Questões de Concurso Comentadas sobre termos integrantes da oração: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva em português

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Q678363 Português

Considere a frase sublinhada no fragmento abaixo.

Os camponeses gostavam dele porque não era orgulhoso. Agradava as crianças, não entrava nunca nas tabernas.

FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. Porto Alegre: L&PM, 2003.

Substituindo-se o termo “as crianças” por um pronome, obtém-se a forma

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Q678359 Português
Na citação de Clarice Lispector: “Pelo quarto parecia-lhe estarem a se cruzar os elétricos, a estremecerem-lhe a imagem refletida.”, o termo destacado exerce a função de
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Q678358 Português

Cabisbaixo, olhar parado,

assistia a tudo de dentro de si mesmo

feito rei que assiste estoicamente

de dentro das muralhas

à derrocada de seu castelo

MACEDO, M. de. Fragmento. Maceió: Catavento, 2007.

Quanto ao uso do verbo assistir, no poema, é correto afirmar:

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Ano: 2014 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: CASAL Prova: COPEVE-UFAL - 2014 - CASAL - Administrador |
Q653650 Português
Considerando o texto seguinte, “Fez-se no circo um silêncio gélido, tremendo e tão profundo, que se poderiam ouvir até as pulsações do coração DA SILVA, R. Última corrida de touros em Salvaterra. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1995.
verifica-se que no trecho sublinhado  
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Ano: 2014 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: CASAL Prova: COPEVE-UFAL - 2014 - CASAL - Administrador |
Q653647 Português
Exílio
Das tuas águas tão verdes
Nunca mais me esquecerei.
Meus lábios mortos de sede
Para as ondas inclinei.
Romperam-se em teus rochedos:
Só bebi do que chorei.
Perderam-se os meus suspiros
Desanimados, no vento.
Recordo tanto o martírio
Em que andou meu pensamento!
E meus sonhos ainda giram
Como naquele momento.

MEIRELES, Cecília. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1987. p. 151.  
Os termos “das tuas águas”, “meus lábios mortos” e “os meus suspiros” funcionam, respectivamente, como
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Ano: 2014 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: CASAL Prova: COPEVE-UFAL - 2014 - CASAL - Administrador |
Q653641 Português
Na afirmação abaixo, de Padre Vieira, “O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o picaram a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós” o substantivo “espinhos” tem, respectivamente, função sintática de,
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Ano: 2014 Banca: COPEVE-UFAL Órgão: UFAL Prova: COPEVE-UFAL - 2014 - UFAL - Administrador |
Q652391 Português

A questão refere-se ao trecho abaixo.

O corpo a morte leva.

A voz some na brisa.

A dor sobe pras trevas.

O nome a obra imortaliza

A morte benze o espírito

A brisa traz a música

NOGUEIRA, João. Clube do Samba. Polydor, 1979.

Sobre a estrofe, é correto afirmar:

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Q625991 Português

Qual o profissional que o mercado de trabalho atual procura?

      O mercado de trabalho está exigente e busca, cada vez mais, profissionais qualificados e diferenciados com extenso conhecimento técnico. Nesse cenário, faltam candidatos preparados para ocupar as vagas disponíveis, mesmo sobrando pessoas à procura de emprego.

      A taxa de desemprego total da população economicamente ativa da Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) ficou em 6,5%, em março. No período, estima-se que 124 mil pessoas estivessem nessa situação. O resultado da baixa taxa é um menor número de trabalhadores qualificados disponíveis no mercado. “Pessoas com conhecimento técnico e prontas para assumir as vagas em aberto são a maior carência do mercado de trabalho atual”, observa a diretora de Desenvolvimento Humano da ABRH-RS, Maria da Graça Costi.

      Ela completa que o mercado exige que o profissional esteja aberto ao aprendizado, seja rápido e se adapte facilmente ao ambiente onde vai trabalhar. “É preciso também ter visão sistêmica, uma amplitude perceptiva. Saber enxergar os problemas do ambiente, mesmo estando dentro dele”, destaca.

      Outro fator que está aumentando o déficit é a relação desigual entre a chamada Geração Y e o mercado de trabalho. Os jovens são muito ágeis e aprendem tudo rapidamente. Porém, algumas empresas acabam perdendo esses funcionários por não oferecerem material para trabalho no ritmo em que eles procuram. Os jovens desejam ser constantemente desafiados e querem novidades a todo instante.

      Ainda, há mudanças no método de seleção. Apesar de o modo convencional ser o mais utilizado, as redes sociais funcionam como complemento na hora de contratar um funcionário. Os perfis pessoais na internet trazem informações adicionais e mostram mais a personalidade do candidato, levando o contratante a melhor estudar o perfil do profissional e avaliar se ele se encaixa nos requisitos exigidos pelo cargo. 

                                                                            Informações do site PQN 

Marque a opção em que há a correlação correta entre o termo destacado e a função sintática exercida:
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Q617240 Português
ANALFABETISMO FUNCIONAL 

Alarmante! A dificuldade para interpretar textos e contextos, articular ideias e escrever está presente em seletos ambientes do mundo corporativo e da academia. 

por Thomaz Wood Jr.

A condição de analfabeto funcional aplica-se a indivíduos que, mesmo capazes de identificar letras e números, não conseguem interpretar textos e realizar operações matemáticas mais elaboradas. Tal condição limita severamente o desenvolvimento pessoal e profissional. O quadro brasileiro é preocupante, embora alguns indicadores mostrem uma evolução positiva nos últimos anos. 

Uma variação do analfabetismo funcional parece estar presente no topo da pirâmide corporativa e na academia. Em uma longa série de entrevistas realizadas por este escriba, nos últimos cinco anos, com diretores de grandes empresas locais, um a queixa revelou-se rotineira: falta a muitos profissionais da média gerência a capacidade de interpretar de forma sistemática situações de trabalho, relacionar devidamente causas e efeitos, encontrar soluções e comunicá-las de forma estruturada. Não se trata apenas de usar corretamente o vernáculo, mas de saber tratar informações e dados de maneira lógica e expressar ideias e proposições de forma inteligível, com começo, meio e fim. 

Na academia, o cenário não é menos preocupante. Colegas professores, com atuação em administração de empresas, frequentemente reclamam de pupilos incapazes de criar parágrafos coerentes e expressar suas ideias com clareza. A dificuldade afeta alunos de MBAs, mestrandos e mesmo doutorandos. Editores de periódicos científicos da m esma área frequentemente deploram a enorme quantidade de manuscritos vazios, herméticos e incoerentes recebidos para publicação. E frequentemente seus autores são pós-doutores! 

O problema não é exclusivamente tropical. Michael Skapinker registrou recentemente em sua coluna no jornal inglês Financial Times a história de um professor de uma renomada universidade norte-americana. O tal mestre acreditava que escrever com clareza constitui habilidade relevante para seus alunos, futuros administradores e advogado s. Passava-lhes, semanalmente, a tarefa de escrever um texto curto, o qual corrigia, avaliando a capacidade analítica dos autores. Pois a atividade causou tal revolta que o diretor da instituição solicitou ao professor torná-la facultativa. Os alunos parecem acreditar que, em um mundo no qual a comunicação se dá por mensagens eletrônicas e tuítes, escrever com clareza não é mais importante. 

O mesmo Skapinker lembra uma emblemática matéria de capa da revista norte-americana Newsweek, intitulada “Why Johnny can’t write”. Merrill Sheils, autora do texto, revelou à época um quadro preocupante do declínio da linguagem escrita nos Estados Unidos. Para Sheils, o sistema educacional, da escola fundamental à faculdade, desovava na sociedade uma geração de semianalfabetos. Com o tempo, explicou a autora, as habilidades de leitura pioraram, as habilidades verbais se deterioraram e os norte-americanos tornaram-se capazes de usar apenas as mais simples estruturas e o mais rudimentar vocabulário ao escrever, próprios da tevê. 

Entre as diversas faixas etárias, os adolescentes eram os que mais sofriam para produzir um texto minimamente coerente e organizado. E o mundo corporativo também acusou o golpe, pois parte de sua comunicação formal exige precisão e clareza, características cada vez mais difíceis de encontrar. Educadores mencionados no artigo observaram: um estudante que não consegue ler e compreender textos jamais será capaz de escrever bem. Importante: a matéria da Newsweek é de 1975!

Quase 40 anos depois, os iletrados trópicos parecem sofrer do mesmo flagelo. Por aqui, vivemos uma situação curiosa: de um lado, cresce a demanda por análises e raciocínios sofisticados e complexos. E, de outro, faltam competências básicas relacionadas ao pensamento analítico e à articulação de ideias. O resultado é ora constrangedor, ora cômico. Nas empresas, muitos profissionais parecem tentar tapar o sol com uma peneira de powerpoints, abarrotados de informação e vazios de sentido. 

Na academia, multiplicam-se textos caudalosos, impenetráveis e ocos. Se aprender a escrever é aprender a pensar, e escrever for mesmo uma atividade em declínio, então talvez estejamos rumando céleres à condição de invertebrados intelectuais.

Disponível em: . Acesso em 25 ago. 2014.< http://www.cartacapital.com.br >. Acesso em 25 ago. 2014.

GLOSSÁRIO
MBAs: Master in Business Administration (Mestrado em Administração de Negócios). É um grau acadêmico de pós-graduação destinado a administradores e executores na área de gestão de empresas.
Why Johnny can’t write: Por que Johnny não pode escrever. 

Considere o trecho: Por aqui, vivemos uma situação curiosa: de um lado, cresce (1º) a demanda por análises e raciocínios sofisticados e complexos. E, de outro, faltam (2º) competências básicas relacionadas ao pensamento analítico e à articulação de ideias.

As afirmativas a seguir referem-se aos verbos destacados no trecho.

I Ambos apresentam sujeito explicitado no período.

II Ambos apresentam objeto explicitado no período.

III Em conformidade com a norma padrão, o primeiro verbo, no contexto em que ocorre, pode ser flexionado na terceira pessoa do plural.

IV Em conformidade com a norma padrão, o segundo verbo, no contexto em que ocorre, deve permanecer flexionado na terceira pessoa do plural.

Das afirmações, estão corretas

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Ano: 2014 Banca: FUNCAB Órgão: SUPEL-RO Prova: FUNCAB - 2014 - SUPEL-RO - Engenharia Civil |
Q598205 Português
Notícia de jornal

       Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer de fome. 
       Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância do Pronto-Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome. 
       Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome. 
     O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome. 
      Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum. Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.  
      Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome. 
     E o homem morre de fome. De 30 anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome. 
    E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, um homem morreu de fome. 
     Morreu de fome.

Em uma das alternativas a seguir, o termo destacado do primeiro parágrafo funciona como objeto direto da oração a qual pertence.Assinale-o.
Alternativas
Q596550 Português
Observe as frases a seguir, retiradas da Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha:

I – Não amo a ninguém. 
II – Palavras, leva‐as o vento. 
III – A mim, ninguém me espera em casa. IV – A ele, todos lhe entregam presentes.

As frases que exemplificam casos de objeto direto pleonástico são:
Alternativas
Q596549 Português
Nas frases “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “Gostar de Deus sobre todas as coisas”, os termos sublinhados exercem, respectivamente, as funções de objeto direto preposicionado e objeto indireto. Sobre esses termos, assinale afirmativa correta.
Alternativas
Q582323 Português

TEXTO

                   O PREOCUPANTE AVANÇO DA CENSURA JUDICIAL

                                                                                                                        O Globo, 11/4/2014

      O fim da censura, ainda no regime militar, e a garantia de liberdade de expressão explicitamente inscrita na Constituição de 1988 são marcos fundamentais da redemocratização do país. Foram conquistas árduas, que custaram sacrifícios à sociedade. No caso específico do direito à livre manifestação, trata-se de fruto de longo processo, que só se completou bem depois da volta dos militares aos quartéis e da promulgação da Carta: como entulho herdado da ditadura, perdurou como espasmo do autoritarismo na legislação brasileira a Lei de Imprensa, permanente ameaça a jornalistas e veículos de comunicação, até ser enviada ao lixo pelo Supremo Tribunal Federal, em 2009.

      O país consagra, portanto, esse princípio inerente ao estado democrático de direito. E, em comparação com outras nações do continente, onde agravos à liberdade de expressão têm sido praticados sistematicamente, o Brasil é um exemplo positivo. Mas essa confrontação, se nos coloca em patamar diverso de Estados com governos autoritários, como Argentina, Venezuela e outros, por outro mitiga uma realidade na qual o exercício do jornalismo profissional e responsável está sujeito a inaceitáveis trancos. Caso explícito da chamada censura judicial, em geral requerida por agentes públicos contra veículos de imprensa e jornalistas em todo o país. (....)

      Neste sentido, é positiva a iniciativa de instituições como ONU, OEA, STF e CNJ de realizar, no Rio, importante debate sob o tema Liberdade de Expressão e Judiciário. É iniciativa bem-vinda para aparar arestas, devolver ao país a plena acepção do direito amplo e irrestrito à informação e restabelecer, em definitivo, o princípio constitucional segundo o qual a liberdade de expressão prescinde de regulamentação.

Observe o uso do acento grave indicativo da crase nos seguintes segmentos do texto:

I – “custaram sacrifícios à sociedade”

II – “direito à livre manifestação”

III – “agravos à liberdade de expressão”

IV –“direito amplo e irrestrito à informação”

Os casos em que o emprego do acento grave indicam a mesma função sintática são:

Alternativas
Q578147 Português
Analise os itens abaixo:
I. No pensamento "O dinheiro faz homens ricos; o conhecimento faz homens sábios e a humildade faz homens grandes." (Autor desconhecido), os termos sublinhados são adjetivos que se referem ao substantivo “homens" e concordam com ele em gênero e número. II. No pensamento “As únicas pessoas verdadeiramente felizes são as que buscam uma maneira de ser úteis às outras." (Albert Schweiter), o adjetivo “úteis" exige um complemento, no caso os termos “às outras" para completar seu sentido. III. No pensamento “Nunca tenha medo das sombras. Elas somente mostram que uma luz que resplandece por perto." (Ruth E. Renkel), o verbo sublinhado concorda com o seu sujeito “uma luz".
Está CORRETO o que se afirma, apenas, em
Alternativas
Q578146 Português
Sobre o pensamento “O melhor meio de multiplicar a felicidade é dividi-la com os outros." (Mark Twain), analise os itens abaixo:
I. O termo “la" completa o significado do verbo dividir sem ser regido de preposição. II. O termo “felicidade" completa o sentido do verbo “multiplicar" regido da preposição “a". III. Os verbos “multiplicar" e “dividir" exigem complemento regido de preposição.
Está CORRETO o que se afirma em
Alternativas
Q574744 Português
Texto
                                                                       A Globalização

A partir da segunda metade do século XX, o mundo parece ter ficado cada vez menor. Os avanços nos sistemas de comunicação tornaram possível que pessoas de diferentes lugares passassem a se falar e a estar em contato o tempo todo. As pessoas começaram a viajar mais e, com isso, alteraram o seu modo de ver o mundo e de se relacionar.
Os satélites, a televisão e a Internet possibilitam que uma pessoa que mora no Brasil seja informada de um fato que esteja ocorrendo do outro lado do mundo quase no exato momento em que ele está acontecendo.
A globalização modificou a vida das pessoas no mundo e trouxe aspectos positivos, como o maior contato entre indivíduos de lugares distantes e notícias em tempo real. Porém, também trouxe aspectos negativos, entre os quais o aumento do desemprego, da pobreza e de problemas sociais, como a violência urbana.
Alguns aspectos da globalização, como o acesso ao computador, ainda não são uma realidade para milhões de pessoas no Brasil. Alguns programas sociais, porém, têm procurado levar informação e conhecimento a todo o país.

(Cláudia Carvalho Neves)
Assinale a opção que indica o termo sintático de classificação diferente da dos demais.
Alternativas
Q545021 Português
“A publicação de jornais e revistas on-line abriu um importante canal de comunicação com os leitores. Assim que leem um artigo ou reportagem, eles podem enviar seu comentário sobre o texto ou o assunto de que este trata. Publicado ao pé da matéria, o dito comentário desperta a opinião de outros leitores e, em poucos minutos, está criado um fórum de discussão entre pessoas que nunca se viram, nunca se verão e podem estar a milhares de quilômetros umas das outras." (www.observatoriodaimprensa.com.br/news/.../ ed782 redes antissociais)

Assinale o item incorreto quanto à função sintática atribuída ao termo destacado.
Alternativas
Ano: 2014 Banca: Quadrix Órgão: COREN-BA Prova: Quadrix - 2014 - COREN-BA - Analista em TI |
Q529924 Português

Leia o trecho da crônica "O enfermeiro", de Machado de Assis, para responder à questão.


"Acordei aos gritos do coronel, e levantei-me estremunhado. Ele, que parecia delirar, continuou nos mesmos gritos, acabou por lançar mão da moringa e arremessá-la contra mim. Não tive tempo de desviar-me; a moringa bateu-me na face esquerda, e tal foi a dor que não vi mais nada; atirei-me ao doente, pus-lhe as mãos ao pescoço, lutamos, e esganei-o. Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito; mas ninguém me ouviu. Voltei à cama, agitei-o para chamá-lo a vida, era tarde; arrebentara o aneurisma, e o coronel morreu. Passei à sala contígua, e durante duas horas não ousei voltar ao quarto. Não posso mesmo dizer tudo o que passei, durante esse tempo. Era um atordoamento, um delírio vago e estúpido. Parecia-me que as paredes tinham vultos; escutava umas vozes surdas."


Nos verbos conjugados "pus-lhe", "esganei-o" e "chamá-lo", todos os pronomes se referem ao coronel, mas são distintos, pois:
I. lhe é referente a objeto indireto
II. o e Io se referem a objeto direto.
III. Io é usado para substituir o objeto direto de verbos transitivos diretos terminados em r, s ou z.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q518045 Português
                              Tamanho não é documento (nem no cérebro)

                                                                                                    Marcelo Gleiser




     Talvez o universo seja a maior coisa que exista, mas sem nosso cérebro não teríamos a menor noção disso. Aliás, sem nosso cérebro não teríamos noção de qualquer coisa. É realmente espantoso que tudo o que somos, das nossas personalidades às nossas memórias, das nossas emoções à nossa coordenação motora, seja orquestrado por uma massa de neurônios e suas ligações de não mais do que 1,4 kg.

     Como comparação, o cérebro de um orangotango pesa 370 g, enquanto que o de um elefante pesa 4,8 kg. Se você acha que o segredo do nosso cérebro está no seu peso, veja que o de um camelo pesa 762 g e o de um golfinho, 1,6 kg. Mesmo que golfinhos sejam bem inteligentes, não escrevem poemas ou constroem radiotelescópios.

     Também não solucionamos o mistério comparando o peso do cérebro com o peso do corpo. Por exemplo, a razão do peso do cérebro para o do corpo nos humanos é de 1:40, a mesma que para ratos. Já para cachorros, a razão é de 1:125 e para formigas de 1:7. Formigas certamente são inteligentes, especialmente ao atuar em grupos (inteligência coletiva), mas não mais do que cachorros ou humanos.

     Ao acompanharmos a evolução do cérebro a partir de nossos antepassados primatas, vemos um enorme crescimento começando em torno de 3 milhões de anos atrás. Mesmo assim, tamanho não parece ser a resposta. De acordo com os neurocientistas Randy Buckner e Fenna Krienen, da Universidade de Harvard, nos EUA, a resposta está nas conexões entre os neurônios, que é unicamente rica nos humanos.

     Para chegar a essa conclusão, os cientistas mapearam o cérebro humano e o de outras espécies usando a ressonância magnética funcional, ou fMRI. Nas outras espécies, os neurônios são conectados localmente: a transmissão de sinais ocorre como numa linha de produção industrial, linearmente de um neurônio a outro. Regiões diferentes do cérebro, as córtices, também são interligadas dessa forma linear. Por exemplo, a ligação entre a córtex visual e a motora permite que os músculos dos animais reajam a algum estímulo visual, como o predador que vê uma presa. O processo é eficiente, mas limitado.

     Nos humanos, as córtices estão interligadas de forma diferente, parecendo-se mais com os nodos de conexão de uma cidade grande do que com uma estrada que liga um ponto a outro. Como numa cidade, existem centros mais densos (as córtices) que estão interconectados entre si por várias ruas e avenidas, passando por centros menores no caminho (as córtices associativas).

     Essa riqueza na interconectividade neuronal parece ser a chave do nosso sucesso. Nos animais, a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão: o caminho é um só, como no exemplo do predador e da presa. No cérebro humano, regiões diferentes podem trocar informação sem qualquer estímulo externo, criando uma nova dimensão onde o cérebro funciona por si só, ou seja, reflete.

     Com isso, podemos pensar sobre diferentes possibilidades e ponderar situações individualmente. (A grosso modo, um leão age como todos os outros leões.) Como dizia o saudoso Chacrinha, quem não se comunica se trumbica. Nossos neurônios sabem disso muito bem.

                                                                                                           http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2014/01/1393219-tamanho-nao-e-documento-nem-no-cerebro.shtml



Em “...a linearidade das conexões limita sua capacidade de improvisação e de reflexão.", as expressões destacadas funcionam como
Alternativas
Respostas
1501: B
1502: A
1503: D
1504: D
1505: A
1506: C
1507: A
1508: E
1509: A
1510: B
1511: D
1512: A
1513: A
1514: D
1515: D
1516: C
1517: C
1518: E
1519: C
1520: B