamentares, do BNDES e da Vale e, atualmente, tem cerca de 120 milhões de reais disponíveis para realizar projetos e obras. Só que esse dinheiro tem destino pré-definido e não pode ser usado na compra do material necessário para continuar o resgate. Outro caminho são as doações recebidas pela Associação Amigos do Museu Nacional. Segundo a última prestação de contas, há 80 mil reais em caixa, mas apenas 25 mil ainda não estão comprometidos. O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, faz um apelo por mais doações.

      "É praticamente impossível dentro do esquema atual que a gente vive, de licitação, fazer isso com celeridade via Universidade Federal do Rio de Janeiro. Para isso estamos precisando de ajuda. Vamos fazer novas solicitações à Alemanha para ver se podem nos auxiliar. Eles são muito mais rápidos. E também estamos contando com doações na SOS Museu Nacional", disse Kellner.

      O vice-reitor da UFRJ, Carlos Frederico Rocha, afirmou que o museu não tem problemas financeiros e que uma licitação foi aberta pra compra do material em falta. Ele promete que o trabalho de resgate será retomado nas próximas semanas, mas não há data definida.

      "Não há um problema de falta de recurso nesse momento. Tem alguns probleminhas pequenos porque temos que fazer licitações. Para uma compra pequena, demora um prazo. Mas a gente vai retomar os resgates proximamente", afirmou o vice-reitor.

      O projeto da reconstrução deve ser concluído até o início do ano que vem, mas um terço do espaço do Museu Nacional ainda não foi vasculhado pelas equipes de resgate.

Disponível em http://cbn.globoradio.globo.com/media/audio/276760/resgate-no-museu-nacional-esta-parado-ha-um-mes-po.htm 

As aspas foram utilizadas no texto para
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Q1168509 Português

Triste Fim de Policarpo Quaresma é o título de uma das principais obras de ficção da literatura brasileira, escrita por Lima Barreto. Considere o trecho a seguir, em que o narrador descreve o protagonista do romance, e responda à próxima questão.


“Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a Pátria, nas suas riquezas naturais, na sua história, na sua geografia, na sua literatura e na sua política. Quaresma sabia as espécies de minerais, vegetais e animais, que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos diamantes exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes e o curso de todos os rios. Defendia com azedume e paixão a proeminência do Amazonas sobre todos os demais rios do mundo. Para isso ia até ao crime de amputar alguns quilômetros ao Nilo e era com este rival do “seu” rio que ele mais implicava. Ai de quem o citasse na sua frente! Em geral, calmo e delicado, o major ficava agitado e malcriado, quando se discutia a extensão do Amazonas em face da do Nilo”

Ainda com base no parágrafo selecionado de Lima Barreto, o narrador conta que o Rio Nilo, localizado no Egito, era considerado pelo protagonista do romance como uma espécie de rival do “seu” rio, o Amazonas. Nesse caso, o pronome “seu” aparece no texto entre aspas porque:
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Q1167993 Português

Leia o texto, ele contém apenas o ponto final, faltando-lhe as demais pontuações.


Você dançou.


Na gíria dançar tem o sentido de se dar mal


Na fábula A cigarra e a formiga as formigas dão um duro danado enquanto a cigarra passa o dia tocando viola e cantando No inverno ela vai pedir abrigo no formigueiro e uma delas pergunta: Por que você não fez uma casa no verão A cigarra explica que estava cantando Batendo a porta na cara da cigarra a formiga diz Então dance agora.


Revista Recreio, nº 18


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o texto.


( ) No texto, são necessárias quatro vírgulas.

( ) As vírgulas no texto dependem da entonação dada à frase; assim, não há como determinar o número delas. Cada leitor as colocará, conforme lhe convier.

( ) Há duas falas de um personagem que deverão ser marcadas com aspas.

( ) São necessários dois pontos para introduzir as falas do personagem.

( ) Como o texto está escrito em linguagem denotativa, ou seja, repleta de homônimos; é possível entendê-lo mesmo sem pontuação.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

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Q1163775 Português

Leia o texto.


[…] a fisionomia de José Maria estava tão transtornada que o padre, também de pé, começou a recuar, trêmulo e pálido. “Não, miserável! não! tu não me fugirás!” bradava José Maria, investindo para ele. Tinha os olhos esbugalhados, as têmporas latejantes; o padre ia recuando… recuando…

Machado de Assis


Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ).

( ) As aspas foram usadas para indicar a fala de um personagem.

( ) José Maria era o nome do padre que estava trêmulo e pálido.

( ) Na frase: “Não, miserável!”, a vírgula foi usada para separar um vocativo.

( ) A vírgula antes de “investindo” é optativa.

( ) José Maria estava de pé.

( ) Em “tu não me fugirás”, o emprego do tempo verbal indica uma ação certa a acontecer; é, pois, o futuro do presente do indicativo.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

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Q1158063 Português

TEXTO III


1943 – Região do Jalapão


    A primeira campanha do Programa Goiás Bahia teve como objetivos o reconhecimento geográfico da região onde se encontra a Lagoa do Veredão; a determinação do divisor de águas entre as Bacias dos Rios São Francisco e Tocantins; o estudo da Bacia Hidrográfica do Rio Preto; o levantamento de coordenadas geográficas, topográfico e de altitudes; e os estudos de Geomorfologia e de Geografia. No artigo publicado na Revista Brasileira de Geografia, v. 5, n. 4, p. 574-622, out./dez. 1943, o chefe da expedição, Gilvandro Simas Pereira, expõe como foi projetada, organizada e conduzida a expedição ao Jalapão, região do Brasil Central ainda pouco conhecida. Ao descrever tudo que observou, o autor revela também as dificuldades encontradas e os sacrifícios dos expedicionários no cumprimento do programa que foi feito no curto prazo de cinco meses, atravessando sempre zonas semidesertas, onde todos os recursos eram difíceis ou impossíveis de se obter.

Disponível em: <https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101574.pdf>. Acesso em: 25 jun. 2019.

Assinale a alternativa que analisa corretamente o uso e a função dos sinais de pontuação utilizados no Texto III.
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Q1153336 Português

Ansiedade pode ser agravada com a chegada do fim do ano

Camila Tuchlinski


      Quando a folha do calendário virou para novembro, bateu o desespero. Não é raro ficarmos mais ansiosos nessa época do ano. Alguns estabelecimentos comerciais já começam a colocar os enfeites natalinos, os supermercados já vendem panetone e a família já começa a se organizar para saber como serão realizados os festejos da virada de ano.

      Alguns sentimentos como angústia, desânimo e frustração podem surgir nesse período. Mas por que isso ocorre?

      A psicóloga Marcia Tabone responde: “A sensação de ansiedade aumenta conforme o estresse gerado por fatores associados a cobranças externas e internas. No trabalho, o medo ou insegurança em conseguir cumprir metas exigidas, o trabalho que deve ser concluído antes das festas e das férias. No plano emocional/afetivo, frustração ou carência não preenchidas durante o ano. Na dimensão existencial, objetivos de vida não alcançados que não puderam se cumprir”, explica.

      O neuropsicólogo Fábio Roesler lembra que o aumento da ansiedade pode ser sazonal. “Assim como em alguns países temos, durante o inverno longo, o que chamamos de depressão sazonal, em outros, como aqui no Brasil, temos um aumento da ansiedade na época final do ano. O cansaço, o sentimento de não ter completado todos os planos pensados no começo do ano, aspectos financeiros e outros fatores individuais são os motivos mais comuns”, afirma.

      No nosso cérebro, uma série de atividades começa a ocorrer também com a proximidade do Natal e do réveillon, como explica o especialista: “As áreas do cérebro responsáveis pelo aumento da ansiedade são, a princípio, a amídala, que seleciona e designa o tipo inicial de temor e sua amplitude, o hipotálamo e a hipófise funcionam de forma a controlar os hormônios que atuam no corpo acionando os sintomas somáticos tais como tremores, aumento da frequência cardíaca, dilatação da pupila e respiração suspirosa”. No começo do ano, nossos pensamentos estão repletos de expectativas pelos meses que virão. Listas de metas são comuns: conquistar uma vida mais saudável, praticar exercícios físicos, mudar de emprego ou começar novos cursos.  

      No entanto, as cobranças do cotidiano podem fazer com que o indivíduo não perceba uma eventual mudança de objetivos no meio do caminho e tenha a sensação de que o tempo passou tão rápido que não foi capaz de realizar tudo o que queria.

      Por que nos sentimos frustrados no fim do ano?

      Será que nos cobramos demais e colocamos metas pouco factíveis todo o início de um ano novo? O neuropsicólogo Fábio Roesler tem outra percepção. “O mais comum, na verdade, é a impressão pessoal do paciente que lhe diz o quão pouco ele fez, durante o ano, por si e por suas metas. Ou seja: ‘Até onde me impliquei naquilo que eu desejava?’.

      Algumas dicas podem ser úteis para quem se sente assim com a proximidade do fim de um ano. “Refletir sobre o que é realmente essencial para a tranquilidade e a paz consigo mesmo e com o próximo. Desapegar dos valores consumistas, ver que um ano termina e outro se inicia, viver o fluir da vida”, na opinião da psicóloga Márcia Tabone.

      “Uma reflexão possível para aplacar um pouco da ansiedade é pensar que, ainda que simbolicamente, o final do ano representa um final de ciclo, talvez com um toque de incompletude e irrealização. O começo de outro ano abre uma chave nova, na qual pode ser possível relacionar-se consigo mesmo e com o mundo, de modo mais pessoal, autorizando-se a não ser no mundo só a expectativa que os outros têm sobre você”, conclui o neuropsicólogo Fábio Roesler.

Adaptado de https://emais.estadao.com.br/noticias/comportament o,ansiedade-pode-ser-agravada-com-a-chegada-do-fim-do-ano,70003081631 

Em todo o texto, aspas foram utilizadas para
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Q1153003 Português

Leia o texto para responder a questão.


          Um roteiro literário por Belo Horizonte

Com desenho urbano moderno, a capital de Minas

Gerais inspirou muitas obras da literatura. Aqui,

roteiros que conduzem a lugares eleitos por

prosadores

                                                                                                             Por Fabrício Marques


       O primeiro roteiro pode ser percorrido a pé, na região que inspirou os modernistas e motiva os escritores contemporâneos, no seu traçado em xadrez. Andando, cada um inventa sua própria cidade: o Centro de BH é um emaranhado de avenidas diagonais superpostas às ruas ortogonais, com nome dos estados da União, entrelaçadas àquelas que remetem a tribos indígenas.

       Se quiser, cantarole Ruas da Cidade, do antológico Clube da Esquina Nº 2, de 1978. “Para quem chega, a experiência é estonteante até que, mais dia, menos dia, o hábito se instala”, diz o poeta e tradutor baiano Duda Machado, que mora há 18 anos na capital mineira, admirado com o choque do planejamento dos traçados triangular e retangular com a elevação montanhosa e as muitas ladeiras.

        Comece pela Rua Sapucaí, espécie de “orla” seca da região, com destaque para os restaurantes do italiano Massimo Battaglini, a Salumeria Central (carne de porco) e o Pecatore (frutos do mar) e o bar Dorsé.

         Nas proximidades, curta o Petit Café, em um casarão dos anos 1920. Dali, da balaustrada da avenida, você tem uma bela visão do Centro: aviste a Praça da Estação em um ângulo diferente e, olhando para a esquerda, o Viaduto Santa Tereza, onde, no final dos anos de 1920, Carlos Drummond de Andrade, aos 27 anos, escalou um dos arcos.

            Com revestimento de argamassa em tom de concreto, o viaduto foi criado para ligar o bairro da Floresta, onde morava o poeta, ao Centro – cumprindo, profeticamente, os desígnios da letra do compositor Rômulo Paes: “Minha vida é esta: subir Bahia e descer Floresta”. O “alpinismo urbano” foi repetido por algumas gerações de escritores, como a de Fernando Sabino, que recriou, em forma de ficção, o ritual em O Encontro Marcado (1956). Hoje, o viaduto conjuga aparência decadente e importância cultural e histórica. Só olhe, não precisa subir!

            O próximo destino é o Edifício Maletta. Antes de chegar lá, no caminho, passe bem ao lado do Palácio das Artes, pelo Parque Municipal, um dos cenários de Os Novos (1971), de Luiz Vilela, prosador que frequentava o local em busca de inspiração.

           Mas não perca o foco no Maletta: vire à esquerda na Rua da Bahia, que, nas palavras do poeta Paulinho Assunção, “inventou Belo Horizonte”. Famosa, a rua concentrou os bares favoritos de jornalistas e escritores e as redações dos principais jornais impressos – num deles trabalhou Rubem Braga, que, fazendo troça do caráter provinciano da metrópole, chamou-a de “Belorizontem” numa crônica. “Haja cidade, disse a Rua da Bahia em uma segunda-feira chuvosa, muito tediosa, sem nada para fazer, só com empadas nos mostruários e alguns udenistas de cachecol. E houve então a cidade”, completa Assunção.

             O Edifício Maletta fica na confluência da Bahia com a Avenida Augusto de Lima. É um mundaréu de galeria, livraria, sebo, self-services, barbearia, lojas, escritórios e bloco residencial. Peça um bife à parmegiana na Cantina do Lucas, dê uma incerta no sebo Crisálida, na sobreloja, onde o varandão abriga happy hour e baladas noturnas, e considere bares e restaurantes como o Lua Nova, Objetoria, Dub, Nine e Arcângelo.

             O paulista Mário de Andrade visitou Belo Horizonte em quatro ocasiões. Na segunda delas, em 1924, fez a leitura, na sacada do Grande Hotel, do poema que acabara de escrever, o Noturno de Belo Horizonte. O hotel foi demolido para a construção do Maletta, inaugurado em 1961.

              O passeio termina seguindo pela Augusto de Lima até chegar ao Mercado Central (no número 744), que merece reiteradas visitas. Um dos lugares mais conhecidos da capital mineira, o mercado ganhou saborosas referências no livro “O Mundo Acabou”, de Alberto Villas, com o relato de incursões para comprar frutas e outros produtos, e também no poema de Ricardo Aleixo Cine-Olho, que flagra um menino, “um ponto riscado a laser na noite de rua cheia/ali para os lados do Mercado”.

            Esse local tão querido também pelos turistas é tema de um dos livros, assinado pelo compositor Fernando Brant, da ótima coleção BH. A Cidade de Cada Um (Conceito Editorial), que reúne 28 títulos lançados sobre pontos importantes de “Belô”, “Belorizoo”, “Belzonte” – vá somando aí os apelidos da terra de escritores que já moraram aqui e voltam de vez em quando, como Silviano Santiago e Affonso Romano de Sant’Anna.


                                                                                                                    Disponível em

https://viagemeturismo.abril.com.br/destinos/belo

horizonte-um-roteiro-literario/ 

No penúltimo parágrafo, as aspas foram utilizadas para
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Q1139157 Português

                                     TEXTO I


Relatório aponta 53 mortes em MS de indígenas envolvendo conflitos no campo e desnutrição de crianças

Estudo do Cimi mostra tensão envolvendo índios, invasores e produtores rurais. Apesar da redução do número de homicídios, no ano passado, violência permanece alta.


      Esta semana o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou um novo relatório sobre a violência contra os povos indígenas. A maioria dos assassinatos tem como causa conflitos no campo. O estudo mostra em números a tensão envolvendo índios, invasores e produtores rurais. Apesar da redução do número de homicídios, no ano passado, a violência permanece alta.

      Segundo o Cimi, em 2017, 110 índios foram assassinados no país, 17 deles em Mato Grosso do Sul. Em 2016, 118 é o número de mortes constatadas. A principal causa é o conflito no campo. “Onde há resistência indígena, geralmente pessoas são marcadas como líderes e aí passam a sofrer todo tipo de repressão, ameaças e inclusive assassinatos”, afirmou o coordenador Roberto Liebgott.

       O relatório também destaca mortes de crianças por diarreia, desnutrição e outros problemas, que poderiam ser evitados com melhor assistência da saúde. Em 2017, 702 crianças, de até 5 anos de idade, morreram em todo o país. Deste número, 36 delas eram indígenas de Mato Grosso do Sul.

      A invasão de terras indígenas é outro problema grave. As áreas são cada vez mais cobiçadas por causa da riqueza natural. O número de invasões aumentou de forma expressiva, de 59 registros em 2016 para 96 casos no ano passado, sendo 5 deles no estado. Para o Cimi, tudo reflexo da falta de demarcação das terras e proteção às comunidades.

      “Em relação aos procedimentos de demarcação, há uma paralisia e isto potencializa e eterniza os conflitos”, finalizou Cleber Buzatto, diretor do Cimi.

Texto disponível em: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/ 2018/09/30/relatorio-aponta-53-mortes-em-ms-de-indigenas-envolvendo-conflitos-no-campo-e-desnutricao-de-criancas.ghtml Acessado em: 11 de janeiro de 2019 (com adaptações).

A respeito do trecho: A principal causa é o conflito no campo. “Onde há resistência indígena, geralmente pessoas são marcadas como líderes e aí passam a sofrer todo tipo de repressão, ameaças e inclusive assassinatos”, afirmou o coordenador Roberto Liebgott., extraído do texto 1, é CORRETO afirmar somente que:
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Q1135858 Português

Brasil repele cientistas que investigam novo tratamento para glaucoma

Líder de investigação sobre causa de cegueira irreversível lamenta fuga de estudantes talentosos

Marcelo Leite


    O glaucoma, doença do nervo óptico que responde pela maior parte dos casos de cegueira irreversível, avança no país com o envelhecimento da população. Um grupo de jovens pesquisadores do Rio de Janeiro procura uma via revolucionária para tratar a enfermidade, mas está perto de abandonar o Brasil.

    O mais correto seria dizer que o Brasil os abandonou. Ou ameaça fazê-lo, como se verá adiante. Antes, a boa nova: sai nesta segunda-feira (12) na conceituada revista Development artigo do time sobre a promissora via alternativa de tratamento. A notícia é excelente não só para idosos brasileiros, uma vez que a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que no ano que vem haverá 80 milhões de pessoas com glaucoma no mundo. A equipe se formou liderada por Mariana Souza da Silveira no laboratório de Rafael Linden no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Também participou Rodrigo Martins, do Instituto de Ciências Biomédicas da mesma UFRJ.

    Eles demonstraram que a ativação de um único gene (Klf4) pode induzir a reconstituição de células ganglionares da retina, cuja degeneração está na raiz do glaucoma.

    O experimento empregou ratos, portanto não há garantia plena de que ocorrerá o mesmo efeito de regeneração em seres humanos. É o bastante, no entanto, para encorajar a persistência nesse rumo, que um dia poderá render frutos.

    “Acreditamos que há um longo caminho até uma terapia de verdade, e muita coisa ainda por entender na biologia subjacente”, afirmam Silveira e o principal autor do estudo, Maurício Rocha-Martins, em entrevista à Development. “Nossos dados indicam, contudo, que o programa para gerar células ganglionares [no embrião] pode ser reativado, o que abre novas direções para terapias regenerativas”.

    Até então os tratamentos experimentais sob investigação envolviam a proteção ou transplantes de células ganglionares cultivadas em laboratório (“in vitro”, dizem os biólogos), que conseguem integrar-se na retina e lançar prolongamentos (axônios) até as áreas visuais do cérebro do roedor. O procedimento, porém, tem baixa eficiência e risco de rejeição das células. Criar células ganglionares a partir de outras presentes no próprio organismo (“in vivo”) é alternativa bem mais atraente. Espera-se que o gene Klf4 possa provocar o mesmo efeito em seres humanos.

     É provável, entretanto, que aconteçam no exterior os novos passos do estudo de pesquisadores brasileiros reunidos por Silveira (ainda que uma pequena parte tenha sido realizada na Alemanha). A equipe se dispersou. A própria líder da pesquisa se encontra em Portugal. Passa por um período sabático no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da cidade do Porto, “como estratégia de sobrevivência”.    

    Silveira tenta consolidar colaborações fora do país e diversificar linhas de pesquisa com o intuito de garantir a manutenção do grupo de pesquisa no Brasil: “A ideia é buscar financiamentos internacionais”, explica, pois os recursos de pesquisa no país estariam decididamente desaparecendo.

    Dos seis estudantes coautores do artigo, só uma - a mais jovem - continua no Brasil. O primeiro autor faz pós-doutorado na Alemanha, três outros estão cursando ou concluindo doutorado na Alemanha e na França, e o quinto acaba de se decidir por um doutorado no Canadá e está de partida. E há pouco incentivo para retornarem.

    “Estudantes talentosos estão desmotivados a ficar ou voltar para o Brasil em função da redução drástica do número de bolsas, dos seus valores desatualizados e da falta de financiamento. O fundamental é considerar o impacto que isso possivelmente terá a médio e longo prazo. A fuga de estudantes excelentes já é uma realidade”.


(Marcelo Leite, Brasil repele cientistas que investigam novo tratamento para glaucoma. Folha de S.Paulo. 12.08.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que apresenta reescrita do texto original preservando integralmente o seu sentido e o respeito à norma-padrão da língua quanto ao emprego da pontuação.
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Q1135153 Português

                                                  Texto


      Com a premissa de que todo o poder emana do povo prevista na Constituição Federal de 1988, a nação brasileira enquadra-se na categoria de Estado Democrático de Direito. Suas principais características são soberania popular; da democracia representativa e participativa; um Estado Constitucional, ou seja, que possui uma constituição que emanou da vontade do povo; e um sistema de garantia dos direitos humanos.

      Como o nome sugere, a principal ideia da categoria é a democracia. Esse conceito está explícito e explicado no primeiro artigo da Constituição Federal de 1988. Está na Carta Magna: “Todo o poder emana do povo (isso significa que vivemos em uma República), que o exerce por meio de representantes eleitos (esses são os termos de uma democracia indireta, por meio das eleições de vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidentes) ou diretamente, nos termos desta Constituição (este trecho estabelece que, no Brasil, também funciona a democracia direta, em que o povo é o responsável direto pela tomada de decisões)”


Conceitos


      Para entender o conceito, é necessário compreender o que significa “democrático”, segundo o professor e mestre em direito constitucional Edgard Leite. Ele explica que essa palavra por si só concentra todo o significado da expressão. É justamente por isso que um Estado de Direito é totalmente diferente do Estado Democrático de Direito.

    “Resumidamente, no Estado Democrático de Direito, as leis são criadas pelo povo e para o povo, respeitando-se a dignidade da pessoa humana”, afirmou Leite.

     Já o Estado de Direito é pautado por leis criadas e cumpridas pelo próprio Estado. Um exemplo, segundo o professor, é o Código Penal Brasileiro, um decreto-lei de 1940.

      “Isso ocorre em uma ditadura militar, por exemplo, quando o governante dispõe de instrumentos como o decreto-lei, por meio do qual ele governa ainda que sem a aprovação do Congresso Nacional.”


      Origem do conceito


      A ideia de democracia surgiu na Grécia antiga junto ao conceito de cidadão ativo. “Foi quando surgiu a democracia direta. O cidadão ativo ateniense era aquele que poderia exercer poderes políticos. Naquela época, eram apenas homens livres com posses, que se reuniam em praça pública e decidiam os rumos da cidade-estado”, explicou o especialista.


(Disponível em:<http://www2.planalto.gov.br/mandatomicheltemer/acompanhe-planalto/noticias/2018/10/entenda-o-que-e-o-estado-democratico-de-direito>  Acessado em: 13 de mar. de 2019 - com adaptações)

Assinale a alternativa cujos sinais de pontuação foram corretamente empregados:
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Q1133154 Português

Leia o texto, para responder à questão.


DETALHES QUE FAZEM A DIFERENÇA


      Fazer a diferença na vida das pessoas é uma vontade comum. Só que muitas vezes acreditamos que para isso precisamos de grandes atos, que exigem tempo e esforço e então sempre acabamos deixando para depois, para “a hora certa”.

      “Se é verdade que as pessoas nos ganham nos detalhes, é verdade também que é nos detalhes que elas nos perdem”, escreveu a escritora Andréa Behegaray.

      Não importa se no casamento, no trabalho, no namoro ou nas relações sociais, não há relacionamento que não se desgaste e são os detalhes que acabam fazendo a diferença. Conviver com os outros requer atenção e cuidados frequentes, o que poucos parecem estar dispostos a oferecer tanto quanto se precisa. Cada detalhe conta, cada pedacinho vazio faz falta, cada vacilo tem seu peso e pode colocar tudo a perder.

      De acordo com Elaine Blum, escritora e dramaturga, “o mundo é salvo todos os dias por pequenos gestos. Diminutos, invisíveis. O mundo é salvo pelo avesso da importância. Pelo antônimo da evidência. O mundo é salvo por um olhar, que envolve e afaga. Abarca. Resgata. Reconhece. Salva”.

      Sempre estamos cheios de serviço, de estudo, de trabalho, de compromissos que não se relacionam à nossa vida afetiva. E sobra pouquíssimo tempo para nos debruçarmos sobre o que realmente importa, para ficarmos perto de quem nos ama de verdade, para alimentarmos nossa alma. Corremos atrás das contas, dos boletos, da manutenção da casa, do carro, das roupas. Enquanto isso, esquecidos ficam os remendos sentimentais que esvaziam, pouco a pouco, nossa carga afetiva. “Não procure felicidade na superfície, ela está enraizada nas miudezas, nos pequenos gestos de ternura”, aconselha a escritora Edna Frigato.

(Gisele Bortoleto, Revista Be Bem-estar, 19.05.2019. Adaptado)

As aspas na expressão “a hora certa” sinalizam, no contexto do 1° parágrafo, a intenção de
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Q1132803 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

Golfinhos escolhem amigos por interesses em comum

Aquele velho ditado cravava: “diga-me com quem andas e te direi quem és”. Ele já está um tanto batido, é verdade, mas não deixa de fazer certo sentido. De fato, seres humanos tendem a se associar com quem compartilha de seus pensamentos ou interesses. Estudo conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores concluiu que golfinhos também apresentam traços semelhantes – cada animal faz amizade com outros parecidos com ele.

Cientistas analisaram uma população de golfinhos-nariz-de-garrafa do Indo-Pacífico (a espécie mais conhecida de todas) que vive na Baía Shark, na Austrália. São os únicos bichos, no mundo, que têm o hábito de usar uma ferramenta bem curiosa na hora de caçar alimentos: esponjas-do-mar. Eles enfiam o porífero no bico e o usam para ir coletando comida em águas profundas. Essa técnica é passada de geração em geração – e nem todos os golfinhos a utilizam.

Pesquisadores das universidades de Bristol, na Inglaterra, de Zurique, na Suíça, e da Austrália Ocidental, coletaram dados comportamentais, genéticos e fotográficos de 124 golfinhos macho que vivem na Baía Shark. As informações foram reunidas ao longo de nove anos, entre 2007 e 2015. O estudo levou em consideração 37 animais, de um subconjunto que englobava 13 golfinhos “esponjeiros” e 24 “não esponjeiros”.

Os cientistas descobriram que os machos esponjeiros passavam muito mais tempo interagindo com outros machos esponjeiros do que com os não esponjeiros. E esses vínculos eram puramente relacionados à existência de técnicas semelhantes de caça com as esponjas, não a parentesco ou a outros fatores. “Esse estudo sugere que, assim como os seres humanos, golfinhos machos formam laços sociais baseados em interesses comuns”, explica Simon Allen, co-autor do estudo e pesquisador de ciências biológicas em Bristol.

Os resultados foram publicados no periódico Proceedings of the Royal Society B. Eles indicam que, mesmo em domínios completamente diversos do reino animal, a velha máxima do “diga-me com quem andas” permanece válida. E, no caso das amizades, são os semelhantes que se atraem.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/ciencia/golfinhos-
escolhem-amigos-por-interesses-em-comum/>. 
Acesso em: 13 jun. 2019. 
Releia este trecho.
O estudo levou em consideração 37 animais, de um subconjunto que englobava 13 golfinhos “esponjeiros” e 24 “não esponjeiros”.
Nesse trecho, as aspas foram utilizadas com o objetivo de
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Q1131668 Português

                                            Texto de apoio

                                       O que é ergonomia?


      Ergonomia é a área da ciência que estuda maneiras de facilitar nossa relação com objetos e máquinas. “Seu objetivo central é adaptar o trabalho ao ser humano, evitando que ocorra o contrário”, diz o engenheiro e doutor em ergonomia Laerte Idal Sznelwar, da Universidade de São Paulo (USP). O naturalista polonês Wojciech Jastrzebowski foi a primeira pessoa a usar o termo ergonomia – que em grego significa “princípios do trabalho” – num texto chamado The Science of Work (“A Ciência do Trabalho”), escrito em 1857. Um exemplo de aplicação dos princípios ergonômicos são os telefones com teclas. Os números não são dispostos por acaso em quatro fileiras com três botões cada. Antes de esse formato ser lançado, foram testados modelos com teclados circulares, diagonais e horizontais com duas fileiras de botões. Venceu a configuração que os estudiosos perceberam ser a mais confortável para os usuários.

      A ergonomia atual vai ainda mais longe e não fica só no desenho de objetos: as telas dos caixas eletrônicos, por exemplo, são projetadas com ícones grandes e fáceis de localizar. Por causa da variedade de aplicações, o trabalho em ergonomia é feito por vários profissionais, como engenheiros, arquitetos, médicos, fisioterapeutas e psicólogos. Nos últimos anos, os estudos nessa área ganharam destaque na criação de objetos que diminuam os riscos de lesões por esforços repetitivos, as famosas LER, que atacam, por exemplo, quem vive sentado diante do computador a maior parte do dia.


                                                     Na medida certa

              Mobílias e máquinas ergonômicas respeitam o corpo do usuário


Monitor bem posicionado: Permite olhar para a tela mantendo o pescoço em sua posição natural.

Apoio: Mantém os pés em posição confortável caso a mesa não tenha regulagem de altura.

Teclado ideal: Modelos com teclas que amorteçam os dedos evitam lesões como a tendinite.

Encosto ajustável: Adequa-se à curvatura lombar, evitando lesões nas costas. Mola amortecedora: Não deixa a coluna sofrer impactos bruscos.

Altura regulável: Permite manter os joelhos em um ângulo de 90º, deixando a circulação sanguínea livre.

Adaptado de:<https://super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-ergonomia/> . Acesso em: 31 de outubro de 2019.

As aspas presentes no primeiro parágrafo do texto são utilizadas com diferentes funções, EXCETO
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Q1125709 Português

Texto 5


                

Considerando os aspectos linguísticos e estilísticos do texto, julgue o item a seguir.


Os adjetivos “original” (linha 8), “moderno” (linha 22) e “revolucionário” (linha 64) são empregados, no texto, em sentido conotativo e, por isso, a opção do autor por colocá-los entre aspas.

Alternativas
Respostas
361: B
362: C
363: C
364: A
365: C
366: D
367: A
368: D
369: C
370: B
371: D
372: A
373: B
374: B
375: E
376: A
377: B
378: D
379: C
380: E